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Odivelas: A Maior Taxa de Natalidade – Os Números e a Realidade

Maio 15th, 2017 | by Antonio Tavares
Odivelas: A Maior Taxa de Natalidade – Os Números e a Realidade
Saúde
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É meramente estatístico afirmar-se que Odivelas tem a maior taxa de natalidade do País

José Maria Pignatelli questionou o Executivo camarário sobre a campanha que faz relativamente à taxa de natalidade no concelho de Odivelas que se afirma ser a maior do País:

  • Em que premissas se consubstancia o Presidente da Câmara para anunciar que o número de nascimentos declarados nas estatísticas são referentes a famílias que residem no concelho? Quantos nascimentos ocorreram no concelho de Odivelas em 2015 e 2016? Quantas famílias escolheram viver em Odivelas, em 2015 e 2016? Em virtude do número de nascimentos qual é a estratégia, a curto e médio prazo, da Câmara Municipal de Odivelas, relativamente ao parque escolar, no âmbito das creches, jardins-de-infância e ensino básico, onde se sabe que existem turmas mistas e a funcionarem em horários duplos?

O deputado municipal lembra que “as instituições tuteladas pelo Ministério da Saúde e integradas no Serviço Nacional de Saúde do concelho de Odivelas não dispõe de dados concretos sobre os nascidos no hospital concelhio Beatriz Ângelo”, adiantando que “nem sequer têm um registo organizado que permita aferir da nacionalidade dos nados vivos e das correspondentes ascendências, se residem ou não em permanência, se são estrangeiros que estão de passagem ou passarão a habitar no concelho de Odivelas”.

Para o autarca centrista, todos sabem que “afirmar-se que Odivelas é o concelho com maior taxa de natalidade do País é meramente estatístico, não garantindo que estejamos perante um aumento significativo de famílias jovens a viverem em Odivelas”. E explica: “Nos últimos dois anos, repetem-se com maior frequência o número de nascimentos sobretudo de Cabo-Verdianos, Guineenses, Angolanos e Paquistaneses que não residem no concelho de Odivelas, antes são filhos de cidadãs estrangeiras que procuram o nosso País para ter os seus filhos em segurança, com custos baixos por força de acordos e ou legislação específica que beneficia algumas das famílias que nos procuram, em virtude dos condicionalismos da suas condições socio económicas”.

Estas mães – assegura – regressam aos seus países passados dois ou três meses dos nascimentos, circunstância detetada nos serviços de cuidados de saúde entre os 4 e os 6 meses pós -parto, quando enfermeiras ou técnicas auxiliares tentam contactá-las por estarem em falta com a vacinação. É nesse momento que se percebe a ausência destes estrangeiros e, aí sim, médicos ou enfermeiros registam-nos como tendo faltado à vacinação e consulta”.

José Maria Pignatelli lembra que nos últimos 11 anos, conhecem-se três slogans dados ao concelho pelas governações municipais do Partido Socialista: Primeiro, “Odivelas, terra de oportunidades”; segundo “É bom viver em Odivelas” e agora “nascer em Odivelas é bom”… mas no hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Para o autarca trata-se da “falta de argumentos para a propaganda da governação da Câmara Municipal em vésperas de eleições autárquicas”.

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