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Só em 2018 se tratará da saúde na cidade de Odivelas

Maio 28th, 2017 | by Antonio Tavares

Só em 2018 é que a cidade de Odivelas terá um novo edifício destinado aos cuidados de saúde primários. Esta foi uma certeza dada pela Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, no final de Março, numa reunião com deputados municipais, contrapondo as promessas feitas pelo Presidente da Câmara Municipal de Odivelas que garantia a obra concluída ainda este ano.

Contudo, em 24 de Abril último, o responsável pela autarquia, Hugo Martins, foi mais prudente ao afirmar que a construção da unidade de saúde da cidade ainda começaria durante o último semestre do ano.

Para José Maria Pignatelli uma única convicção: “A Câmara Municipal de Odivelas fez um enorme esforço em candidatar a obra aos fundos da União Europeia, para acabar por ser ressarcida de menos de 228 mil euros. Em sede de FEDER, a obra será subsidiada em 50%, ou seja 758 mil euros do valor elegível de 1,516 milhões de euros. Mas ainda assim, a Câmara Municipal de Odivelas terá de devolver à Administração Regional de Saúde pouco mais de 530 mil euros”.

O autarca sublinhou tratar-se de “mais uma decisão precipitada do Executivo camarário, indicadora de uma gestão descuidada e irrefletida, tanto que existem outras obras estruturantes que carecem de subvenções comunitárias para se conseguirem executar. Portanto, é caricato tanto esforço por causa de 228 mil euros”.

Uma entrada para “4 saídas felizes”

José Maria Pignatelli estranha-se como é que o novo edifício terá a capacidade para receber quatro unidades distintas, “pois não se vislumbra que o espaço – o parque de estacionamento ao lado da Secundária de Odivelas acrescido do pequeno espaço do antigo cemitério de Odivelas – permita a construção de um imóvel gigantesco capaz de acolher a UCSP de Odivelas e as unidades de saúde familiar ‘Colina de Odivelas’, ‘Cruzeiro’ e ‘Mosteiro’, esta última a criar a partir da extensão do Bairro Olaio”.

A fazer fé nas afirmações da Presidente da ARSLVT – adianta – a obra permitirá que trabalhem em simultâneo pelo menos 36 médicos, 32 enfermeiros e 28 assistentes técnicos e 8 assistentes operacionais. Portanto, no novo edifício para cuidar da saúde dos habitantes da cidade de Odivelas trabalharão 104 pessoas”.

Para o deputado, estas incongruências não são de estranhar “já que aquela dirigente regional entende como normal a decisão de constituir a USF Colina de Odivelas desmembrando a UCSP de Odivelas, sem quaisquer condições tanto em espaço tanto em número de clínicos disponíveis, já que se recorreu a médicos em período de reforma”. O autarca centrista é perentório: “Decididamente temos uma classe dirigente improfícua e que desconhece a realidade, pois certamente ocupam lugares públicos mas não utilizam os serviços públicos”.

Acionar garantia para reparar USF da Póvoa de Santo Adrião

Mas a Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo foi mais longe: disse que fará acionar a garantia da construção da USF da Póvoa de Santo Adrião de modo a que sejam reparadas as múltiplas zonas com infiltrações que colocam em causa a salubridade do equipamento, que dotará aquela USF de novos equipamentos informáticos; que se prevê a construção de uma nova USF em Famões para substituir as atuais instalações completamente desadequadas.

Segundo José Maria Pignatelli aquela responsável regional garantiu ainda que a Autoridade de Saúde Pública continuará a funcionar em Santo António dos Cavaleiros “pois entende-se que aquelas instalações são mais centrais para todos os utentes, sejam de Odivelas ou Loures” e que se pondera fazer regressar o serviço Catus às instalações originárias, na avenida Prof. Dr. Augusto Abreu Lopes.

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