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Na Escola Avelar Brotero degradação angustiante

Julho 6th, 2017 | by Antonio Tavares
Na Escola Avelar Brotero degradação angustiante
Cultura
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José Maria Pignatelli, deputado municipal em Odivelas, enviou-nos um comunicado após uma visita de hora e meia à escola Avelar Brotero, em Odivelas, reconhecendo um estado de degradação angustiante daquele estabelecimento de ensino. Pela pertinência transcrevemos o comunicado: 

«A Escola Avelar Brotero – onde são leccionados do quinto ao oitavo ano de escolaridade – terá muito perto dos sessenta anos de existência e nunca foi alvo de uma intervenção de fundo no âmbito da regeneração. A sua degradação é clarividente. A olho nu percebe-se a urgência em promover correcções estruturais tanto no edifício principal como no ginásio anexo e nas respectivas coberturas: são evidentes e graves a degradação de pavimentos por abatimento e fissuração nas paredes, estas últimas em todos os pisos do edifício, mas principalmente ao nível do solo.  

100 Por cento das coberturas mantêm-se em fibrocimento e encontram-se em manifesta deterioração, por falta de conservação. 

O edificado necessita de reparação urgente das paredes exteriores: A escola apenas consegue realizar pinturas interiores e a poder do espírito empreendedor das funcionárias que não aceitam a morte da escola anunciada em 2009 e posteriormente em 2010, pela então presidente da Câmara Municipal de Odivelas, a socialista Susana Amador, que nem sequer tutelava a manutenção da escola.

DGEstE desvia verba para aquisição de contentores

Para o Conselho Geral do agrupamento de escolas Adelaide Cabette – a que a Avelar Brotero pertence – importa saber se a DGEstE (Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares) vai ou não promover as obras garantidas, em 12 de Janeiro de 2016, por Francisco Neves, delegado regional de Lisboa e Vale do Tejo. Mais: Aquele responsável da DGEstE afiançou que o cabimento para a regeneração da escola seria de 135.000 euros e era proveniente do fundo comunitário consubstanciado na estratégia ‘Portugal 2020’. 

No entanto, em Maio último, o professor Mário Furtado, presidente do Conselho Geral daquele agrupamento de escolas, foi surpreendido com o anúncio de que a verba de 135 mil euros foi desviada para a aquisição de “estruturas modulares educativas”, ou seja de contentores, para escolas do ensino básico e pré-escolar de Odivelas.

Agora a escassos dois meses do início de um novo ano lectivo é determinante saber:

  1. Quem garante a segurança e as condições de salubridade da escola?

  2. Quem se encontra em condições de dar essa garantia aos pais e encarregados de educação dos jovens que frequentarão a Avelar Brotero?

  3. Quando e como será observada a reabilitação da escola?

  4. Ou será que a demolição será o futuro da Avelar Brotero que se encontra localizada num espaço apetecível no domínio do negócio imobiliário?

A Avelar Brotero é uma escola básica do 2º e 3º ciclo na cidade de Odivelas onde estudam aproximadamente 500 crianças que frequentam do 5º ao 8º ano de escolaridade. O Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette inclui outras sete escolas: Entre elas o jardim-de-infância pré-fabricado Álvaro de Campos, no Bairro do Codivel, cujo futuro só pode ser a demolição; a velhinha EB 1 António Maria Bravo à porta de quem se mantém uma verdadeira sucata de viaturas apreendidas pela PSP. Ainda assim, a Avelar Brotero encerra duas curiosidades: é o único estabelecimento de ensino em Odivelas que possui equipamento de retroprojecção em todas as salas de aula e uma turma com 14 alunos cuja língua materna não é o português. 

Em 2009, o PS anunciou demolição

e mostrou novo projecto

A escola Avelar Brotero é uma escola pública que chegou a ser um estabelecimento de ensino particular há mais de 50 anos – da autoria de um dos arquitectos mais simbólicos do movimento modernista, o franco-suíço Le Corbusier – que tem o nome do botânico cujo verdadeiro nome era Félix Avelar, nascido em 1744 no Concelho de Loures, tendo sido um eminente professor na Universidade de Coimbra. 

A sobrevivência da escola depende de uma estratégia educativa para o concelho que consubstancie a eventual reabilitação. Contudo, não podemos ter memória curta: Em 2009, pouco antes das eleições autárquicas desse ano, a então Presidente da Câmara Municipal, do Partido Socialista, Susana Amador, anunciou acordo com o Ministério da Educação para a construção de uma nova escola, com o mesmo nome Avelar Brotero, a edificar na urbanização da Ribeirada, e a consequente demolição da actual. 

Esse projecto foi amplamente divulgado em painéis publicitários e do então programa de campanha eleitoral do PS.

Na minha visita fui acompanhado também pelas professoras Maria Eugénia e Maria Leonor Morgado, ambas do Conselho Geral do Agrupamento de escolas Adelaide Cabette».

One Comment

  1. Cristina says:

    E o que irão fazer os senhores Políticos que devem intervir nesta àrea para resolver esta URGENTE situação?