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	<title>odivelas.com &#187; Colunistas</title>
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	<description>Odivelas Portal de Noticias e TV</description>
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		<title>Esta é dedicada ao PSD e CDU de Odivelas</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 21:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sendo meu hábito escrever sobre programas em que tenha participado, desta vez, dada a relevância do programa sobre a “fundação do Município de Odivelas”, onde dois deputados municipais, portanto vozes autorizadas, marcaram presença, e eu próprio, portanto a vóz menos autorizada para debitar seja lá o que for, sobre a magna matéria da fundação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/02/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-17212 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/02/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Não sendo meu hábito escrever sobre programas em que tenha participado, desta vez, dada a relevância do programa sobre a “fundação do Município de Odivelas”, onde dois deputados municipais, portanto vozes autorizadas, marcaram presença, e eu próprio, portanto a vóz menos autorizada para debitar seja lá o que for, sobre a magna matéria da fundação de Odivelas.</p>
<p>Podia naturalmente verberar, como já o fiz de resto, mas de forma muito sub-liminar, do pouco ou nenhum contributo para a causa Odivelense, de alguns (muitos) dos que hoje se arrogam a arautos da causa. Mas não o vou fazer.</p>
<p>O que me motiva, é um outro assunto, o qual confesso foi um mistério, para mim, durante estes 14 anos, mas sobre o qual a luz foi finalmente derramada, e vejam lá por quem, por dois deputados municipais, que só o são, em Odivelas, por causa do trabalho que os fundadores tiveram – as ligações partidárias do Movimento Odivelas a Concelho (MOC).</p>
<p>Então a tese osbtinadamente acarinhada por estes dois representantes do PSD e CDU é a seguinte: “<strong>O MOC não contou nada para o campeonato</strong>” … e “O <strong>MOC era uma iniciativa do PS, pois 95% dos seus membros eram militantes socialistas</strong>”.</p>
<p>Ora a primeira afirmação é-me absolutamente indiferente, e não me suscita qualquer comentário, por desinteressante. Mas a segunda afirmação, essa, mexeu comigo.</p>
<p>Claro que nenhum daqueles dois deputados alguma vez se deu ao trabalho de ver o trabalho do MOC, o que daria trabalho tal a quantidade, pois se o tivessem feito veriam que a “partidarite” era algo que não fazia parte do projecto do MOC de então.</p>
<p>Ah mas aquilo era tudo gente do PS. Diziam os senhores deputados. Intrigado, e desconfiado que a memória me atraiçoasse, pois já lá vão 25 anos que ando nisto, fui consultar a lista dos 14 membros fundadores do MOC.</p>
<p><strong>Cheguei a conclusões espantosas e que me proponho aqui revelar em primeira mão, e confirmar que, sim é verdade, há uma organização que se destaca, ao analisarmos as ligações dos membros do MOC.</strong></p>
<p>Senão vejam:</p>
<p><strong>8</strong> dos membros eram (e ainda são) militantes do PS;</p>
<p><strong>1</strong> dos membros era militante do PSD, sendo hoje Presidente da junta de Freguesia de Odivelas, o meu querido amigo Victor Machado;</p>
<p><strong>1</strong> dos membros era militante do PCP, desconhecendo se ainda mantém essa condição;</p>
<p>Os restantes <strong>4</strong>, ao que então se sabia, não tinham qualquer filiação partidária;</p>
<p>O Dr. Notário, confesso que desconheço a sua filiação partidária também.</p>
<p>Isto no que concerne aos fundadores do MOC, pois houve outros que aderiram ao movimento, dos quais destaco o colega do Fórmula Resolvente, Barão das Neves, então do CDS, e outros, dos quais se não conheciam as filiações partidárias … simplesmente porque isso era para nós, do MOC, absolutamente indiferente, até os estatutos, que os senhores deputados não leram, o proibiam.</p>
<p>Mas … pasmem-se lá todos, encontrei uma tenebrosa ligação de <strong>TODOS</strong> os membros fundadores do MOC com uma instituição, e que assim, na tese dos senhores deputados municipais que a veicularam (a tese das ligações que cataloga a malat do MOC com), faz dessa instituição a principal mentora do projecto !!!!!!!</p>
<p>Senão vejam :</p>
<p><strong>TODOS</strong> os fundadores foram baptizados sob os auspicios da Santa Romana e Apóstolica Religião Católica … hummm, muito estranho;</p>
<p><strong>TODOS</strong> casaram sob os auspicios da Santa igreja Católica … humm;</p>
<p><strong>TODOS</strong>, portanto foram acolhidos no seio daquela igreja e dela receberam os seus sacramentos. <em>Élasse</em>, se eram todos católicos, então foi a Igreja Católica quem esteve na génese do MOC.</p>
<p>Afinal no campeonato das ligações dos membros do MOC, os partidos são batidos de forma inapelável. Como remate desconhece-se quantos teriam ligações á Maçonaria, mas a consulta a quem percebe da poda, aparentemente, e nesta matéria, diz-nos que eram todos imaculados.</p>
<p>Espero muito sinceramente que este escrito sirva para demonstrar o disparate da alegação das “<strong><em>ligações com</em></strong>”, como se fosse algum estigma as opções que os cidadãos tomam em consciência, e por outro lado que se deixe de passar atestados de imberbidade a quem deu de si sem pensar em si, pois isso mais parece soberba.</p>
<p>Quem despeza o passado não pode ter um futuro brilhante.</p>
<p>A borboleta por muito colorida que seja, jamais conseguirá alterar a circunstância de ter nascido a partir de uma lagarta. Goste-se ou não se goste.</p>
<p><em><strong>Oliveira Dias, Politólogo</strong></em></p>
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		<title>PLANO MARSHALL PARA O DESEMPREGO</title>
		<link>http://odivelas.com/2012/04/01/plano-marshall-para-o-desemprego/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 22:50:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Após a segunda guerra mundial, a devastação da Europa era tal que depressa se concluiu ser a Europa, por motu próprio, incapaz de recuperar visando o crescimento e o desenvolvimento das suas nações. Marshall, um General Americano Secretário de Estado, elabora aquele que ficou conhecido como o Plano Marshall,  que reergueu, das cinzas uma Europa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: left;" align="center"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/oliveira-diasPB13.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-17915" title="oliveira-diasPB" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/oliveira-diasPB13.jpg" alt="" width="107" height="80" /></a>Após a segunda guerra mundial, a devastação da Europa era tal que depressa se concluiu ser a Europa, por motu próprio, incapaz de recuperar visando o crescimento e o desenvolvimento das suas nações.</p>
</div>
<p>Marshall, um General Americano Secretário de Estado, elabora aquele que ficou conhecido como o Plano Marshall,  que reergueu, das cinzas uma Europa destruída, renascendo, qual Fénix das suas próprias cinzas.</p>
<p>O Plano assentava em pressupostos simples, a América, com um super-avit de produção, emprestava dinheiro á Europa, e esta com esse dinheiro adquiria a maquinaria de que precisava para alavancar a sua agricultura, a sua indústria e por aí fora.</p>
<p>Os americanos ganhavam nas taxas de juro de um dinheiro que não era gratuito, e ainda por cima escoavam a sua produção industrial para uma Europa necessitada como do pão para  boca desses produtos, em grande parte maquinaria.</p>
<p>Desta forma a Europa, com dinheiros alheios, rapidamente se ergueu.</p>
<p>Aquilo que se passa hoje em Portugal roça as raias do desespero e da desgraça.</p>
<p>Noticias como as de Beja onde um homem assassina a sua família toda, devido á situação de miséria em que mergulhariam a curto prazo, ou a noticia de Olhão onde um pai mata a tiro o seu filho, numa família em que todos estão desempregados, ou o desabafo de um dos homens mais ricos do País, Belmiro de Azevedo, opina que quem não tem dinheiro para dar de comer aos filhos tem que legitimamente roubar, leva-nos a pensar muito.</p>
<p>Nos tempos que correm tirando os reformados e pensionistas, que apesar de tudo têm as suas receitas garantidas no final de cada mês, os funcionários públicos e demais servidores do Estado (militares e outros), os trabalhadores do sector privado, independentemente do tipo de vínculo e duração, podem ainda prover as suas mesas com o pratinho de sopa e a côdea de pão para saciar a fome.</p>
<p>Mas os cerca de 800 mil desempregados, esses não podem nada, são as vitimas mais próximas da crise, estão na beira do abismo.</p>
<p>Basicamente o crescimento económico depende dos privados, pois em tese não é ao Estado que compete gerar mais valias sob a forma de lucro. Opções.</p>
<p>Isto numa abordagem simplista mas óbvia para quem lê.</p>
<p>Mas o Estado tem a obrigação de criar condições para ajudar quem mais precisa.</p>
<p>Em respeito pelo principio da subsidariedade, o tal que apela ás estruturas mais próximas para solução de um problema, e que no caso da administração pública nos remete para o Poder Local, como concretizar este desiderato ?</p>
<p>A Lei obriga as autarquias de carácter municipal a terem um veterinário municipal. Ora nem todas têm. Se de um dia para o outro entrassem para os 308 municípios, um veterinário municipal, mesmo que algumas já os tivessem, eram logo 308 empregos qualificados.</p>
<p>Existem, segundo julgo saber, cerca de 4.000 estabelecimentos de ensino em Portugal. A Lei prevê que existam junto das comunidades escolares psicólogos, para apoio da respectiva comunidade escolar. E tão necessários numa época em que o bulling, as famílias desestruturadas, e a fome são realidades envergonhadas. Ora o número de escolas com estes técnicos especializados é pouco mais do que insignificante.</p>
<p>As estruturas locais de apoio aos desempregados, eufemisticamente chamados “centros de emprego” do IEFP, não passam de estruturas onde os funcionários só se levantam das cadeiras para fazer intervalos do café, ou irem embora após uma jornada a ouvir desgraças.  Ninguém se dá ao trabalho de identificar na área geográfica por que são responsáveis, que tecido economico e empresarial existe, quais as valências humanas de que estão carecidos, e planear acções formativas para o universo de inscritos no respectivo centro.</p>
<p>Ora a bolsa nacional de formadores certificados com o célebre CAP, conta por vários milhares de cidadãos.</p>
<p>Como formador tenho cerca de 1.200 horas dadas em mais de 10 anos de actividade nesse meio, tendo passado por mim á volta de 980 formandos.</p>
<p>Pegando neste critério, para 800.000 desempregados, seriam precisos 8.000 formadores. É só meter mãos á obra.</p>
<p>É sabido que a Inspecção do trabalho carece de cerca de 100 inspectores. Admitam-se 200, eventualmente com uma remuneração abaixo da praticada. Estou certo que o ganho de produtividade seria considerável, pois havendo mais disponibilidades, de pessoal, as irregularidades, aos milhares, resultariam num encaixe, em coimas e multas considerável.</p>
<p>O Ministério do Ambiente tem pouco mais que uma dezena de inspectores ambientais. É uma brincadeira. A impunidade nesta área é uma realidade. Contratem-se outros 200 inspectores, e ainda assim talvez não se chegue a todo o lado. Mas mais uma vez as coimas e multas justificarão as admissões.</p>
<p>É sabido que o Tribunal de Contas com os seus 600 funcionários, não conseguem escrutinar na plenitude todas as 4259 freguesias e os 308 municípios, e ainda as cerca de 280 empresas municipais. É muita coisa para auditar. Existem autarquias que nunca tiveram uma inspecção.</p>
<p>Diria, assim a olhómetro, que só estas 5.000 entidades do &lt;poder Local que gastam dinheiros dos contribuintes, e são muitos milhões, justificariam a contratação de 1.000 técnicos especializados.</p>
<p>Assim, a brincar, e de uma forma simplista já arranjei 13.700 empregos, qualificados. Se considerarmos os números do desemprego qualificado, segundo o INE andam á volta de 35.000, já só ficariam 21.300.</p>
<p>Claro que parto do princípio que o recrutamento desta gente teria forçosamente de sair dos inscritos nos centros de emprego.</p>
<p>Por outro lado a administração pública vê cerca de 20.000 funcionários obter a pensão ou reforma todos os anos.</p>
<p>Se á saída desses reformados ou pensionistas correspondesse á chamada de outros tantos do tal universo de inscritos, a taxa de desemprego qualificado atingiria aquilo que em economia é conhecido como “pleno emprego”.</p>
<p>O Plano Marshall para o emprego requer dinheiro. Para não se perder tempo a discutir com cortar nas gorduras do Estado, seria preferível optar uma outr solução simplista – o OURO.</p>
<p>Portugal tem 15 mil milhões de euros em reservas de Ouro. Mas, fruto de um acordo com o Banco Central Europeu, o tal banco com accionistas públicos mas também muitos e poderosos privados, os Estados da zona euro, não podem alienar as suas reservas de ouro, por corresponder a emissão de moeda, função de que abdicaram aquando da adesão ao euro. Ora mandava isso ás urtigas, invocava a excepcionalidade da crise e austeridade, e socorria-me de uma pequena parte dessas reservas para injectar neste programa de Plano Marshall.</p>
<p>Claro que a contrapartida, porque existe sempre um retorno, será a produtividade gerada por estes 35.000 cidadãos qualificados, altamente motivados.</p>
<p>Isto ao nível da administração. E quanto ao privado ? parece que a aposta na internacionalização é o caminho. Apostar fortemente nesse eixo. Como ? procure-se sinergias com as universidades onde pululam cérebros, com competências que as empresas necessitam.</p>
<p>A internacionalização obriga as empresas a crescer, o seu crescimento é feito com o recurso a novas admissões. Temos cerca de 720.000 inscritos ávidos por trabalhar.</p>
<p>Se os empregadores ficassem isentos, durante 5 anos, de contribuições por cada trabalhador recrutado no universo de inscritos nos centros de emprego, a procura seria uma realidade.</p>
<p>Se os investidores ficassem isentos de derramas e de IRC, durante 5 anos, estou em crer que a procura aumentaria exponencialmente.</p>
<p>Quantos empregos se gerariam ? Muitos. A confiança voltaria aos corações dos portugueses.</p>
<p>Como último recurso, e não é nada que não tivesse sido feito, aquando da grande recessão de 1929, nem que o Estado tivesse de intervir criando empresas e ao invés de pagar 1500 euros a um funcionário, contratar 2 pagando 750 euros a cada um.   Lembram-se daquela história de um emprego público em que o Estado pagava a um grupo de trabalhadores para abrir buracos, e pagava a outro grupo de trabalhadores para tapar esses mesmos buracos ? Os buracos, em si, não eram importantes, o importante era a economia gerada pelas actividades alavancadas pelos vencimentos deste 2 grupos. Funciona muito melhor do que a subsidiação.</p>
<p>Dinheiro, como se avançou, existe, é só ir ao ouro. Á medida que se fossem gerando mais valias, por este esforço todo, ía-se repondo o ouro utilizado.</p>
<p>Isto aliado a coisas simples que qualquer cidadão pode fazer, impulsionaria, bastante, a empregabilidade. Por exemplo quando o leitor vai almoçar ou jantar ou até simplesmente lanchar a um grande centro comercial, costuma arrumar o tbuleiro nos locais próprios ?  Se sim, está a contribuir para o desemprego daquelas pessoas que são contratadas para fazer esse trabalho ! Para a próxima deixe o tabuleiro em cima da mesa e as senhoras que os recolhem continuarão a ter trabalho.</p>
<p>Nos hipermercados já todos repararam naquelas máquinas d pagamento automático? Quando estamos nas filas das caixas, vem sempre uma funcionaria solicita informar-nos de que nas automáticas é mais rápido. Pois não siga o conselho porque assim que a rapaziada se habituar a essas máquinas, as funcionárias das caixas deixam de ter utilidade.</p>
<p>Quando precisa de atestar o carro opta por bombas de pagamento na caixa, depois d ser você a fazer o serviço,  ou pelas bombas em que é um funcionário que lhe atesta o carro ? já repararam que nestas últimas existem sempre vários funcionários e nas outras só um ? A escolha então é óbvia.</p>
<p>São os pequenos hábitos das populações que muitas vezes determinam o desemprego ou o emprego.</p>
<p>A escolha também é nossa.</p>
<p>Oliveira Dias, Politólogo.</p>
<p><strong><em>Por decisão do autor este texto foi feito em inobservância do acordo ortográfico, por não esar ratificado por todas as partes.</em></strong></p>
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		<title>PREFACIO PRESIDENCIAL</title>
		<link>http://odivelas.com/2012/03/18/prefacio-presidencial/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 16:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[∆ O Presidente da República acaba de dar á estampa um livro, onde, segundo parece, faz um balanço do seu primeiro ano de mandato, do segundo que a Constituição da República lhe permite fazer. No Prefácio deste livro resolveu desancar no ex-primeiro ministro, José Sócrates, a sua animosidade pessoal, até aqui mal disfarçada, hoje, claramente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/03/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-17706 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/03/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></strong></p>
<p align="center">∆</p>
<p>O Presidente da República acaba de dar á estampa um livro, onde, segundo parece, faz um balanço do seu primeiro ano de mandato, do segundo que a Constituição da República lhe permite fazer.</p>
<p>No Prefácio deste livro resolveu desancar no ex-primeiro ministro, José Sócrates, a sua animosidade pessoal, até aqui mal disfarçada, hoje, claramente óbvia para todos.</p>
<p>José Sócrates é, assim, recuperado para a actualidade noticiosa, a contra gosto, certamente, achando, que provavelmente Paris não é suficientemente longínquo para que o deixem em paz.</p>
<p>Cavaco Silva usa assim a “sua” magistratura de influência para se colar aos saudosos que ultimamente se esforçam por trazerem para as primeiras páginas dos seus pasquins, notícias sobre quem não se pode defender.</p>
<p>Se olharmos, em retrospectiva, para as “gafes” de Cavaco, logo nos vem á cabeça daquela dos Lusíadas, obra da qual achava ter tantos Cantos, como uma sala, ao invés dos dez que Camões escreveu e cantou. Iliteracia dirão.</p>
<p>E ainda haverá quem se lembre da solução que o então ex-primeiro ministro e “opinion maker” Cavaco, na sua longa travessia do deserto, debitou sobre o problema de uma função pública com demasiados recursos humanos ? Segundo ele o problema iria resolver-se á medida que fossem morrendo.</p>
<p>Isto foi mais ou menos quando Alberto João Jardim se lhe referia como o Sôr Silva.</p>
<p>Por falar da Madeira, o figurão que o Presidente lá foi fazer em 2008 ? Lembram-se ? Foi mais ou menos assim: O Presidente da República visita a Madeira, e o todo poderoso governador insular não lhe permitiu participar numa sessão especial da Assembleia Legislativa, que por Protocolo, a acontecer, deveria ser Presidida pelo Presidente da República.</p>
<p>O Presidente da República teve de se contentar com um repasto na dita Assembleia.</p>
<p>Para receber os partidos com acento na dita Assembleia insular, ao invés de usar o palácio de São Lourenço, residência oficial do seu representante na ilha, e que o governador sempre reclamou como seu, recebe os partidos no hotel onde se hospedou.</p>
<p>Percorreu todos os municípios da ilha, sendo recebido pelos Presidentes de câmara, como manda o protocolo, mas á frente, no lugar de serem os batedores, quem chegava primeiro era o governador, na sua inconfundível viatura, ornada com duas insulares bandeirinhas, para recolher as palmas a que sempre se achou com direito.</p>
<p>É mais ou menos nesta altura que um seu aficionado lança a mal explicada teoria das escutas ao Presidente da República a mando, claro está, do Primeiro Ministro. Porém nem o primeiro ministro tem poderes para mandar escutar ninguém, como pelo que se vê agora, quem era escutado era o próprio Sócrates, sem se perceber a razão das escutas realizadas a Sócrates. Se isto não é uma rajada nos pés, então não sei o que será.</p>
<p>Mais recentemente, Cavaco haveria de nos brindar com mais umas quantas que não lembravam a mais ninguém, desde logo, quando em campanha para o seu segundo mandato presidencial, deixou por explicar muitas questões que o envolviam a ele e a vários dos seus adjuntos, do passado, na célebre questão do BPN.</p>
<p>O seu discurso de vitória foi de uma inacreditável parcialidade, e tentativa de usar o resultado eleitoral para “limpar” qualquer dúvida que subsistisse sobre o BPN e a sua alegada envolvência.</p>
<p>Mais tarde, e na mesma linha de fogo, o seu discurso de tomada de posse foi um ataque violento a governo de Sócrates. Recorde-se que prometera Cavaco, uma magistratura activa. Estaria a referir-se ao prefácio ?</p>
<p>Esta deslealdade institucional não lhe ficou bem na altura, como não fica bem o seu prefácio de hoje.</p>
<p>Qual a razão deste prefácio ? Desde logo desvia as atenções e a pressão enorme que sobre ele se exerce por causa de uma petição subscrita por 45 mil portugueses a pedir-lhe a demissão. Para o ego Presidencial isto é a pior das coisas.</p>
<p>Para essa pressão, sobre o Presidente, conta muito a questão de ter abdicado do vencimento da função presidencial, desvalorizando esta claramente, em benefício das suas reformas.</p>
<p>Depois a célebre queixinha pública de apesar de ter reformas milionárias, estas não virem a ser suficientes para pagar as suas despesas, quando se sabe que temos mais desempregados do que funcionários públicos, gerando uma situação dramática para milhares de portugueses, a que se deve adicionar dramas com as famílias insolventes e aquelas dependentes de trabalhos precários.</p>
<p>A vingança é um prato que se serve frio, diz-se. A derrota custa muito a aceitar, sobretudo para quem teve o poder de mandar e comandar nas mãos durante uma década. Terá sido por isso, que Cavaco sucumbiu na tomada de posse de António Guterres, caindo desfalecido, nos braços de quem o amparou ?</p>
<p>Prefaciar uma obra de ataque a um politico retirado, por parte de um politico no activo, é moral, ética e politicamente aceitável ?</p>
<p>Não é. Por isso tenho para mim que o pósfacio, não naquela sede, mas noutra, venha a ser o prefácio da merecida resposta, pois como diz o ditado popular – cada um deita-se na cama que fez.</p>
<p>Quem ri no fim … ri melhor.</p>
<p><em>Oliveira Dias</em></p>
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		<title>A Crise Para Tótós</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 12:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[∆ Eu sei que o título revela uma aparente arrogância, mas ela é só aparente, (garantia de quem muito respeita quem lê os seus escritos, ainda que se não identifique com as minhas apologias). Não resisto a contar uma pequena história que se passou comigo. Quando fui chefe de gabinete de um presidente de câmara, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/02/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-17212 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/02/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p align="center">∆</p>
<p>Eu sei que o título revela uma aparente arrogância, mas ela é só aparente, (garantia de quem muito respeita quem lê os seus escritos, ainda que se não identifique com as minhas apologias).</p>
<p style="text-align: left;">Não resisto a contar uma pequena história que se passou comigo. Quando fui chefe de gabinete de um presidente de câmara, cruzei-me, certo dia, com um dos administradores de uma empresa municipal, da qual eu era o Director Geral executivo, o homem ía-se a rir quase a bandeiras despregadas, e eu interpelei-o :</p>
<p>- “<em>ó dótor Ilidio está muito feliz hoje, viu o passarinho amarelo, foi </em>?”</p>
<p>e ele responde-me</p>
<p>- “<em>Doutor António, não leve a mal mas acabo de sair do gabinete do vereador e quando vi o livro que está em cima da secretária dele, tive de sair e não me contive</em>”</p>
<p>eu aí fiquei curioso, e fiz um esforço enorme de não o acompanhar na risada, puz uma cara muito séria e disse</p>
<p>-       “<em>diga-me lá que livro era para ver se também acho graça &#8230;</em>”,</p>
<p>-       &#8211; “<em>ha era sobre marketing </em>… (risos)” disse ele.</p>
<p>e eu</p>
<p>-       “<em>bom … isso só revela que o senhor veredor se anda a cultivar, … não vejo onde está a graça …</em> “</p>
<p>e ele disparou</p>
<p>-       “<em>não o título é que …</em> “</p>
<p>adensava-se o mistério e impacientei-me, e o meu interlocutor desabafa finalmente</p>
<p>-       “ <em>o título do livro é – Marketing pra Tótós</em>”,</p>
<p>esbocei um sorrizo (tipo de orelha a orelha) e comentei</p>
<p>-       “<em>vê ? eu não lhe dizia que o homem se anda a cultivar ?</em> “.</p>
<p>Claro que este tipo de títulos é só para chamar á atenção. O meu título tem hoje essa função. Confesso que não foi a primeira escolha, mas sim &#8211; A crise em economês -,</p>
<p>Mas quando o assunto é economia, a coisa torna-se chata para alguns leitores, por isso a necessidade de introduzir um “<em>fait divers</em>” ligeiro.</p>
<p>Ainda em jeito preâmbular devo dizer que o artigo foi escrito há bastante tempo, mas nunca o publiquei, O que me fáz voltar ao mesmo foi a circunstância de 3 universidades portuguesas terem atribuído a Paul Krugam o título “<em>Honoris Causa</em>”, e este laureado pelo prémio Nobel era já referenciado num meu artigo, não publicado,</p>
<p>Posteriormente um “opinion maker” residente do DN Lisboa, na edicção de 4 de Março de 2012, sob o título “O caso Krugman” vem dizer que este Nobel só agrada aos socialistas, e que o Nobel debita generalidades e contradições sobre economia.</p>
<p>Mais uma vez me senti impulsionado a dar á estampa o que pensava sobre o assunto. Mas … contive-me, tanta gente a dar para o peditório desencorajou-me.</p>
<p>Ora na edicção de 6 de Março de 2012, do mesmo diário, vem o Doutor Mário Soares meter mais uma acha para a fogueira, num artigo de opinião, que sigo atentamente, dizer que o homem foi uma desilusão, referindo-se ás palavras de Krugam aquando do recebimento do triplo Honóris Causa.</p>
<p>E isto a propósito da recessão. Ele vem dizer, hoje, o que já dizia quando José Sócrates explicava, com aparente insucesso, a razão que levava o seu governo a fazer investimentos públicos, numa altura em que a crise já por aí andava sob várias formas.</p>
<p>Tudo tinha a ver com a alavancagem da economia em tempos de recessão.</p>
<p>Simplesmente as coisas ditas pelo então primeiro ministro de Portugal eram invectivadas com os mais parolos mimos caseiros, mas ditas pelo Nobel já recolhiam palmas da esquerda á direita.</p>
<p>Hoje 3 universidades portuguesas atribuiêm a maior distinção que podem fazer ao nobel, e quanto a Sócrates é o saco onde todos malham. Incongruências.</p>
<p>Simplesmente, desta vez Krugman sentenciou que seria necessário reduzir 20 a 30% a massa salarial dos portugueses, sem explicar muiot bem como fazer uma coisa dessas e em simultâneo combater a recessão.</p>
<p>Como este tema, ecónomia, foi o cerne da minha tese de mestrado, em 2008, e dada a sua actualidade, para compreendermos porque razão, em tempos de recessão, se deve fazer investimento público, optei por voltar ao tema actualizando-o, e convertendo-o para leitura corrente.</p>
<p>Numa tese de mestrado, em 2008, defendi que este quadro é um “<strong>retrocesso de Paretto</strong>”, por contra-ponto ás “<em>melhorias de Paretto</em>” teorizadas por outro guru da economia &#8211; <strong>Samuelsson</strong>.</p>
<p>Vejamos em síntese, jornalística, o essencial dessa apologia, para compreender um pouco do que se passa actualmente, e de como uma politica recessiva, cega, é contraproducente, em função de uma alavancagem económica.</p>
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<p><strong>i) O Intervencionismo Estatal</strong></p>
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<p>A intervenção dos governos nas economias nacionais tem merecido, da parte dos cientistas sociais, designadamente economistas, várias análises, quanto ao seu impacto e efeito, no mercado livre, ou mercado aberto, ou ainda economia de mercado, para significar uma economia onde os agentes económicos livremente interagem entre si.</p>
<p>A uma maior intervenção estatal corresponderá uma menor eficiência económica ou a uma menor intervenção estatal corresponderá uma maior eficiência económica?</p>
<p>Esta é a questão, ainda em estudo, apesar do abalo doutrinal provocado pela crise financeira de 2008 (made in USA, para os mais esquecidos). Na realidade os neo-liberais foram convocados por políticos como <strong>Mário Soares</strong> (Sob o título “<em>Onde estão os Neoliberais</em>” publicado no Diário de Noticias, Lisboa, em 7 de Outubro de 2008, Mário Soares recordou que há pouco tempo os neoliberais reclamavam por “menos Estado, melhor Estado” e ainda “mais privatizações” e agora todos reclamam, face à crise financeira, a intervenção dos Estados para salvar as instituições financeiras, e assim impedir uma hecatombe social e económica para os povos. Observou Mário Soares que face à incapacidade do sistema capitalista reagir ao descalabro, são os governos de cada País a intervir, aliás como sempre foi a apologia da esquerda social democrata que Mário Soares representa (o estado deverá ter um papel de intervenção para correcção de desequilíbrios, a par de uma atitude reguladora dos mercados).</p>
<p>À data (2009) foi anunciado ao País, que o governo de José Sócrates iria nacionalizar o Banco Português de Negócios, isto depois de uns dias antes ter anunciado e feito aprovar uma Lei que disponibilizou ao sistema financeiro português cerca de 20 mil milhões de euros.</p>
<p>De facto ninguém diria até então que o governo viesse a nacionalizar um Banco (algo dos anos 70 do século passado), e muito menos que essa nacionalização fosse desejada pelos intervencionados), afirmara o conhecido homem de esquerda portuguesa, considerado um dos pais da democracia portuguesa, e por Adriano Moreira, outra figura incontornável na cena politica portuguesa, mas de direita, que em artigo de opinião condensaram, de forma elucidativa, o que pensam sobre a tradicional postura dos neo-liberais, em relação ao mercado, e à mão invisível doutrinada por Adam Smith, na sua obra “A riqueza das Nações” (…).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>-  ii) A Intervenção do  Estado na Economia</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O papel do Estado, enquanto interventor, na Economia é, segundo <em>Samuelson</em>, de capital importância. <em>Adam Smith</em> preconizava o ideal da economia de mercado por recurso a um mecanismo natural, segundo ele, a <em>Mão Invisível</em>, que se encarregaria de prover os equilíbrios necessários para se atingir o ideal de sistema económico.</p>
<p>Porém a realidade nunca lhe deu razão. Por vários motivos, mas <em>Samuelson</em>  aponta alguns:</p>
<p>a <em>existência de monopólios</em>; <em>poluição</em>; a <em>repartição de rendimentos profundamente injusta</em>; <em>desemprego</em>; <em>inflação</em>; a <em>actividade especuladora dos mercados</em>, etc.</p>
<p>Assim <em>Samuelson</em> introduz um novo teorema – o da <strong><em>Mão Visível.</em></strong> E identifica-a com a intervenção, por vezes coerciva, que o Estado realiza através dos seus poderes públicos.</p>
<p>Este tipo de intervenção visa fundamentalmente acorrer a desequilíbrios e ou disfuncionalidades identificadas no mercado, e às quais o Estado acorre, no intuito de introduzir equilíbrios socialmente aceitáveis.</p>
<p>É neste sentido que <em>Samuelson</em> diz serem as receitas oriundas dos impostos cobrados pelo Estado uma forma de redistribuição, através de subsídios à pobreza ou ao desemprego.</p>
<p>Para Samuelson, e relativamente à economia, o governo tem três funções, para corrigir as falhas de e do mercado a saber: 1 &#8211; A <strong>eficiência</strong>,  2 &#8211; A <strong>Equidade</strong> 3 &#8211; E o <strong>Crescimento</strong> macro-económico.</p>
<p>De todos este último será porventura um dos mais importantes pois <em>Samuelson</em> diz-nos que graças aos ensinamentos de <strong><em>Jonh Mainard Keines</em></strong> sabe-se hoje como ultrapassar as adversidades do mercado relativamente aos piores excessos dos ciclos económicos.</p>
<p>É possível, segundo <em>Samuelson</em>, utilizando as políticas fiscais e monetárias controlar os níveis do produto, do <strong>emprego</strong> e da inflação.</p>
<p>Para <em>Samuelson</em> “<em> <strong>O papel do governo numa economia moderna é assegurar a eficiência, corrigir uma injusta repartição do rendimento e promover o crescimento económico e a estabilidade</strong></em>”. (…)</p>
<p>Ora esta apologia clarifica a asserção de <em>Samuelson</em> quando defende “<strong><em>O modo predominante de organização económica nas modernas economias industriais avançadas é a economia mista, na qual o mercado determina a maioria dos preços e das quantidades individuais enquanto o governo conduz globalmente a economia com políticas fiscais, de despesa (…) e regulação monetária</em></strong>”. (…)</p>
<p>Quanto à apologia da existência de sistemas económicos mistos, onde uma coexistência entre a mão invisível da economia de mercado caminha a par da mão visível dos governos é cada vez mais uma realidade.</p>
<p>Ora se assim é, como realizam os governos essas intervenções?</p>
<p><em>Samuelson</em> apresenta-nos a <span style="text-decoration: underline;">Teoria da Escolha Pública</span>, para explicar de que forma se faz sentir a mão visível dos governos.</p>
<p>Nesta teoria <em>Samuelson</em> explora a seguinte questão : As escolhas Publica são eficientes ? Ele conclui que  as acções colectivas – identificadas com as escolhas publicas – podem produzir <strong><em><span style="text-decoration: underline;">melhorias de Pareto</span></em></strong>, explicando serem estas aquelas que levam a uma melhoria da satisfação de todos, e dá-nos como exemplo disso o apoio de um governo à vacina da poliomielite.</p>
<p>Sousa Franco chamou-lhe <strong><span style="text-decoration: underline;">Finanças Activas</span></strong> explicando que o Estado ao passar de mero observador a protagonista, adoptando uma pratica interveniente para assumir um papel diverso na economia, restringindo a actividade privada e assumindo fins autónomos.</p>
<p>Quanto às melhorias de <strong><em>Pareto</em></strong> o raciocínio <strong>inverso</strong> também será válido isto é, se um governo fizer a apologia negativa de uma situação de âmbito nacional será então expectável uma generalizada sensação de desorientação e até de pânico, introduzindo no sistema económico receios de tal monta que afectarão (ex: <em><span style="text-decoration: underline;">País de tanga</span></em> – Barroso – <em><span style="text-decoration: underline;">daqui a 20 anos estaremos pior</span></em> – Pedro passos Coelho) indicadores como o desemprego e a desaceleração da economia nacional, que, no limite, poderão conduzir a situações de recessão económica. Isto é o <strong><em><span style="text-decoration: underline;">Retrocesso de Pareto.</span></em></strong> Um governante tem pois a obrigação de o evitar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>iii) Como intervêm, então os Estados na Economia?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde logo através do respectivo Orçamento de Estado. A Noção que dele acolhemos é-nos dada por Sousa Franco, é segundo ele semelhante à da noção de um orçamento de um privado “ <em><span style="text-decoration: underline;">previsão da receita e despesa de um determinado sujeito durante um dado período económico dado</span></em>” , porém, e ainda segundo Sousa Franco, a caracterização do Orçamento de Estado inclui a componente de <span style="text-decoration: underline;">autorização política</span>, pois que se trata do consentimento do povo ao gasto publico e dos sacrifícios necessários para o financiar</p>
<p>Assim fixamos, de acordo com Sousa Franco, ser “<em><span style="text-decoration: underline;">o Orçamento de Estado a autorização política para cobrar receitas e efectuar despesas durante um certo período, em regra anual, a qual condiciona toda a actividade de administração do ano financeiro</span></em>”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>iv) Qual a relação do desemprego com a Mão visível dos Governos ‘?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É natural que face a um desemprego cíclico os governos deitem a mão a instrumentos como as Políticas Discricionárias &#8211; actuações específicas, decisões políticas – tendentes a combater o que há de mau nas situações conjunturais.</p>
<p>O pensamento Keynesiano teorizou dois tipos de actuação possíveis: a) Simples redução de impostos; b) Realização conjunta da política de despesas com recurso a meios de financiamento, podendo envolver o défice.(…)</p>
<p>Miguel Cadilhe, em artigo publicado no “Nova Cidadania”, diz-nos que o défice é aceitável nos casos de : 1 &#8211; <span style="text-decoration: underline;">investimento público reprodutivo</span>; 2 &#8211; <span style="text-decoration: underline;">grandes reformas estruturais;</span> 3 &#8211; <span style="text-decoration: underline;">conjuntura de recessão</span>. Para além de considerar despicienda a regra dos 3%, para o défice, sem se perceber qual a estrutura da despesa publica concorrente para esse défice.</p>
<p>-</p>
<p>-                 v)  CONCLUSÃO</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As políticas governamentais são claramente a <strong>Mão Visível </strong>de que nos fala <em>Samuelson</em>, que com as suas <strong>Finanças Activas</strong> defendidas por Sousa Franco, intervêm decisivamente na economia de mercado livre, onde a <strong>Mão Invisível</strong> de <em>Adam Smith</em> gera disfuncionalidades e desequilíbrios conducentes à inflação, ao desemprego, á especulação, etc.</p>
<p>Dentro daquelas políticas governamentais avultam vários instrumentos de acção ou de intervenção de que se socorrem os governos, designadamente das chamadas políticas discricionárias, e nestas reportamo-nos aos <strong>investimentos reprodutivos.</strong></p>
<p>São estes investimentos reprodutivos que geram aquilo que <em>Samuelson</em> caracterizou como <strong><em>melhorias de Pareto</em></strong>. Nesta perspectiva as melhorias de <em>Pareto</em> assumem-se como verdadeiras medidas de administração avançada de recursos humanos, pois estes são os principais beneficiários dos efeitos daquelas medidas.</p>
<p>Ainda que estes investimentos sejam “<em>contribuintes</em>” líquidos para o famosíssimo Défice, como na realidade aconteceu no caso Português.</p>
<p>A este défice chama-lhe Miguel Cadilhe, como vimos acima, o <strong>défice bom</strong> ou <strong>défice aceitável.</strong></p>
<p>O quadro que se nos apresenta é efectivamente aquilo que <em>Samuelson</em> nos caracterizou como sendo as <strong><em>Melhorias de</em></strong><em> <strong>Pareto</strong></em>.</p>
<p>A negação de tudo isto é a política orçamental, a política fiscal, e a política social serem construídas e anunciadas baseadas no pressuposto de um “<em>País de Tanga</em>”, forte incremento da carga fiscal, e a precarização do emprego público ligadas à administração indirecta do Estado.</p>
<p>Aqui já nos encontramos no campo do <strong>Retrocesso de Pareto, </strong>da <strong>negação dos Investimentos reprodutivos, </strong>e do <strong>Mau Défice</strong>, tudo através de umas <strong>Finanças Activas</strong>, mas pela <strong>negativa</strong>.</p>
<p>E que dizer da intervenção do Estado, ao garantir os sistema financeiro português com 20 mil milhões de euros, e da nacionalização do Banco Português de Negócios?</p>
<p>Claramente se insere nas <span style="text-decoration: underline;">Melhorias de Pareto</span>, ou <span style="text-decoration: underline;">politicas activas</span>, no dizer de Sousa Franco, pois dão confiança aos mercados, evita-se uma corrida ao levantamento de depósitos.</p>
<p>Aquilo que ontem (em 2008) não se equacionava, é hoje (2012) uma dura realidade: os especuladores financeiros pulverizaram vários paradigmas – a economia de mercado, mostra, hoje as suas garras, fragilizando os mais pequenos, para atingir, mais tarde, os maiores.</p>
<p>Para que as melhorias de Paretto se possam aplicar, como de resto pretendia Sócrates, seria necessário sanear, parcialmente, um serviço de divida que teima em não estancar. Provávelmente terá de ser repensada a questão de não se recorrer ás reservas de ouro. Como também será forçoso repensar os juros agiotas, que fazem as delicias dos credores, os mesmo que nos enviam funcionários principescamente pagos, como representantes do triunvirato, composto pela União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.</p>
<p>Os governos “assistidos” pela “generosidade” dos seus pares, ainda se submetem à humilhação de reunirem com estes altos funcionários, quando os representantes eleitos de um povo apenas se deveriam sentar à mesa com representantes eleitos de outro(s) povo(s).</p>
<p>Em conclusão, e no caso de Portugal,  não é aos senhores funcionários do triunvirato que o nosso governo deve, propor o alargamento do prazo que nos foi dado, mas sim aos governos que se envolveram na assistência financeira. Portugal, estando a cumprir com  a sua parte bem merecia, a título de prémio e reconhecimento do nosso esforço, ver flexibilizado não só o prazo que nos foi imposto como também as taxas de juros que nos foram aplicadas.</p>
<p>Afinal qual é o principal interesse da união Europeia – ganhar dinheiro connosco, ou perdê-lo como reacção à sua voracidade ?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Oliveira Dias</strong>, Politólogo</p>
<p><em>o autor escreveu fora das regras do acordo ortográfico por este não ter sido internacionalmente ratificado por todas as partes que o outorgaram</em></p>
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		<title>Cardeal de Portugal</title>
		<link>http://odivelas.com/2012/02/22/cardeal-de-portugal/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[∆ A Igreja Católica Portuguesa tem todos os motivos para estar em júbilo, pois é mais do que merecido – um dos seus tornou-se no terceiro Príncipe da Igreja Português, ao ser investido, no passado dia 19 de Fevereiro de 2012, Cardeal, por sua Santidade Bento XVI, no consistório realizado com o propósito de investir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><img class="size-full wp-image-17212 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/02/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></strong></p>
<p align="center">∆</p>
<p>A Igreja Católica Portuguesa tem todos os motivos para estar em júbilo, pois é mais do que merecido – um dos seus tornou-se no terceiro Príncipe da Igreja Português, ao ser investido, no passado dia 19 de Fevereiro de 2012, Cardeal, por sua Santidade Bento XVI, no consistório realizado com o propósito de investir 16 Cardeais Europeus, 3 Norte americanos, 2 Asiáticos e 1 Brasileiro.</p>
<p>Portugal tem, assim, motivo de orgulho, numa altura tão dramática da sua história contemporânea.</p>
<p>No computo dos Países com cardeais, Portugal ocupa a 13ª posição, a Itália ocupa a 1ª posição com 52 Cardeais, logo seguida dos EUA com apenas 19, o Brasil tem 10, tantos quanto a Espanha, a França e a Alemanha, ficam-se pelos 9, a Polónia 8, a Índia consegue 6, Suiça e México e Argentina com 4 cada, e a Austrália, Filipinas e Canadá juntam-se a Portugal cada qual com 3. Assim se compõe a tabela do top 13.</p>
<p><strong>D. Manuel Monteiro de Castro</strong>, de 73 anos natural de Guimarães, é assim o mais recente Cardeal da Igreja Católica, tendo começado as suas importantes funções, uma vez que faz parte de um dos Discatérios do Governo do Vaticano, em 2009, quando assumiu o cargo de Secretário da Congregação para os Bispos. Mais tarde é nomeado consultor da Congregação da Doutrina e da Fé e Secretário do colégio Cardinalício. A sua investidura como príncipe da Igreja decorre da sua recente nomeação como Responsável da Penitenciária Apostólica, um dos três Tribunais da Cúria Romana.</p>
<p><strong>D. Saraiva Martins</strong>, Cardeal Português que também integra o governo do Vaticano – Cúria Romana &#8211; está á frente da Congregação dos Santos, e só não é eleitor no conclave que elege o novo Papa, por ter ultrapassado a idade de 80 anos.</p>
<p><strong>D. José Policarpo</strong>, Cardeal Patriarca de Lisboa, é talvez o mais conceituado Cardeal Português, tanto que havia até quem o apontasse como sucessor de João Paulo II.</p>
<p>Assim dos 3 Cardeais Portugueses, 2 estão em postos da maior relevância, na Cúria Romana, e são também 2 os que ainda podem vir a ser Papas, com a maior fatia de probabilidade a caber ao cardeal de Lisboa.</p>
<p>Isto diz bem da importância do clero Português. Mas junte-se a isto outros factores da maior relevância e teremos um quadro muito positivo para o clero Português a permitir outras ambições.</p>
<p>Senão vejamos:</p>
<p>Em Fátima encontra-se um dos maiores centros de culto Mariano do Mundo, ao ponto de 3 Papas já cá terem realizado visitas peregrinas – <span style="text-decoration: underline;">Paulo VI</span> (21 de Junho de 1961), <span style="text-decoration: underline;">João Paulo II</span> ( 12 de Maio de 1982, 1991 e 2000), e finalmente o actual <span style="text-decoration: underline;">Papa Bento XVI</span> (2010).</p>
<p>Fátima recebeu ainda a visita de 2 Cardeais, que mais tarde viriam a ser Papas, foram eles <strong>Angelo Giusseppe Roncalli</strong>, que viria a ser o Papa João XXIII, e <strong>Joseph Ratzinger</strong>, o actual Papa.</p>
<p>A honra de se cingir a teara Papal, e assim ocupar o trono de Pedro coube por três vezes a dignitários oriundos de Portugal, embora se atribua apenas a Pedro Hispânico, Lisboeta de nascimento,  essa honra.</p>
<p><strong>S. Dâmaso</strong>, Papa de 366 a 384, foi um dos Papas mais distintos de todos os tempos. Dele se diz ter nascido em Roma, para onde a família se teria deslocado e aí fixar residência.</p>
<p>Outros dão-lhe com o certa a condição de Espanhol. Outros ainda asseguram ter nascido nas proximidades de Guimarães. Ora a condição de espanhol certamente advirá da circunstância de quando nasceu Dâmaso ainda não existir Portugal e por isso o território de então ser todo ele considerado como Hispania. Aliás veja-se como ficou conhecido o Papa João Paulo XXI, nascido em Lisboa – Pedro Hispano. É como dizer que Viriato era espanhol. A Mátria (terra onde se nasce) de Dâmaso é sem dúvida portuguesa.</p>
<p>Aos 62 anos é eleito Papa, em 1 de Outubro de 366. A ele se deve que o Latim seja a língua litúrgica ao invés do grego, que o povo não conhecia. Também é ele quem introduz a palavra “aleluia” bem assim como se lhe atribui a autoria da oração “ <em>Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre, pelos séculos dos séculos, Amén”</em>.</p>
<p>É também este Papa português quem ordena a S. Gerónimo a tradução da dos textos Hebreus das sagradas escrituras, dando origem á versão Latina, conhecida como Vulgata (latim significando vulgar ou popular).</p>
<p><strong>D. Mauricio Burdino</strong>, não nasce em Portugal, mas fica ligado a Braga de forma inequívoca. Para uns Papa de 118 a 1121, para outros Anti-Papa Gregório VIII.</p>
<p>D. Henrique, Pai do nosso primeiro Rei, nomeou Burdino Bispo de Coimbra e posteriormente Arcebispo de Braga, dando-lhe senhorio. Burdino tudo fez para libertar Braga da tutela religiosa de Compostela.</p>
<p>Sendo enviado á corte germânica de Henrique V, Imperador, vê-se envolvido na questão das “querelas de investiduras” que opunha o clero aos Imperadores germânicos, tendo sido este Arcebispo Bragantino nomeado Papa, por se encontrar vaga a cadeira de S.Pedro, em Roma. O clero refugiado em Avinhão, não o reconhecendo elege outro Papa, Calisto II. Verdadeiramente D. Mauricio Burdino era o Papa legitimo, mas a dinâmica das lutas da época induzem numa inversão das coisas e Burdino, que durante 3 anos foi reconhecido como Papa legitimo por metade da cristandade, acaba transformado em Anti-Papa, preso, acabará os seus dias nas masmorras. Não fora isso e hoje seria celebrado como mais um Papa oriundo de Portugal.</p>
<p><strong>Pedro Hispano</strong>, Papa João XXI, 1276 a 1277, teve um pontificado de apenas 8 meses. Era um distinto cientista, médico, filósofo, etc. A sua eleição não terá sido pacífica, como também várias das suas orientações não teriam caído bem no seio de alguns Cardeais. Apostou decisivamente no ecumenismo e sonhou juntar as igrejas desavindas do ocidente com as do oriente. Não teve ou não lhe deram tempo para tudo quanto queria fazer.  Este Lisboeta terá sido um dos mais letrados Papas até então, foi conselheiro do pai de D. Dinis, Bispo de Coimbra e de Braga, terá ficado desagradado por não o terem nomeado Bispo de Lisboa.</p>
<p>Assim a história destes 3 Bispos saídos do clero Português, com a excepção de S. Dâmaso que só terá ingressado em Roma na vida religiosa, emprestam a Portugal e á Igreja Portuguesa um brilho especial.</p>
<p>Mas se alargamos esse universo aos falantes da nossa língua, á Pátria, como diria Fernando Pessoa, o caso assume um peso bem maior. Um dos novos Cardeais, o Brasileiro, criticou a eurocentrismo do Vaticano. Com razão ou sem ela, será difícil trilhar outro caminho, para a cúpula da igreja cujo Estado, cidade do Vaticano, se situa num enclave de Itália.</p>
<p>Mas o conjunto dos Cardeais que falam Português são um grupo a ter em consideração, sobretudo quando alguns até fazem parte do governo do Vaticano, como é o caso dos portugueses. E isso pode vir a fazer a diferença na futura eleição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Oliveira Dias</strong>, Politólogo.</p>
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		<title>MAÇONARIA e FERNANDO PESSOA</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 01:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca imaginei que o primeiro tema do ano de 2012, a merecer a atenção da minha pena fosse, novamente, a Maçonaria. Na realidade têm vindo a público várias pseudo-noticias (uma noticia é a narração, objectiva, clara e sucinta de um facto, sempre sujeito ao crivo do contraditório) cujos objectivos inconfessados, só os autores o saberão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias1.jpg"><img class="size-full wp-image-16652 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Nunca imaginei que o primeiro tema do ano de 2012, a merecer a atenção da minha pena fosse, novamente, a Maçonaria.<br />
Na realidade têm vindo a público várias pseudo-noticias (uma noticia é a narração, objectiva, clara e sucinta de um facto, sempre sujeito ao crivo do contraditório) cujos objectivos inconfessados, só os autores o saberão, isto claro a não ser que os queiram retirar do secretismo em que os mantêm. Convenientemente.<br />
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, escrita, vulgo jornais, têm discorrido sobre o tema, evidenciando desconhecer do que falam. Um pouco a reboque da exposição televisiva do tema e de um ou outro Mação entrevistado.<br />
Sim, não é engano. Maçon é um termo francês, e a língua portuguesa, tem já há muito tempo, um termo adequado – Mação, no singular, e Mações, no plural.<br />
António Arnault, foi o único, do que visionei, a utilizar a palavra adequada para quem é membro de uma agremiação maçónica.<br />
O tema Maçonaria está na “berra” graças á colagem que é feita ao tema das “Secretas”, e o impulso público, a exposição, foi bastante aumentada graças ao relatório que uma deputada do PSD elaborou sobre as “Secretas”.<br />
A título de registo de interesses, importa dizer o seguinte: Como jornalista de opinião, e politólogo, não tenho habilitação alguma para discorrer sobre a Maçonaria em si, pois o que por lá se passa, ou não, aos próprios diz respeito. O meu escopo resumir-se-á á instituição, enquanto ente integrada na sociedade e sujeita ás mesmas vicissitudes sociais que as demais.<br />
O assunto desperta-me, particularmente, o interesse devido aos seguintes pressupostos:<br />
a) A generalização do tema Maçonaria, como se de algo uno e indivisível se tratasse;<br />
b) O alegado secretismo de que se revestirá a mesma (ou mesmas);<br />
c) O poder que lhe é imputado, pela comunicação social;<br />
d) A exposição pública da condição de mação imposta a políticos;</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho estado a aguardar os desenvolvimentos sobre esta matéria á espera que, alguém, jornalistas ou Mações, autorizados a glozar sobre o assunto, lançassem alguma luz sobre a matéria.<br />
No Diário de Noticías edição de 10 de Janeiro de 2012, das várias peças dedicadas á Maçonaria, destaco uma página inteira do Grande Oriente Lusitano, a qual é uma declaração do respectivo grão mestre sobre a sua obediência maçónica.<br />
Esta é da maior importância, uma vez que recupera, ainda que de modo muitíssimo superficial, um artigo publicado no Diário de Lisboa, em 4 de Fevereiro 1935, escrito pelo nosso maior Vate do século XX, Fernando Pessoa, ácerca da proposta legislativa que um Deputado (sr. José Cabral) apresentou na então Assembleia Nacional (rebatizada após o 25 de Abril como Assembleia da República) visando a ilegalização de sociedades secretas.<br />
Este texto, de Fernando Pessoa, é um contributo magistral, que de tão actual até me parece premonitório – acenta que nem um a luva ao ruído que se está a gerar hoje, em relação ao tema.<br />
Confesso que hesitei várias vezes ao escrever este artigo, pois, para mim, suficiente me parecia reproduzi-lo, e aqui fechava, com chave de ouro o que se me oferecia debitar sobre o assunto.<br />
Feita esta importante e incontornável referência, vamos então á minha modestíssima opinião começando pelo primeiro elemento que a estampa noticiosa oferece aos incautos ouvintes e leitores:</p>
<p style="text-align: justify;">a) A generalização do tema Maçonaria, como se de algo uno e indivisível se tratasse;</p>
<p style="text-align: justify;">Em artigo anterior, nesta coluna, expliquei, que só em Portugal, existem não uma mas várias Maçonarias, logo fazer-lhe referência, ainda que em abstracto, como se fosse uma organização unitária, quer em Portugal, quer no Mundo é uma imbecilidade monumental.<br />
Claro que o GOL (Grande Oriente Lusitano) ao fazer publicar no DN a sua declaração dá a imagem de aglutinar as obediências portuguesas, o que é inexacto, e está muito longe da realidade portuguesa. Mas isso é lá com cada obediência.<br />
Da mesma forma um Mação não representa a sua obediência, porque não tem essa legitimidade, que é um exclusivo do respectivo Grão-Mestre. Equivale a dizer uma maçã não é representativa da fruta do cesto, assim se uma maçã estiver podre, isso não significa que as demais também o estejam.<br />
Isto é mais ou menos “La Palisse” página 17, pois aplica-se a qualquer organização e respectivos membros. É do mais elementar bom senso.<br />
Aliás a propósito isto recorda-me um episódio passado na Madeira, quando um determinado individuo assassinou um cidadão do Porto Santo, o regime do governador, só para chatear, veio lembrar que o assassino tinha sido militante do PS local, a fim de dar uma determinada imagem dos socialistas locais. Foi uma risada laranja generalizada. As coisas mudaram de figura quando o Presidente do PS Madeira, acrescentou que para além de militante do PS o assassino era católico, baptizado, com primeira comunhão e crismado, enfim com todos os sacramentos da Santa Igreja.<br />
Conclusão, o cidadão criminoso, não representava nem os seus camaradas de partido, nem os crentes católicos da Região Autónoma.</p>
<p style="text-align: justify;">b) O alegado secretismo de que se revistirá a mesma (ou mesmas);</p>
<p style="text-align: justify;">Este pressuposto é dos mais hilariantes pela estupidez que encerra. Então as lojas Maçónicas são apontadas por se reservarem o direito de admissão no seu seio, apenas aos seus membros ? E não é exatamente isso que acontece, com a Opus Dei, e outras entidades semelhantes ? Mesmo nas várias confissões religiosas existentes, em alguma as reuniões dos seus membros são públicas ? E não me refiro aos serviços religiosos, porque esses são mesmo destinados ao público em geral, mas sim ás reuniões restritas aos seus membros.<br />
Fernando Pessoa dá o exemplo do Conselho de Ministros, que não é público, e a ninguém é permitido assistir ao que por lá se passa.<br />
E as reuniões do Conselho de Adminsitração do Sporting ? E do benfica ? e do porto ? E as da Fundação Calouste Gulbenkian ? Enfim a lista é infindável.<br />
Em Portugal só as reuniões dos órgãos deliberativos das autarquias locais são todas obrigatoriamente públicas, tudo o resto cabe na classificação de secreto.<br />
O mesmo se diga dos rituais seguidos pelas lojas maçónicas. Nas outras organizações também não são públicos os respectivos regimentos ou regulamentos de funcionamento. Alguém sabe qual é o ritual das estruturas da Opus Dei ? E do Grupo de Bildenberg ?<br />
As obediências maçónicas portuguesas são tudo menos secretas, pois têm os seus estatutos associativos publicados, tal como as demais associações formadas ou constituídas ao abrigo da lei civil portuguesa. Sabe-se onde são as suas sedes, sabe-se quais são os seus fins, sabe-se quem são alguns dos seus membros, pois alguns têm reserva de identidade por opção, legitima, pessoal.<br />
Se um trabalhador sindicalizado pode, e muitas vezes opta, por esconder a sua condição perante a sua entidade empregadora, porque razão um Mação não haveria de ter o direito de reserva sobre a sua condição ?<br />
Se um jornalista pode invocar o segredo jornalístico, mesmo em tribunal, se um médico pode invocar o segredo da profissão para não revelar aspectos médicos de um paciente, se um advogado está obrigado ao dever de sigilo sobre os seus clientes, se a confissão, inventada por um Papa, permite a um padre a não revelação do que nessa sede lhe é dito, porque não há-de o Mação ter o mesmo direito de reserva se esse for o seu desejo ?<br />
Como se vê, o secretismo das obediências maçónicas é igual ao de tantas outras organizações, e o direito de reserva dos mações é semelhante ao de tantos outros cidadãos nas respectivas actividades.</p>
<p style="text-align: justify;">c) O poder que lhe é imputado, pela comunicação social;</p>
<p style="text-align: justify;">O poder define-se (grosso modo) como a capacidade de influenciar o corolário de um processo, neste ou naquele sentido.<br />
Têm as obediências maçónicas esse poder em Portugal ?<br />
Imagine-se um clube Rotary ou Lyons (duas das maiores organizações filantrópicas do mundo) que nos seus membros tem um deputado do PSD e outro da CDU. Devido a esta circunstância poder-se-á antever uma “coligação” de ocasião na Assembleia da República, por simples solidariedade clubistica ? Será incompatível a sua condição de deputados e membros de um clube Rotary, ou Lyons ? E se forem colegas no Sporting ? Ou no Benfica ? Estarão condicionados nas suas posições politicas por via dessa solidariedade ?<br />
É precisamente a situação relativa ás obediências maçónicas: os seus membros, que também são membros de outras associações de interesses distintos, ficam condicionados, ou compelidos a violar a Lei, por simples solidariedade fraternal ?<br />
É um perfeito disparate pretender que se legisle no sentido de um cidadão Mação, lá por ser politico, venha a ser obrigado a revelar essa sua condição. Então e a pertença ao Grupo Amigos de Olivença ? Impede de se pertencer ao governo, á Assembleia da República ? Isso não faz sentido nenhum. A reserva pessoal tem de ser respeitada, excepto em situações de crime ou violação da lei, obviamente, seja ele Mação, ou outra coisa qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">d) A exposição pública da condição de mação imposta a políticos;</p>
<p style="text-align: justify;">António Arnaut, e João Cravinho vieram a público apelar para que os Mações se revelem como tal.<br />
Isso é simples de dizer mas mais complicado de concretizar. No meu artigo anterior (Maçonaria vs Maçaria) dei nota de um despedimento ocorrido na Região Autónoma da Madeira, por ordens do regime autonómico, de um cidadão cujo crime “lesa madeira” era o de ser Mação e pior ainda ser o responsável da respectiva obediência naquele território português. De resto vejam o que Alberto João Jardim tem dito sobre as obediências maçónicas. Isto aconteceu em pleno século XXI.<br />
Os Mações ainda são perseguidos em Portugal. Claro que já não do modo como o foram durante o Miguelismo, na guerra liberal; claro que já não como aquando da ocupação do nosso solo pátrio pelos ingleses, que aqui ficaram com a retirada da corte portuguesa para o Brasil, tendo o General Beresford enforcado o Grão Mestre Português por este General se opor á “colonização” inglesa.<br />
Não se me oferece nenhuma dúvida que a revelação da condição maçónica pode vir a envolver o Mação em questão em prejuízo sério á sua vida social, profissional e até familiar.<br />
Isto em Portugal, porque nos Estados Unidos da América até é um orgulho ter um Presidente Mação, como alegadamente é o caso de Barack Obama, mas quanto por exemplo a Clinton já não há nenhuma dúvida sobre a sua condição maçónica. Isso é público, como público é o conhecimento de vários Presidentes dos estados Unidos terem sido Mações, desde logo o seu primeiro Presidente Washington.<br />
Na Inglaterra o Grão Mestre é da família Real. Na Austrália vários Presidentes eram mações. E então ? Vai-se hostilizar esses Mações também ? Esses países deverão ser ostracizados ? Não me parece.<br />
E a baixa Pombalina, toda ela eivada de simbologia maçónica vai abaixo ? E a bandeira nacional criada por mações que até nem se coibiram de lhe emprestar as cores da secção maçónica do partido republicano, vai ser mudada ?<br />
Já alguém reparou no símbolo do Banco Montepio ? É um bicharoco que dá pelo nome de Pelicano. Este animal na iconografia iniciática simboliza a caridade. Veja-se que o pelicano arranca a sua própria carne para a dar aos seus filhotes. É este o símbolo daquele banco que foi criado por Mações, com objectivos mutualistas. Fecha-se o banco ?<br />
Haja bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Oliveira Dias</em>, Politólogo</p>
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		<title>Das Tormentas à Boa Esperança</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinheiro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="center"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_paulopinheiro.jpg"><img class="size-full wp-image-16600" title="topo_paulopinheiro" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_paulopinheiro.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center">Terminou o ano que mais marcou o nosso país nos últimos tempos. Portugal atravessa o período mais difícil desde o PREC, e 2012 avizinha-se como o ano mais decisivo desta década.</p>
<p>Depois de José Sócrates e restante governo socialista terem gerido mal os dinheiros públicos, não tenham optado por políticas estruturais de crescimento económico e terem escondido a realidade calamitosa do país, não tiveram outra alternativa, já depois de se terem demitido, senão apelar a ajuda internacional. Por esse motivo, e tantos outros, os portugueses castigaram a (falta de) governação socialista nas urnas, elegendo Pedro Passos Coelho como Primeiro-Ministro, como um grito de revolta e de necessidade de uma nova narrativa política. Nada será como antes.</p>
<p>Sobressai um aspecto positivo deste período: os portugueses acordaram sobressaltados da letargia social em que tinham estado nas últimas décadas, e nunca como hoje, se discutiu tanto e se deu tanta importância ao interesse público.</p>
<p>O desafio não poderia ser maior: fazer em 2012 as reformas que não foram feitas nos últimos vinte. Portugal não tem um plano B, não há oportunidade para errar. Os portugueses enfrentam um choque de realidade equivalente à força com a qual muitos dos dirigentes políticos deste país a ignoraram durante décadas por motivos puramente eleitoralistas, esquecendo que as reformas são investimentos fundamentais para a maior riqueza deste país: as novas gerações.</p>
<p>Urgem políticas estruturais para recolocar Portugal na rota do crescimento económico e desenvolvimento social: a nossa justiça tem de funcionar, ser mais justa e célere e combater ferozmente o sentimento de impunidade e a corrupção; as empresas têm de ser mais inovadoras e produtivas; o serviço público tem de ser mais eficaz, menos despesista e não estrangular a iniciativa privada; que a educação se centre no aluno e não no professor; as leis laborais sejam mais flexíveis e simplifiquem a contratação de jovens, os voluntários vejam o seu altruísmo reconhecido ou pelo menos respeitado, e que os portugueses sintam que os sacrifícios que são feitos, são mesmo necessários e sejam “um passo atrás para dar dois em frente”.</p>
<p>Se não formos nós a fazê-lo, ninguém o fará por nós! Portugal tem quase 900 anos de história: para se formar e crescer teve de travar duas guerras em simultâneo, contra dois adversários de maior dimensão (Leoneses e Mouros), teve uma guerra civil (1383/1385), para enfrentar a pobreza decidiu aventurar-se e expandiu construindo um dos maiores impérios da história e dos mais duradouros, tendo que defender essas fronteiras durante séculos; recuperou a sua independência, após meio século de domínio espanhol; enfrentou a tentativa de ocupação napoleónica, saindo vencedor; perdeu o Brasil, mas Portugal superou; participou na I Guerra Mundial; lutou para ter liberdade e conseguiu; quis ser europeu e assim é até hoje.</p>
<p>Pegando nas palavras do Presidente da República, na sua mensagem de ano novo: “Portugal é maior que a crise”. Mas isso só depende dos portugueses e na sua inegável capacidade de luta e coragem demonstrada, em tantos momentos, mas tudo nasce da vontade!</p>
<p>Para concluir, queria aludir a um momento na história de Portugal, que a literatura e cultura deram a conhecer, passado em 1488. Bartolomeu Dias, navegador português, ao longo da sua navegação ao largo da costa ocidental africana tentou, durante vários dias, passar por um cabo (hoje África do Sul), sofrendo violentas tempestades, levando a intitulá-lo como Cabo das Tormentas. Mas o rei português, D. João II (o Venturoso) era conhecido por não perdoar falhas e Bartolomeu Dias, sabia disso. Teve mesmo de o dobrar! Sabendo deste feito, o rei mudou-lhe o nome, porque ao ser dobrado dava acesso ao Oceano Índico e, por sua vez, à tão desejada Índia. Chamou-lhe, por isso, <em>Cabo da Boa Esperança</em>, o topónimo que ficou até aos dias de hoje.</p>
<p>Desejo a todos um 2012, que hoje se apresenta como o “mostrengo” Adamastor, e que em Janeiro chamamos o “Ano das Tormentas”, um “Ano da Boa Esperança”. Sejamos agentes da mudança, e acima de tudo, de esperança! Só depende de nós!</p>
<p><em>Paulo Pinheiro</em></p>
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		<title>2011</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrevo no último dia do ano estas linhas, o que faz deste texto um balanço do ano que se fina. Fica sempre bem, em final de ciclo, fazer uma retrospectiva, e olhar, prospectivamente, o futuro próximo. O ano de 2011 foi a vários títulos, extraordinário, pelo que se passou no mundo, em Portugal, e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-16591 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Escrevo no último dia do ano estas linhas, o que faz deste texto um balanço do ano que se fina.</p>
<p>Fica sempre bem, em final de ciclo, fazer uma retrospectiva, e olhar, prospectivamente, o futuro próximo.</p>
<p>O ano de 2011 foi a vários títulos, extraordinário, pelo que se passou no mundo, em Portugal, e na nossa região. Marcou, indelevelmente, muita boa gente. Será recordado, várias vezes, estou certo.</p>
<p>Inicio, esta minha retrospectiva, pelos acontecimentos internacionais mais impactantes.</p>
<p><strong>Primavera Árabe</strong>, como ficou conhecida uma revolução social, movimento gerado a partir de uma contestação, veiculada pelas redes sociais, com epicentro no Egipto.</p>
<p>O alastramento da contestação ao regime militar, cuja cabeça era Hosni Mubarack, levou á deposição do presidente pela Junta Militar, mantendo esta porém o poder, gorando as expectativas criadas, com a contestação popular.</p>
<p>As consequências desta contestação que afastaram o Presidente do Egipto, contagiaram outros países, africanos, e depressa na Líbia aconteceu o impensável, Kadafhi, o Coronel temido, em tempos, internacionalmente, vê-se a braços com uma revolta que o conduz à morte sem glória, e à fuga da sua família, todos com a cabeça a prémio.</p>
<p>Na Siria, Baschar Al Assad, que sucedeu a seu pai, e mantém um regime com mão de ferro há décadas, vê-se a braços com a contestação popular, que tenta reprimir, com sangue. Vê-se acossado pela censura internacional, e a ONU só não lhe reserva igual tratamento como o fez para outros ditadores, porque a aliada Rússia, com o seu veto, no Conselho de Segurança, lhe dá garantias seguras.</p>
<p>Em Angola há uma espécie de ensaio de contágio desta primavera, mas é eficazmente contida, pelo eterno José Eduardo dos Santos.</p>
<p>A primavera Árabe é sem dúvida uma mudança de paradigma, onde as tiranias e sobretudo os tiranos, soçobram aos ventos da história, porque esta é feita pelo povo.</p>
<p>Outros tiranos terminaram a sua existência terrena, embora não devido a contestações ou revoluções, mas por causas naturais, falo de Kim Il Sung, da Coreia do Norte o “querido líder”, sucedido pelo seu filho mais novo, que ninguém conhece muito bem. Só mesmo os militares coreanos o conhecerão, a julgar pelos 7 tutores de alta patente militar, com quem o filho do grande líder terá de governar aquele país detentor de capacidade atómica.</p>
<p>Nada será como dantes perante estes acontecimentos.</p>
<p>Ainda em África, e mantendo a tradição a Guiné-Bissau assistiu a mais uma tentativa de golpe de estado, aparentemente falhada, e cuja consequência foi  a prisão de vários militares de alta patente, da etnia Balanta. Até à próxima tentativa, desta ou de outra etnia, as incertezas vão-se mantendo, num País, por muitos considerado pária, e entregue ao narcotráfico.</p>
<p><strong>Europa</strong>. Continente que já conheceu melhores dias, foi testemunha de dois casamentos reais, em Inglaterra e no Mónaco, enchendo as revistas cor-de-rosa, mostrando, assim que os sistemas monárquicos gozam de boa saúde.</p>
<p><strong>FMI</strong>. O Fundo Monetário Internacional, fez, em Portugal o seu 3º melhor negócio do ano. Chamado a intervir na Irlanda, na Grécia e em Portugal, estando a aguardar vez a Itália e a Espanha, a coisa parece correr bem.</p>
<p>Esta instituição andou pelas bocas do mundo com o afastamento compulsivo do seu dirigente Dominique Straus Khan, que assim, tal dois em um, é afastado, de modo estranho, bem á americana, com sexo pelo meio, de uma instituição poderosa como o FMI, e fica “queimado” na sua alegada pretensão de ser o rosto do opositor ao actual residente dos “champs elisées”, o submisso germanófilo Sarkozy.</p>
<p>Aqui novamente uma mudança de paradigma – ninguém mais estará seguro nos seus lugares de topo internacionais, especialmente se forem clientes de hotéis, onde empregadas solicitas, condicionalmente, se mostram a jeito.</p>
<p>Com o FMI, o Banco Central, e a UE é inaugurado um novo vocábulo na língua portuguesa – Troika. Dela se falará mais á frente.</p>
<p>Mas o triunvirato (troika em português) surge em cena graças a outra mudança de paradigma: durante muito tempo, mais ou menos desde o século XVIII e o século XX, os grandes fluxos monetários internacionais faziam-se entre a Europa e os Estados Unidos da América, com o surgimento de países emergentes, hoje eufemísticamente chamados BRIC (Brasil, India e China), os fluxos monetários alargaram-se e a Europa e os States perderam a sua posição dominante. Isto graças a uma criação do capitalismo – os especuladores, ou seja os mercados, essa coisa indefinida, volátil, mas letal para as economias.</p>
<p>Os países habituados a gerirem, a seu bel prazer, as dívidas soberanas, coisa que sempre fizeram sem percalços, viram-se de repente, confrontados com ataques especulativos ás suas dívidas soberanas. No caso Europeu tal teve uma intenção muito precisa – acabar com o Euro, pois esta moeda estava a tornar-se incómoda, e a última coisa que os “mercados” queriam era que o euro passasse a ser a moeda das transacções internacionais do petróleo (que ainda é o dólar).</p>
<p>Para tanto bastava atacar as economias mais frágeis, entenda-se a Grécia, a Irlanda, Portugal, Espanha e por aí fora. Claro que isto significa a implosão do desiderato Europeu.</p>
<p>Assim o ataque ao Euro é outra mudança de paradigma – o sonho europeu, celebrado a 9 de Maio, está condenado. Outra Europa, outro Mundo nos espera.</p>
<p><strong>Continente Americano</strong>. Raiz da maior parte dos problemas da Europa (para infelicidade dos detratores de Sócrates, que nele preferem ver o mal de todas as coisas), dali vieram várias crises: Financeira, bancária, imobiliário, e por aí fora.</p>
<p>Barack Obama, sai do Iraque, 10 anos depois de o ter invadido, por causa do petróleo, nãos sem antes caçar Sadam Hussein, outro ditador desaperecido, bem como o mais procurado do mundo Bin Ladden, liquidado como um rato, no Paquistão.</p>
<p>Guantanamo ainda alberga tropas americanas. Promessa incumprida, portanto.</p>
<p>Hugo Chávez tem cancro. Cristina Crichner tem cancro. Fernando Lupo tem cancro. Lula da Silva tem cancro. Fidel Castro já tinha cancro. Presidentes respectivamente da Venezuela, Argentina, Paraguais, Brasil e Cuba. Entretanto Dilma a actual Presidenta do Brasil já teve cancro mas venceu-o.</p>
<p>Conclusão ? a América Latina não é local que se recomende, pois por ali politico ganha cancro, sem se perceber como ou porquê.</p>
<p>Isto traz à memória o antigo presidente da Ucrânia, que foi intencionalmente contaminado com uma doença rara de pele, numa acção atribuída ao ex-KGB.</p>
<p>E por falar em KGB, um seu antigo dirigente, acaba de vencer, pela segunda vez, as eleições para a Presidência da Rússia, terminando o seu consulado de primeiro-ministro. Tudo certinho “by the book”. A foice e martelo.</p>
<p>O ocidente tenta dar razão ás vozes de protesto surgidas na oposição, mas a verdade é que a Europa está de mãos atadas, pois depende energeticamente da Rússia, e estes até se dispõem a ajudar a EU no fundo europeu a criar. Está-se mesmo a ver que a contrapartida é a Europa fazer vista grossa á questão da Síria.</p>
<p>Tudo isto em 2011, lá fora.</p>
<p>E cá dentro ?</p>
<p>O ano começa com a vitória Presidencial de Anibal Cavaco Silva e o seu discurso de tomada de posse parcial, dirigido apenas a quem o apoiou. No mesmo discurso considerou sanadas pela força dos votos quaisquer dúvidas surgidas com o caso BPN, e outras levantadas, e não esclarecidas durante a campanha. O mote foi, se ganhou as eleições é porque todas as acusações de que foi alvo eram infundadas. Assim prometeu, no discurso de tomada de posse “Magistratura Activa”. Ninguém sabia o que era, mas isso não durou muito tempo.</p>
<p>Pouco tempo depois, enquanto toda a oposição suspirava pela vinda do FMI, Sócrates negoceia com UE o famoso PAC 4. Nada diz ao Presidente da República para não perder o efeito útil da surpresa com que os mercados seriam apanhados. Mas Cavaco não gostou.</p>
<p>Pedro Passos Coelho que pacientemente esperava pelo sinal de partida, decide travar o passo ao minoritário governo de Sócrates, para gáudio de toda a oposição em peso. Fundamento ?</p>
<p>Sócrates demite-se, forçado pelo chumbo do PAC 4. Passos Coelho ganha as eleições, e brinda o País com um pacote muito mais penoso que o PAC4 indo muito além das exigências do FMI,BCE e UE. Pelo caminho Pedro Passos Coelho reduziu a pó promessas eleitorais, e “vacas sagradas” do direito de trabalho, sistema nacional de saúde, e estado social, etc, numa imposição neoliberal como nunca se viu por cá.</p>
<p>Na Madeira, cai finalmente a máscara a Alberto João Jardim – mentiu a tudo e a todos, e agora vai ter de pagar amargamente a sua irresponsabilidade. O seu modelo de desenvolvimento foi ruinoso.  O pior é que o País apanha por tabela.</p>
<p>No Continente o primeiro ministro recomenda aos portugueses que emigrem. Parece que por cá já não são precisos para nada.</p>
<p>As Freguesias, autarquias criadas no século XIX, e que fazem concorrência com os municípios, a ver quem representa mais o povo, têm a certidão de óbito passada para quase metade delas, só falta mesmo a assinatura.</p>
<p>Nada de mais, pois os Governos Civis também foram desta para melhor. Creio que Mouzinho da Silveira não faria melhor, mesmo tendo em conta que rebentou com metade dos municípios quando teve oportunidade de o fazer. Verdade seja dita o Regedor já tinha desaparecido, o administrador do Concelho também só faltava mesmo o Governador Civil (estes eram todos representantes do ministro do interior nas respectivas áreas territoriais, a saber – freguesia, Concelho e Distrito, os dois primeiros acabaram com o 25 de Abril, e o último foi agora em 2011).</p>
<p>Nem tudo foi mau. Ronaldo, Mourinho e Pinto da Costa, são os melhores do Mundo nos seus “metiers”, respectivamente; futebolista, treinador e dirigente desportivo.</p>
<p>O Fado é alcandorado a património imaterial da humanidade. Os Chineses “descobrem”Portugal.</p>
<p>Isto dos Chineses é uma muito boa noticia. Vejamos: eles trataram-nos muito melhor no processo de passagem da soberania sobre Macau para eles, do que os Indianos no caso de Goa, Damão e Dio. Os Chineses podendo simplesmente “correr” connosco preferiram negociar pacificamente.</p>
<p>Com a questão da debilidade portuguesa, na divida soberana, os chineses compraram mil milhões de euros de divida portuguesa. Os Brasileiros ficaram-se pelas intenções fraternas e os Alemães emprestaram dinheiro, via triunvirato, ganhando milhões com a nossa aflição.</p>
<p>Agora entram no capital da EDP. Mas fazem mais do que isso, prometem fazer investimentos avultados e abrir linhas de crédito, e já têm em vistas a aquisição de um banco.</p>
<p>Dinheiro fresco e vontade de gerar mais valias em que todos ganham, é isso que a China representa. A minha recomendação é que aprendamos mandarim ou cantonês (as línguas oficiais da China) pois creio vir a ser muito útil no futuro.</p>
<p>China e Portugal, é uma parceria de futuro para ambos.</p>
<p>Do Internacional passemos ao local.</p>
<p>Sim o nosso cantinho também teve os seus momentos em 2011.</p>
<p>Famões parece que vai ser anexada á Pontinha. Nenhum drama com isso, ganha-se dimensão até. Pode até ser que nas autárquicas me candidate, o que seria um projecto muito interessante, pois o território da Pontinha mais o de Famões é um desafio importante.</p>
<p>Por falar em Famões, este foi o ano em que a freguesia viu perder o seu centro de saúde, tão dificilmente conquistado, ainda me lembro disso, tendo passado para a Ramada, onde por sinal até tem menos condições do que tinha em Famões. O senhor Presidente de Famões andaria distraído ? Parece que sim.</p>
<p>Mas nem tudo são más noticias, a Igreja conta com um novo centro paroquial, moderno, bem equipado, uma mais valia para a população.</p>
<p>A Câmara Municipal de Odivelas, deu o seu grito de Ipiranga ao anunciar a ruptura com os SMAS de Loures.</p>
<p>13 anos depois é assumida uma posição que deveria ter sido a primeira a ser tomada em 1999.</p>
<p>Um erro. Culpados ? São todos.</p>
<p>O Novo Hospital da Região, localizado em Loures, segue em bom ritmo e anuncia uma nova centralidade na região. Aos poucos vamo-nos libertando do estigma de periferia da grande Lisboa.  É também uma boa noticia.</p>
<p>O Movimento Odivelas a Concelho, a quem se deve a criação do Município de Odivelas, foi pelo 13º ano esquecido nas comemorações da efeméride, e as medalhas de mérito continuam a ser atribuídas a todos excepto aos obreiros do processo, relegados para o pó do esquecimento.</p>
<p>Assim correu o ano de 2011. Muita coisa a fazer a diferença entre o passado e o futuro próximo.</p>
<p>E nós, os que teimosamente nos preocupamos com estas coisas, fazemos mesmo a diferença.</p>
<p>Uma última nota. O projecto OdivelasTV sofreu um revéz, teve de levantar ancora e rumar a Lisboa.</p>
<p>Para constar registe-se o seguinte: quando a força de um projecto se cimenta na força da convicção, ideais, virada para as pessoas e com as pessoas, nada nem ninguém lhe conseguirá tolher o passo. É o caso do Projecto do OdivelasTv.</p>
<p>FIM</p>
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		<title>MAÇONARIA vs MAÇARIA</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 00:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, Região Autónoma insular alvo de vastas noticias, nos últimos tempos, não pelas melhores e transparentes razões, por via da ocultação de dados de reporte obrigatório em matéria orçamental, ao Ministério das Finanças, como forma de “ultrapassar as Leis do Sócrates”, como o próprio, impunemente, afirmou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-16413 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, Região Autónoma insular alvo de vastas noticias, nos últimos tempos, não pelas melhores e transparentes razões, por via da ocultação de dados de reporte obrigatório em matéria orçamental, ao Ministério das Finanças, como forma de “<em>ultrapassar as Leis do Sócrates</em>”, como o próprio, impunemente, afirmou em público, tem dado grande destaque a uma instituição, vulgarmente chamada MAÇONARIA.</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade o Governador da ilha esforçou-se imenso, durante a campanha eleitoral, não em explicar aos madeirenses que lhes iria ao bolso, por via do aumento de três impostos (IVA, IRS e IRC), mas sim a verberar contra aquela que segundo ele seria o maior dos males da Madeira (então e o Sócrates, já não serve para os seus dislates ?), isto é, a tenebrosa Maçonaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Governador, a Maçonaria tinha como superior objectivo conquistar o poder na Madeira – que afronta, pois toda a gente sabe que só o Governador pode governar na ilha – e arredá-lo do Poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe ao certo, a quem se refere o, agora empossado Presidente da Ilha, pela enésima vez, pois uma rápida consulta na net inunda-nos com informação bastante para se concluir que isto de se falar de Maçonaria é muito vago, tantas e tão profusas as instituições que se reclamam de Maçonaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Lojas selvagens, lojas irregulares, lojas regulares, lojas mistas, lojas independentes, enfim o cardápio parece não ter fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a que Maçonaria se refere o Governador ?</p>
<p style="text-align: justify;">O homem tem um ódio fidagal aos Ingleses, visto estes terem usurpado durante 30 anos o governo da ilha, aquando das invasões napoleónicas, e daí para cá eram as famílias inglesas os grandes proprietários da ilha. Imagine-se que ao conjunto de 3 ilhas Desertas e o conjunto de 3 ilhas selvagens, eram propriedade de Ingleses, a quem o Estado português comprou as 6 ilhas na década de setenta do século passado, integrando-as, então no Arquipélago da Madeira, então um Distrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte da luta de Alberto foi o de rechaçar a importância dessas famílias inglesas, a quem apontava a responsabilidade pela exploração do povo superior da Madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora é público que a Maçonaria Inglesa tem por grão-Mestre um familiar directo da Rainha Isabel, o Duque de Kent, e por terras de sua magestade a Maçonaria é tão importante que consta, para se ser inscrito na Ordem do Advogados tem de se ser Maçon.</p>
<p style="text-align: justify;">Será esta Maçonaria, discretamente presente na Madeira, contra quem Alberto expele a sua verbe mais amarga ? Não, claro que não, porque estes são poderosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então resta-nos a Maçonaria caseira. E o que temos ? A mais antiga o GOL (Grande Oriente Lusitano) é considerada uma Maçonaria irregular.  Convencionou-se dizer que em termos internacionais a Maçonaria irregular é residual. O peso da Maçonaria Regular vem todo dos Estados Unidos, a maior potência maçónica do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas outros há, irregulares também, como O GOMP (Grande Oriente Maçónico de Portugal), cujo Grão Mestre já foi Grande Oficial da única que se reclama Regular em Portugal – GLLP/GLRP – os Direitos Humanos, com uma Grã-Mestrina, a GLRP, conhecida por Casa do Sino, devido á cisão provocada por Braga Gonçalves, e apodados de irregulares. Finalmente temos a Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal, tida, e reconhecida como Maçonaria Regular, em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Vulgarizou-se apontar o GOL e a GLLP/GLRP como as mais importantes Maçonarias em Portugal, respectivamente os Irregulares e os Regulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Então será contra estes, que Alberto João Jardim aponta baterias quando, nos seus discursos mais inflamados lá debita uns quantos mimos, para os Jacobitas da Maçonaria, que lhe querem o quinhão, do qual não abdica.</p>
<p style="text-align: justify;">O GOL viu os seus elementos, no passado, serem perseguidos pelo regime da quinta vigia, sede de governo regional, a tal ponto que se lhe não conheciam Lojas maçónicas na região. Só este ano é que o Grão Mestre (agora ex) afirmou publicamente existirem na Madeira 1 Loja e um Triângulo (que são duas formas organizativas maçónicas) recentemente criadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas foi em 2009 que, pela primeira vez na história da ilha, a dita maçonaria Regular (GLLP/GLRP), logrou inaugurar o seu Templo Maçónico, sob a orientação de um continental, de esquerda. Com estes 3 defeitos (Maçon, Continental e do PS) o putativo responsável pela implantação da Maçonaria Regular Portuguesa, na Região Autónoma, rapidamente sentiu na própria pele que o regime jardinista não perdoa. Por ordem de Alberto João, aquele incauto Maçon, ficou no desemprego, fortemente aconselhado a sair da ilha. Quem, também, ficou fora do baralho foi o politico que chamou aquele maçon para trabalhar consigo, profanamente, sem desconfiar que naquele homem de confiança havia outros predicados esotéricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que o empenhado responsável da loja regular (Gllp/Glrp) solicitou auxilio á sua augusta Ordem, sem que alguma vez lhe chegasse o socorro tão ansiosamente por ele aguardado. Esse “auxilio” acabaria por chegar sob a forma de decreto do Grão Mestre afastando-o, contra a sua vontade, daquilo a que no meio se chama “<em>cadeira de Salomão</em>”, ou seja, da responsabilidade da Loja que erguera, sozinho, com custos pessoais e profissionais tremendos.</p>
<p style="text-align: justify;">O regime vencera duplamente: afastava um elemento demasiado incómodo, e afirmava o seu poder pessoal perante uma organização, que segundo se consta terá poder de influência. Mas não tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim derrotadas as duas Maçonarias, tidas como as mais influentes, em Portugal, contra quem, afinal, se move Alberto João, quem é o fatal culpado de tudo isto ?</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta vem pela boca do povo, afastado destes meandros esotéricos, de que nada percebem, a não ser aquelas coisas um bocado para o abichanado – <em>qu&#8217;isto dum home andar de avental só em cozinha de hotel, e não todos –</em> e dizem á boca pequena – “<em>a</em> <em>culpa desta porra toda é da <strong>MAÇARIA</strong></em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Solidariedade, fraternidade e justiça parecem, hoje, não passar de vocábulos repetidos mecanicamente, de forma a induzir uma ilusão perene, crua, e amarga para quem, em Portugal ainda acredita no “Pai Natal”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Poder, qualquer tipo de poder, é como Galo em capoeira: onde há mais do que um é bicada de meia noite até só um restar de pé para reivindicar o direito de pernada sobre tudo quanto tenha penas lá no pedaço. O resto é história.</p>
<p><strong><em>Oliveira Dias</em>, Politólogo</strong></p>
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		<title>Odivelas sinónimo de Omissão</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assisti, pela Odivelas.com, ao discurso do senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Sérgio Paiva, com quem partilho projecto ideológico vai para muitos anos, a propósito da celebração do 13º aniversário, não do concelho de Odivelas, mas sim do Município de Odivelas. Um Concelho, como já expliquei á saciedade, é uma mera circunscrição territorial, ao passo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias1.jpg"><img class="size-full wp-image-15961 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Assisti, pela Odivelas.com, ao discurso do senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Sérgio Paiva, com quem partilho projecto ideológico vai para muitos anos, a propósito da celebração do 13º aniversário, não do concelho de Odivelas, mas sim do Município de Odivelas. Um Concelho, como já expliquei á saciedade, é uma mera circunscrição territorial, ao passo que o Município é uma entidade jurídica, vulgo autarquia.<br />
Subscrevo, sem dificuldades, aquilo que o sr. Presidente disse sobre a Europa, a sua União Politica, a via da federalização, ou não, etc.<br />
Subscrevo, sem rebuço, o que explanou sobre Portugal, a economia, a produtividade, o alavancamento do desenvolvimento, e só acrescentaria – e também do crescimento.<br />
Subscrevo, com bonomia, os seus considerandos sobre o que foi feito nestes 13 anos, no Município de Odivelas.<br />
Sergio Paiva, recorde-se, tem responsabilidades nesta obra desde o primeiro dia, como vereador, primeiro, deputado municipal depois.<br />
Por esse facto é também responsável pela muralha de silêncio, qual anátema, lançado sobre aqueles primeiros, que lutaram, contra tudo e contra todos, para que a Municipalidade odivelense fosse uma realidade.<br />
O Movimento Odivelas a Concelho foi ostracizado, pelo lápis azul do incómodo de quem, não tendo tido nenhuma acção de luta pelo desiderato odivelense, veio mais tarde, com a concretização desta realidade, a exercer funções maiores (de eleito) neste projecto.<br />
Não resisto a recordar, e a partilhar, o que aconteceu, no partido socialista de odivelas, quando foi necessário escolher os candidatos a primeiro Presidente da Câmara e o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas.<br />
A escolha realizou-se por escrutinio secreto no seio da Concelhia socialista, sendo que para o cargo de Presidente de Câmara, surgirtam os nomes de Manuel Varges, então Presidente da Comissão Instaladora de Odivelas, e o de Armando Ramalho, tendo vencido o nome do primeiro.<br />
Já quanto ao cargo de Presidente da Assembleia Municipal surgiram os nomes de Susana Amador, actual Presidente de Câmara, e eu próprio. Achava eu, na época, e nada me fez evoluir dessa posição, que seria um melhor titular do cargo. Ganhou a Susana Amador. Mais tarde, após ter sido a primeira Presidente da Assembleia Municipal, logrou conquistar a Presidência da Câmara Municipal, indo já no seu segundo mandato executivo.<br />
Seria fazer futurologia se começasse a fazer exercícios probabilisticos sobre se não tivesse sido assim, ou assado, como seria. Mas uma coisa dou por garantida – tivesse eu sido o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas, não permitiria que se impuzesse o silêncio envergonhado sobre a acção do Movimento Odivelas a Concelho, e daqueles que naquela sede tornaram possivel aquilo que hoje se vive, um sonho segundo se diz.<br />
Garanto igualmente que hoje se em lugar do Sérgio Paiva, fosse eu o Presidente da Assembleia, acabaria o discurso com chave de ouro, trazendo á memória aquele movimento que tanto incomoda o poder autárquico cá do burgo, um poder que só o é por causa do que aquele movimento fez no passado.<br />
Normalmente quando alguém faz anos parabenizam-se o aniversariante e os responsáveis pela sua existência.<br />
Parece que Odivelas municipio é-o por geração espontanea, recuperando-se a tese criacionista, abolida com Darwin, com a tese evolucionista.<br />
Pode-se ficar na história de duas maneiras: por acção ou por omissão, parece que em Odivelas a escolha já está feita, pois perdura desde há 13 anos a esta parte, numa espécie de código (postura municipal ?) não escrito, não vá o diabo tecê-las.</p>
<p><em>Oliveira Dias, Politólogo</em></p>
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