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	<title>odivelas.com &#187; Colunistas</title>
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	<description>Odivelas Portal de Noticias e TV</description>
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		<title>MAÇONARIA e FERNANDO PESSOA</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 01:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca imaginei que o primeiro tema do ano de 2012, a merecer a atenção da minha pena fosse, novamente, a Maçonaria. Na realidade têm vindo a público várias pseudo-noticias (uma noticia é a narração, objectiva, clara e sucinta de um facto, sempre sujeito ao crivo do contraditório) cujos objectivos inconfessados, só os autores o saberão, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias1.jpg"><img class="size-full wp-image-16652 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Nunca imaginei que o primeiro tema do ano de 2012, a merecer a atenção da minha pena fosse, novamente, a Maçonaria.<br />
Na realidade têm vindo a público várias pseudo-noticias (uma noticia é a narração, objectiva, clara e sucinta de um facto, sempre sujeito ao crivo do contraditório) cujos objectivos inconfessados, só os autores o saberão, isto claro a não ser que os queiram retirar do secretismo em que os mantêm. Convenientemente.<br />
Jornalistas de vários órgãos de comunicação social, escrita, vulgo jornais, têm discorrido sobre o tema, evidenciando desconhecer do que falam. Um pouco a reboque da exposição televisiva do tema e de um ou outro Mação entrevistado.<br />
Sim, não é engano. Maçon é um termo francês, e a língua portuguesa, tem já há muito tempo, um termo adequado – Mação, no singular, e Mações, no plural.<br />
António Arnault, foi o único, do que visionei, a utilizar a palavra adequada para quem é membro de uma agremiação maçónica.<br />
O tema Maçonaria está na “berra” graças á colagem que é feita ao tema das “Secretas”, e o impulso público, a exposição, foi bastante aumentada graças ao relatório que uma deputada do PSD elaborou sobre as “Secretas”.<br />
A título de registo de interesses, importa dizer o seguinte: Como jornalista de opinião, e politólogo, não tenho habilitação alguma para discorrer sobre a Maçonaria em si, pois o que por lá se passa, ou não, aos próprios diz respeito. O meu escopo resumir-se-á á instituição, enquanto ente integrada na sociedade e sujeita ás mesmas vicissitudes sociais que as demais.<br />
O assunto desperta-me, particularmente, o interesse devido aos seguintes pressupostos:<br />
a) A generalização do tema Maçonaria, como se de algo uno e indivisível se tratasse;<br />
b) O alegado secretismo de que se revestirá a mesma (ou mesmas);<br />
c) O poder que lhe é imputado, pela comunicação social;<br />
d) A exposição pública da condição de mação imposta a políticos;</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho estado a aguardar os desenvolvimentos sobre esta matéria á espera que, alguém, jornalistas ou Mações, autorizados a glozar sobre o assunto, lançassem alguma luz sobre a matéria.<br />
No Diário de Noticías edição de 10 de Janeiro de 2012, das várias peças dedicadas á Maçonaria, destaco uma página inteira do Grande Oriente Lusitano, a qual é uma declaração do respectivo grão mestre sobre a sua obediência maçónica.<br />
Esta é da maior importância, uma vez que recupera, ainda que de modo muitíssimo superficial, um artigo publicado no Diário de Lisboa, em 4 de Fevereiro 1935, escrito pelo nosso maior Vate do século XX, Fernando Pessoa, ácerca da proposta legislativa que um Deputado (sr. José Cabral) apresentou na então Assembleia Nacional (rebatizada após o 25 de Abril como Assembleia da República) visando a ilegalização de sociedades secretas.<br />
Este texto, de Fernando Pessoa, é um contributo magistral, que de tão actual até me parece premonitório – acenta que nem um a luva ao ruído que se está a gerar hoje, em relação ao tema.<br />
Confesso que hesitei várias vezes ao escrever este artigo, pois, para mim, suficiente me parecia reproduzi-lo, e aqui fechava, com chave de ouro o que se me oferecia debitar sobre o assunto.<br />
Feita esta importante e incontornável referência, vamos então á minha modestíssima opinião começando pelo primeiro elemento que a estampa noticiosa oferece aos incautos ouvintes e leitores:</p>
<p style="text-align: justify;">a) A generalização do tema Maçonaria, como se de algo uno e indivisível se tratasse;</p>
<p style="text-align: justify;">Em artigo anterior, nesta coluna, expliquei, que só em Portugal, existem não uma mas várias Maçonarias, logo fazer-lhe referência, ainda que em abstracto, como se fosse uma organização unitária, quer em Portugal, quer no Mundo é uma imbecilidade monumental.<br />
Claro que o GOL (Grande Oriente Lusitano) ao fazer publicar no DN a sua declaração dá a imagem de aglutinar as obediências portuguesas, o que é inexacto, e está muito longe da realidade portuguesa. Mas isso é lá com cada obediência.<br />
Da mesma forma um Mação não representa a sua obediência, porque não tem essa legitimidade, que é um exclusivo do respectivo Grão-Mestre. Equivale a dizer uma maçã não é representativa da fruta do cesto, assim se uma maçã estiver podre, isso não significa que as demais também o estejam.<br />
Isto é mais ou menos “La Palisse” página 17, pois aplica-se a qualquer organização e respectivos membros. É do mais elementar bom senso.<br />
Aliás a propósito isto recorda-me um episódio passado na Madeira, quando um determinado individuo assassinou um cidadão do Porto Santo, o regime do governador, só para chatear, veio lembrar que o assassino tinha sido militante do PS local, a fim de dar uma determinada imagem dos socialistas locais. Foi uma risada laranja generalizada. As coisas mudaram de figura quando o Presidente do PS Madeira, acrescentou que para além de militante do PS o assassino era católico, baptizado, com primeira comunhão e crismado, enfim com todos os sacramentos da Santa Igreja.<br />
Conclusão, o cidadão criminoso, não representava nem os seus camaradas de partido, nem os crentes católicos da Região Autónoma.</p>
<p style="text-align: justify;">b) O alegado secretismo de que se revistirá a mesma (ou mesmas);</p>
<p style="text-align: justify;">Este pressuposto é dos mais hilariantes pela estupidez que encerra. Então as lojas Maçónicas são apontadas por se reservarem o direito de admissão no seu seio, apenas aos seus membros ? E não é exatamente isso que acontece, com a Opus Dei, e outras entidades semelhantes ? Mesmo nas várias confissões religiosas existentes, em alguma as reuniões dos seus membros são públicas ? E não me refiro aos serviços religiosos, porque esses são mesmo destinados ao público em geral, mas sim ás reuniões restritas aos seus membros.<br />
Fernando Pessoa dá o exemplo do Conselho de Ministros, que não é público, e a ninguém é permitido assistir ao que por lá se passa.<br />
E as reuniões do Conselho de Adminsitração do Sporting ? E do benfica ? e do porto ? E as da Fundação Calouste Gulbenkian ? Enfim a lista é infindável.<br />
Em Portugal só as reuniões dos órgãos deliberativos das autarquias locais são todas obrigatoriamente públicas, tudo o resto cabe na classificação de secreto.<br />
O mesmo se diga dos rituais seguidos pelas lojas maçónicas. Nas outras organizações também não são públicos os respectivos regimentos ou regulamentos de funcionamento. Alguém sabe qual é o ritual das estruturas da Opus Dei ? E do Grupo de Bildenberg ?<br />
As obediências maçónicas portuguesas são tudo menos secretas, pois têm os seus estatutos associativos publicados, tal como as demais associações formadas ou constituídas ao abrigo da lei civil portuguesa. Sabe-se onde são as suas sedes, sabe-se quais são os seus fins, sabe-se quem são alguns dos seus membros, pois alguns têm reserva de identidade por opção, legitima, pessoal.<br />
Se um trabalhador sindicalizado pode, e muitas vezes opta, por esconder a sua condição perante a sua entidade empregadora, porque razão um Mação não haveria de ter o direito de reserva sobre a sua condição ?<br />
Se um jornalista pode invocar o segredo jornalístico, mesmo em tribunal, se um médico pode invocar o segredo da profissão para não revelar aspectos médicos de um paciente, se um advogado está obrigado ao dever de sigilo sobre os seus clientes, se a confissão, inventada por um Papa, permite a um padre a não revelação do que nessa sede lhe é dito, porque não há-de o Mação ter o mesmo direito de reserva se esse for o seu desejo ?<br />
Como se vê, o secretismo das obediências maçónicas é igual ao de tantas outras organizações, e o direito de reserva dos mações é semelhante ao de tantos outros cidadãos nas respectivas actividades.</p>
<p style="text-align: justify;">c) O poder que lhe é imputado, pela comunicação social;</p>
<p style="text-align: justify;">O poder define-se (grosso modo) como a capacidade de influenciar o corolário de um processo, neste ou naquele sentido.<br />
Têm as obediências maçónicas esse poder em Portugal ?<br />
Imagine-se um clube Rotary ou Lyons (duas das maiores organizações filantrópicas do mundo) que nos seus membros tem um deputado do PSD e outro da CDU. Devido a esta circunstância poder-se-á antever uma “coligação” de ocasião na Assembleia da República, por simples solidariedade clubistica ? Será incompatível a sua condição de deputados e membros de um clube Rotary, ou Lyons ? E se forem colegas no Sporting ? Ou no Benfica ? Estarão condicionados nas suas posições politicas por via dessa solidariedade ?<br />
É precisamente a situação relativa ás obediências maçónicas: os seus membros, que também são membros de outras associações de interesses distintos, ficam condicionados, ou compelidos a violar a Lei, por simples solidariedade fraternal ?<br />
É um perfeito disparate pretender que se legisle no sentido de um cidadão Mação, lá por ser politico, venha a ser obrigado a revelar essa sua condição. Então e a pertença ao Grupo Amigos de Olivença ? Impede de se pertencer ao governo, á Assembleia da República ? Isso não faz sentido nenhum. A reserva pessoal tem de ser respeitada, excepto em situações de crime ou violação da lei, obviamente, seja ele Mação, ou outra coisa qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">d) A exposição pública da condição de mação imposta a políticos;</p>
<p style="text-align: justify;">António Arnaut, e João Cravinho vieram a público apelar para que os Mações se revelem como tal.<br />
Isso é simples de dizer mas mais complicado de concretizar. No meu artigo anterior (Maçonaria vs Maçaria) dei nota de um despedimento ocorrido na Região Autónoma da Madeira, por ordens do regime autonómico, de um cidadão cujo crime “lesa madeira” era o de ser Mação e pior ainda ser o responsável da respectiva obediência naquele território português. De resto vejam o que Alberto João Jardim tem dito sobre as obediências maçónicas. Isto aconteceu em pleno século XXI.<br />
Os Mações ainda são perseguidos em Portugal. Claro que já não do modo como o foram durante o Miguelismo, na guerra liberal; claro que já não como aquando da ocupação do nosso solo pátrio pelos ingleses, que aqui ficaram com a retirada da corte portuguesa para o Brasil, tendo o General Beresford enforcado o Grão Mestre Português por este General se opor á “colonização” inglesa.<br />
Não se me oferece nenhuma dúvida que a revelação da condição maçónica pode vir a envolver o Mação em questão em prejuízo sério á sua vida social, profissional e até familiar.<br />
Isto em Portugal, porque nos Estados Unidos da América até é um orgulho ter um Presidente Mação, como alegadamente é o caso de Barack Obama, mas quanto por exemplo a Clinton já não há nenhuma dúvida sobre a sua condição maçónica. Isso é público, como público é o conhecimento de vários Presidentes dos estados Unidos terem sido Mações, desde logo o seu primeiro Presidente Washington.<br />
Na Inglaterra o Grão Mestre é da família Real. Na Austrália vários Presidentes eram mações. E então ? Vai-se hostilizar esses Mações também ? Esses países deverão ser ostracizados ? Não me parece.<br />
E a baixa Pombalina, toda ela eivada de simbologia maçónica vai abaixo ? E a bandeira nacional criada por mações que até nem se coibiram de lhe emprestar as cores da secção maçónica do partido republicano, vai ser mudada ?<br />
Já alguém reparou no símbolo do Banco Montepio ? É um bicharoco que dá pelo nome de Pelicano. Este animal na iconografia iniciática simboliza a caridade. Veja-se que o pelicano arranca a sua própria carne para a dar aos seus filhotes. É este o símbolo daquele banco que foi criado por Mações, com objectivos mutualistas. Fecha-se o banco ?<br />
Haja bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Oliveira Dias</em>, Politólogo</p>
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		<title>Das Tormentas à Boa Esperança</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 23:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paulo Pinheiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminou o ano que mais marcou o nosso país nos últimos tempos. Portugal atravessa o período mais difícil desde o PREC, e 2012 avizinha-se como o ano mais decisivo desta década. Depois de José Sócrates e restante governo socialista terem gerido mal os dinheiros públicos, não tenham optado por políticas estruturais de crescimento económico e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;" align="center"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_paulopinheiro.jpg"><img class="size-full wp-image-16600" title="topo_paulopinheiro" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_paulopinheiro.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="center">Terminou o ano que mais marcou o nosso país nos últimos tempos. Portugal atravessa o período mais difícil desde o PREC, e 2012 avizinha-se como o ano mais decisivo desta década.</p>
<p>Depois de José Sócrates e restante governo socialista terem gerido mal os dinheiros públicos, não tenham optado por políticas estruturais de crescimento económico e terem escondido a realidade calamitosa do país, não tiveram outra alternativa, já depois de se terem demitido, senão apelar a ajuda internacional. Por esse motivo, e tantos outros, os portugueses castigaram a (falta de) governação socialista nas urnas, elegendo Pedro Passos Coelho como Primeiro-Ministro, como um grito de revolta e de necessidade de uma nova narrativa política. Nada será como antes.</p>
<p>Sobressai um aspecto positivo deste período: os portugueses acordaram sobressaltados da letargia social em que tinham estado nas últimas décadas, e nunca como hoje, se discutiu tanto e se deu tanta importância ao interesse público.</p>
<p>O desafio não poderia ser maior: fazer em 2012 as reformas que não foram feitas nos últimos vinte. Portugal não tem um plano B, não há oportunidade para errar. Os portugueses enfrentam um choque de realidade equivalente à força com a qual muitos dos dirigentes políticos deste país a ignoraram durante décadas por motivos puramente eleitoralistas, esquecendo que as reformas são investimentos fundamentais para a maior riqueza deste país: as novas gerações.</p>
<p>Urgem políticas estruturais para recolocar Portugal na rota do crescimento económico e desenvolvimento social: a nossa justiça tem de funcionar, ser mais justa e célere e combater ferozmente o sentimento de impunidade e a corrupção; as empresas têm de ser mais inovadoras e produtivas; o serviço público tem de ser mais eficaz, menos despesista e não estrangular a iniciativa privada; que a educação se centre no aluno e não no professor; as leis laborais sejam mais flexíveis e simplifiquem a contratação de jovens, os voluntários vejam o seu altruísmo reconhecido ou pelo menos respeitado, e que os portugueses sintam que os sacrifícios que são feitos, são mesmo necessários e sejam “um passo atrás para dar dois em frente”.</p>
<p>Se não formos nós a fazê-lo, ninguém o fará por nós! Portugal tem quase 900 anos de história: para se formar e crescer teve de travar duas guerras em simultâneo, contra dois adversários de maior dimensão (Leoneses e Mouros), teve uma guerra civil (1383/1385), para enfrentar a pobreza decidiu aventurar-se e expandiu construindo um dos maiores impérios da história e dos mais duradouros, tendo que defender essas fronteiras durante séculos; recuperou a sua independência, após meio século de domínio espanhol; enfrentou a tentativa de ocupação napoleónica, saindo vencedor; perdeu o Brasil, mas Portugal superou; participou na I Guerra Mundial; lutou para ter liberdade e conseguiu; quis ser europeu e assim é até hoje.</p>
<p>Pegando nas palavras do Presidente da República, na sua mensagem de ano novo: “Portugal é maior que a crise”. Mas isso só depende dos portugueses e na sua inegável capacidade de luta e coragem demonstrada, em tantos momentos, mas tudo nasce da vontade!</p>
<p>Para concluir, queria aludir a um momento na história de Portugal, que a literatura e cultura deram a conhecer, passado em 1488. Bartolomeu Dias, navegador português, ao longo da sua navegação ao largo da costa ocidental africana tentou, durante vários dias, passar por um cabo (hoje África do Sul), sofrendo violentas tempestades, levando a intitulá-lo como Cabo das Tormentas. Mas o rei português, D. João II (o Venturoso) era conhecido por não perdoar falhas e Bartolomeu Dias, sabia disso. Teve mesmo de o dobrar! Sabendo deste feito, o rei mudou-lhe o nome, porque ao ser dobrado dava acesso ao Oceano Índico e, por sua vez, à tão desejada Índia. Chamou-lhe, por isso, <em>Cabo da Boa Esperança</em>, o topónimo que ficou até aos dias de hoje.</p>
<p>Desejo a todos um 2012, que hoje se apresenta como o “mostrengo” Adamastor, e que em Janeiro chamamos o “Ano das Tormentas”, um “Ano da Boa Esperança”. Sejamos agentes da mudança, e acima de tudo, de esperança! Só depende de nós!</p>
<p><em>Paulo Pinheiro</em></p>
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		<title>2011</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 22:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo no último dia do ano estas linhas, o que faz deste texto um balanço do ano que se fina. Fica sempre bem, em final de ciclo, fazer uma retrospectiva, e olhar, prospectivamente, o futuro próximo. O ano de 2011 foi a vários títulos, extraordinário, pelo que se passou no mundo, em Portugal, e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-16591 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2012/01/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Escrevo no último dia do ano estas linhas, o que faz deste texto um balanço do ano que se fina.</p>
<p>Fica sempre bem, em final de ciclo, fazer uma retrospectiva, e olhar, prospectivamente, o futuro próximo.</p>
<p>O ano de 2011 foi a vários títulos, extraordinário, pelo que se passou no mundo, em Portugal, e na nossa região. Marcou, indelevelmente, muita boa gente. Será recordado, várias vezes, estou certo.</p>
<p>Inicio, esta minha retrospectiva, pelos acontecimentos internacionais mais impactantes.</p>
<p><strong>Primavera Árabe</strong>, como ficou conhecida uma revolução social, movimento gerado a partir de uma contestação, veiculada pelas redes sociais, com epicentro no Egipto.</p>
<p>O alastramento da contestação ao regime militar, cuja cabeça era Hosni Mubarack, levou á deposição do presidente pela Junta Militar, mantendo esta porém o poder, gorando as expectativas criadas, com a contestação popular.</p>
<p>As consequências desta contestação que afastaram o Presidente do Egipto, contagiaram outros países, africanos, e depressa na Líbia aconteceu o impensável, Kadafhi, o Coronel temido, em tempos, internacionalmente, vê-se a braços com uma revolta que o conduz à morte sem glória, e à fuga da sua família, todos com a cabeça a prémio.</p>
<p>Na Siria, Baschar Al Assad, que sucedeu a seu pai, e mantém um regime com mão de ferro há décadas, vê-se a braços com a contestação popular, que tenta reprimir, com sangue. Vê-se acossado pela censura internacional, e a ONU só não lhe reserva igual tratamento como o fez para outros ditadores, porque a aliada Rússia, com o seu veto, no Conselho de Segurança, lhe dá garantias seguras.</p>
<p>Em Angola há uma espécie de ensaio de contágio desta primavera, mas é eficazmente contida, pelo eterno José Eduardo dos Santos.</p>
<p>A primavera Árabe é sem dúvida uma mudança de paradigma, onde as tiranias e sobretudo os tiranos, soçobram aos ventos da história, porque esta é feita pelo povo.</p>
<p>Outros tiranos terminaram a sua existência terrena, embora não devido a contestações ou revoluções, mas por causas naturais, falo de Kim Il Sung, da Coreia do Norte o “querido líder”, sucedido pelo seu filho mais novo, que ninguém conhece muito bem. Só mesmo os militares coreanos o conhecerão, a julgar pelos 7 tutores de alta patente militar, com quem o filho do grande líder terá de governar aquele país detentor de capacidade atómica.</p>
<p>Nada será como dantes perante estes acontecimentos.</p>
<p>Ainda em África, e mantendo a tradição a Guiné-Bissau assistiu a mais uma tentativa de golpe de estado, aparentemente falhada, e cuja consequência foi  a prisão de vários militares de alta patente, da etnia Balanta. Até à próxima tentativa, desta ou de outra etnia, as incertezas vão-se mantendo, num País, por muitos considerado pária, e entregue ao narcotráfico.</p>
<p><strong>Europa</strong>. Continente que já conheceu melhores dias, foi testemunha de dois casamentos reais, em Inglaterra e no Mónaco, enchendo as revistas cor-de-rosa, mostrando, assim que os sistemas monárquicos gozam de boa saúde.</p>
<p><strong>FMI</strong>. O Fundo Monetário Internacional, fez, em Portugal o seu 3º melhor negócio do ano. Chamado a intervir na Irlanda, na Grécia e em Portugal, estando a aguardar vez a Itália e a Espanha, a coisa parece correr bem.</p>
<p>Esta instituição andou pelas bocas do mundo com o afastamento compulsivo do seu dirigente Dominique Straus Khan, que assim, tal dois em um, é afastado, de modo estranho, bem á americana, com sexo pelo meio, de uma instituição poderosa como o FMI, e fica “queimado” na sua alegada pretensão de ser o rosto do opositor ao actual residente dos “champs elisées”, o submisso germanófilo Sarkozy.</p>
<p>Aqui novamente uma mudança de paradigma – ninguém mais estará seguro nos seus lugares de topo internacionais, especialmente se forem clientes de hotéis, onde empregadas solicitas, condicionalmente, se mostram a jeito.</p>
<p>Com o FMI, o Banco Central, e a UE é inaugurado um novo vocábulo na língua portuguesa – Troika. Dela se falará mais á frente.</p>
<p>Mas o triunvirato (troika em português) surge em cena graças a outra mudança de paradigma: durante muito tempo, mais ou menos desde o século XVIII e o século XX, os grandes fluxos monetários internacionais faziam-se entre a Europa e os Estados Unidos da América, com o surgimento de países emergentes, hoje eufemísticamente chamados BRIC (Brasil, India e China), os fluxos monetários alargaram-se e a Europa e os States perderam a sua posição dominante. Isto graças a uma criação do capitalismo – os especuladores, ou seja os mercados, essa coisa indefinida, volátil, mas letal para as economias.</p>
<p>Os países habituados a gerirem, a seu bel prazer, as dívidas soberanas, coisa que sempre fizeram sem percalços, viram-se de repente, confrontados com ataques especulativos ás suas dívidas soberanas. No caso Europeu tal teve uma intenção muito precisa – acabar com o Euro, pois esta moeda estava a tornar-se incómoda, e a última coisa que os “mercados” queriam era que o euro passasse a ser a moeda das transacções internacionais do petróleo (que ainda é o dólar).</p>
<p>Para tanto bastava atacar as economias mais frágeis, entenda-se a Grécia, a Irlanda, Portugal, Espanha e por aí fora. Claro que isto significa a implosão do desiderato Europeu.</p>
<p>Assim o ataque ao Euro é outra mudança de paradigma – o sonho europeu, celebrado a 9 de Maio, está condenado. Outra Europa, outro Mundo nos espera.</p>
<p><strong>Continente Americano</strong>. Raiz da maior parte dos problemas da Europa (para infelicidade dos detratores de Sócrates, que nele preferem ver o mal de todas as coisas), dali vieram várias crises: Financeira, bancária, imobiliário, e por aí fora.</p>
<p>Barack Obama, sai do Iraque, 10 anos depois de o ter invadido, por causa do petróleo, nãos sem antes caçar Sadam Hussein, outro ditador desaperecido, bem como o mais procurado do mundo Bin Ladden, liquidado como um rato, no Paquistão.</p>
<p>Guantanamo ainda alberga tropas americanas. Promessa incumprida, portanto.</p>
<p>Hugo Chávez tem cancro. Cristina Crichner tem cancro. Fernando Lupo tem cancro. Lula da Silva tem cancro. Fidel Castro já tinha cancro. Presidentes respectivamente da Venezuela, Argentina, Paraguais, Brasil e Cuba. Entretanto Dilma a actual Presidenta do Brasil já teve cancro mas venceu-o.</p>
<p>Conclusão ? a América Latina não é local que se recomende, pois por ali politico ganha cancro, sem se perceber como ou porquê.</p>
<p>Isto traz à memória o antigo presidente da Ucrânia, que foi intencionalmente contaminado com uma doença rara de pele, numa acção atribuída ao ex-KGB.</p>
<p>E por falar em KGB, um seu antigo dirigente, acaba de vencer, pela segunda vez, as eleições para a Presidência da Rússia, terminando o seu consulado de primeiro-ministro. Tudo certinho “by the book”. A foice e martelo.</p>
<p>O ocidente tenta dar razão ás vozes de protesto surgidas na oposição, mas a verdade é que a Europa está de mãos atadas, pois depende energeticamente da Rússia, e estes até se dispõem a ajudar a EU no fundo europeu a criar. Está-se mesmo a ver que a contrapartida é a Europa fazer vista grossa á questão da Síria.</p>
<p>Tudo isto em 2011, lá fora.</p>
<p>E cá dentro ?</p>
<p>O ano começa com a vitória Presidencial de Anibal Cavaco Silva e o seu discurso de tomada de posse parcial, dirigido apenas a quem o apoiou. No mesmo discurso considerou sanadas pela força dos votos quaisquer dúvidas surgidas com o caso BPN, e outras levantadas, e não esclarecidas durante a campanha. O mote foi, se ganhou as eleições é porque todas as acusações de que foi alvo eram infundadas. Assim prometeu, no discurso de tomada de posse “Magistratura Activa”. Ninguém sabia o que era, mas isso não durou muito tempo.</p>
<p>Pouco tempo depois, enquanto toda a oposição suspirava pela vinda do FMI, Sócrates negoceia com UE o famoso PAC 4. Nada diz ao Presidente da República para não perder o efeito útil da surpresa com que os mercados seriam apanhados. Mas Cavaco não gostou.</p>
<p>Pedro Passos Coelho que pacientemente esperava pelo sinal de partida, decide travar o passo ao minoritário governo de Sócrates, para gáudio de toda a oposição em peso. Fundamento ?</p>
<p>Sócrates demite-se, forçado pelo chumbo do PAC 4. Passos Coelho ganha as eleições, e brinda o País com um pacote muito mais penoso que o PAC4 indo muito além das exigências do FMI,BCE e UE. Pelo caminho Pedro Passos Coelho reduziu a pó promessas eleitorais, e “vacas sagradas” do direito de trabalho, sistema nacional de saúde, e estado social, etc, numa imposição neoliberal como nunca se viu por cá.</p>
<p>Na Madeira, cai finalmente a máscara a Alberto João Jardim – mentiu a tudo e a todos, e agora vai ter de pagar amargamente a sua irresponsabilidade. O seu modelo de desenvolvimento foi ruinoso.  O pior é que o País apanha por tabela.</p>
<p>No Continente o primeiro ministro recomenda aos portugueses que emigrem. Parece que por cá já não são precisos para nada.</p>
<p>As Freguesias, autarquias criadas no século XIX, e que fazem concorrência com os municípios, a ver quem representa mais o povo, têm a certidão de óbito passada para quase metade delas, só falta mesmo a assinatura.</p>
<p>Nada de mais, pois os Governos Civis também foram desta para melhor. Creio que Mouzinho da Silveira não faria melhor, mesmo tendo em conta que rebentou com metade dos municípios quando teve oportunidade de o fazer. Verdade seja dita o Regedor já tinha desaparecido, o administrador do Concelho também só faltava mesmo o Governador Civil (estes eram todos representantes do ministro do interior nas respectivas áreas territoriais, a saber – freguesia, Concelho e Distrito, os dois primeiros acabaram com o 25 de Abril, e o último foi agora em 2011).</p>
<p>Nem tudo foi mau. Ronaldo, Mourinho e Pinto da Costa, são os melhores do Mundo nos seus “metiers”, respectivamente; futebolista, treinador e dirigente desportivo.</p>
<p>O Fado é alcandorado a património imaterial da humanidade. Os Chineses “descobrem”Portugal.</p>
<p>Isto dos Chineses é uma muito boa noticia. Vejamos: eles trataram-nos muito melhor no processo de passagem da soberania sobre Macau para eles, do que os Indianos no caso de Goa, Damão e Dio. Os Chineses podendo simplesmente “correr” connosco preferiram negociar pacificamente.</p>
<p>Com a questão da debilidade portuguesa, na divida soberana, os chineses compraram mil milhões de euros de divida portuguesa. Os Brasileiros ficaram-se pelas intenções fraternas e os Alemães emprestaram dinheiro, via triunvirato, ganhando milhões com a nossa aflição.</p>
<p>Agora entram no capital da EDP. Mas fazem mais do que isso, prometem fazer investimentos avultados e abrir linhas de crédito, e já têm em vistas a aquisição de um banco.</p>
<p>Dinheiro fresco e vontade de gerar mais valias em que todos ganham, é isso que a China representa. A minha recomendação é que aprendamos mandarim ou cantonês (as línguas oficiais da China) pois creio vir a ser muito útil no futuro.</p>
<p>China e Portugal, é uma parceria de futuro para ambos.</p>
<p>Do Internacional passemos ao local.</p>
<p>Sim o nosso cantinho também teve os seus momentos em 2011.</p>
<p>Famões parece que vai ser anexada á Pontinha. Nenhum drama com isso, ganha-se dimensão até. Pode até ser que nas autárquicas me candidate, o que seria um projecto muito interessante, pois o território da Pontinha mais o de Famões é um desafio importante.</p>
<p>Por falar em Famões, este foi o ano em que a freguesia viu perder o seu centro de saúde, tão dificilmente conquistado, ainda me lembro disso, tendo passado para a Ramada, onde por sinal até tem menos condições do que tinha em Famões. O senhor Presidente de Famões andaria distraído ? Parece que sim.</p>
<p>Mas nem tudo são más noticias, a Igreja conta com um novo centro paroquial, moderno, bem equipado, uma mais valia para a população.</p>
<p>A Câmara Municipal de Odivelas, deu o seu grito de Ipiranga ao anunciar a ruptura com os SMAS de Loures.</p>
<p>13 anos depois é assumida uma posição que deveria ter sido a primeira a ser tomada em 1999.</p>
<p>Um erro. Culpados ? São todos.</p>
<p>O Novo Hospital da Região, localizado em Loures, segue em bom ritmo e anuncia uma nova centralidade na região. Aos poucos vamo-nos libertando do estigma de periferia da grande Lisboa.  É também uma boa noticia.</p>
<p>O Movimento Odivelas a Concelho, a quem se deve a criação do Município de Odivelas, foi pelo 13º ano esquecido nas comemorações da efeméride, e as medalhas de mérito continuam a ser atribuídas a todos excepto aos obreiros do processo, relegados para o pó do esquecimento.</p>
<p>Assim correu o ano de 2011. Muita coisa a fazer a diferença entre o passado e o futuro próximo.</p>
<p>E nós, os que teimosamente nos preocupamos com estas coisas, fazemos mesmo a diferença.</p>
<p>Uma última nota. O projecto OdivelasTV sofreu um revéz, teve de levantar ancora e rumar a Lisboa.</p>
<p>Para constar registe-se o seguinte: quando a força de um projecto se cimenta na força da convicção, ideais, virada para as pessoas e com as pessoas, nada nem ninguém lhe conseguirá tolher o passo. É o caso do Projecto do OdivelasTv.</p>
<p>FIM</p>
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		<title>MAÇONARIA vs MAÇARIA</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 00:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, Região Autónoma insular alvo de vastas noticias, nos últimos tempos, não pelas melhores e transparentes razões, por via da ocultação de dados de reporte obrigatório em matéria orçamental, ao Ministério das Finanças, como forma de “ultrapassar as Leis do Sócrates”, como o próprio, impunemente, afirmou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-16413 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Alberto João Jardim, Presidente do Governo Regional da Madeira, Região Autónoma insular alvo de vastas noticias, nos últimos tempos, não pelas melhores e transparentes razões, por via da ocultação de dados de reporte obrigatório em matéria orçamental, ao Ministério das Finanças, como forma de “<em>ultrapassar as Leis do Sócrates</em>”, como o próprio, impunemente, afirmou em público, tem dado grande destaque a uma instituição, vulgarmente chamada MAÇONARIA.</p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade o Governador da ilha esforçou-se imenso, durante a campanha eleitoral, não em explicar aos madeirenses que lhes iria ao bolso, por via do aumento de três impostos (IVA, IRS e IRC), mas sim a verberar contra aquela que segundo ele seria o maior dos males da Madeira (então e o Sócrates, já não serve para os seus dislates ?), isto é, a tenebrosa Maçonaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o Governador, a Maçonaria tinha como superior objectivo conquistar o poder na Madeira – que afronta, pois toda a gente sabe que só o Governador pode governar na ilha – e arredá-lo do Poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se sabe ao certo, a quem se refere o, agora empossado Presidente da Ilha, pela enésima vez, pois uma rápida consulta na net inunda-nos com informação bastante para se concluir que isto de se falar de Maçonaria é muito vago, tantas e tão profusas as instituições que se reclamam de Maçonaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Lojas selvagens, lojas irregulares, lojas regulares, lojas mistas, lojas independentes, enfim o cardápio parece não ter fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Então a que Maçonaria se refere o Governador ?</p>
<p style="text-align: justify;">O homem tem um ódio fidagal aos Ingleses, visto estes terem usurpado durante 30 anos o governo da ilha, aquando das invasões napoleónicas, e daí para cá eram as famílias inglesas os grandes proprietários da ilha. Imagine-se que ao conjunto de 3 ilhas Desertas e o conjunto de 3 ilhas selvagens, eram propriedade de Ingleses, a quem o Estado português comprou as 6 ilhas na década de setenta do século passado, integrando-as, então no Arquipélago da Madeira, então um Distrito.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte da luta de Alberto foi o de rechaçar a importância dessas famílias inglesas, a quem apontava a responsabilidade pela exploração do povo superior da Madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Ora é público que a Maçonaria Inglesa tem por grão-Mestre um familiar directo da Rainha Isabel, o Duque de Kent, e por terras de sua magestade a Maçonaria é tão importante que consta, para se ser inscrito na Ordem do Advogados tem de se ser Maçon.</p>
<p style="text-align: justify;">Será esta Maçonaria, discretamente presente na Madeira, contra quem Alberto expele a sua verbe mais amarga ? Não, claro que não, porque estes são poderosos.</p>
<p style="text-align: justify;">Então resta-nos a Maçonaria caseira. E o que temos ? A mais antiga o GOL (Grande Oriente Lusitano) é considerada uma Maçonaria irregular.  Convencionou-se dizer que em termos internacionais a Maçonaria irregular é residual. O peso da Maçonaria Regular vem todo dos Estados Unidos, a maior potência maçónica do Mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas outros há, irregulares também, como O GOMP (Grande Oriente Maçónico de Portugal), cujo Grão Mestre já foi Grande Oficial da única que se reclama Regular em Portugal – GLLP/GLRP – os Direitos Humanos, com uma Grã-Mestrina, a GLRP, conhecida por Casa do Sino, devido á cisão provocada por Braga Gonçalves, e apodados de irregulares. Finalmente temos a Grande Loja Legal de Portugal / Grande Loja Regular de Portugal, tida, e reconhecida como Maçonaria Regular, em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Vulgarizou-se apontar o GOL e a GLLP/GLRP como as mais importantes Maçonarias em Portugal, respectivamente os Irregulares e os Regulares.</p>
<p style="text-align: justify;">Então será contra estes, que Alberto João Jardim aponta baterias quando, nos seus discursos mais inflamados lá debita uns quantos mimos, para os Jacobitas da Maçonaria, que lhe querem o quinhão, do qual não abdica.</p>
<p style="text-align: justify;">O GOL viu os seus elementos, no passado, serem perseguidos pelo regime da quinta vigia, sede de governo regional, a tal ponto que se lhe não conheciam Lojas maçónicas na região. Só este ano é que o Grão Mestre (agora ex) afirmou publicamente existirem na Madeira 1 Loja e um Triângulo (que são duas formas organizativas maçónicas) recentemente criadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas foi em 2009 que, pela primeira vez na história da ilha, a dita maçonaria Regular (GLLP/GLRP), logrou inaugurar o seu Templo Maçónico, sob a orientação de um continental, de esquerda. Com estes 3 defeitos (Maçon, Continental e do PS) o putativo responsável pela implantação da Maçonaria Regular Portuguesa, na Região Autónoma, rapidamente sentiu na própria pele que o regime jardinista não perdoa. Por ordem de Alberto João, aquele incauto Maçon, ficou no desemprego, fortemente aconselhado a sair da ilha. Quem, também, ficou fora do baralho foi o politico que chamou aquele maçon para trabalhar consigo, profanamente, sem desconfiar que naquele homem de confiança havia outros predicados esotéricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se que o empenhado responsável da loja regular (Gllp/Glrp) solicitou auxilio á sua augusta Ordem, sem que alguma vez lhe chegasse o socorro tão ansiosamente por ele aguardado. Esse “auxilio” acabaria por chegar sob a forma de decreto do Grão Mestre afastando-o, contra a sua vontade, daquilo a que no meio se chama “<em>cadeira de Salomão</em>”, ou seja, da responsabilidade da Loja que erguera, sozinho, com custos pessoais e profissionais tremendos.</p>
<p style="text-align: justify;">O regime vencera duplamente: afastava um elemento demasiado incómodo, e afirmava o seu poder pessoal perante uma organização, que segundo se consta terá poder de influência. Mas não tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim derrotadas as duas Maçonarias, tidas como as mais influentes, em Portugal, contra quem, afinal, se move Alberto João, quem é o fatal culpado de tudo isto ?</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta vem pela boca do povo, afastado destes meandros esotéricos, de que nada percebem, a não ser aquelas coisas um bocado para o abichanado – <em>qu&#8217;isto dum home andar de avental só em cozinha de hotel, e não todos –</em> e dizem á boca pequena – “<em>a</em> <em>culpa desta porra toda é da <strong>MAÇARIA</strong></em>.”</p>
<p style="text-align: justify;">Solidariedade, fraternidade e justiça parecem, hoje, não passar de vocábulos repetidos mecanicamente, de forma a induzir uma ilusão perene, crua, e amarga para quem, em Portugal ainda acredita no “Pai Natal”.</p>
<p style="text-align: justify;">O Poder, qualquer tipo de poder, é como Galo em capoeira: onde há mais do que um é bicada de meia noite até só um restar de pé para reivindicar o direito de pernada sobre tudo quanto tenha penas lá no pedaço. O resto é história.</p>
<p><strong><em>Oliveira Dias</em>, Politólogo</strong></p>
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		<title>Odivelas sinónimo de Omissão</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:20:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti, pela Odivelas.com, ao discurso do senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Sérgio Paiva, com quem partilho projecto ideológico vai para muitos anos, a propósito da celebração do 13º aniversário, não do concelho de Odivelas, mas sim do Município de Odivelas. Um Concelho, como já expliquei á saciedade, é uma mera circunscrição territorial, ao passo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias1.jpg"><img class="size-full wp-image-15961 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a>Assisti, pela Odivelas.com, ao discurso do senhor Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Sérgio Paiva, com quem partilho projecto ideológico vai para muitos anos, a propósito da celebração do 13º aniversário, não do concelho de Odivelas, mas sim do Município de Odivelas. Um Concelho, como já expliquei á saciedade, é uma mera circunscrição territorial, ao passo que o Município é uma entidade jurídica, vulgo autarquia.<br />
Subscrevo, sem dificuldades, aquilo que o sr. Presidente disse sobre a Europa, a sua União Politica, a via da federalização, ou não, etc.<br />
Subscrevo, sem rebuço, o que explanou sobre Portugal, a economia, a produtividade, o alavancamento do desenvolvimento, e só acrescentaria – e também do crescimento.<br />
Subscrevo, com bonomia, os seus considerandos sobre o que foi feito nestes 13 anos, no Município de Odivelas.<br />
Sergio Paiva, recorde-se, tem responsabilidades nesta obra desde o primeiro dia, como vereador, primeiro, deputado municipal depois.<br />
Por esse facto é também responsável pela muralha de silêncio, qual anátema, lançado sobre aqueles primeiros, que lutaram, contra tudo e contra todos, para que a Municipalidade odivelense fosse uma realidade.<br />
O Movimento Odivelas a Concelho foi ostracizado, pelo lápis azul do incómodo de quem, não tendo tido nenhuma acção de luta pelo desiderato odivelense, veio mais tarde, com a concretização desta realidade, a exercer funções maiores (de eleito) neste projecto.<br />
Não resisto a recordar, e a partilhar, o que aconteceu, no partido socialista de odivelas, quando foi necessário escolher os candidatos a primeiro Presidente da Câmara e o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas.<br />
A escolha realizou-se por escrutinio secreto no seio da Concelhia socialista, sendo que para o cargo de Presidente de Câmara, surgirtam os nomes de Manuel Varges, então Presidente da Comissão Instaladora de Odivelas, e o de Armando Ramalho, tendo vencido o nome do primeiro.<br />
Já quanto ao cargo de Presidente da Assembleia Municipal surgiram os nomes de Susana Amador, actual Presidente de Câmara, e eu próprio. Achava eu, na época, e nada me fez evoluir dessa posição, que seria um melhor titular do cargo. Ganhou a Susana Amador. Mais tarde, após ter sido a primeira Presidente da Assembleia Municipal, logrou conquistar a Presidência da Câmara Municipal, indo já no seu segundo mandato executivo.<br />
Seria fazer futurologia se começasse a fazer exercícios probabilisticos sobre se não tivesse sido assim, ou assado, como seria. Mas uma coisa dou por garantida – tivesse eu sido o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas, não permitiria que se impuzesse o silêncio envergonhado sobre a acção do Movimento Odivelas a Concelho, e daqueles que naquela sede tornaram possivel aquilo que hoje se vive, um sonho segundo se diz.<br />
Garanto igualmente que hoje se em lugar do Sérgio Paiva, fosse eu o Presidente da Assembleia, acabaria o discurso com chave de ouro, trazendo á memória aquele movimento que tanto incomoda o poder autárquico cá do burgo, um poder que só o é por causa do que aquele movimento fez no passado.<br />
Normalmente quando alguém faz anos parabenizam-se o aniversariante e os responsáveis pela sua existência.<br />
Parece que Odivelas municipio é-o por geração espontanea, recuperando-se a tese criacionista, abolida com Darwin, com a tese evolucionista.<br />
Pode-se ficar na história de duas maneiras: por acção ou por omissão, parece que em Odivelas a escolha já está feita, pois perdura desde há 13 anos a esta parte, numa espécie de código (postura municipal ?) não escrito, não vá o diabo tecê-las.</p>
<p><em>Oliveira Dias, Politólogo</em></p>
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		<title>“Halloween”</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 22:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é que o Pai Natal, o Halloween, e a América têm em comum ? È que ambos, Pai Natal e Halloween, nasceram e ou foram celebrizados na Amércia de onde partiram á conquista do mundo. É aterrador como o marketing de hoje impõe a destruição de valores, substituindo-os por outros, mais a jeito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias.jpg"><img class="size-full wp-image-15494 aligncenter" title="topo_oliveiradias" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/11/topo_oliveiradias.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p>O que é que o Pai Natal, o Halloween, e a América têm em comum ?</p>
<p>È que ambos, Pai Natal e Halloween, nasceram e ou foram celebrizados na Amércia de onde partiram á conquista do mundo.</p>
<p>É aterrador como o marketing de hoje impõe a destruição de valores, substituindo-os por outros, mais a jeito, da onda consumista.</p>
<p>O Pai Natal destronou a celebração do Menino Jesus. Como ?   Corria o ano de 1930 quando um articulista, Thomas Nast,  da revista Harper&#8217;s Weeklys, aproveita uma história de um professor de grego escrita em 1822 , que gostando de escrever histórias para os seus filhos, foi desenterrar a lenda de um Bispo que vivera na Turquia, nos século III, chamado S. Nicolau (Sta. Klaus) e que gostava de ofertar prendas ás crianças mais necessitadas. Ora o professor de grego chamou-lhe Pai Natal na sua história. A Coca-Cola fêz o resto, deu vida ao Pai Natal, na pessoa de um velhote (que bem podia ser o avôzinho de qualquer pessoa), vestiu-o de vermelho, apetrechou-o com umas renas e um saco enorme de prendas.</p>
<p>O resultado é o que se sabe. Um êxito pleno para a Coca-Cola, que impôs uma lenda destronando uma outra de cariz religioso.</p>
<p>Com o Halolloween, que na língua de Camões se traduz por “<em>dia das bruxas</em>” sucede uma coisa semelhante, isto é, substitui-se uma tradição Europeia, por outra americana.</p>
<p>Aparentemente esta coisa do Halloween remonta á Irlanda, no povo Celta, os quais celebravam a noite de 31 de de Outubro, que para eles simbolizava o fim da época da fertilidade.</p>
<p>A Igreja Católica, que também substituiu muitos valores religiosos pelos seus, instituiu a celebração do dia 1 de Novembro como o dia de todos os santos e o dia 2 como Dia de Finados, sendo certo que qualquer referência a bruxas era severamente castigado.</p>
<p>A Irlanda, assim como a Inglaterra, estavam na orbita de influência da igreja Anglicana, em detrimento da Igreja Católica, razão porque quando se deu a grande procura pelo novo Mundo (américa) foi a cultura protestante, anglicana, que mais se impôs nas Américas, e com isso as suas tradições e valores, e claro o Halloween fazia parte do “<em>package</em>”.</p>
<p>Foram precisos alguns séculos até que o Halloween regressasse á Europa, em força. Mas chegou ei-la entre nós.</p>
<p>E porque se impôs ? Tal como o Natal, época em que as familias gastam enormes somas de dinheiro para satisfazer os petizes, que exigem as suas prendas, para eles a palavra crise é uma mera fonia sem sentido, abstrata. O Dia das Bruxas transformou-se numa excelente oportunidade comercial. É espantoso o “boom” de fantasias á venda em qualquer espaço comercial que se preze.</p>
<p>Claro que as escolas deram uma grande ajuda a este evento comercial, incentivando a pequenada com estas coisas.</p>
<p>Tendo passado 4 anos na Ilha da Madeira (2005-2009) tive um primeiro contacto com esta realidade. Na altura achei que haveria a necessidade, dado o isolamento da ilha, a serem promovidas celebridades festivas para ocupar a população. A população emigrante dava uma grande ajuda, pois os que de quando em quando regressam á ilha trazem consigo os novos valores assimilados (razão porque qualquer dia o basebol entrará no nosso quotidiano tal a aceitação que tem nesses emigrantes oriundos da Venezuela e América).</p>
<p>Tinha, apesar de tudo, para mim, que aquilo era um fenómeno isolado no contexto do nosso País.</p>
<p>Enganei-me.</p>
<p>Tentei explicar á minha filha de oito anos, que insistentemente exigia o seu fato de vampira, para uma condigna celebração do Halloween, que esta celebração não fazia parte das nossas tradições, dos nossos valores cristãos, que isto era uma americanização importada pelos vendilhões do Templo, etc, e tal.</p>
<p>Não tive qualquer sucesso na minha pedagogia.</p>
<p>Lenine dizia que a religião era o Ópio do Povo, enganava-se, pois o ópio do Povo é o vil metal, por quem tudo se faz.</p>
<p>O Natal, o dia das bruxas, o fim do ano, o começo do ano, e sei lá que mais, não passam, actualmente, de oportunidades de negócio, que representam uns milhões, sejam eles em euros, dólares ou reais.</p>
<p>Na mesma proporção em que crescem estes negócios, caem os valores que outrora se cultivavam.</p>
<p>Já alguém reparou que isto vem tudo do outro lado do Atlântico ? Isto tudo vem do mesmo sitio donde vieram a crise bancária, a crise do imobiliário, a crise financeira (dividas soberanas), a crise politica, etc, etc.</p>
<p>A título de registo de interesses, não sou anti-americano, limito-me a fazer constatações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Oliveira Dias, Politólogo</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>OS 100 DIAS DO GOVERNO DE PP &amp; PP</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 13:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Oliveira Dias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oliveira Dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Passaram 100 dias do governo de Pedro Passos (PP) e Paulo Portas (PP) e, seguindo uma tradição inaugurada por Franklin Delano Roosevelt, que logo após á grande depressão, em Cem dias lançou um conjunto de iniciativas que levantou a moral e a economia americana de 1933, fazendo escola o período em que o conseguiu (100 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/10/topo_oliveiradias1.jpg"><img class="size-full wp-image-14968 aligncenter" title="topo_oliveiradias1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/10/topo_oliveiradias1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>Passaram 100 dias do governo de <strong>Pedro Passos</strong> (PP) e <strong>Paulo Portas</strong> (PP) e, seguindo uma tradição inaugurada por Franklin Delano Roosevelt, que logo após á grande depressão, em Cem dias lançou um conjunto de iniciativas que levantou a moral e a economia americana de 1933, fazendo escola o período em que o conseguiu (100 dias), de então para cá é costume fazer a avaliação dos 100 dias. Também alinhamos nisso, já que toda a comunicação social o faz.</p>
<p style="text-align: justify;">Confesso, e ainda escrevi umas coisas a propósito que não tinha grandes expectativas num governo onde um seu ministro, na tomada de posse, aparece de lambreta, outro ingenuamente proclama “eu sou o Álvaro”, e outra ministra, como primeira medida aboliu o uso da gravata. O primeiro ministro esse, para dar o exemplo, na primeira vez que viaja em representação do País, fá-lo em classe económica.</p>
<p style="text-align: justify;">De uma penada os Governos Civis são extintos, quando a Constituição da República faz depender essa extinção da efectiva implementação das Regiões Administrativas, entretanto adiadas “<em>sine die</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os impostos são a marca deste governo, que assim opta pelo caminho mais fácil e escorreito, que em economês se chama fazer a poda pela receita. Inaugura-se assim, já, a violação de promessa eleitoral, ou seja, foi só  para eleitor consumir.</p>
<p style="text-align: justify;">Anuncia-se o fim do TGV e a opção pela alta velocidade para mercadorias e pessoas. Semântica bem se vê, para furar outra promessa eleitoral, porque no final a aposta no ferrocarril, tantas vezes afirmada por Sócrates, como opção estratégica, e negada pela oposição, afinal vira opção para esta, agora que está na cadeira do poder.</p>
<p style="text-align: justify;">Os anunciados cortes na gordura do Estado, não passam disso mesmo, de anúncios,  pois até agora só a gordura dos contribuintes tem sido flagelada.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo de PP&amp;PP, gritado aos 4 ventos como o historicamente mais pequeno de sempre, é coadjuvado por centenas de assessores nomeados para novas comissões de estudo técnico, do tipo daquelas que propõem medidas como o livro verde do mapa administrativo do País, e outras coisas feitas em cima do joelho.</p>
<p style="text-align: justify;">A Taxa Social Única (TSU) vertida em norma apodíctica daquilo que errada e teimosamente se continua a chamar Troika, em vez de triunvirato, é alvo de recusa, por parte do governo, em ser adoptada sem mais, porque, segundo o governo PP&amp;PP afectaria dramaticamente as receitas, e assim propõem que se aplique apenas ás novas contratações. Nisso são acompanhados pelo Presidente da República, agora bem mais contido quanto ás imposições do triunvirato.</p>
<p style="text-align: justify;">Hilariante, no mínimo, pois era exactamente aquilo que Sócrates defendia, contra a muralha inexpugnável da oposição (agora governo). Afinal em matéria de golpes de rins nem o sr. Presidente da República fica isento, pois de interventivo e activo nos governos de Sócrates, em que aconselhava o sr. Eng. a ouvir os mercados, agora esconde-se na redoma do seu palácio e já ninguém o ouve, a não ser para se queixar dos mercados esses malandros que não deixam o governo em paz. Forças de bloqueio, direi eu, recuperando uma frase de Cavaco ministro.</p>
<p style="text-align: justify;">Cavaco Presidente tem veia poética, revelada nos Açores, onde apanhou as vacas a sorrir, pelos excelentes prados, segundo suas palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizes dos ignorantes, cantava Fernando Pessoa, pois não sabendo podem sorrir, na ingenuidade da sua ignorância. Se as vacas soubessem … .</p>
<p style="text-align: justify;">A venda do BPN ao desbarato é um murro no estômago para os contribuintes. Pelo preço mais valia incorporá-lo na CGD.</p>
<p style="text-align: justify;">Na administração local Miguel Relvas vinga-se, finalmente, por não terem sido abraçadas como panaceia para todos os males, as suas soluções de ministro de outros governos, quando pretendeu impor as comunidades urbanas e outros atípicos disparates para fazer esquecer a regionalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora é tudo a eito: freguesias, municípios e empresas municipais. Mais um pouco e faz desaparecer aquilo que Dom Dinis mais acarinhou, o municipalismo. Porém esta é uma temática a merecer outro espaço de desenvolvimentos futuramente que não aqui e agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizia PP &amp; PP, antes de ser governo, que agora é que era iríamos todos conhecer os esqueletos que estavam nos armários.</p>
<p style="text-align: justify;">Oh desgraça, das desgraças, afinal os esqueletos tinham um número 1 bilião e cem mil euros (sim isto de dizer 1.1 mil milhões de euros cheira-me a paninhos quentes), e não estão nos armários, mas sim na pérola do atlântico – a Madeira.</p>
<p style="text-align: justify;">O governador da ilha com o maior dos dislates, vertendo um desprezo, que há muito já não esconde, por Lisboa, vem justificar-se dizendo que foi em legítima defesa que violou regras, que todos os demais têm de seguir. Mas ele não.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois desta alarvidade o senhor explica que o buraco de mais de 1 bilião de euros foi para contornar a Lei do Sócrates. Portanto o homem é um intocável, um ininputável que até se dá ao luxo de afirmar estas coisas, com a mesma calma com que eu como um prato de tremoços.</p>
<p style="text-align: justify;">Este senhor consegue por em causa a credibilidade do País, numa altura em que mais o País precisa dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, foi no calor do comício, veio mais tarde o governador esclarecer, mas disse, e agora vem dar o dito por não dito porque alguém lhe explicou que aquelas coisas eram crime e desta vez a coisa não se podia confinar á ilha, já todo o País disso tinha noticia.</p>
<p style="text-align: justify;">No entremeio partidários de pequenos partidos na Madeira invadem a redacção de um Jornal pago com o dinheiro dos contribuintes – O Jornal da Madeira – do qual o senhor governador até já foi director, antes de se sentar na quinta vigia (residência oficial do senhor). Mais de 1 milhão de euros para sustentar o insustentável, um jornal de regime, desvirtuando as regras de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro diário de referência (cuja leitura o governador não dispensa, e terminada a mesma depressa o desfaz em pedacinhos de papel) luta pela sobrevivência, qual David contra Golias, só que aqui ganha o Golias.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao autor destas modestas linhas, aquando da sua colaboração com ambos os periódicos, foi exigida exclusividade ao jornal do regime, por sinal o que menos publicava o material produzido. Claro que, sendo essa colaboração a título gracioso, não acatei a exigência.</p>
<p style="text-align: justify;">O pior, nesta desgraça, é que só conhecemos a ponta do iceberg, mais e pior está para vir.</p>
<p style="text-align: justify;">Feita a auditoria ás finanças da Madeira apura-se que a mesma tem uma divida de mais de 6 biliões de euros, nela se contendo a divida das autarquias locais da Madeira e respectivas empresas municipais, o que enfureceu o governador da ilha, porque, segundo ele, estas não são da responsabilidade do governo regional. O homem até tem razão neste particular, porém também é verdade que quem manda nos municípios por lá é mesmo o governador. O pior nem sequer é uma divida que representa metade das reservas de ouro de Portugal. O pior é que o dinheiro foi gasto em obras faraónicas, muitas delas sem qualquer utilidade, passado, presente ou futura.</p>
<p style="text-align: justify;">No meio disto tudo temos duas figuras do Estado que assobiam para o lado. A um deles o governador já chamou em tempos “<em>o sô silva</em>” e ao outro mimou-o com “<em>meninos de coro não me fazem perder o sono</em>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante o comportamento passível de responsabilidade criminal do governador o Presidente do PSD o que faz ? Faz cara de mau, não aplaude a coisa e castigando o PSD Madeira anuncia que não fará campanha na ilha. Só ? Sabe a pouco. O Presidente do partido que governa não pode fazer de conta que o PSD da Madeira não tem nada a ver com o PSD nacional. Não. Limitar-se, Pedro Passos, a dizer que cabe ao povo da Madeira sancionar o grande líder, é lavar as mãos como Pilatos.</p>
<p style="text-align: justify;">O PSD de Passos tem de tomar uma atitude: ou retira consequências das violações da Lei alegadamente cometidas, de forma intencional, por Alberto João ou ficará irremediavelmente cúmplice das mesmas.</p>
<p style="text-align: justify;">E o Presidente da República? O seu silêncio é ensurdecedor.</p>
<p style="text-align: justify;">Urge alterar as Leis da Tutela de forma a cominarem perdas de mandatos para quem de forma irresponsável se comportar da forma como tem vindo a acontecer, nas Regiões Autónomas. Ou em alternativa acabe-se de uma vez por todas com as Regiões Autónomas. É fácil é só encomendar o dossier a Miguel Relvas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos não muito afastados, um certo senhor madeirense que dá pelo nome de Jaime Ramos dizia, que quem quer ilhas tem de as pagar. Ora a este preço nem que tivesse petróleo interessavam. O melhor mesmo é, se aquele senhor ainda mantiver a sua proposta, é dar-lhe um bilhete de ida, sem volta, e a quem o quiser acompanhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Está na hora de fazer perceber a certos senhores que Portugal não é uma federação de Estados, mas sim um Estado unitário.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Oliveira Dias, Politólogo</strong></p>
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		<title>A Morte do Super-Homem e o 11 de Setembro!</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 16:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Figueiredo</dc:creator>
				<category><![CDATA[João Figueiredo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já vai começar a misturada! Passaram 38 anos desde o 11 de Setembro. Sim, estão a ler bem. Do 11 de Setembro de 1973, dia do golpe fascista no Chile. E não houve nenhum Super-Homem que pudesse salvar o presidente chileno democraticamente eleito Salvador Allende, de ser morto pelo fascismo chileno comandado por Pinochet. Até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/joao-figueiredoPB1.jpg"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_joaofigueiredo1.jpg"><img class="size-full wp-image-14764 aligncenter" title="topo_joaofigueiredo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_joaofigueiredo1.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></a>Já vai começar a misturada!</em></p>
<p style="text-align: justify;">Passaram 38 anos desde o 11 de Setembro. Sim, estão a ler bem. Do 11 de Setembro de 1973, dia do golpe fascista no Chile. E não houve nenhum Super-Homem que pudesse salvar o presidente chileno democraticamente eleito Salvador Allende, de ser morto pelo fascismo chileno comandado por Pinochet. Até porque Pinochet teve o apoio dos EUA. Passaram 10 anos desde o 11 de Setembro de 2001. Dia hediondo para a humanidade, prova maior do que o ódio é capaz de fazer. Dia em que a grande maçã, Nova York, foi atacada da forma mais violenta que se podia imaginar, num ataque terrorista, visto até então apenas no cinema, na televisão ou na banda desenhada. E não houve nenhum Super-Homem que pudesse ter salvo as mais de três mil vidas inocentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O 11 de Setembro chileno foi a prova de como os governos norte-americanos, na sua ânsia de controlo mundial, e na tentativa de pôr um travão às vontades dos povos, apoiam movimentos fascistas, são cúmplices de ataques à democracia e servem apenas e só os interesses do capitalismo. Mesmo que isso leve à morte de uma das maiores mentes brilhantes no plano da política. Mesmo que isso leve à morte de três mil democratas chilenos, num fuzilamento colectivo, em pleno equipamento desportivo que deveria servir a população e não a carnificina.</p>
<p style="text-align: justify;">O 11 de Setembro americano foi a prova de como os governos norte-americanos, na mesma ânsia de controlo mundial para servir o capitalismo, criam monstros horrendos. A Al Qaeda e o seu mentor, Bin Laden, foram criados pelos EUA para atacar o governo democraticamente eleito do Afeganistão e instaurar a ditadura taliban, só porque esse governo não pactuava com o Imperialismo. E porque era próximo da União Soviética. Pois é. Com o fim da Guerra Fria, o fundamentalismo islâmico (também muito bom para descredibilizar a luta palestiniana contra a ocupação fascista por parte de Israel) virou-se contra o Ocidente. Porque, em matéria de fundamentalismos, o que é bom para lutar contra o comunismo é excelente para lutar contra o capitalismo. Porque é exactamente isso. Fundamentalismo. Sem respeitar criadores. E quem sofre sempre na pele são vidas inocentes, que não são tidas e achadas em jogos que servem apenas e só o Capital.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/torres-gemeas.jpg"><img class="size-full wp-image-14760 aligncenter" title="torres-gemeas" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/torres-gemeas.jpg" alt="" width="192" height="248" /></a></p>
<p>Muito se fala que o 11 de Setembro de 2001 foi obra do próprio governo norte-americano. Teorias da conspiração à parte, o que é facto é que o 11 de Setembro serviu de bode expiatório para a política belicista do Imperialismo. 10 anos após a queda da União Soviética, sem travão à altura, o Imperialismo declarou guerra aos povos do mundo. Cobrando implacavelmente a heresia dos fundamentalistas islâmicos em terem atacado o pai criador, e em alegada perseguição a um só homem (morto recentemente de uma forma ainda mal explicada…porque será?), o governo dos EUA estabeleceu o controlo de um país riquíssimo em recursos. Liberdades para o povo? Será que foi mesmo isso que a invasão trouxe? Ou negócios milionários para os grandes empresários? E Portugal, cúmplice.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois, foram atrás de Saddam Hussein, ex-aliado, na maior mentira do início do século XXI. A existência de armas de destruição maciça ao serviço do ditador iraquiano. Não tendo piada nenhuma, pois foram mortas pessoas inocentes, a invasão do Iraque mais pareceu uma história absurda de controlo ineficiente de facturas. Porque Hussein foi armado pelos EUA. Sobre o petróleo iraquiano? Qual quê? O objectivo era a libertação do Iraque, mesmo que as primeiras vítimas tenham sido as vidas inocentes dos opositores democratas iraquianos.</p>
<p style="text-align: justify;">E, depois destas “libertações”, tem sido o absoluto QUERO, POSSO E MANDO por parte da Casa Branca. Com prejuízos para a própria democracia americana e para os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos americanos e dos povos do mundo. Com a cumplicidade dos governos portugueses de PSD/PS/CDS. Foi para isto que o 11 de Setembro de 2001 serviu.</p>
<p>Mas se houve coisa que marcou toda a humanidade no 11 de Setembro, foram as imagens chocantes da devastação, nunca antes vistas, se não na ficção. Assim como marcou a destruição de um dos símbolos maiores de uma cidade. De uma nação. As torres do World Trade Center. Símbolo maior do American Way of Life. Mas quem acompanha os comics americanos (o que, nos EUA, são jovens dos 7 aos 77 anos) já tinha visto algo parecido e, relativamente falando, com um impacte também muito grande na opinião pública. <em>A Morte do Super-Homem</em>!</p>
<p>Tudo começou em 1992, naquela que foi a maior operação de marketing da história da Banda Desenhada. Dividida em 7 capítulos, espalhados pelas revistas da editora <em>Detective Comics (DC)</em>. Foi-se preparando, ao longo dos meses anteriores, a ideia de que algo muito grave iria acontecer com o super-herói bandeira da <em>DC</em>. Foram espalhados <em>teasers</em> pelas várias revistas, até que o inimaginável aconteceu. A <em>DC</em> anunciava que tinha tomado a decisão de matar o seu herói, dando-lhe um fim memorável e épico, digno das grandes obras de ficção e fantasia.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. Há quem diga que tudo não passou de uma estratégia da <em>DC</em> para relançar as suas vendas, pois desde a década de 70 que perdia (a olhos vistos) para os heróis da rival <em>Marvel Comics</em>. O que é certo é que a <em>DC</em> nunca foi parva nenhuma, e jogou pelo seguro. Decidiu lançar a ideia de matar o grande herói americano e ver como é que o público reagiria. Juntou uma equipa de desenhadores e argumentistas, do qual se destacava <strong>Dan Jurgens</strong> (argumento e desenho – o “assassino” do Super-Homem) e <strong>Brett Breeding</strong> (arte-finalista), a dupla <strong>Louise Simonson</strong> (argumento) e <strong>Jon Bogdanov</strong> (desenho), e ainda <strong>Karl Kesel</strong> (argumento), entre outros, e esperou começarem a sair os primeiros capítulos, para ver no que a estratégia dava. Deu em manifestações por parte do público à porta da DC, a exigir que o Super-Homem não morresse. E, obviamente, deu em sucesso de vendas. Missão Cumprida. O Super-Homem não só “ressuscitou” passados uns meses, como ganhou um <em>look</em> anos 90, actualizando definitivamente a imagem de um herói criado à luz da realidade de 1938, por <strong>Jerry Siegel</strong> (argumento) e <strong>Joe Shuster</strong> (desenhos). O Super-Homem renascido tinha cabelo grande, que só o veio a cortar no início deste século, quando finalmente Clark Kent casou com Lois Lane.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, os 7 capítulos foram juntos numa só publicação da editora Abril. Foi a primeira vez que o Super-Homem foi publicado com português de Portugal (se bem que…nos tempos que correm…com a invasão ortográfica…não faria muita diferença). A editora Abril tinha já há alguns anos uma filial portuguesa, responsável pela publicação dos livros da Disney e até do Batman ou do Homem-Aranha, em português de Portugal. No entanto, o Super-Homem só foi publicado (se a memória não me falha) aquando da sua morte. Para mim, foi a história que me fez pela primeira vez apreciar verdadeiramente o poderio dos comics americanos. Estávamos em finais de 1995. Começava o grande fenómeno que foi o DragonBall por terras lusas. Eu, muito mais influenciado para ler Disney e, fundamentalmente, Tintim, Astérix e Luky Luke (sempre fui um leitor que dá preferência à BD Franco-Belga, apesar de ser muito diversificado). Já tinha ouvido falar dos ecos da polémica que a morte do maior super-herói de sempre estava a ter (lembro-me perfeitamente em que café da Póvoa estava, quando o meu pai me leu uma notícia do jornal, que falava que o Super-Homem ia morrer). Alguns anos depois, chega a Portugal a tão esperada história. E eu li-a toda, segui o funeral (compilado nos dois livros seguintes), vi como é que o Super-Homem lidou, espiritualmente, com a sua aparente morte, assisti ao seu regresso e acompanhei mais dois anos de aventuras do maior herói de todos os tempos. Até ao fim da saga <em>Zero-Hora</em>, ou, por outras palavras, até ao momento em que o Dr. Francisco Pinto Balsemão, que se tornou dono entretanto da Abril portuguesa, dono da SIC, ex-primeiro-ministro e fundador do PPD/PSD, decidiu acabar com a editora Abril e com a publicação de comics americanos em Portugal. Deve ser pela urticária que a palavra Abril lhe deve fazer, eventualmente. Porque a BD deve ser coisa para crianças e, como tal, não deve trazer muitas vendas, vamos acabar com isso. Pois enganam-se os que pensam assim, porque <em>A Morte do Super-Homem</em> é uma obra-prima da literatura mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não, vejamos. Do meio dos EUA (mais ou menos no eventual local onde os aviões deram a volta para iniciar o ataque a Nova York) abre-se uma falha no solo e um punho rasga a terra. É-nos apresentado um ser hercúleo, com a cara tapada e um braço aprisionado nas suas próprias costas, por meio de tubos e complicadas ligaduras. O braço que se encontra solto ergue-se. O ser hercúleo abre a mão. Um pássaro pousa nele. O monstro esmaga-o. A partir daí, sabe-se lá porquê, dirige-se para leste, destruindo tudo à sua passagem, numa rota para o litoral, dirigindo-se aparentemente para Metropolis, lar do Super-Homem e versão ficcional de Nova York. Mas onde é que nós já vimos isto? No 11 de Setembro.</p>
<p style="text-align: justify;">Os membros da Liga da Justiça América, aliados do Super-Homem, partem ao encontro do monstro e, ao verificarem a devastação que o mesmo causou, matando inocentes, dão-lhe o nome de Apocalipse. Não o conseguem travar, até que o Super-Homem, que se encontrava a dar uma entrevista para a televisão sobre a necessidade da sua existência na luta contra o crime (se não me engano), é chamado a intervir. Se no primeiro murro de Apocalipse que o Super-Homem trava (numa imagem clássica de um Super-Homem de peito feito face ao mal), temos a ideia que isto são favas contadas para o grande herói, no pontapé rotativo seguinte que Apocalipse lhe aplica verificamos que o herói está bem tramado. A partir daí, são sequências espectaculares de destruição, extremamente realistas e bem desenhadas, antevendo com grande realismo as tristes imagens que todos nós assistimos a 11 de Setembro de 2001. Pelo caminho, Super-Homem continua a tentar salvar a humanidade de mais um ataque terrível, tentando sempre não causar danos colaterais nem vítimas inocentes (coisa que o exército americano nunca soube fazer), mas não sendo capaz de levar a melhor sobre Apocalipse. A esta luta, aparentemente inglória, vão-se juntando outros heróis, o exército e a polícia (como em Nova York, no 11 de Setembro), mas nada consegue travar a máquina de destruição. O conflito chega, irremediavelmente a Metropolis e acaba exactamente à porta do Planeta Diário, o jornal onde trabalham Lois Lane e Clark Kent. Super-Homem consegue, finalmente, travar Apocalipse. Mas perde a vida, entretanto. Lois Lane abraça-o, num choro contagiante, que não deixa nenhum leitor indiferente.</p>
<p>A última imagem, em que a capa do Super-Homem aparece rasgada e pendurada numa vara de madeira, é o inverso da imagem dos soldados americanos a hastear a sua bandeira, em Iwo Jima. Um país vencedor Vs um país derrotado.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/superman.jpg"><img class="size-full wp-image-14762 aligncenter" title="superman" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/superman.jpg" alt="" width="316" height="488" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Morte do Super-Homem</em> foi uma inovação e a pedrada no charco que estava a faltar aos comics americanos. E o que é que motivou essa pedrada no charco? Em primeiro lugar, porque o modelo do super-herói invencível estava (e está) esgotado. Em segundo lugar, porque a concorrência da rival <em>Marvel</em> era, no início dos anos 90, asfixiante para a <em>DC</em>. Em terceiro lugar, porque depois de um <em>boom</em> de expansão europeia nos anos 70 e 80, o velho continente começava a pôr de lado os heróis americanos. E, em quarto lugar, porque do Japão apareceram outros ventos, que até a Europa conquistaram (vindo a conquistar, definitivamente, os EUA já no inicio dos anos 2000).</p>
<p style="text-align: justify;">Com <em>A Morte do Super-Homem</em>, iniciam-se um conjunto de histórias magníficas (<em>Funeral para um Amigo</em>, <em>Super-Homem Além da Morte</em>, <em>O Regresso do Super-Homem</em>), até um “renascimento” algo fraco, que deixou muito a desejar (O herói não tinha morrido, bastava ter ficado mais tempo ao sol, para captar energia solar e estaria como novo. Mas foi enterrado de seguida e ficou muito mais fragilizado. Ora, apesar de lógico, sendo Super-Homem um Kriptoniano, esta questão poderia ter sido melhor explorada), passando por um conjunto de aventuras de dois anos em Portugal (o que equivalia, sensivelmente, a 3 anos de publicações nos EUA), até a uma espectacular <em>Zero-Hora</em>, saga que junta todos os heróis da <em>DC,</em> contra um vilão muito imprevisível. O próprio Lanterna Verde, que enlouquece aquando da destruição da sua cidade natal, destruída por um impostor que se fez passar pelo Super-Homem, durante <em>O Regresso do Super-Homem</em>. Para este sucesso, muito valeram os desenhos de Dan Jurgens e Jon Bogdanov. Se o primeiro é um verdadeiro artista completo, com desenhos e argumentos dignos de um clássico, Jon Bogdanov é um desenhador com um estilo muito próprio. Eu, pessoalmente, considero-o muito fraco, comparativamente com outros desenhadores secundários, como Tom Grummet que, com Karl Kesel, criou o moderno Superboy (aparecido após <em>A Morte do Super-Homem</em> e um clone simultâneo de Super-Homem e do seu rival Lex Luthor). No entanto, Bogdanov teve uma grande importância junto da comunidade afro-americana, ao criar Aço, um herói inspirado nas lendas da luta contra a escravatura na América. O traço de Bogdanov assentou como uma luva nessa linha de histórias que foram as aventuras de Aço.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A Morte do Super-Homem</em> é um marco, pois relata a primeira vez em que o mundo perde o seu maior defensor. E é a primeira vez em que um herói de Banda Desenhada morre nas suas aventuras (De facto, nos anos 60, Super-Homem já tinha morrido às mãos de Luthor. No entanto, essa história não teve, nem de longe nem de perto, o mesmo impacte que <em>A Morte do Super-Homem</em> teve.). Até aí, tal nunca tinha acontecido. Não se imaginava que um Super-Herói morresse. E, sendo pura ficção, teve um efeito muito semelhante ao 11 de Setembro, feitas as devidas ressalvas, claro. É que o 11 de Setembro é o momento maior, em que ficámos cientes de que não há invencíveis no mundo. E ficámos também cientes de que não existem super-heróis para nos salvar. Teremos que ser nós próprios a criar um mundo mais Livre, Democrático, Justo e Fraterno.</p>
<p style="text-align: justify;">E, se a alguns ficou a ideia de que seria bom um mundo com super-heróis (mesmo que eles estejam, cientificamente perto e sejam geneticamente cada vez mais possíveis), aconselho a ler um pouco das histórias que enquadram os super-heróis da <em>Marvel</em> (ou ver os filmes, pois estão fidedignos). Vejam como é que o Capitão América nasce: Manipulação genética. Qual a sua contraparte? Hidra Escarlate, um vilão nazi. Hulk nasce como? Manipulação genética. Contra-parte? O próprio exército dos EUA, que o persegue. Como é que são os poderes do Iron Man? Tecnologia pura, ao serviço dos interesses americanos, mesmo que esses interesses não sejam os melhores para a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Também aconselho a ler <em>The Watchmen</em>, obra maior de Alan Moore (argumento) e Dave Gibbons (desenho), que relata na perfeição como seria o mundo se realmente existissem super-heróis. E os perigos que isso acarretaria.</p>
<p>Ou, simplesmente, leiam as aventuras do Batman. Na generalidade, encontramos verdadeiras lições sobre a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah. Pois! Mas já não se publicam comics americanos em Portugal, tirando os esforços das Editoras Devir e BD Mania, ou o mau tratamento que as publicações brasileiras da Panini têm por estas paragens. Obrigado, Dr. Francisco Pinto Balsemão. Os jovens portugueses dos 7 aos 77 anos agradecem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NOTA FINAL</strong>: O 11 de Setembro foi obra, alegadamente, de Bin Laden, criação dos próprios EUA. Apocalipse foi criado em Krypton, planeta natal do Super-Homem, como se veio a descobrir na saga Super-Homem Vs Apocalipse. Apocalipse foi vítima de experiencias científicas dos kryptonianos, milhares de anos antes do Super-Homem nascer. Sendo, fundamentalmente, um feto que se desenvolveu em ambiente hostil, é fruto de mais de 40 anos de pesquisas sobre a atmosfera de Krypon. Morto todos os dias e, todos os dias ressuscitado, acaba por se revoltar contra os seus criadores e matá-los. Dificilmente controlado, é enviado numa cápsula para um planeta, na altura inabitado. A Terra. Até que se solta e, ao sentir na Terra um kryptoniano, persegue-o até à morte. E esta, heim?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>João Figueiredo</em></p>
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		<title>Precariedade, Aqui ou no Japão!</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 07:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste meu novo texto, após um período de férias que não tive, e depois de uma Festa do Avante que marca a reentré do PCP – mesmo que tal expressão não se aplique ao meu Partido, pois os comunistas, por norma, não param (já que A Luta Continua) – venho falar de Precariedade. Aqui, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/joao-figueiredoPB.jpg"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_joaofigueiredo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14684" title="topo_joaofigueiredo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_joaofigueiredo.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></a>Neste meu novo texto, após um período de férias que não tive, e depois de uma Festa do Avante que marca a reentré do PCP – mesmo que tal expressão não se aplique ao meu Partido, pois os comunistas, por norma, não param (já que A Luta Continua) – venho falar de Precariedade. Aqui, ou no Japão. E adiciono o Japão, porque decidi fazer uma crítica literária a um livro de Banda Desenhada Japonesa, ao mesmo tempo que denuncio certas coisas e proponho alternativas.</p>
<p><em>Comentário de um qualquer leitor menos prevenido, respondido por um qualquer gajo da Póvoa de Santo Adrião que conheça o autor deste texto: Espera lá! O gajo é Comunista? É. E porque é que vem falar de BD, ainda por cima japonesa? Porque é fã incondicional da 9ª Arte e tenta ser autor semi-profissional, a par de Engenheiro do Ambiente, explorado e mal pago (ok, isto é um pleonasmo). Está bem, mas tinha que ser a BD japonesa? É pá, ele por norma não é racista/elitista e lê tudo, desde Astérix, Tintim, Dragonball ou Super-Homem. Ah, ok. Mas porque raio quer falar de precariedade e de BD (japonesa…) ao mesmo tempo. Porque lhe deu para aquilo.</em></p>
<p>Sendo assim, aqui vai. Ultimamente, ao se falar de precariedade, faz-se sempre alusão à situação dos jovens. Ora, essa alusão é obvia, visto serem os jovens os que mais sofrem com esta política de incerteza. Como disse anteriormente, a vida dos jovens não está fácil. Oferecem-nos a precariedade, baixos salários ou desemprego, aumentam-nos os custos de uma educação que deveria ser Universal, Gratuita e de Qualidade, dificultam-nos o acesso à habitação, retiram-nos os apoios sociais, como o caso das bolsas de estudo ou do abono de família, e agora até já a pílula contraceptiva vai deixar de ser comparticipada. E os jovens, querendo o Capitalismo e seus vassalos (PSD/PS/CDS) torná-los cada vez mais precários, têm saído à rua em diversas alturas, desde o 12 de Março, à participação de milhares de jovens na Manifestação de 19 de Março da CGTP, à Manifestação da Juventude Trabalhadora realizada em inícios de Abril, ao Piquenique contra a Precariedade e à grande contribuição que a Juventude Trabalhadora dará à Manifestação de 1 de Outubro, convocada pela CGTP. Aqui e na Europa. Então e no Japão?</p>
<p><em>Lá está o gajo e os japoneses.</em></p>
<p>Antes de falar do tal livro, pensemos todos num qualquer casal de jovens a viver juntos. Quais as principais preocupações? Pagar as rendas e ter emprego. Quem é que os apoia? Os pais, muitas vezes com comida e invariavelmente com cestos de vegetais (quem é que nunca recebeu os cestos de vegetais?). Quais os sonhos? Uma casa maior, trabalhar naquilo em que é formado e/ou o faz sentir realizado.</p>
<p>Foi numa visita a fóruns bedéfilos que ouvi falar de Solanin, uma história da autoria de Inio Asano, publicado originalmente na revista Weekly Young Sunday, da editora Shogakukan (Sim, os japoneses dão atenção à mangá, ou Banda Desenhada, ao contrário do que alguns querem fazer ao público português.), depois passado para dois tankobons (Nome dado aos volumes que reúnem os capítulos publicados anteriormente nas revistas. Por exemplo a saga DragonBall é composta por 42 tankobons, que a editora ASA se encontra a publicar no formato original, apenas traduzindo os textos.) e finalmente publicado em inglês pela Viz Media (A versão que eu li, como é obvio.) e noutras línguas. Quis ler o livro quando li o resumo. Meiko e Taneda, dois jovens licenciados à pouco tempo, a viver em Tóquio, sem grandes perspectivas de vida. Meiko trabalha como empregada de escritório para poder pagar as despesas da minúscula casa que o casal tem. Taneda, explorado e mal pago como ilustrador para a imprensa. Apaixonado por música, sente-se frustrado por não ter levado para a frente a sua carreira de músico. É então que cada um decide dar um rumo à sua vida. Taneda junta de novo os seus amigos da banda que tinha na universidade e Meiko demite-se do emprego. Começam a viver o seu sonho, com as incertezas de querer vingar na vida fazendo o que querem, até que…e o resto terão vocês que ler o livro, para não se estragar uma magnifica história de amor, à volta de dois jovens japoneses e os seus amigos. Ah, e o casal também recebe, logo no início do livro, as já famosas cestas com vegetais.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/Solanin.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-14683" title="Solanin" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/Solanin.jpg" alt="" width="337" height="496" /></a></p>
<p>E eu, ao ler este resumo e ter visto um preview no site da editora inglesa, pensei: “Raios, isto é, mais ou menos, a minha vida. Ou a vida de muitos amigos meus.”. Dirigi-me a uma loja da especialidade e encomendei o livro. Destaco nesta obra a capacidade como Inio Asano conseguiu descrever a realidade dos jovens japoneses (e de todos os jovens, diga-se), os seus anseios, os seus problemas, e a forma como, ao retratar a precariedade na juventude, consegue dar à mesma um rosto humano. Tão mais humano quanto o facto deste livro ter sido passado a filme em 2010 e os actores serem muito parecidos com os desenhos de Asano. Para finalizar, digo mais algumas coisinhas sobre o livro. Ganhou um Prémio Eisner em 2009 e mostra que a BD japonesa (mangá) não é só coisas violentas. É classificado como mangá seinen (para os 20-30 anos), estilo cujas histórias tendem a ser realistas e verdadeiros romances.</p>
<p>Três notas finais: Vale a pena ler o livro, facilmente requisitáveis em qualquer loja da especialidade; Valeria a pena que o filme viesse para Portugal; O PCP apresentou o Projecto de Lei n.º1/XII, que &#8220;Combate os «falsos recibos verdes» convertendo-os em contratos efectivos, uma proposta chumbada por PSD, PS e CDS – Ainda há dúvidas de quem é que não serve a juventude portuguesa e é conivente com a nossa situação de precariedade?</p>
<p><em>João Figueiredo</em></p>
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		<title>A vida não está fácil. A necessidade de manter um Governo forte e de trabalho</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 23:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ribeiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois meses passam desde a tomada de posse do atual Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, e confirma-se que o cenário que foi encontrado não foi simpático que, acrescido de uma nova pressão económica mundial, torna a tarefa de inversão ainda mais difícil. Esta situação apenas poderá ser ultrapassada se houver coesão na equipa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/rui-ribeiro-PB.jpg"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_ruiribeiro.jpg"><img class="size-full wp-image-14676 aligncenter" title="topo_ruiribeiro" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/09/topo_ruiribeiro.jpg" alt="" width="615" height="108" /></a></a>Dois meses passam desde a tomada de posse do atual Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, e confirma-se que o cenário que foi encontrado não foi simpático que, acrescido de uma nova pressão económica mundial, torna a tarefa de inversão ainda mais difícil.</p>
<p>Esta situação apenas poderá ser ultrapassada se houver coesão na equipa de Governo, acrescido de uma maior velocidade na execução das reformas estruturais necessárias para a existência de agilidade no Estado e na Economia portuguesa. Adiar não é solução. Esperar é o perder de muitas oportunidades.</p>
<p>Este Governo é constituído por bastantes elementos válidos, técnicos, profissionais e responsáveis. Desejo acima de tudo que não se &#8220;afundem&#8221; nos enredos políticos que os possam distrair dos objetivos finais.</p>
<p>Numa análise geral por Ministros considero que:</p>
<p>- o Ministro das Finanças tem demonstrado uma capacidade técnica acima do que tem existido nestes últimos anos. Necessita urgentemente de forçar a redução da despesa do Estado, forçando o definido no plano de Governo na consolidação de muitos institutos e empresas públicas. Atacou rapidamente o obvio, a busca da receita, mas é necessário dar-se o sinal também forte de redução da despesa. Esperamos ansiosamente pela apresentação do Orçamento de Estado 2012.</p>
<p>- o Ministro da Economia tem uma tarefa herculiana derivado à dimensão do seu Ministerio. Infelizmente, e tendo-o conhecido pessoalmente há 2 anos, denoto já um aparente desgaste pessoal. Neste momento é fundamental criar mecanismos capazes de implementar uma reactivação do tecido empresarial, através de fortes apostas no apoio à exportação. Só assim as empresas poderão melhorar, dado que o mercado português está para já a definhar. Na área dos transportes tem muito por onde optimizar, em particular na forma como foram implementadas as &#8220;famosas&#8221; parcerias publico-privadas. Decisões difíceis, mas onde é importante analisar com cuidado e onde por vezes será preferível indemnizar agora por um valor mais baixo e colocar os processos corretos, do que estar anos e anos a manter os erros existentes.</p>
<p>- o Ministro dos Negócios Estrangeiros tem estado a iniciar um papel muito eficaz na forma como Portugal se deve enquadrar na diplomacia mundial, em particular na relação com os PALOP? A transformação dos embaixadores como &#8220;comerciais&#8221; de Portugal é um passo fundamental. A forma de o fazer terá de estar sustentada também ela em critérios objetivos e de ganhos de carreira.</p>
<p>Isto é, transformar os diplomatas em homens de negócios ao serviço do país.</p>
<p>- o Ministro da Solidariedade Social tem quanto a mim sido o ministro mais clarividente, a par com o da Saúde, na definição estratégica e de capacidade operacional de execução de medidas claras não só na otimização de recursos, como na melhoria dos apoios aos mais carenciados. O maior desafio será o de não dar apenas o peixe, mas ao mesmo tempo ensinar a pescar.</p>
<p>- o Ministro da Saude tem demonstrado paulatinamente um conjunto de critérios de segurança na execução das medidas propostas. Está de forma estruturada a tomar decisões duras, mas justas. Tem procurado sustentar essas decisões de uma forma que não permita grandes questões, dado que têm estado normalmente justificadas de forma consistente.</p>
<p>- o Ministro da Educação terá também uma missão pela frente de elevada tensão social. Até agora tem demonstrado uma inteligência negocial com a firmeza capaz de criar a credibilidade numa área critica para o futuro do país.</p>
<p>- a Ministra do Ambiente iniciou bem o seu mandato político. Todas as medidas que se têm conhecido merecem o respeito e um grau de importância estratégica nas decisões assumidas. No caso da Parque Expo tem de ter atenção apenas na forma como garante os níveis de qualidade de serviço que têm sido garantidos até hoje para quem mora no Parque das Nações.</p>
<p>- o Ministro dos Assuntos Parlamentares é o político que se exige a um Governo, isto é, aquele que tem o papel de ser o pivot de toda a frente de &#8220;batalha&#8221; política. Tem cumprido de uma forma bastante sustentada e positiva.</p>
<p>- os Ministro da Administração Interna, da Defesa e da Justiça têm, quanto a mim, ainda que mostrar serviço, pois ainda pouco se viu deles. Estas são pastas importantes para o país, em particular a da Justiça, e que tendem a ser engolidas por lobbies e corporativismos instalados. Veremos se são capazes ou não de enfrentar os &#8220;poderes&#8221; instalados.</p>
<p>Uma nota final sobre as últimas medidas apresentadas, e mal explicadas, de aumento de impostos para dizer que a margem, para esse tipo de medidas, está próximo do fim ou já chegou ao final, pelo não podem continuar de uma forma exagerada a asfixiar a existência da classe média, pois esta não aguenta mais e é ela quem suporta o país. É impensável estar-mo-nos a aproximar perigosamente dos 50% de impostos! Urge cortar na máquina do Estado, tornando-a mais ágil e assim aliviando também a carga fiscal.</p>
<p>Ao nível do tecido empresarial português, uma das medidas que foi definida pelo CDS e que está no Programa de Governo prende-se com a política do IVA, isto é, partir para a medida radical de colocar as empresas a pagar o IVA apenas quando o recebem, caso contrário mantém-se a asfixia incontrolável das tesourarias das PME em Portugal. Esta é também uma medida fiscal que tornará a economia sem dúvida mais competitiva e que a manter-se a situação atual, com o aumento de IVA previsto colocará um ponto final em muitas mais empresas. Sei que é preciso ter coragem para se tomar esta decisão, mas é importantíssima.</p>
<p>Porque ainda acredito neste Governo, em particular em alguns dos seus Ministros e Secretários de Estado, continuo na esperança  que nos guiem corretamente para o objetivo da estabilidade e crescimento económico do pais. Eu quero um Portugal líder e inovador. É isso que diariamente procuro realizar no meu contributo profissional e social. Se todos fizermos da mesma forma e contribuirmos também, acredito que alcançaremos o sucesso.</p>
<p><em>Rui Ribeiro</em></p>
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