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	<title>odivelas.com &#187; Editorial</title>
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	<description>Odivelas Portal de Noticias e TV</description>
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		<title>Editorial Abril/2012</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 07:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Por casa A OdivelasTV/TVL acabou de cumprir mais uma das suas apostas, a transmissão em direto do &#8220;I Congresso Internacional de Odivelas&#8221;. Foi um enorme exito e ficamos vaidosos com o resultado. Fomos surpreendidos pelo agradecimento oficial (ou terá sido oficioso ?) pela cobertura que fizemos e pelo destaque que, através de nós, este Congresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #3b87c3;"><strong>Por casa</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">A OdivelasTV/TVL acabou de cumprir mais uma das suas apostas, a transmissão em direto do &#8220;I Congresso Internacional de Odivelas&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi um enorme exito e ficamos vaidosos com o resultado.</p>
<p style="text-align: justify;">Fomos surpreendidos pelo agradecimento oficial (ou terá sido oficioso ?) pela cobertura que fizemos e pelo destaque que, através de nós, este Congresso teve no mundo da ciência histórica.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi um agradecimento secreto, só entre dois, mas foi um agradecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, porque nós não fazemos as coisas por menos e avisamos com antecedência os historiadores interessados na matéria e que já têm trabalho apresentado sobre D.Dinis de que o Congresso seria transmitido em direto, e portanto poderiam acompanhá-lo a partir do local onde estivessem, qualquer que fosse o local.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficamos felizes, sim !</p>
<p style="text-align: justify;">E partimos já para outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Será o &#8220;XXXI Torneio de Futebol Infantil do CAC&#8221; da Pontinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano tomará o nome do patrono Paulo Bento e contará com 4 equipas estrangeiras oriundas da China, Estados Unidos da América, França e Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentaremos fazer chegar as imagens destes jovens aos seus lugares de origem, em direto, para satisfação de amigos e familiares que certamente terão todo o interesse em acompanhar à distância a vida dos seus jovens atletas.</p>
<p style="text-align: justify;">Também os nomes da Pontinha e do Concelho de Odivelas irão por esse mundo fora, coisa desinteressante para os responsaveis locais, pelo menos enquanto os votos dos chineses não derem para eleger o(a) Presidente da Câmara.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #3b87c3;">Pelo Concelho</span></h2>
<p style="text-align: justify;">Pelo Concelho a novidade é continuação do tema anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora com a Câmara quase falida (são os intervenientes diretos que o dizem) e com o resultado do relatório (secreto, sabe-se lá porquê) que a Inspeção Geral da Administração Interna fez aos serviços e às finanças camarárias para digerir, é que a CMO se meteu a organizar um congresso sobre D.Dinis, e logo internacional, porque isto de iniciativas nacionais não é o que está a dar.</p>
<p style="text-align: justify;">A este respeito estranhámos quando no final de 2011 a Sociedade de Geografia avançou com um Congresso Internacional sobre a vida e obra de D.Dinis, sem que Odivelas (população) tivesse qualquer conhecimento do facto.</p>
<p style="text-align: justify;">Já nessa altura entendemos que a iniciativa deveria ter sido da Câmara, e acompanhada a par e passo pelos responsáveis Camarários.</p>
<p style="text-align: justify;">Não foi assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Houve uma pequeníssima participação da CMO, a Presidente esteve na sessão de abertura e o Vice-Presidente na sessão de fecho&#8230; e foi tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano de 2012 puxou pelos brios camarários e aí tivemos o nosso Congresso Internacional sobre D.Dinis, o 1º Congresso Internacional que se organizou em Odivelas e, está fora de dúvidas, endereçamos daqui, oficialmente, os parabéns à Câmara Municipal de Odivelas, à Presidente Susana Amador e ao Vice-Presidente Mário Máximo pela iniciativa, reafirmando o que, no final do congresso, dissemos ao Vice-Presidente Mário Máximo em modo mais ou menos particular e ligeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente estas felicitações terão de ficar apenas pela iniciativa em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi  muito bom ter sido feito este Congresso e melhor ainda se não se ficar por aqui, mas se se der continuidade ao trabalho de estudo e investigação que, supostamente, foi agora tomado por alguns e certamente continuado pelos que já antes se interessavam pelo Rei Universitário, mas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Este &#8220;mas&#8221; tem de ficar a sublinhar um conselho (sabemos que os nossos responsáveis autárquicos gostam pouco de receber conselhos mas, é como diria o outro, &#8220;temos pena&#8221;) que é o de, em próxima iniciativa do género, haver um critério mais fino no convite (ou contratação, não sabemos as condições da relação estabelecida) ao responsável científico do Congresso.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do momento em que há um responsável científico, é evidente que a orientação dos conteúdos a apresentar em Congresso deverá cumprir as suas diretivas, e nesse aspeto as coisas não foram felizes.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase metade dos intervenientes não chegou a abordar o tema D.Dinis, falando sobre assuntos eventualmente adjacentes (mas não secantes) à vida e obra do Rei, e pelo menos um dos oradores fugiu por completo ao tema real e, pior ainda, confessando em público que o fez de comum acordo com o responsável científico.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim a modos de quem quer ver cinema e vai para um campo de futebol.</p>
<p style="text-align: justify;">Digamos que para estragar o que tinha tido um bom início não era necessário tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">E a juntar a isto houve ainda, descuidadamente emitidas, expressões de referência aos trabalhos a apresentar que não abonam nada aos doutos cientistas presentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito mau por aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Se queremos parecer sérios, o melhor é mesmo sê-lo !</p>
<p style="text-align: justify;">Com ciência desta não vamos longe e D.Dinis merece melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Não era necessário este acidente para estranharmos a não presença de qualquer convidado local, sabendo que, há em Odivelas cientistas/investigadores que detêm o que de mais importante há no saber sobre D.Dinis.</p>
<p style="text-align: justify;">Fariam certamente melhor figura e ensinariam certamente mais, do que as divagações anedóticas sobre os Franciscanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram muitas as perguntas que nos fizeram, dentro e fora do Congresso, sobre a falta de Maria Máxima Vaz !</p>
<p style="text-align: justify;">Perguntas que ficaram sem resposta, naturalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que não é fácil organizar iniciativas destas com dimensão, com conteúdo e sem dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente nem foi pelo dinheiro que as coisas correram menos bem (mal seria uma classificação injusta).</p>
<p style="text-align: justify;">Para a próxima já sabem com o que contam, a primeira vez é sempre mais difícil e portanto fica o desejo de que haja uma próxima iniciativa do mesmo âmbito com a correção dos erros agora cometidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto mais uma polémica saltou para o palco da comunicação social resultante de um contrato de cedência do espaço desportivo mais nobre do Concelho à SAD do Sporting Clube de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Da parte dos responsáveis do Sporting e da informação oficial do clube há a afirmação dessa cedência e da existência desse contrato assinado entre a Câmara e o clube.</p>
<p style="text-align: justify;">Da parte da presidência da Câmara há a afirmação de que tal não é verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperamos para ver quem mente, neste negócio onde &#8220;a fome se juntou à vontade de comer&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Um e outro não teem onde cair mortos, mas andam a fazer vida de ricos com o que é pago pelos odivelenses.</p>
<p style="text-align: justify;">O Sporting descobriu que &#8220;Odivelas é uma terra de oportunidades&#8221; (!) onde os interesses públicos mais importantes são decididos em reuniões privadas, entre PS e PSD.</p>
<p style="text-align: justify;">São 17 milhões de euros, a pagar ao longo de dezenas de anos pelos habitantes de Odivelas, que entretanto veem o IMI, e todas as taxas controláveis pela Câmara Municipal, subir para os valores mais altos possíveis legalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto no que se refere ao novo Pavilhão Multiusos porque, quanto ao parque desportivo do ex-Odivelas Futebol Clube, não são conhecidos os custos envolvidos nem o investimento total com que Arnaldo Dias manteve ligada a máquina ao &#8220;moribundo&#8221; OFC durante os últimos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperemos que, pelo menos, Arnaldo Dias também seja sportinguista, tal qual as presidências da câmara.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao menos isso.</p>
<p style="text-align: justify;">http://noticleoninas.wordpress.com/2012/04/03/modalidades-sporting-vai-usar-complexo-desportivo-de-odivelas/</p>
<p style="text-align: justify;">http://desporto.sapo.pt/futebol/artigo/2012/04/04/junta_critica_c_mara_de_assinar_.html</p>
<p style="text-align: justify;">http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Sporting/interior.aspx?content_id=749814</p>
<p style="text-align: justify;">(http://www.sporting-sempre.com/2012/04/pavilhao-multiusos-de-odivelas-vai-ser-a-casa-do-leao-ate-haver-o-multidesportivo-em-alvalade/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=pavilhao-multiusos-de-odivelas-vai-ser-a-casa-do-leao-ate-haver-o-multidesportivo-em-alvalade)</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #3b87c3;">Pelo País</span></h2>
<p style="text-align: justify;">Mentira após mentira, dia após dia, os portugueses vão pagando a vaidade, a ambição, a inutilidade e a sem vergonha ilimitada dos políticos que PS, PSD e PP têm colocado nos governos de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a ajuda dos portugueses, pois claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Na fase atual é o governo Relvas/Ângelo Correia, mas a maior parte dos que estão para trás, assim como todos os que virão, manterão o esquema deste &#8220;apito de platina&#8221; em que estamos todos envolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem sequer vale a pena analisar atos, faltas ou ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma merece qualquer crédito.</p>
<p style="text-align: justify;">E até Mário Soares, endeusado ao longo dos anos como o Pai da Pátria, chegou ao ponto de deixar cair a máscara.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe, não é possível enganar todos&#8230; todo o tempo !</p>
<p style="text-align: justify;">Ou os portugueses acordam e se auto-organizam ou então é a morte lenta e irremediável de uma Nação que existiu livre durante 900 anos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em> J.Paiva Setúbal</em></p>
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		<title>Momentos&#8230; Setembro &#124; 2011</title>
		<link>http://odivelas.com/2011/09/20/momentos-setembro-2011/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 18:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[EM CASA Setembro significa para os portugueses o mesmo que Outubro significa para os americanos, o início de um novo ano “fiscal”, e se isto não é verdade administrativa é, pelo menos, verdade pelos hábitos adquiridos. Julho/Agosto é período de hibernação, ponto final, e em Setembro logo se recomeça com, supostamente novas energias… É claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>EM CASA</strong></p>
<p>Setembro significa para os portugueses o mesmo que Outubro significa para os americanos, o início de um novo ano “fiscal”, e se isto não é verdade administrativa é, pelo menos, verdade pelos hábitos adquiridos.</p>
<p>Julho/Agosto é período de hibernação, ponto final, e em Setembro logo se recomeça com, supostamente novas energias…</p>
<p>É claro que nada disto é assim realmente, por defeitos de cultura, de formação, de hábitos, de preguiça…</p>
<p>Por comodidade (este termo dá muito jeito em certas circunstâncias) pelo nosso lado alinhamos nesta calendarização e estamos preparados para iniciar mais uma temporada informativa.</p>
<p>Cá estamos com o objetivo de sempre, tentando fazer o melhor, sabendo que talvez consigamos fazer metade do que gostaríamos de fazer e sabendo também que entre o que conseguimos ir fazendo e o ideal que perseguimos há uma distância imensa.</p>
<p>Mas fazemos (!), mantendo esta consciência bem viva e, sabendo também que, embora aquela distância seja imensa, ela vai sendo reduzida, milímetro a milímetro, de cada vez que conseguimos passar mais uma curva do percurso.</p>
<p>E estamos justamente com a alegria de termos completado mais uma curva apertada, mantendo o projeto vertical (projeto e participantes) e na legalidade do código desta estrada que caminhamos.</p>
<p>Nem excesso de velocidade, nem álcool no sangue, nem condução em sentido contrário ! Tudo certinho. Haja Deus…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estamos em condições, finalmente, de reiniciar a nossa grelha diária.</p>
<p>Com a programação já conhecida, “condimentada” por novidades.</p>
<p>Novidades em termos de colaborações com a participação de alguns nomes sonantes da vida política e cultural do Concelho.</p>
<p>Entretanto as novidades mais “pesadas” e significativas terão reflexo na componente técnica.</p>
<p>Aproveitamos este tempo de transição para nos lançarmos em tecnologias que irão alterar, e muito, o aspeto de alguns programas. Fica para a V. curiosidade mas entretanto a SIC anunciou a mesma tecnologia ontem, dia 19.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para terminar o tema “casa interna”, uma referência às instalações.</p>
<p>Como é público, deixamos de utilizar o espaço do Centro de Exposições de Odivelas, cuja disponibilidade agradecemos, tal como o espaço do CRAPO que foi nosso “refúgio” continuado nos últimos meses.</p>
<p>Ficamos satisfeitos por termos podido dar a conhecer o Centro de Exposições de Odivelas às centenas de pessoas que nos visitaram e que desconheciam por completo que em Odivelas houvesse um centro de exposições, assim como aos milhares de pessoas que vêm os nossos programas e que tomaram contacto com este espaço através de nós.</p>
<p>Aqui fica o agradecimento à Câmara Municipal de Odivelas, à sua Presidente e à Vereadora Fernanda Franchi pelas facilidades concedidas durante os últimos 2 anos.</p>
<p>Passamos para instalações próprias, para estúdios a sério, o que se refletirá necessariamente na qualidade do nosso trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>NO CONCELHO</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Concelho as novidades não são entusiasmantes, se é que são novidades.</p>
<p>Não só não são entusiasmantes como são quase secretas.</p>
<p>Em termos políticos têm ocorrido algumas baixas nas figuras públicas e outras se preparam, sendo que esta “filoxera” atinge quase todo o leque político (PS, PSD, BE e vamos a ver se há mais para acrescentar).</p>
<p>Qual o efeito (?), só a médio prazo se perceberá o que deram as alterações provocadas, mas as expectativas são, tal qual as novidades… nada entusiasmantes.</p>
<p>As “uniões de facto” entre agentes do quadro político concelhio anunciam-se preparatórias de eleições que serão mais ou menos próximas, conforme os interesses Alemão e monetário internacional (leia-se “troika”).</p>
<p>E há quem entenda que o melhor é mesmo pôr as barbas de molho, ainda que não as tenha.</p>
<p>Julgamos que dá para entender que da parte da Câmara Municipal se mantém, eventualmente alargar-se-á, o apoio aos mais carenciados do Concelho.</p>
<p>É, obviamente, a decisão correta.</p>
<p>Corte-se no que se cortar mas que não se recuse ajuda aos que, cada vez mais, necessitam de apoio para sobreviver numa sociedade destruída e para cuja destruição não contribuíram em nada.</p>
<p>É bom que seja assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>NO PAÍS</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O País está de tanga ou o País está num pântano só depende da visão do Primeiro-Ministro (P.M.) em cada momento. Umas vezes assim, outras assado.</p>
<p>Todos os Concelhos sentem dificuldades orçamentais, tornando-se assim solidários com o que acontece a 90% da população nacional.</p>
<p>Há um apertar do cinto que está, de facto, a atingir todos ainda que não a todos de igual maneira.</p>
<p>Mas todos estão a sentir dificuldades financeiras, muito menor quantidade de dinheiro em circulação e como tal, muito menor capacidade para os negócios “público-privados”, sejam eles oficiais ou não (por alguma razão os sacos são azuis…).</p>
<p>A facilidade com que durante anos se contrataram amigos e familiares para todos os níveis do Estado (Autarquias e Órgãos Centrais) com total obscuridade e sob pretextos que muitas vezes constituíram exercícios notáveis de imaginação, parece ter acabado.</p>
<p>E dizemos parece, porque não acreditamos na seriedade e na lisura ética dos responsáveis.</p>
<p>É aquilo a que chamamos dar um passo atrás, para depois dar 2 ou 3 à frente.</p>
<p>Vamos a ver se será assim.</p>
<p>Não podemos deixar passar a Madeira e o seu Alberto João sem um comentário.</p>
<p>O Sr. Silva resolveu ter tempo para chamar de urgência o P.M. a fim de discutirem o resultado da “gestão exemplar” que anunciou numa das últimas vezes que esteve na Madeira.</p>
<p>Ele que até é Professor e foi eleito para orientar o Governo nos tempos tão difíceis que atravessamos.</p>
<p>O responsável do P.S. alerta a plenos “telejornais” para o crime económico na Madeira e para a necessidade absoluta de castigos para os responsáveis, sendo que o ex-Presidente da Assembleia da República, militante principal do seu partido e o militante nº1 (Almeida Santos) ainda há poucos meses anunciavam, eles também, o exemplo extraordinário do ilhéu Governador.</p>
<p>O P.M. que é ao mesmo tempo chefe daquele grupo político hesita entre o mau e o pior.</p>
<p>Rebentou-lhe nas mãos a bomba que o seu partido andou a armadilhar nos últimos 30 anos.</p>
<p>Para ajudar, a sua antecessora e grande técnica na matéria económica Manuela Ferreira Leite também não poupou elogios ao exemplo de bom governo que encontrou na Madeira.</p>
<p>São estes os génios que governam Portugal.</p>
<p>Como diria o outro… “temos pena” (de nós, pois claro !).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já antes referimos neste espaço a mentira que é a atual independência nacional.</p>
<p>De juro em juro a soberania portuguesa foi-se, e hoje o Estado, que deveria ser por definição a Nação politicamente organizada, é um arremedo de qualquer coisa.</p>
<p>Trata-se de um conjunto de regras políticas, sociais e económicas suportadas por funcionários de uma qualquer multinacional que aluga mão-de-obra ao dia, comandada de Berlim, com o beneplácito dos portugueses.</p>
<p>As eleições em Portugal são o processo através do qual vamos indicando os nomes que, por agora, devem receber as ordens… e cumpri-las. Nada mais.</p>
<p>É o que resta como resultado da passagem dos múltiplos e sucessivos governantes, todos Doutores, Professores, Mestres, MBA’s e todos os mais que, cúmulo da vigarice, agora se descobre que copiaram tudo nos extraordinários exames dos extraordinários cursos superiores (e anexos) que frequentaram.</p>
<p>Há 2 meses esta bomba aconteceu com os juízes.</p>
<p>Hoje está generalizada !</p>
<p>É a incompetência e o chico-espertismo elevados à potência maior.</p>
<p>Triste País que tais filhos tem !</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Odivelas, 20/Setembro/2011</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>JPSetúbal</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Reflexões sobre os últimos acontecimentos locais.</title>
		<link>http://odivelas.com/2011/08/10/reflexoes-sobre-os-ultimos-acontecimentos-locais-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 20:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco comemoramos o 4º aniversário da nossa primeira reportagem filmada. Foi o “clic” para a aventura que tem sido a criação de uma televisão regional. A partir do “nada” criamos a “OdivelasTV”. Cá está, felizmente de boa saúde e recomendando-se. Mantemos o “odivelas.com”, jornal com atualização em tempo permanente, e criamos a “webtv” para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há pouco comemoramos o 4º aniversário da nossa primeira reportagem filmada.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o “clic” para a aventura que tem sido a criação de uma televisão regional.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do “nada” criamos a “OdivelasTV”.</p>
<p style="text-align: justify;">Cá está, felizmente de boa saúde e recomendando-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Mantemos o “odivelas.com”, jornal com atualização em tempo permanente, e criamos a “webtv” para dar vida às notícias.</p>
<p style="text-align: justify;">Vida e indiscutível verdade !</p>
<p style="text-align: justify;">Com imagem ao vivo acabou a fuga das confusões de interpretação com que os políticos (e gente de outras artes) se defendem sempre que lhes interessa.</p>
<p style="text-align: justify;">Queremos com a “OdivelasTV” mostrar a todos o que se passa realmente, sem filtros de qualquer espécie.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem rede, se o trapezista cai… magoa-se !</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que a aceitação da existência desta necessidade não é para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Só mesmo para os/as de barba rija.</p>
<p style="text-align: justify;">Falamos de “aceitação” e de “necessidade” !</p>
<p style="text-align: justify;">A aceitação daquilo que fazemos tem sido coisa complicada para os “democratas” que preenchem a democracia em que vivemos.</p>
<p style="text-align: justify;">A sociedade portuguesa não conseguiu libertar-se do fantasma do nacionalismo bacoco e fechado a que esteve sujeita durante 50 anos levando à criação de uma atitude defensiva que se mascara de individualismo e que impede a aceitação e o desenvolvimento da capacidade crítica.</p>
<p style="text-align: justify;">A subserviência a que fomos habituados e em que continuamos atolados é uma fatalidade que corrói a consciência e impede a crítica.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi a arma escolhida pela democracia dos partidos políticos que temos para atingir o bem estar dos seus clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há qualquer interesse no bem público.</p>
<p style="text-align: justify;">Nenhum partido trabalha, de facto, para o bem dos cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto muito fá-lo para o bem dos “seus” cidadãos, mas não para o bem público.</p>
<p style="text-align: justify;">E nesse objetivo singular estão todos os partidos que têm alguma visibilidade, e provavelmente os outros também.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou contar-vos uma história que não aconteceu, mas estamos convictos que podia ter acontecido:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Num dos  partidos do leque político  desenvolveu-se, há cerca de 2 anos, um movimento de forte contestação com origem em gente da respetiva  juventude. Foram publicadas acusações,  contestações muito firmes, todas elas muito fundamentadas e apresentadas com grande veemência e certeza na luta que estava a ser travada para correção das “maleitas” que visivelmente corroíam a democracia interna, dizia-se.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O papel da Comunicação Social é ouvir os interessados segundo os leques de opinião anunciados. Foi o que quisemos fazer, chamando um dos supostos “cabecilhas/mentores” da contestação e pedindo-lhe uma entrevista na qual poria a claro e deixaria ao conhecimento público o porquê das reivindicações e a solução proposta.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> Andamos de adiamento em adiamento durante 2 (dois) meses, até que confrontado com a situação de facto, aquele firme  ativista, supostamente corretor do sistema, entendeu dever esclarecer-nos que… “bom, é melhor deixar para outra altura… é que o meu contrato é para renovar daqui a um mês… é melhor deixar passar este tempo agora…”</em></p>
<p style="text-align: justify;">Este é o conceito de crítica vigente e este processo de prender consciências (as que se deixam prender, e só essas, claro !) é o “sistema” de renovação interna que os partidos políticos fomentam.</p>
<p style="text-align: justify;">Daqui para o serviço público geral, leia-se governação do Estado, é só um trabalho de “cópia e cola” como diz o outro, ao que nós acrescentamos… “e ampliação !”.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente esta história é ficção, mas… e se não fosse ?</p>
<p style="text-align: justify;">Quem se admira com a crise (a económica foi anunciada em 1995 e Sócrates teve o azar, ou a  incompetência, de não ter sabido passar a “batata quente” como todos fizeram antes dele) ?</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece porém que a grande crise não é a económica.</p>
<p style="text-align: justify;">A crise a sério, mesmo, é a das consciências, é a da ética, é a da verdade ! E essa todos, todos, varrem para debaixo do tapete.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo os que por taticismo, ou pelo “estatuto” a que se julgam com direito, têm o hábito de falar mais alto e “sem medo”, ou porventura principalmente esses, dependentes muitas vezes de um lugarzito para o “filhote” ou para o “afilhado” !</p>
<p style="text-align: justify;">E enquanto a independência entre a sopa do dia a dia e o poder vigente não fôr concretizada, de facto, não haverá democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">Estaremos sempre dependentes de tiranetes de meia tigela, eles próprios vivendo sempre sob o medo de que se lhes acabe o tacho, incapazes como são, na maioria, de angariar o sustento por meios próprios.</p>
<p style="text-align: justify;">E é assim que vemos no dia a dia as aproximações estratégicas entre gente que declaradamente se odeia, mas que sempre se une contra o inimigo comum.</p>
<p style="text-align: justify;">As más companhias de hoje são os grandes companheiros de amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">Chama-se “Verdade” o inimigo a abater.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim vai a democracia que temos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há vergonha !</p>
<p style="text-align: justify;"><em>JP Setúbal</em></p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por onde vamos</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 10:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J Paiva Setubal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[1 &#8211; Nos últimos tempos a moda é a reorganização administrativa do território. Municípios e Freguesias estão prestes a levar uma volta. A este respeito correm já 1ªs páginas com a informação de que não é nas autarquias que está o grande défice da administração pública. Os “autarcas” antecipam-se e põem as barbas de molho… [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1 &#8211; Nos últimos tempos a moda é a reorganização administrativa do território.</p>
<p>Municípios e Freguesias estão prestes a levar uma volta.</p>
<p style="text-align: justify;">A este respeito correm já 1ªs páginas com a informação de que não é nas autarquias que está o grande défice da administração pública.</p>
<p>Os “autarcas” antecipam-se e põem as barbas de molho… “nós não… nós não…!”</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo gente admiravelmente séria, mesmo quando acumulam sub-repticiamente funções autárquicas com interesses particulares, em escritórios particulares de onde, sob os nomes dos sócios, saem pareceres, projetos, propostas que deveriam sair dos órgãos públicos de que fazem parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Saem os pareceres, mas entram os euros, porque o trabalho destes “especialistas” tem de ser pago !</p>
<p style="text-align: justify;">A prática de corrupção ao nível autárquico é um facto conhecido de todos e o ligeiríssimo véu que de vez em quando se levanta (Felgueiras, Loureiro, Ferreira Torres, Mesquita Machado, Isaltino,…) sem consequências práticas visiveis, limita-se a constituir exemplos para português ver e entreter.</p>
<p style="text-align: justify;">As Empresas municipais inventadas pelos administradores locais sem justificação válida, para agilizar (é o verbo preferido do dialeto político para significar o contorno das leis, vulgarmente “sacar”), com o beneplácito, quiçá com o interesse, dos administradores centrais, têm sido um sorvedouro de dinheiros públicos que desaparecem sem deixar rasto, ficando pelo caminho os sinais de empreendimentos, muitas vezes imensos “elefantes brancos”, sem qualquer utilidade para a comunidade que os pagou ou vai pagar.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi preciso aparecer um FMI qualquer para que a falácia das “Parcerias Público Privadas” saltasse do buraco para o mundo dos números desaparecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, promessas em cima de promessas, os projetos de interesse verdadeiro são adiados sucessivamente de ano para ano, de orçamento para orçamento, de legislatura para legislatura.</p>
<p>2 &#8211; O acordo com o “FMI &amp; Cª.” aponta para uma “reorganização administrativa” do território sem que a respetiva justificação esteja clara no documento.</p>
<p>É assim um pouco… “faz-se porque eu quero !”.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendemos que a reorganização do território é necessária, mas consideramos indispensável que seja justificada, e bem, com argumentos válidos que as populações possam sentir como verdadeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem isso teremos outro “molho de bróculos” a juntar ao guisado azedo que já todos andamos a mastigar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo sendo verdade, não chega dizer que o País mudou, os tempos são outros, a distribuição populacional e económica é diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não chega ! Há que procurar as razões locais, sem o que as populações que forem intervencionadas reagirão à mudança como sempre acontece quando se forçam alterações nos hábitos sociais, por mais justificados que sejam com o desenvolvimento futuro.</p>
<p>Há Municípios a mais ? Se calhar há.</p>
<p>Há Freguesias a mais e mal distribuídas ? Se calhar sim.</p>
<p>É preciso fazer ajustes ? Parece-me que sim.</p>
<p>Tudo isto pode ser verdadeiro, e provavelmente é.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há algo que é indispensável (in-dis-pen-sá-vel) e que tem faltado desde há muitos anos (seguramente mais de 50).</p>
<p style="text-align: justify;">É Inteligência e Respeito pelas pessoas (o tal “povo” que tão querido é em vésperas de eleições).</p>
<p style="text-align: justify;">Se a estes ingredientes quiserem ou puderem juntar um pozinho de honestidade, então teremos obra.</p>
<p>De outra forma é melhor que vão obrar para outro lado.</p>
<p style="text-align: justify;">3 &#8211; Nos últimos 2 ou 3 meses temos assistido com alguma incredulidade às chamadas de atenção por parte da Presidência da República, no sentido da necessidade de desenvolvimento dos setores da agricultura e das pescas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Presidente Cavaco Silva tem finalmente falado em termos de se perceber que quer um caminho para o país que governou durante 10 anos e ao qual preside há 6.</p>
<p>Há nestes alertas da Presidência o seu quê de surrealismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cavaco Silva, Ministro e 1º Ministro (quem se lembra do “timoneiro” dos tabus ?) fez o que pôde para acabar com a produção agrícola e com o abate da frota pesqueira.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu Ministro Arlindo Cunha foi o coveiro da produção nacional agrícola e pesqueira a favor dos interesses declarados de alemães, franceses e espanhóis (lembram-se de uma coisa chamada PAC ?).</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal que pescava o suficiente para si próprio (ou quase) passou a ter que importar quase todo o peixe fresco que consome.</p>
<p>Temos a maior área marítima e importamos peixe acrescentando défice ao défice !</p>
<p style="text-align: justify;">E é o atual Presidente da República que apadrinhou o abandono da pesca pelos pescadores portugueses, que incentivou o abate da frota pesqueira nacional, que agora descobriu a necessidade de Portugal desenvolver a pesca !</p>
<p style="text-align: justify;">Acabamos de tomar conhecimento que o Ministro que agora tem o setor das pescas está a negociar com Bruxelas um novo abate de unidades do quase nada que ainda resta da nossa frota pesqueira.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto é, o Presidente que acabou com a pesca em Portugal fala na necessidade do seu desenvolvimento e o Ministro do governo que ele indubitavelmente apoia negoceia o abate de unidades de pesca.</p>
<p>Certamente há projetos para lançar campanhas de pesca com os submarinos.</p>
<p>É surreal !</p>
<p>Odivelas, 21/Julho/2011</p>
<p><em>JPSetúbal</em></p>
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		<title>Em Junho de 2011</title>
		<link>http://odivelas.com/2011/06/17/em-junho-de-2011/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 21:54:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J Paiva Setubal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Junho de 2011 Por casa Há algum tempo que não vinha, pessoalmente, ao V. convívio através desta coluna de editorial. Não por falta de assunto, mas sobretudo por excesso de trabalho. Costumo dar notícias do que se passa internamente, mas desta vez muito do que se passa internamente resulta visível para o exterior, até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration: underline;">Em Junho de 2011</span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"> </span></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Por casa</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Há algum tempo que não vinha, pessoalmente, ao V. convívio através desta coluna de editorial.</p>
<p>Não por falta de assunto, mas sobretudo por excesso de trabalho.</p>
<p>Costumo dar notícias do que se passa internamente, mas desta vez muito do que se passa internamente resulta visível para o exterior, até porque têm sido alterações exatamente com esse objetivo.</p>
<p>Assim durante este tempo aquilo que podemos referir de mais significativo é a melhoria na qualidade da imagem transmitida pela OdivelasTV e a melhoria de imagem geral no serviço de notícias.</p>
<p>Tecnicamente foram tomadas algumas medidas que melhoraram o rendimento das transmissões, facilitando a sua receção em cada computador.</p>
<p>Ainda há algum trabalho mais a fazer, mas para já, alcançámos um patamar de exigência que está bem acima do que poderíamos esperar há um ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Pelo País</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Num País de surpresas diárias tivemos hoje a apresentação pública e oficial da relação dos nomes que constituirão o próximo Governo Constitucional.</p>
<p>Não nos interessa especular sobre a competência dos Ministros agora indiciados, nem sobre a adequação das suas personalidades políticas e técnicas aos cargos a que estão destinados.</p>
<p>A esse respeito apenas nos compete, neste momento, desejar que todos eles sejam capazes de, em conjunto, dar a volta à situação que Portugal vive.</p>
<p>Pegamos neste tema por duas razões centrais.</p>
<p>Uma porque é um tema inevitável, e só esse já seria definitivo. A expectativa sobre o futuro de Portugal está de tal forma periclitante que, finalmente, parece que os portugueses acabam ligando à governação do Estado mais atenção do que ligam aos mexericos do futebol (estrangeiro para aqui, estrangeiro para acolá) ou às novelas “cor de rosa”, rouxa, violeta ou “cor de burro quando foge” das vidas privadas e públicas dos “estadistas” que as eleições livres, democráticas e justas têm produzido.</p>
<p>A outra porque pretendemos relacionar claramente os obstáculos que têm vindo em desenvolvimento crescente ao longo dos últimos 20 anos, perante a passividade e em muitos casos com a colaboração ativa de alguns dos tais “estadistas” referidos atrás.</p>
<p>Assim aqui deixamos a nossa esperança para o novo Governo deste Portugal quase milenar:</p>
<p>- Finanças e Economia:</p>
<p>Esperamos ser possível pôr cobro ao controlo dos empresários sobre os responsáveis pelas compras dos organismos públicos;</p>
<p>Esperamos ser possível pôr um ponto final ao desvio continuado do dinheiro que a EU envia para recuperação económica do País, desvio para empresas privadas, para sociedades off-shore, para utilização privada de amigos e familiares dos responsáveis pela gestão desses dinheiros;</p>
<p>Esperamos que os orçamentos aprovados para as obras públicas sejam honestos e não fruto de acordos fora de portas, com as chamadas derrapagens combinadas logo à nascença do projeto e dos quais a maioria das PPP são um exemplo;</p>
<p>- Justiça:</p>
<p>Esperamos que o poder político seja capaz de controlar o desvario generalizado da não-justiça que existe em Portugal, com o beneplácito dos seus intervenientes principais;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que a corporação judicial não sobreponha os seus interesses privados ao bem geral e à justiça que deveria praticar e do qual o último e vergonhoso exemplo ocorreu com o exame efetuado na última semana a 137 auditores de justiça. Estes 137 chicos-espertos devidamente acompanhados pela direção do CEJ (Centro de Estudos Judiciários !) mostraram a quem mantivesse alguma dúvida, o que seria deste país se a comunicação social andasse a dormir. Mesmo assim é o que é, calcule-se o que seria se estes casos não viessem a público. Este “Chico-espertismo” português que sistematicamente fica impune, arrasou uma sociedade, vilipendiou princípios, roubou razões.</p>
<p>Sempre impunemente porque estes atos são praticados por quem depois irá avaliar e julgar outros parecidos ou iguais. A isto chama-se desonestidade ! Bem pode clamar a Procuradora Maria José Morgado, no meio de surdos voluntários.</p>
<p>- Saúde :</p>
<p>Esperamos que a Ordem dos Médicos deixe de mandar mais do que o Ministro da Saúde.</p>
<p>Esperamos que a corporação farmacêutica e o inefável Dr. Cordeiro deixe de mandar mais do que o Governo eleito.</p>
<p>Esperamos o fim do desvio de doentes do SNS para consultórios privados, assim como o fim do negócio dos atestados médicos;</p>
<p>- Forças Armadas :</p>
<p>Esperamos uma onda de “bom senso”. Como é possível tantos “Chefes” para tão poucos “Índios”…</p>
<p>Onde estão as ameaças externas ? Vamos preparar a dinamitação das pontes sobre o Tejo para o inimigo não chegar a Lisboa ? Para quê carros de assalto, armas pesadas e outros parecidos ? É apresentada como razão a intervenção de unidades portuguesas em campos de operações estrangeiros. E isso faz algum sentido ? Alguém com algum sentido da realidade entende que se podem deixar morrer portugueses à fome em Portugal, ou nos hospitais com falta de cuidados médicos, para gastar milhões de euros em material de guerra que os srs. Bush, Durão, Portas ou Merkel entendem mandar para o Afganistão ou para Iraque ? Está tudo doido ? E os submarinos servem para quê ? Quantos aviões de controlo costeiro e quantas lanchas rápidas de ataque ao terrorismo das drogas se teriam comprado com o mesmo dinheiro ? Ou o problema da defesa nacional passa pela proteção contra os tubarões do mar enquanto os tubarões da terra andam à solta ?</p>
<p>E o sistema de controlo do movimento costeiro, tão sofisticado e que funciona… não funciona porquê ?</p>
<p>- Educação :</p>
<p>Esperamos que finalmente acabe o reinado de Mário Nogueira. Já chega de asneira e de bluff que os sucessivos e amedrontados ministros têm suportado. Esperamos que cada escola possa escolher os melhores professores e os melhores auxiliares, numa competição livre por uma Escola melhor.</p>
<p>Esperamos que acabe o mito do “topo da carreira” e que esse “topo” seja exclusivamente para os que de facto merecerem lá chegar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não esgotamos aqui a relação das nossas esperanças, que é também a relação daquilo que tem de ser feito, se o Governo quiser, honestamente querendo, reencaminhar a sociedade portuguesa para um clima de confiança que faça com que cada um se preocupe a sério com a produtividade do seu trabalho, em todos os níveis da sociedade portuguesa.</p>
<p>Sem isso… o melhor mesmo é começar a apagar as luzes. Iremos de surpresa em surpresa até à evidência final.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje ficamos assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Odivelas, 17 de Junho de 2011</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Editorial &#8211; Ano Novo …</title>
		<link>http://odivelas.com/2011/01/11/editorial-ano-novo-%e2%80%a6/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2011 17:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J Paiva Setubal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ano Novo, Vida Nova” dizem muitos. Não me parece que vá ser exatamente assim e, antes pelo contrário, parece-me que será Ano Novo e verdadeiramente Vida Velha, e como acontece com a maioria dos velhos em Portugal, “Vida Velha” significará “Vida Pobre”. É com essa promessa que começamos 2011. Na nossa casa não temos muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">“Ano Novo, Vida Nova” dizem muitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me parece que vá ser exatamente assim e, antes pelo contrário, parece-me que será Ano Novo e verdadeiramente Vida Velha, e como acontece com a maioria dos velhos em Portugal, “Vida Velha” significará “Vida Pobre”.</p>
<p style="text-align: justify;">É com essa promessa que começamos 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Na nossa casa não temos muito por onde nos queixar. As dificuldades são de todos os dias, e se são cada dia maiores é também porque aquilo que nos pedem é cada vez mais exigente.</p>
<p style="text-align: justify;">Queremos mais e melhor, temos projetos para pôr em marcha dentro do nosso projeto de Comunicação e iremos anunciá-los muito em breve.</p>
<p style="text-align: justify;">Iremos falar muito e tão alto quanto nos for possível do “Olival do Pancas”, sabem o que é ?</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto é a hora de fazer um balanço à atividade de 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">É um exercício de recuperação do bom e do mau que ocorreu durante os 365 dias passados.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é que tenha grande significado e que garanta seja o que for para o futuro, mas é um sumário de atividade que pode ajudar mais tarde, num futuro mais futuro, a recordar o que foi feito, ou que aconteceu, em determinada fase deste nosso campeonato.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em casa</span></h2>
<p style="text-align: justify;">Ano “chato” este finado 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Começou com expectativas elevadas mas logo, logo, saltaram algumas realidades que puseram no seu lugar da reciclagem algumas dessas expectativas, importantes sem dúvida, mas muito complexas também.</p>
<p style="text-align: justify;">E se o começo foi assim, o final foi bem pior !</p>
<p style="text-align: justify;">Pontos altos do ano ?</p>
<p style="text-align: justify;">. Se tivéssemos que eleger apenas um acontecimento certamente daríamos o 1º lugar ao início das nossas emissões regulares diárias. O que isso significa para uma televisão local fica bem visível com o facto de ser única em Portugal. E Odivelas não percebe isso ! É tudo uma questão de capacidade de entendimento.</p>
<p style="text-align: justify;"> . Logo a seguir nesta espécie de hierarquia de acontecimentos, colocamos a conversa/entrevista com Júlio Pomar. É um dos maiores da arte e da cultura portuguesa contemporâneas.</p>
<p style="text-align: justify;">. O “Anda Bernardo” que arrancou connosco numa conversa ocasional na Escola da Paiã e que o esforço e o trabalho de muitos (Fapodivel, Jaime Carvalho, Fernanda Ramos, …) fizeram com que ganhasse dimensão perante o desprezo da grande maioria dos responsáveis autárquicos (Câmara e Assembleia).</p>
<p style="text-align: justify;">. O trabalho realizado sobre o comércio local e a questão da “tabela de taxas de publicidade e de ocupação dos espaços públicos” que forçou uma correção que permitiu repor algumas esplanadas que se haviam retirado.</p>
<p style="text-align: justify;">. A reportagem do Grande Prémio de Ciclismo de Loures, que levámos a cabo e que nunca havia sido feita com uma cobertura tão forte e tão próxima do acontecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">. O trabalho realizado sobre a origem do Concelho, como nasceu e como trabalhou o MOC (Movimento Odivelas a Concelho) com o levantamento das opiniões dos que participaram, trabalho que faltava para que a memória não desapareça e os factos fiquem para a História tal qual aconteceram.</p>
<p style="text-align: justify;">. A cobertura e transmissão em direto de vários eventos, com destaque para as “Conferências de Odivelas” organizadas pelo “Círculo D.Dinis”. A importância dos participantes, dos temas abordados e a forma como o foram ficam na história de Odivelas e do seu Centro de Exposições.</p>
<p style="text-align: justify;">. Também os trabalhos realizados no âmbito das Comemorações do Centenário da República, quer em Odivelas, quer em Loures, marcaram a nossa atividade do ano com “descobertas” que partilhamos com os nossos leitores.</p>
<p style="text-align: justify;">. No final de 2011 queremos que o “Olival do Pancas” faça parte do presépio de Odivelas. Como uma estrela. Bem visível.</p>
<h2 style="text-align: justify;"> Odivelas</h2>
<p style="text-align: justify;">O aperto do cinto aí está passando dos anúncios à prática, e como “em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” aí estão também as primeiras brechas na concordância generalizada no grupo político que dirige a Câmara.</p>
<p style="text-align: justify;">As juntas de freguesia, a maioria socialista pelo menos, sempre tão concordante e elogiosa começa a mostrar as suas discordâncias, por agora, com a situação da delegação de competências.</p>
<p style="text-align: justify;">A Presidente, que há muito tempo avisa para as dificuldades, não tem outra saída que não seja cortar a sério nas despesas, esperamos que cumprindo a promessa de deixar de pé todo o apoio social cuja necessidade cresce inevitavelmente.</p>
<p style="text-align: justify;">. E fazendo agora o apanhado das referências do ano a nível concelhio é justamente no social que elegemos para 1ª referência. Uma palavra para a iniciativa a que a CMO chamou de Teleassistência. Gostámos do que vimos e esperamos que os poucos postos instalados se multipliquem rapidamente tal como foi prometido. É das tais iniciativas que podem salvar vidas, e uma só que seja já paga bem todo o investimento que é necessário e que afinal, pelas informações recolhidas, é mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;">. A preocupação com a recuperação e manutenção do património histórico do Concelho está aí. Se tal se confirmar com realizações é caso para festejar, mau grado algumas irreversibilidades que bem podiam ter sido evitadas e não estão tão bem explicadas quanto é exigível (construções a menos de 50 metros do Aqueduto das Águas Livres, desaparecimento da Anta das Batalhas, construção na zona de proteção do Convento de Odivelas). Os protocolos assinados com entidades com conhecimento científico na matéria deixa-nos a esperança de que algo está em marcha e fala-se, finalmente com alguma insistência, na salvação do túmulo de D.Diniz e na abertura do Convento à população. Poderá começar aí a salvação do Centro Histórico da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">. Odivelas ficou este ano com um parque escolar, em muitos casos exemplar. E esse facto não pode ser escamoteado por muitos erros de gestão que possam ser apontados aos procedimentos que levaram até à sua construção. Não há que misturar. Uma coisa são as escolas novas e recuperadas com condições pedagógicas e de vida exemplares e outra os negócios que possam estar por detrás dessas construções/recuperações. Os primeiros têm de ser elogiados, os segundos deverão ser denunciados e provados pela justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">. O mesmo diremos referindo o novo Pavilhão Municipal. É um elefante branco ? Custou 3 vezes o que seria necessário ? Talvez, os técnicos que se pronunciem, façam-se inquéritos e provem-se as acusações. A democracia tem ferramentas para isso. Para já é um equipamento que pode trazer a Odivelas muitos e bons acontecimentos. Assim a gestão respetiva tenha vistas suficientemente largas.</p>
<p style="text-align: justify;">. No campo da cultura direta tanto a Malaposta como o Centro de Exposições mantiveram atividade valiosa permitindo aos odivelenses momentos de cultura, da melhor e mais séria que é possível. Esse é sem dúvida um ponto de relevância no Concelho. Por parte das Juntas de Freguesia houve também movimentação que deve ser referida. As festas de Verão na Pontinha, as exposições na Ramada e em Odivelas, os coros na Póvoa, a recuperação das instalações das Sociedades Musicais em Odivelas e Caneças, as marchas também em Odivelas e Caneças, o desenvolvimento público da Escola de Fado de Odivelas (Junta)&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">. E para 2011 Odivelas (Concelho) terá o “Olival do Pancas” para se preocupar. É uma aposta para este ano.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Portugal</h2>
<p style="text-align: justify;">. Ano de 2010 foi preparatório para eleições presidenciais e o presidente-candidato gere os seus tabus exemplarmente (entrou em campanha há 4 anos !).</p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte da concorrência é má, incapaz de mostrar condições para fazer melhor. Tirando Fernando Nobre e Defensor de Moura, os restantes não são nada convincentes. Alguns pela história, outros pela conotação partidária.</p>
<p style="text-align: justify;">Se as expectativas se confirmarem teremos mais uma evolução na continuidade. É mau mas faz parte da crise !</p>
<p style="text-align: justify;">. O ano de 2010 marcou uma surpreendente reviravolta na Igreja Católica portuguesa. Habituamo-nos a ver os pastores reunir e acolher o rebanho ordeiramente. Desta vez aparecem a espantar as ovelhas. Os sinais vindos do cargo mais alto da igreja católica portuguesa são de alarme social, alertando para a possibilidade dos conflitos que poderão vir a acontecer… A nós parece-nos que esta Igreja está mortinha por uma boa conflitualidade social, e não vá o pessoal distrair-se, o melhor é mesmo chamar a atenção e alertar as consciências para a justeza da luta (não a que há, mas sim a que pode haver…). Também já nos aconteceu sermos acusados daquilo que poderemos vir a fazer ! É surrealismo puro.</p>
<p style="text-align: justify;">. Ano de eleições é sempre boa altura para retomar o tema central da vida nacional, preocupação do dia a dia dos portugueses do Minho ao Algarve (com passagens pelas ilhas). A morte de Sá Carneiro/Amaro da Costa. É uma “cena” inevitável. Cá estamos de novo com mais comissões de inquérito. Não há pachorra ! Enquanto continuarmos a pagar ordenados principescos e reformas de 8 anos aos “representantes do povo” iremos manter, eternamente renovadas, estas preocupações pelo nosso bem-estar.</p>
<p style="text-align: justify;">. Com eleições ou sem elas, o tema corrupção continua nas primeiras páginas da Comunicação Social, pelo menos na de âmbito nacional. É estranho tanto fumo sem nenhum fogo. É mais uma particularidade  portuguesa. Todos sentem a teia de interesses que prende políticos, gestores, empresários… Fazem-se escutas (que não fiquem dúvidas, somos contra as escutas e contra a invasão da privacidade individual) que são publicadas, todos as ouvem, todos interpretam o seu conteúdo como criminoso, e desde as negociatas do futebol até às negociatas de políticos e empresários todos vão passando incólumes, os que são apanhados e os que não são. E nenhum cargo, área profissional ou política escapa às acusações, ou pelo menos à desconfiança, sobre compadrios, negociatas obscuras, enredos financeiros, favorecimentos de amigos à custa dos dinheiros públicos. Figuras (ou figurões ?) que têm ou tiveram as mais altas posições hierárquicas na governação do País ou na gestão de grandes empresas participadas pelo estado são apanhadas em indícios de corrupção, são tornados públicos esses indícios para que não restem dúvidas, mas nada acontece para além disso. É roubar milhões e passar a viver faustosamente (e descansadamente) em magníficos resorts nas ilhas do Atlântico, ou de outro sítio qualquer. O ano de 2010 fica como o ano de todos os perdões sem vergonha. E do descrédito geral e acabado da função política.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Mundo</h2>
<p style="text-align: justify;">Já chega o que de muito mau aconteceu e está a acontecer por cá.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Odivelas, Jan/2011</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Momentos… Setembro/2010</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 20:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Casa Regresso ao trabalho ! Na verdade não se trata tanto de um regresso mas muito mais o retomar a velocidade de cruzeiro. A nossa expectativa quanto trabalho a desenvolver mantem-se em alta, com mais participantes e reformulando a filosofia de alguns programas. Procuramos aprender com o passado para fazer melhor no futuro. Temos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color: #00abd6;">Em Casa</span></h2>
<p>Regresso ao trabalho !</p>
<p>Na verdade não se trata tanto de um regresso mas muito mais o retomar a velocidade de cruzeiro.</p>
<p>A nossa expectativa quanto trabalho a desenvolver mantem-se em alta, com mais participantes e reformulando a filosofia de alguns programas.</p>
<p>Procuramos aprender com o passado para fazer melhor no futuro.</p>
<p>Temos novidades nas colaborações, nos programas, nos temas abordados, sempre à volta da espinha dorsal que é Odivelas e o interesse dos odivelenses.</p>
<h2><span style="color: #00abd6;">Pelo Concelho</span></h2>
<p>Odivelas foi uma sensaboria durante Agosto.</p>
<p>Não fora a reunião de Câmara falhada por falta de quórum e o Governo Central resolver alterar os pressupostos para as taxas municipais e nada teria acontecido que merecesse uma linha de publicação.</p>
<p>Nem mesmo o desespero do OFC conseguiu animar o noticiário concelhio.</p>
<p>A rentré trará novidades ?</p>
<p>Assim se fala… Assim se espera…</p>
<h2><span style="color: #00abd6;">Pelo País</span></h2>
<p>E Portugal ?</p>
<p style="text-align: justify;">Pobre País, a arder sem dirigentes, sem pensadores, sem elites, é o desgoverno mantido no abismo, cada dia mais fundo, da falta de sentido de estado por parte de todos os que… da lei da mediania económica se vão libertando.</p>
<p style="text-align: justify;">Acabámos na SIC uma reportagem acerca das compras de material militar, para todos os ramos das forças armadas (helicópteros, submarinos, carros de combate/assalto, pistolas…), negócios contratados por ministros bem falantes e maus governantes que vamos elegendo para “desgovernos” sucessivos.</p>
<p style="text-align: justify;">As histórias à volta das contra-partidas, das não manutenções contratadas, dos muitos milhões de escudos/euros que desapareceram sem rasto deveriam envergonhar todo o país.</p>
<p>Porque será que em todas as trafulhices aparecem políticos ?</p>
<p>No ativo ou na retaguarda, mas sempre, sempre presentes.</p>
<p>Agora é a herança Tomé Feteira… mais uma história suja para advogados e juízes se entreterem a brincar à justiça para… português ver (e acreditar !).</p>
<p>Também da RTP1 retiramos a entrevista de Joaquim de Almeida a Teresa de Sousa.</p>
<p>È o dedo na ferida !</p>
<p>Oiço, oiço… e tenho vergonha.</p>
<p>È a futebolização nacionalizada.</p>
<h2><span style="color: #00abd6;">Pelo Mundo</span></h2>
<p>Estamos face a uma tentativa, mais uma, de encontro entre judeus e árabes.</p>
<p>Mais uma conversa de surdos… e maus ou a tentativa de ligar dois extremismos fundamentalistas.</p>
<p>Mais uma vez não dará em nada, o que não significa que não valha a pena.</p>
<p>Algum dia será.</p>
<p>Entretanto a visita de Ratzinger a Inglaterra é antecipada de movimentações literárias curiosíssimas.</p>
<p>Ver para crer, contado ninguém acredita.</p>
<p>Em África arrancaram algumas grandes explosões que se têm mantido em “banho maria” ao longo de anos e de fugas para a frente.</p>
<p>África do Sul, após a fantasia  do futebol a realidade da vida, Moçambique, durante tanto tempo apontado como exemplo de desenvolvimento em África.</p>
<p>Os castelos de areia continuam a não resistir muito tempo e o rei ainda não se vestiu.</p>
<p>Odivelas, Agosto/Setembro/2009</p>
<p><em>* Este Texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico</em></p>
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		<title>MOMENTOS… &#8211; Agosto/2010</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 23:58:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[NA CASA Como de costume em mudanças ! O Verão está aí com toda a força, mas normalmente e como se esperava, contrariando quem se esquece do que se passa de uns anos para os outros e anuncia continuamente que “o tempo está a mudar”… Pois está, a última mudança foi do tempo ameno da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>NA CASA </strong></p>
<p>Como de costume em mudanças !</p>
<p>O Verão está aí com toda a força, mas normalmente e como se esperava, contrariando quem se esquece do que se passa de uns anos para os outros e anuncia continuamente que “o tempo está a mudar”… Pois está, a última mudança foi do tempo ameno da Primavera para o calor dos trinta e muitos graus do Verão !</p>
<p>Já há 60 anos era assim.</p>
<p>Em tempo de canícula as correrias são menores e mais esparsas pelo que aproveitamos para, internamente, fazer uma “maquilhagem” que começava a ser urgente e que o dia a dia, “de todos os dias”, nos tem impedido por manifesta falta de tempo.</p>
<p>Como sempre temos alterações para fazer e em Setembro outro ano funcional virá.</p>
<p><strong>NO CONCELHO</strong>.<strong></strong></p>
<p>O pessoal político começa a ir a banhos e o dia a dia no Concelho está mais calmo.</p>
<p>Tal como o tempo a temperatura política subiu um pouco nos últimos meses adivinhando-se um Outono animado (o líder do PSD local, também responsável pela gestão do município, classificou publicamente a gestão autárquica de “uma estupidez”… ao mesmo tempo que anunciou a “ida para a rua” por parte do seu partido o que indicia “um aumento da temperatura para o próximo Inverno”).</p>
<p>Muitas novidades estão em gestação para anuncio breve ou em curso, durante Agosto(?)… (que raio de ideia esta de despachar serviço durante um período tão quente).</p>
<p>Novidades muitas e envolvendo muitos milhares (ou milhões ?) :</p>
<p>Finalmente Centros de Saúde ? ou Unidades de Saúde Familiar ? ou ambos, já que nunca houve fome que não desse em fartura ?</p>
<p>Mais requalificação no Rio da Costa ?</p>
<p>Finalização da L14  (um perigo aquela solução final, temporária) ?</p>
<p>Um “Metro” para ligação à Amadora (o da Ramada tem outras envolvências) ?</p>
<p>A inauguração do Pavilhão novo ?</p>
<p>Novas escolas, e boas, e equipadas, e modernas ?</p>
<p>Adivinhamos muitas respostas positivas a estas questões. São tudo coisas boas que bem necessárias são a Odivelas.</p>
<p>Ficamos contentes.</p>
<p>Nenhuma referência sobre segurança, mas esperamos bem que não esteja esquecida, nem local nem nacionalmente, e não é com os submarinos, não.</p>
<p>Há comunidades ético/religiosas em movimento e é bom esquecer de vez a história do “povo sereno” !</p>
<p>Odivelas (dizem as estatísticas) é um dos Concelhos mais seguros da área metropolitana de Lisboa, eventualmente mesmo a nível nacional.</p>
<p>Entretanto sabemos desde há muito que as grandes borrascas sempre são antecedidas de grandes bonanças, e mais vale prevenir…</p>
<p>Na Comunicação Social (a brincar) as “compras e vendas” estão em curso. É como no futebol a aproveitar o defeso, só que muito mais barato. E cláusulas de rescisão não há ! Ainda bem. Só não sabemos quais as comissões dos agenciadores. Mas que recebem, recebem… De caminho alguem vai ficar com a “maçã podre”.</p>
<p>Enquanto ajustávamos estas linhas aconteceram duas mortes.</p>
<p>Dois Homens, como de costume dos que fazem falta, deixaram-nos, deixando Portugal mais pobre e a vida portuguesa ainda mais triste.</p>
<p>António Feio e Mário Bettencourt Resendes vão-nos fazer falta.</p>
<p>Um no teatro mais sério que se vai fazendo por aí, o outro no jornalismo onde foi exemplo.</p>
<p><strong>No País</strong></p>
<p>Acabou a telenovela Luso/Hispano/Brasileira… PT de seu título.</p>
<p>Acabou ou estamos apenas no intervalo para mudança de atores, é o que veremos “nos capítulos seguintes”.</p>
<p>Para já os Lusos parece terem ficado a ganhar. Mas estas “Tordesilhas” vão ter regras bem diferentes das anteriores.</p>
<p>Além de não haver D.João II, também os “Colombo” e “Cabral” do Século XXI não têm nada a ver com os dos Séculos XV e XVI.</p>
<p>É nossa convicção que estamos no intervalo do jogo.</p>
<p>Os incêndios pairam um pouco (ou um muito !) por todo o lado queimando tudo o que encontram pela frente.</p>
<p>Felizmente a Justiça portuguesa está a bom recato e os Loureiros, Freeport’s, Jardins, Casas Pia e os mais, vão ficando cada vez mais longe das chamas. Como convém.</p>
<p>O défice é um verdadeiro círculo… quadrado !</p>
<p>Quanto menos se gasta e mais se produz… mais o défice aumenta. Cá está uma Fórmula Resolvente imprópria para nós.</p>
<p><strong>NO MUNDO</strong></p>
<p>Lá por fora, tal como cá dentro, essa coisa do segredo… é para todos.</p>
<p>E se forem segredos militares ou relativos à segurança nacional… melhor ainda.</p>
<p>É o novo slogan, “<strong>o que faz falta é dar</strong> <strong>o segredo à malta</strong>”.</p>
<p>Na América do Sul o amigo Chavez está na maior, preparando eleições que, mesmo a propósito, terão um resultado que já não é segredo para ninguém.</p>
<p>Enquanto o amigo Lula prepara uma saída pela porta grande da história.</p>
<p>E o amigo Obama está cada vez mais entalado, á procura da solução para o nó górdio em que se meteu, ou em que deixou que o metessem.</p>
<p>Entretanto o amigo José Eduardo tomou conta da CPLP e anuncia um rumo diferente e melhor para “aquela coisa”, que deveria ser importante se, para os “estadistas” portugueses correntes, houvesse alguma coisa importante referente ao seu País.</p>
<p>É a vida.</p>
<p>Odivelas, Agosto/2010</p>
<p>(Odivelas.com)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MOMENTOS… &#8211; Julho/2010</title>
		<link>http://odivelas.com/2010/07/09/momentos%e2%80%a6-julho2010/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 10:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[NA CASA Tudo bem cá pelo burgo interno. A crise é grande e temos que aguentar e andar para a frente. É a obrigação que assumimos, voluntariamente, com os odivelenses. E são muitos (de facto começam mesmo a ser muitos) os que diariamente esperam pelo que pomos no ar (ou na net) confiando-nos a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>NA CASA </strong></p>
<p>Tudo bem cá pelo burgo interno. A crise é grande e temos que aguentar e andar para a frente.</p>
<p>É a obrigação que assumimos, voluntariamente, com os odivelenses.</p>
<p>E são muitos (de facto começam mesmo a ser muitos) os que diariamente esperam pelo que pomos no ar (ou na net) confiando-nos a sua atenção.</p>
<p>É um trabalho imenso mas compensador pelo carinho com que vamos sendo tratados por todos.</p>
<p>Como sempre estamos em movimento na integração de melhorias técnicas e de organização.</p>
<p>Áh, e vamos ter novidades em programação, mas agora só para o mês de Setembro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>NO CONCELHO</strong>.<strong></strong></p>
<p>Este período foi bem “sumarento” a partir da Assembleia Municipal.</p>
<p>A classificação com que o Presidente respetivo mimoseou aquele órgão no final de uma das suas sessões mais desastradas fica para a história (não repetiremos porque “para mal já basta assim…”) política do Concelho e esperamos que fique para a história política e social de todos os componentes da Assembleia.</p>
<p>Numa das últimas sessões o deputado municipal Luis Salmonete resolveu insurgir-se contra o atraso no recebimento de alguns valores a que se considera com direito e cujos processamentos supostamente estão atrasados.</p>
<p>Tudo bem até aí, mas tudo mal quando se auto-considera com mais direitos do que as empresas que fornecem serviços à Câmara Municipal.</p>
<p>Estará convencido que é a sua presença nas assembleias que melhora o PIB do Concelho ?</p>
<p>É que se está, está enganado.</p>
<p>São as empresas que o fazem, tal como são as empresas que produzem emprego, tal como são as empresas que pagam a derrama que alimenta o município.</p>
<p>Relativamente aos organismos oficiais os credores prioritários têm que ser as empresas, pensem os deputados o que pensarem.</p>
<p>Já agora e ao correr do teclado, achamos estranho que nenhum deputado, nenhum deputado de partido nenhum, tenha dito uma palavra contrariando aquele desvario.</p>
<p>Todos concordam ?</p>
<p><strong>NO PAÍS</strong></p>
<p>Entretanto em Portugal desapareceram da nossa companhia física dois nomes importantes da escrita lusófona.</p>
<p>Certamente um desses nomes bem mais relevante do que o outro, mas mesmo assim ambos com importância no meio literário nacional.</p>
<p>Perdemos José Saramago o que quer dizer que o mundo perdeu José Saramago.</p>
<p>Perdemos Couto Viana o que quer dizer que Portugal perdeu Couto Viana.</p>
<p>E aí está a diferença entre ambos.</p>
<p>Quanto ao primeiro é preciso dizer-se que a literatura mundial perdeu um dos seus maiores.</p>
<p>Polémico sempre, José Saramago, acabou tendo uma despedida razoavelmente consensual nas homenagens que lhe foram prestadas.</p>
<p>Excetuam-se aqui alguns brilhantes crâneos da política, superiormente chefiados pelo tal de Sousa Lara, sujeito que deve a sua triste relevância à existência de Saramago.</p>
<p>Não tivesse existido Saramago e quem saberia da existência deste sujeito ?</p>
<p>Mas outros há que surpreendentemente aproveitaram a oportunidade para dar mais um triste espetáculo de menoridade como foi o caso de Cavaco Silva.</p>
<p>E não nos referimos aquilo que as bandeiras do esquerdismo radicalista português sublinhou.</p>
<p>Referimo-nos às tristíssimas explicações que sua excelência entendeu que devia dar para o facto de não estar presente no funeral.</p>
<p>Que explicações tem um Presidente da República a dar sobre se assinou ou não assinou, se mandou de avião ou não mandou de avião, explicar que fez os exercícios todos que a “setôra” mandou para casa…</p>
<p>Quanto ao estar ou não no funeral pensamos que decidiu bem e se alguém se irritou com isso foi porque sentiu que lhe tiravam um momento tão apropriado para armar mais uma “peixarada”.</p>
<p>Além de que Saramago não ficaria feliz com a sua presença.</p>
<p>O segundo desaparecimento a que fazemos referência é a de Couto Viana.</p>
<p>Homem ligado ao antigo regime ?</p>
<p>Pois parece que sim, e então ? Só os opositores ao antigo regime fazem falta ? ou só esses merecem ser lembrados ? Quantos opositores ao antigo regime são muito piores humanamente, socialmente, eticamente dos que muitos dos aderentes a esse mesmo regime ?  É a hipocrisia nacional no seu melhor.</p>
<p>Relativamente a António Manuel Couto Viana tínhamos em carteira uma entrevista com ele no âmbito de um trabalho mais vasto que temos em preparação.</p>
<p>Contávamos visitá-lo na Casa do Artista onde vivia com muitas limitações físicas.</p>
<p>Já não vamos a tempo, infelizmente é mais uma oportunidade perdida e pela mesma razão da anterior.</p>
<p>Que mais coisas aconteceram importantes em Portugal neste intervalo de escrita ?</p>
<p>Áh, pois claro, há o futebol… E nisso “nós” somos “bué”… Tão “bués” que as estúpidas “vuvuzelas” andam aí na rua !</p>
<p>E temos também a crise, evidente, óbvia, toda a gente dá por ela.</p>
<p>A Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, decidiu transformar por completo as suas agências, “certamente com materiais reciclados e aproveitando as sobras de outras obras”…</p>
<p>Vão lá e vejam como toda a decoração é de 2ª (ou mesmo 3ª) qualidade.</p>
<p>Esta era a grande transformação que os clientes do Banco do Estado ansiavam e precisavam !</p>
<p>Assim, sempre a poupar e a pensar nos clientes… cuja maioria nem dinheiro tem para substituir o tapete da escada (mas isto é demagogia !).</p>
<p>A Enciclopédia do Roubo Lusitano toma mais um capítulo exemplar.</p>
<p>Vara sai do banco onde nunca deveria ter entrado, vai para casa mas recebe o ordenado todo, tal como se estivesse a trabalhar, até ao fim do contrato.</p>
<p>Como é possível algum dirigente político, financeiro, empresarial, seja lá o que for, considerar isto normal ?</p>
<p>Este grupo Vara, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Jardim Gonçalves, Rendeiro, … não têm cura, tal como os “anjinhos” que os alimentam, encobrem, negoceiam comissões para si próprios e passam impunes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>NO MUNDO</strong></p>
<p>Que dizer do mundo no meio da confusão geral em que estamos (todos) envolvidos ?</p>
<p>A Europa falida e sem “rei nem rock” segue em rota de colisão com a América (talvez se consiga desviar) e com a China (inevitável o choque).</p>
<p>No Golfo do México é o desastre que se sabe e que pode, pura e simplesmente, banir de vez a vida marítima num oceano completo.</p>
<p>Há por aí quem relacione a história do Lehman Brothers com este “acidente”…</p>
<p>Por qualquer razão já não conseguimos duvidar de nada do que se diga e se relacione com a imensa vigarice em que o mundo dos negócios se transformou.</p>
<p>Odivelas, Julho/2010</p>
<p>(Odivelas.com)</p>
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		<title>Editorial &#8211; MOMENTOS… &#8211; Maio/2010</title>
		<link>http://odivelas.com/2010/06/01/momentos%e2%80%a6-maio2010/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 23:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[NA CASA Na casa que é nossa vamos todos bem, graças … O projeto que desenvolvemos começa a estar satisfatoriamente consolidado, com as dificuldades que eram esperadas por nós e avisadas por muitos outros. Temos no campo o projeto que ambicionamos e que, esse é o nosso julgamento, honra Odivelas e a Comunicação Social como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>NA CASA</h3>
<p>Na casa que é nossa vamos todos bem, graças …</p>
<p>O projeto que desenvolvemos começa a estar satisfatoriamente consolidado, com as dificuldades que eram esperadas por nós e avisadas por muitos outros.</p>
<p>Temos no campo o projeto que ambicionamos e que, esse é o nosso julgamento, honra Odivelas e a Comunicação Social como atividade digna ao serviço da população.</p>
<p>As audiências consolidam-se, mesmo considerando que as ferramentas de avaliação existentes no mercado são profundamente discrepantes, podemos verificar que num ponto elas coincidem e é<br />
exatamente o ponto que mais nos interessa.</p>
<p>Todas assinalam subidas contínuas nos valores respetivos.</p>
<h3>NO CONCELHO</h3>
<p>A Assembleia Municipal está doente e é urgente que este corpo principal da Democracia regional se cure e possa funcionar, executando o trabalho que justifica a sua existência.</p>
<p>Por várias vezes temos assistido a momentos… pouco felizes, nas discussões e nas votações dos documentos que são apresentados para apreciação.</p>
<p>Em vários casos temos resguardado a apresentação das imagens de situações que, a nosso ver, não prestigiam nem a democracia, nem a assembleia e muito menos os que foram eleitos pelo povo<br />
anónimo.</p>
<p>Desta vez entendemos que era nosso dever publicar o que se passou na última reunião da Assembleia Municipal.</p>
<p>Com muito custo e com tristeza.</p>
<p>E é tudo o que nos ocorre dizer sobre este tema, já que o próprio Presidente fez o diagnóstico corretíssimo ao anunciar que “… esta assembleia decorreu de forma indigna…”.</p>
<p>Estamos tristes.</p>
<h3>NO PAÍS</h3>
<p>No País “está tudo grosso”, diria o saudoso par Camilo de Oliveira/Ivone Silva.</p>
<p>Todos os indicadores sociais, políticos, económicos apontam no mesmo sentido.</p>
<p>Desorientação completa com o governo a dizer, a desdizer e a contradizer momento a momento.</p>
<p>José Sócrates podia ficar na história como o melhor Primeiro Ministro de Portugal.</p>
<p>Do ataque aos lóbis que apodrecem a sociedade portuguesa e que marcou o início do seu governo resta o quê ?</p>
<p>A visão de futuro e a vontade indiscutível de renovação da estrutura do país que demonstrou há 5 anos quando tomou posse pela primeira vez, foram substituídas com o aproximar das eleições de</p>
<p>Outubro, por decisões avulsas destinadas a efeitos eleitorais.</p>
<p>Pior do que isso foi a manutenção, após eleições, do afastamento do percurso de futuro iniciado em 2005.</p>
<p>As reformas fundamentais do Estado foram abandonadas passando-se para uma sobrevivência diária.</p>
<p>Não se vê o mais pequeno sinal de aproximação a qualquer coisa a que possamos chamar justiça social neste momento em que, mais do que nunca, seria indispensável dar exemplos.</p>
<p>As desigualdades obscenas no tratamento entre ricos e pobres continuam e aprofundam-se.</p>
<p>A cupidez mórbida de políticos gananciosos cega-os, auto-considerando-se, auto-promovendo-se, auto-premiando-se, auto-absolvendo-se…</p>
<p>E referimo-nos a políticos apenas porque são políticos que estão envolvidos em todos os “casos” que chocam a sensibilidade da população portuguesa.</p>
<p>São políticos que estão nos bancos, são políticos que estão nas empresas públicas, são políticos que estão nas empresas privadas, e nas fundações, e nos sindicatos, e em organismos reguladores…</p>
<p>E a Justiça acaba sendo uma mistura entre juízes (sindicalizados) e políticos que fazem leis por um lado e as interpretam por outro com as vírgulas a mudarem de sítio a belo prazer das conveniências individuais.</p>
<p>No meio de toda esta imensa confusão entre direitos e deveres aparecem os economistas e financeiros a explicarem as soluções para os erros que eles próprios cometeram, não foram capazes de evitar e agora, como professores, apresentam avisos e soluções.</p>
<p>Através destas suas soluções as economias europeias completamente falidas, incapazes de pagarem as suas dívidas, emprestam milhões de euros a outras economias europeias igualmente falidas e igualmente sem quaisquer possibilidades de pagarem as suas dívidas.</p>
<p>É o ridículo elevado a uma enorme potência.</p>
<p>E é incompetência, e é ignorância e é falta de vergonha.</p>
<p>Conto uma pequena história:</p>
<p><em>No meu tempo de liceu tive, a dada altura, um professor de física que apresentava problemas e os resolvia no quadro de forma mais ou menos aleatória e com resultado naturalmente também aleatório.</em></p>
<p><em>No final anunciava com pompa que o resultado finalmente encontrado foi 4,5.</em></p>
<p><em>Nessa altura um dos alunos mais atento, mais estudioso ou mais malandro pedia a intervenção e</em></p>
<p><em>contrapunha com um outro resultado, dizendo então que o valor correto seria 2,5.</em></p>
<p><em>A questão resolvia-se no imediato com o anúncio solene e definitivo do professor:</em></p>
<p><em>- Queiram subtrair 2 unidades ao resultado final !</em></p>
<p>É assim que os economistas e financeiros deste país (e dos outros) andam a resolver os problemas da economia nacional (e europeia).</p>
<p>Só uma nota adicional.</p>
<p>O meu professor foi afastado ao fim de 2 meses.</p>
<p>Hoje só não estaria presente em todos os telejornais porque a sua posição no Estado lhe aconselharia algum recato.</p>
<p>Estamos tristes.</p>
<h3>NO MUNDO</h3>
<p>Na economia mundial, sem novidade e em continuidade do que escrevemos atrás, a China comanda o mundo apropriando-se do dolar.</p>
<p>Todos perceberam em tempo oportuno que iria ser assim, e continuará até a “CIA” americana, ou outra (inglesa, alemã, judaica…?), dar cabo da estrutura interna daquela nação se forem capazes disso.</p>
<p>Até lá vamos ter que os aturar a escolher os parceiros e a dar as cartas.</p>
<p>É assim que vai o “poker” mundial.</p>
<p>Uma desgraça nunca vem só… já se sabia.</p>
<p>A juntar ao caos da organização temos os estúpidos desafios do homem à Natureza.</p>
<p>No Golfo do México a maior tragédia ecológica de sempre provocada pela ação do homem.</p>
<p>Na Islândia é a Natureza a dar outro alerta.</p>
<p>Mas o “Homo Sapiens Sapiens” é “burro”, com as minhas desculpas aos burros, incomensuravelmente vaidoso, e não tem espelhos.</p>
<p>Estamos tristes.</p>
<p>Odivelas, Maio/2010</p>
<p>(Odivelas.com)</p>
<p><span style="font-family: Times-Bold;"><span style="font-family: Times-Bold;"> </span></span></p>
]]></content:encoded>
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