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	<title>odivelas.com &#187; História</title>
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	<description>Odivelas Portal de Noticias e TV</description>
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		<title>Dra. Cesaltina do Nascimento Silva &#8211; Conhecer o Instituto de Odivelas [Video]</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 12:35:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro S. Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Odivelas]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Dra. Cesaltina do Nascimento Silva, recebeu e guiou a OdivelasTv através de uma visita, de Memórias e História, ao Instituto de Odivelas &#8220;sua casa&#8221; desde 1935. Uma visão, histórica e pessoal  da evolução da Instituição. A antiga aluna, e mais tarde professora, foi uma das primeiras alunas civis a ingressar no Instituto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/cesaltina.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-16339" title="cesaltina" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/12/cesaltina.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a>Dra. Cesaltina do Nascimento Silva, recebeu e guiou a OdivelasTv através de uma visita, de Memórias e História, ao Instituto de Odivelas &#8220;sua casa&#8221; desde 1935. Uma visão, histórica e pessoal  da evolução da Instituição. A antiga aluna, e mais tarde professora, foi uma das primeiras alunas civis a ingressar no Instituto.</p>
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		<title>Ilda Vieira, 100 Anos e a Sua Maravilhosa Casa, o Instituto de Odivelas [vídeo]</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 22:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Video Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Ilda Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto de Odivelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Julho de 2011, a Odivelas TV esteve no Instituto de Odivelas para gravar com a Sra. D. Ilda Vieira um testemunho dos seus 100 Anos de vida. Tendo ingressado no Instituto aos 7 anos de idade, a sua vida e testemunho pessoal é um contributo indispensável para a compreensão da história do Instituto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/08/ilda-vieira.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-14474" title="ilda-vieira" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/2011/08/ilda-vieira.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a>Em Julho de 2011, a Odivelas TV esteve no Instituto de Odivelas para gravar com a Sra. D. Ilda Vieira um testemunho dos seus 100 Anos de vida. Tendo ingressado no Instituto aos 7 anos de idade, a sua vida e testemunho pessoal é um contributo indispensável para a compreensão da história do Instituto de Odivelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Da antiga aluna e mais tarde funcionária, ao longo deste filme em anexo e com a imprescindível colaboração da D. Cesaltina do Nascimento Silva, foi possível recolher informações diversas desde a abertura do túmulo de Dom Dinis por duas vezes e as respetivas razões, até ao recordar do processo de fabrico da Marmelada de Odivelas e, vários acontecimentos, que ao longo dos tempos marcaram a vida de Ilda Vieira e do próprio Instituto de Odivelas.</p>
<p>Fica em anexo o registo do filme que efetuámos no Instituto de Odivelas e o agradecimento ao seu Diretor Sr. Coronel José Serra e à Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas, sem a colaboração dos quais, não teria sido possível esta reportagem.</p>
<p>António Tavares | OdivelasTV</p>
<p>[Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico]</p>
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		<title>Republicanas Notáveis &#8211; Carolina Beatriz Ângelo</title>
		<link>http://odivelas.com/2011/04/15/republicanas-notaveis-carolina-beatriz-angelo/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 12:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[Máxima Vaz]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu na Guarda – freguesia de S. Vicente – às 19h de 16 de Abril de 1878 Faleceu em Lisboa – 3 /10/1911 Era filha de Viriato António Ângelo e de Emília Clementina de Castro Barreto, nascidos e criados na cidade da Guarda, pelo que podemos afirmar que as raízes de Carolina Beatriz Ângelo se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11816" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo1.jpg"><img class="size-full wp-image-11816" title="carolina-betraiz-angelo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo1.jpg" alt="" width="294" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do catálogo da exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda</p></div>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo.jpg"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-beatriz-angelo.jpg"></a>Nasceu na Guarda – freguesia de S. Vicente – às 19h de 16 de Abril de 1878</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em Lisboa – 3 /10/1911</p>
<p style="text-align: justify;">Era filha de Viriato António Ângelo e de Emília Clementina de Castro Barreto, nascidos e criados na cidade da Guarda, pelo que podemos afirmar que as raízes de Carolina Beatriz Ângelo se localizam na cidade mais alta de Portugal (1056 metros de altitude), como os guardenses se orgulham de dizer. E, por sinal, no núcleo histórico da povoação, a que pertence a popular freguesia de S. Vicente, que preserva, com carinho, a casa do cronista Rui de Pina, à entrada da Porta da Erva, rasgada no lanço de muralha edificada por D. Dinis, uma das entradas na histórica freguesia de S. Vicente, onde, igualmente, nasceram seus pais. É também uma das entradas da conhecida judiaria e muito próximo fica a casa onde, segundo a tradição, habitava D. Sancho I, quando visitava a cidade à qual concedeu foral, a 26 de Novembro de 1199. Lamentando-se pelas ausências, a sua amada Ribeirinha, diria nessas ocasiões: “Ay muito me tarda, o meu amigo, na Guarda.” Os lugares de memória da infância e adolescência de Carolina Beatriz Ângelo, são no coração histórico da cidade que a viu nascer e crescer e não a esqueceu, como provou durante todo o ano de 2010, nas homenagens que lhe prestou.</p>
<p style="text-align: justify;">Com treze anos entrou no Liceu Nacional da Guarda e, terminados os estudos pré-universitários, veio para Lisboa, tendo-se matriculado na Escola Politécnica, que frequentou dois anos, passando seguidamente para a Escola Médico-Cirúrgica, durante cinco anos, onde concluiu a Licenciatura em Medicina no dia 9 de Janeiro de 1902.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mesmo ano, casou com o Dr. Januário Gonçalves Barreto Duarte, seu primo e colega de curso. Infelizmente foi curta a vida de ambos. Ele faleceu a 23 de Junho de 1910, deixando uma filha que completava 7 anos dali a três dias. Carolina não lhe sobreviveu muito, vindo a falecer passado um ano e três meses, com 33 anos de idade.</p>
<div id="attachment_11813" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/batriz-angelo1.jpg"><img class="size-full wp-image-11813" title="batriz-angelo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/batriz-angelo1.jpg" alt="" width="294" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do catálogo da exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda</p></div>
<p style="text-align: justify;">O hospital de S. José era então o que nós hoje consideramos um hospital escolar e foi lá que ela “estagiou” e se iniciou na cirurgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi a 1.ª cirurgiã portuguesa. Operou no hospital de S. José. Trabalhou também no hospital de Rilhafoles, onde exercia psiquiatria o Dr. Miguel Bombarda. A República mudou depois o nome a este hospital, em homenagem a esse médico, conservando até hoje, o nome de Miguel Bombarda.</p>
<div class="mceTemp">A Dr.ª Carolina exercia também medicina no seu consultório na Rua Nova do Almada.</div>
<p style="text-align: justify;">Em 1906, com outras médicas, uma das quais era Adelaide Cabete, aderiu ao comité português de uma instituição francesa, “La Paix et le Dèsarmement par les Femmes”, tendo sido membro da direcção. O nome sugere os objectivos e dispensa explicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1907 foi iniciada na Maçonaria, na loja Humanidade e, com Adelaide Cabete, preparou as suas “irmãs”para prestarem serviços de enfermagem em situações revolucionárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Com Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Maria Veleda, fez parte do grupo de mulheres que definiram o rumo ao feminismo em Portugal, integrando o Grupo Português de Estudos Feministas e a Associação de propaganda Feminista.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1908 fundaram a Liga Republicana de Mulheres Portuguesas, que tinha como objectivo primordial a conquista de direitos e deveres iguais para os dois sexos. O seu empenhamento como cidadã, levou-a ainda a colaborar na propaganda pela institucionalização do Registo Civil e pela publicação da lei do divórcio.</p>
<p style="text-align: justify;">O que distinguiu Carolina Beatriz Ângelo das outras companheiras, foi o facto de ter sido a 1.ª mulher a votar em Portugal e até no sul da Europa.</p>
<div class="mceTemp">Implantada a República, ia haver eleições para a Assembleia Constituinte. A lei eleitoral concedia voto a todos os chefes de família que soubessem ler e escrever. A Dr.ª Carolina era viúva, sustentava a sua casa com o seu trabalho de médica, sendo por estas razões chefe de família, pelo que pediu a inclusão do seu nome no recenseamento eleitoral, o que lhe foi recusado. Não aceitando a recusa, apresentou um recurso no Tribunal da Boa Hora. Numa decisão histórica, o Dr. João Baptista de Castro (pai de Ana de Castro Osório), juiz da 1.ª Vara Cível de Lisboa, deu provimento ao pedido e mandou incluí-la nos cadernos eleitorais. E no dia 28 de Maio de 1911, Carolina Beatriz Ângelo pode votar para a Assembleia Nacional Constituinte, o que foi um acontecimento com repercussões internacionais.</div>
<div id="attachment_11814" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/liga-portuguesa-republicana.jpg"><img class="size-full wp-image-11814" title="liga-portuguesa-republicana" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/liga-portuguesa-republicana.jpg" alt="" width="400" height="605" /></a><p class="wp-caption-text">5- Ana de Castro Osório, 8-Angelina Vidal, 14- Adelaide Cabette, 15-Carolina Beatriz Ângelo, 16- Maria do Carmo (Reprodução do catálogo da Exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta primeira eleitora portuguesa teve atitudes e ideias pioneiras como foi o defender o serviço militar obrigatório para as mulheres, embora fosse de opinião que só deviam ocupar cargos administrativos, serviço de ambulâncias, enfermagem e cozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do seu desaparecimento tão precoce, foi uma figura de destaque pelo seu trabalho nas organizações feministas do seu tempo e tem um lugar na História.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade da Guarda, no âmbito das comemorações da implantação de República, prestou-lhe uma honrosa homenagem, destacando-se uma exposição sobre ela, no Museu egitaniense e a publicação de um catálogo de grande qualidade gráfica, como pude constatar pelo exemplar que a sua Directora, Dr.ª Dulce Helena Pires Borges teve a generosidade de me oferecer, quando me convidou para a abertura da referida exposição, a quem apresento publicamente o meu agradecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>__________________________________</em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></em></p>
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		<title>AUGUSTO DIAS DA SILVA – Ministro do Trabalho na 1.º República</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 15:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversario da República]]></category>
		<category><![CDATA[Centenário da República]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Republicana]]></category>

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		<description><![CDATA[A História da 1.ª República não pode ser avaliada somente pelas medidas políticas, embora essas fossem as que mais marcaram a diferença entre o regime monárquico e o republicano. Não pode resumir-se ao conhecimento das grandes figuras do republicanismo e ao seu pensamento, às teorias e princípios que defendiam, aos seus actos e medidas preconizadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/augusto-dias-silva.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9032" title="augusto-dias-silva" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/augusto-dias-silva.jpg" alt="" width="350" height="285" /></a>A História da 1.ª República não pode ser avaliada somente pelas medidas políticas, embora essas fossem as que mais marcaram a diferença entre o regime monárquico e o republicano.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pode resumir-se ao conhecimento das grandes figuras do republicanismo e ao seu pensamento, às teorias e princípios que defendiam, aos seus actos e medidas preconizadas ou tomadas quando estiveram no poder.</p>
<p style="text-align: justify;">A história da 1.ª República é muito mais do que isso, embora isso já seja muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Há outras medidas também importantes e há outras figuras que, embora pouco conhecidas, são também os construtores da República.</p>
<div id="attachment_9066" class="wp-caption alignright" style="width: 188px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADS-marinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-9066" title="ADS-marinha" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADS-marinha-178x300.jpg" alt="" width="178" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão de auxiliar (voluntário), de Defesa Marítima - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas para conhecermos esta vertente da história da República, é indispensável conhecer a vida de dificuldades e pobreza do povo anónimo, os movimentos operários e a sua relação com o poder, assim como a situação do Portugal económico. Sem estes aspectos, nunca compreenderemos por que não vingou a 1.ª República. Não tenho a pretensão de trazer ao conhecimento do leitor, toda a história deste período. Até porque o que ignoro é infinitamente mais do que aquilo que sei, mas quero alertá-lo para o grande interesse que essa face da República tem. As fontes são abundantes, os temas aliciantes, mas os investigadores são poucos. Não existe a carreira de investigador nesta área.</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero deixar passar o ano do centenário da implantação de Republica, sem destacar pelo menos um republicado nas memórias locais – Augusto Dias da Silva.</p>
<div class="mceTemp">Nasceu em Lisboa e foi proprietário no concelho de Loures, a que nós pertencíamos e a história de Loures, até 1998 é também a nossa história.</div>
<p style="text-align: justify;">Era um empresário com vida relativamente desafogada, mas optou por defender mais as causas dos operários do que as dos empresários. Herdou de seu pai uma fábrica onde, desde muito jovem, tomou contacto com a vida difícil dos trabalhadores. Terá sido essa a razão da sua opção, não deixando de considerar que, acima de tudo, se deve ao seu temperamento.</p>
<div id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"></a></dt>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"><img class="size-full wp-image-9050 aligncenter" title="operarios-fabrica-ferragens" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg" alt="" width="500" height="408" /></a></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"></a><p class="wp-caption-text">Operários da Fábrica de Ferragens</p></div>
<dl></dl>
<dl></dl>
<div class="mceTemp">Apesar disso, o conhecido capitalista, Henrique Sommer teve uma sociedade com ele e foi seu grande amigo, amizade que se manteve mesmo quando a actividade partidária de Augusto Dias da Silva se desenvolvia numa área que era mais do interesse dos operários do que dos capitalistas.</div>
<div id="attachment_9034" class="wp-caption alignright" style="width: 168px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADsilva-club-naval.jpg"><img class="size-medium wp-image-9034" title="ADsilva-club-naval" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADsilva-club-naval-166x300.jpg" alt="" width="158" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Teve valor político para desempenhar os cargos de Ministro do Trabalho, deputado, de Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures e de vereador da Câmara de Lisboa.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande desportista, praticou natação, remo, polo aquático, modalidades em que se distinguiu e arrebatou 1.ºs prémios; desempenhou, ainda, o cargo de Director do Sporting.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi jornalista e uma destacada figura do Partido Socialista, fundado a 10 de Janeiro de 1875 por Azedo Gneco, José Fontana, Antero de Quental e Nobre França, para falar apenas nos mais conhecidos daquele tempo. Político de nobres ideais, pôs em prática aquilo que defendia em teoria, levando isso ao extremo da generosidade e da solidariedade para com os que se encontravam desempregados.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto teve meios, não permitiu que passassem fome os que se abeiravam da sua casa pedindo ajuda. Mas, infelizmente, a sua generosidade era maior do que os rendimentos, o que chegou a causar-lhe sérias dificuldades e a colocar em risco os seus bens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval.jpg"></a></p>
<div id="attachment_9052" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-9052" title="club-naval" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval-150x112.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo do Club Naval. Sentados: 1.º à direita:Augusto D. da S. - Clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Foi um político seriamente empenhado em resolver os problemas sociais mais graves do seu tempo. As medidas que tomou, todas elas pioneiras, quando Ministro do Trabalho, são a prova do que afirmo e algumas delas ainda não foram ultrapassadas, das quais destaco as que me parecem de realçar:</p>
<p style="text-align: justify;">-         o horário de 8 horas de trabalho;</p>
<p style="text-align: justify;">-         os seguros sociais obrigatórios;</p>
<p style="text-align: justify;">-         subsídio na velhice, na invalidez e na doença;</p>
<p style="text-align: justify;">-         apoio económico às mulheres grávidas necessitadas;</p>
<p style="text-align: justify;">-         construção de bairros sociais.</p>
<div id="attachment_9037" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais.jpg"><img class="size-medium wp-image-9037 " title="bairros-sociais" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bairro Social do Arco Cego - Plano geral e tipos de edifícios - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Estas são algumas das suas melhores iniciativas governamentais e tão inovadoras para a época, que há muito quem pense que são obras mais tardias. Estão neste caso os bairros sociais. Embora o seu projecto englobasse 7 bairros, ele conseguiu ver concretizado apenas o bairro do Arco do Cego, o qual era dotado de todos os equipamentos necessários aos residentes, desde posto médico e primeiros socorros, maternidade, infantário, escola, a casa da cultura com biblioteca, salão de festas e espectáculos, ginásio e espaços para actividades recreativas. Dispunha de cantina que, além de todos os bens de consumo, fornecia ainda refeições já preparadas. Estava também calculado o preço especial dos bilhetes dos transportes, para os locais de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua capacidade de concepção e realização ficou ainda grandemente comprovada quando foi Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, tendo apresentado ao Governo um projecto de “Ressurgimento da Várzea”, que foi aprovado e recebeu os maiores elogios de alguns Ministros e até de deputados, apesar de, nem uns nem outros serem do seu partido.</p>
<p style="text-align: justify;">O plano desse projecto incluía as seguintes obras:</p>
<p style="text-align: justify;">-         Valorização do solo agrícola;</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1.jpg"></a></p>
<div id="attachment_9057" class="wp-caption alignright" style="width: 206px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1.jpg"><img class="size-medium wp-image-9057" title="bairros-sociais1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">lançamento da 1.ª pedra do bairro social do Arco do cego. Augusto D. da Silva é o terceiro a contar da direita. Em baixo, um aspecto da assistência à cerimónia. - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">-         Abertura de um canal que ligasse a foz do rio Trancão à Calçada de Carriche, com dimensões suficientes para a navegação de barcos que servissem para o transporte de pessoas e bens;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Construção de uma linha férrea de Lisboa à Ericeira, atravessando todo o Concelho de Loures, tendo, entres outras, estações em Odivelas e Caneças;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Fundação de uma escola pós-primária em cada freguesia do Concelho;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Construção de um hospital; chegou a estar aprovado o projecto:</p>
<p style="text-align: justify;">-         Criação de instituições de assistência;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Montagem de uma rede telefónica pública;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Organização do serviço de incêndios.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez aprovado o projecto, lançou de imediato mãos à obra, começando pela abertura do canal e a valorização do solo que, antes de mais, era preciso enxugar, encaminhando as águas paradas nos terrenos pantanosos, para os leitos da bacia hidrográfica do rio Trancão.</p>
<div class="mceTemp">Este trabalho exigia avultados capitais, de que a Câmara não dispunha, e que só foi possível obter graças às diligências e aturada persistência de Augusto Dias da Silva, junto da Caixa Geral de Depósitos.</div>
<div id="attachment_9061" class="wp-caption alignright" style="width: 206px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/escola-asilo-cegos.jpg"><img class="size-medium wp-image-9061" title="escola-asilo-cegos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/escola-asilo-cegos-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">lançamento da 1.ªpedra de uma escola para cegos. Ao centro, Augusto D. da Silva a despedir-se de um membro do governo - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">A Alemanha tinha sido condenada ao pagamento de indemnizações, quando do fim da primeira Grande Guerra. Augusto Dias da Silva reclamou a parte que viria a ser atribuída ao Concelho de Loures.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi enviado a Paris para participar nas negociações e conseguiu que fossem atribuídas a Loures cerca de 500 mil libras, todo o material circulante para o caminho-de-ferro e o equipamento necessário para o funcionamento do hospital, além dos custos de construção do edifício.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o único município do País que exigiu as devidas indemnizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Desassoreados os leitos e encaminhadas as águas, tornava-se imperioso avançar para um plano de rega, a partir de uma barragem a construir no Freixial.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo este magnífico projecto estava a avançar a bom ritmo, quando se deu o 28 de Maio de 1926 e, passados 2 anos, a morte o arrebatou sem piedade, aos 40 anos, na plenitude das suas capacidades, e ninguém, depois dele, se empenhou, com afinco, em o concluir. Verdade se diga que, também deixou de haver vontade política e mesmo condições para o continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o seu desaparecimento, conservaram-se os problemas e, a maior parte deles, até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, podemos dizer que o HOSPITAL está quase concluído!</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho de ferro nunca mais se pensou nele.</p>
<p style="text-align: justify;">A abertura do canal não se terminou e as máquinas foram abandonadas à voragem do tempo e da ferrugem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E o Concelho de Loures não chegou a ser o que poderia ter sido.</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero deixar de falar do negócio das águas de Caneças.</p>
<div id="attachment_9039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/agua-canecas.jpg"><img class="size-full wp-image-9039" title="agua-canecas" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/agua-canecas.jpg" alt="" width="500" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz publicitário das águas de Caneças - nota - o selo de garantia tinha gravado o monograma de A. D. S. ( isto é inédito. Foi um negócio tratado a nível de empresa, com empregados para limpeza e captação, armazenamento e distribuição ao domicílio, como se pode verificar no cartaz. Nunca ninguém tinha falado neste empresário das águas de Caneças, que vendeu mais água do que todos os outros juntos e usava outros meios).</p></div>
<div class="mceTemp">Observando o folheto, verificamos que comercializava, em grande escala, a água das Fontainhas e que este comércio é muito anterior à existência das fontes privadas. Destaco o pormenor da informação, que ia da garantia da boa qualidade, aos preços e à quantidade contida nas vasilhas, sem falar já no sentido de comércio que revela. Ficamos ainda a saber que tinha dois depósitos, um no Campo Grande e outro no Lumiar, donde partiam as camionetas para a distribuição ao domicílio, sem custos acrescidos. Este documento tão simples é de uma enorme valia para nós e foi para mim uma grande surpresa, como será, certamente, para a maioria dos leitores.</div>
<p style="text-align: justify;">Informaram-me os familiares que esse negócio foi continuado por dois dos seus filhos e que só terá terminado quando a água das Fontainhas deixou de ser água potável.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_9044" class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/auto-cars.jpg"><img class="size-full wp-image-9044 " title="auto-cars" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/auto-cars.jpg" alt="" width="588" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Preços dos bilhetes das viagens - clique na imagem para zoom</p></div>
<div id="attachment_9041" class="wp-caption alignright" style="width: 204px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/autocarro-turismo.jpg"><img class="size-medium wp-image-9041" title="autocarro-turismo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/autocarro-turismo-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">1º Autocarro Turistico do País - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Uma outra actividade comercial desenvolvida pelo Sr. Augusto Dias da Silva e que muito promoveu o concelho foram as viagens turísticas, em autocarro especialmente adquirido para esse fim. Caneças era um dos principais destinos, embora se realizassem para outros pontos da zona saloia – Montachique, Bucelas, Mafra, Ericeira, Santa Cruz, Praia das Maças, e ainda Cascais, Sintra, Colares, Boca do Inferno&#8230; e até Fátima, posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Consta que foi o primeiro autocarro turístico a circular em Portugal.    </p>
<p style="text-align: justify;">Augusto Dias da Silva foi um dos homens que na 1.ª república mais reformas sociais propôs. São da sua iniciativa as seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 636 – organiza o seguro social obrigatório na doença;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 637 – Organiza o seguro social obrigatório nos desastres no trabalho;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 633 – Organiza o seguro social obrigatório contra a invalidez, na velhice e de sobrevivência;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 639 – organiza as bolsas sociais de trabalho;</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_9059" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/assoc-foot-lx.jpg"><img class="size-medium wp-image-9059" title="assoc-foot-lx" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/assoc-foot-lx-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão de director do Sporting e Noticia referente ao seu falecimento - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p>Decreto N.º 5 640 – Organiza o Instituto de Seguros Sociais Obrigatório e de Previdência Geral.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em meu entender, estão aqui as bases do que agora se designa por” estado social”, hoje em perigo de ruir, o que será um perigo, podendo lançar a sociedade em convulsões cujo fim desconhecemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece-me que basta esta legislação, de resultados sociais evidentes, para não ignorarmos as medidas de um ministro da República, que foi nosso autarca – Augusto Dias da Silva.</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<div>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></div>
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		<title>A Revolução Republicana</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 00:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[5 Outubro]]></category>
		<category><![CDATA[Republica]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Republicana]]></category>

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		<description><![CDATA[Não falarei hoje dos ideais republicanos nem das medidas tomadas pelos governos republicanos, nem, como seria meu gosto, dos homens e mulheres que sonhavam com “Um Governo do povo, pelo povo e para o povo”. Hoje quero falar apenas do movimento revolucionário que conduziu à proclamação da República. Toda a acção assentava em três pilares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/republica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6531" title="republica" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/republica.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a>Não falarei hoje dos ideais republicanos nem das medidas tomadas pelos governos republicanos, nem, como seria meu gosto, dos homens e mulheres que sonhavam com “Um Governo do povo, pelo povo e para o povo”.</p>
<p>Hoje quero falar apenas do movimento revolucionário que conduziu à proclamação da República.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a acção assentava em três pilares fundamentais: a Marinha, o Exército e os civis. Uns e outros estavam organizados e preparados para actuarem mediante as ordens dos chefes revolucionários.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos civis implicados na conjura tinham sido distribuídas armas e bombas, no dia 2 de Outubro. Na Marinha, a República tinha muitos adeptos. Era particularmente importante, a tripulação dos navios de guerra, pelo que se tornava indispensável a presença destes barcos no Tejo, quando o movimento rebentasse.</p>
<p>Aliás, estava combinado que o sinal do início da revolução seria uma salva de 31 tiros dada de um barco de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">Os acontecimentos precipitaram-se com a ida de um grupo de marinheiros à sede do Directório do Partido Republicano, na noite do dia 1 de Outubro, para informar os seus membros que iam ser dadas ordens para os barcos de guerra saírem do Tejo e que, por isso, era urgente o eclodir da revolução.</p>
<div id="attachment_6534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/dir_part_republicano.jpg"><img class="size-full wp-image-6534" title="dir_part_republicano" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/dir_part_republicano.jpg" alt="" width="600" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">Directório do Partido Republicano</p></div>
<p style="text-align: justify;">Atitude semelhante tinham tido já alguns sargentos e cabos do Exército, apresentando ao Directório uma mensagem pedindo urgência na acção, porque os soldados que tinham acabado a instrução iam ser licenciados e, na sua maioria eram adeptos do republicanismo e estavam comprometidos com o movimento.</p>
<div id="attachment_6536" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/alm_cand_reis.jpg"><img class="size-full wp-image-6536" title="alm_cand_reis" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/alm_cand_reis.jpg" alt="" width="159" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Almirante Cândido dos Reis</p></div>
<div id="attachment_6538" class="wp-caption alignright" style="width: 163px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/machado_santos.jpg"><img class="size-full wp-image-6538" title="machado_santos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/machado_santos.jpg" alt="" width="153" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Machado dos Santos</p></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 2, reuniram-se os membros do “comité revolucionário” e tanto Cândido dos Reis como Machado Santos, figuras importantes do comité, insistiram para que se marcasse rapidamente o dia do início da revolta, propondo ambos o dia 4, à 1h da manhã.</p>
<p>Nesse mesmo dia 2, da parte da tarde, houve nova reunião e foi confirmado o dia 4 e a hora – 1 da manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 3, às vinte horas, os dirigentes voltaram a reunir-se, agora com a presença dos delegados das unidades militares comprometidas: Infantaria 16, Infantaria 5, Artilharia 1, Cavalaria 4, Lanceiros 2, a Marinha, a Guarda Fiscal e os chefes dos grupos de civis.</p>
<p>À meia noite já todos os responsáveis estavam nos lugares combinados e aguardavam o sinal – a salva de 31 tiros vinda de um barco de guerra ancorado no Tejo. Cada um estava consciente da sua missão e determinado a levá-la a cabo. Mas o imprevisível, o inexplicável veio contrariar o que estava combinado. A descarga dos 31 tiros não aconteceu e todas as dúvidas assaltaram os revolucionários e deitaram por terra o plano traçado previamente. Mas por que razão não foi dado o sinal?</p>
<p style="text-align: justify;">O Vice-Almirante Cândido dos Reis, comandante da marinha revoltada é que tinha sido escolhido para ordenar a salva no navio. Helder Ribeiro tinha o encargo de fazer a ligação das forças de terra e mar. Estava combinado encontrarem-se com outros oficiais da marinha no cais da Viscondessa, os quais deviam acompanhá-los a bordo, entre eles o capitão de fragata, Fontes Pereira de Melo e o 1.º tenente Carvalho Araújo. Os dois primeiros chegaram à hora marcada e já ali se encontravam todos aqueles que os iriam acompanhar ao barco de guerra. Estranhamente, os vapores da Parceria Lisbonense que os deviam transportar a bordo, tinham ainda as caldeiras apagadas. Demorou tempo até que a máquina do “Dinorah”, para a qual o almirante saltara, tivesse pressão suficiente para que o barco pudesse largar. Embarcaram entretanto os oficiais acompanhantes e quando se ia desamarrar o cabo para largar, chegou ao cais, em grande correria, Aragão e Melo, à paisana, dizendo que tudo estava perdido, que se trocaram as “senhas” e que a Infantaria 16 saíra para a rua a favor do governo e estava a atirar sobre o povo. O almirante, em desespero, mandou desembarcar os companheiros e autorizou-os a irem para casa.</p>
<div class="mceTemp">Viram-no ainda perto dos balneários de S. Paulo. Encontraram-no, de madrugada, morto, na Azinhaga das Freiras, em Arroios. É opinião generalizada, que se suicidou.</div>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o movimento, ignorando o sinal, eclodiu em terra à hora prevista, graças ao arrojo e determinação de Machado Santos que, temerariamente, iniciou e seguiu o plano traçado: à 1h menos 15m, saiu do Centro Republicano de Santa Isabel, acompanhado por um punhado de arrojados civis, e caminhou para o portão de armas do quartel de Infantaria 16, onde estava previsto encontrar-se com os militares à 1h da manhã do dia 4. Aqui, os soldados revolucionários formaram uma coluna e, com os civis, marcharam para Artilharia 1. Machado Santos, comissário naval, era o único com patente de oficial. Com os revoltosos deste quartel, formaram-se 2 colunas militares que se encaminharam para os quartéis que tinham declarado aderir, mas que faltaram ao compromisso, dadas as já referidas circunstâncias que trouxeram a descrença na vitória.</p>
<div id="attachment_6547" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda.jpg"><img class="size-full wp-image-6547 " title="rotunda" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda.jpg" alt="" width="400" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Militares de Civis na Rotunda </p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas  os que estavam  na rua não perderam a esperança e prosseguiram o caminho traçado, até à Rotunda, onde tomaram posições às 3h da madrugada do dia 4 de Outubro. Ao clarear da aurora, certificaram-se que havia forças fiéis ao governo no Rossio e no Largo de S. Domingos. Tinha havido tiroteio durante a noite, de que infelizmente resultaram alguns mortos. Aqui foram chegando notícias desanimadoras, uma das quais foi a morte de Cândido dos Reis e outra dizendo que o cruzador D. Carlos tinha içado a bandeira azul da Monarquia, o que era verdade. Houve desânimo na Rotunda! Os oficiais que entretanto se tinham juntado aos revoltosos ali barricados, reuniram com eles em conselho e tomaram a decisão que comunicaram aos presentes: considerando que era inútil a resistência e dado o pequeno número que ali se mantinha, resolveram abandonar o campo, convictos do fracasso total, pelo que aconselhavam a retirada e o regresso dos soldados quartéis e dos civis a suas casas. Era o que ordenava o bom senso e os factos. Ignorando uma coisa e outra, como já tinha ignorado a falta do sinal à 1h da madrugada, Machado Santos não arredou pé! Participava na revolta. Só tinha que cumprir o previsto no plano de acção! Ele ficava. Quem não quisesse ficar, podia partir.</p>
<p>Com ele ficaram alguns sargentos, praças e civis, mas poucos. Contavam-se em dezenas, nem chegavam à centena.</p>
<p>Com as suas dragonas doiradas, montou a cavalo e tomou o comando. Simples comissário naval, 2.º tenente.</p>
<div id="attachment_6548" class="wp-caption alignleft" style="width: 345px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda2.jpg"><img class="size-full wp-image-6548  " title="rotunda2" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda2.jpg" alt="" width="335" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Rotunda - Revoltosos nas barricadas</p></div>
<p style="text-align: justify;">Os civis barraram o acesso à Avenida. Todas as tentativas de subida desta artéria foram mal sucedidas. Tinham a esperança de, mais hora menos hora, receberem a ajuda dos marinheiros, que também não desistiram. Ali ficaram, para o que desse e viesse! Durante o dia 4 tudo se encaminhou no sentido da renovação da esperança. Os marinheiros não goraram as expectativas destes resistentes.</p>
<p style="text-align: justify;">No desconhecimento de todas as ocorrências, as guarnições dos cruzadores S. Rafael e Adamastor insubordinaram-se e pelas 4 horas da manhã do dia 4, içaram a bandeira da revolução. Pelas 11horas, estes navios estavam já a bombardear o palácio das Necessidades e à tarde” surgiram em frente do Terreiro do Paço e aproximaram-se do Cais das Colunas varejando a praça e limpando-a das forças da Guarda Municipal que ali estacionavam”.</p>
<div id="attachment_6532" class="wp-caption alignleft" style="width: 345px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzadorDCarlosI.jpg"><img class="size-full wp-image-6532" title="cruzadorDCarlosI" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzadorDCarlosI.jpg" alt="" width="335" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Cruzador D. Carlos I (Cruzador Almirante Reis-1910) - Foto: Arquivo Histórico da CML</p></div>
<p style="text-align: justify;">Anoiteceu. A marinha no Tejo fez a abordagem do cruzador D. Carlos e pela 1h da madrugada do dia 5, a notícia da tomada deste navio já tinha chegado à imprensa, que rapidamente deu conhecimento dela aos revolucionários, fortalecendo a sua esperança e ânimo. Constava que os marinheiros iam desembarcar na Praça do Comércio e que o exército fiel à Monarquia declarara que não faria fogo contra eles, o que se cumpriu. Houve ainda algum tiroteio durante a noite, mas nada de preocupante.</p>
<p>Amanheceu o dia 5 de Outubro.</p>
<p>Depois das 7h da manhã, uma bandeira branca subia a Avenida sem que fosse impedida. Era um diplomata alemão que ia parlamentar com Machado Santos, a fim de negociar a saída dos seus compatriotas.</p>
<div id="attachment_6550" class="wp-caption alignleft" style="width: 349px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/festejos.jpg"><img class="size-full wp-image-6550" title="festejos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/festejos.jpg" alt="" width="339" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;soldados confraternizavam com os civis&quot; - foto:Arquivo Municipal de Lisboa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Todos se convenceram que eram os monárquicos a render-se. Quem espreitava os acontecimentos saiu à rua para festejar. O povo afluiu à Avenida saindo de todos os lados, clamando vitória. O Rossio encheu-se e os soldados confraternizavam com os civis. Ouviam-se vivas à República.</p>
<p>Machado Santos é vitoriado.</p>
<p>Um marinheiro hasteou a bandeira verde rubra no Quartel General.</p>
<div class="mceTemp">A revolução triunfara.</div>
<div class="mceTemp">“Às 9 horas da manhã do dia 5 de Outubro de 1910,</div>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">José Relvas, membro do Directório do Partido Republicano Português, proclamava a República das varandas da Câmara Municipal, perante o povo de Lisboa. Ladeavam-no Inocêncio Camacho e Eusébio Leão, que também falaram ao povo.</div>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_6554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/revolucao5OUT.jpg"><img class="size-full wp-image-6554" title="revolucao5OUT" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/revolucao5OUT.jpg" alt="" width="600" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">José Relvas Proclama a República da Varanda da CML</p></div>
</div>
</div>
<p> </p>
<p>Com um dia de atraso é certo, estava implantado o novo regime em Portugal.</p>
<div class="mceTemp">Ignorando o desenrolar dos acontecimentos, Loures, Almada, Barreiro e Moita, proclamaram a República no dia 4, como estava planeado e teria acontecido, caso o sinal não tivesse falhado.</div>
<div><em> </em></div>
<div><em>Maria Máxima Vaz</em></div>
<div class="mceTemp">________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></div>
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		<title>O que dizem os documentos….</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 23:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[D.Dinis]]></category>

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		<description><![CDATA[ESCRITURA V “Que he hua lista da prata que se deu a elRey D. Dinis sendo Infante, quando elRey seu pay lhe deu casa, &#38; dos fidalgos que entrarão a seruilo; està na Torre do Tombo na gaueta das Cortes; serue para os Capit. XIV, até XVII do mesmo livro 16. Em nome de Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/domdinis_lista.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6356" title="domdinis_lista" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/domdinis_lista.jpg" alt="" width="269" height="201" /></a>ESCRITURA V</strong></p>
<p><em>“Que he hua lista da prata que se deu a elRey D. Dinis sendo Infante, quando elRey seu pay lhe deu casa, &amp; dos fidalgos que entrarão a seruilo; està na Torre do Tombo na gaueta das Cortes; serue para os Capit. XIV, até XVII do mesmo livro 16. </em></p>
<p><em>Em nome de Deus ámen. No ano de 1316 começou D. Dinis a ter casa e com o fim de a manter, atribuiu-lhe o rei D. Afonso, seu pai, quarenta mil libras por ano no dia vinte de Junho e no dia seguinte saiu de Lisboa. </em></p>
<p><em>Em nome do Senhor esta é a oferta de prata que recebeu Estêvão João, o reposteiro-mor de D. Dinis. Em primeiro lugar recebeu da Rainha um bacio com as insígnias de águias e leões que pesou três marcas e cinco onças de prata.</em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e quatro onças. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e uma onça. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e seis onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e sete onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou uma marca e quatro onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e quatro onças e meia.</em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e uma onça e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e uma onça e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente uma escudela que pesou duas marcas e um quarto de onça. </em></p>
<p><em>Igualmente um cutelo de prata que pesou cinco marcas. </em></p>
<p><em>Igualmente um cutelo de prata, que pesou quatro marcas e sete onças e meia. </em></p>
<p><em>Igualmente um saleiro de prata que pesou uma marca e um oitavo de onça.</em></p>
<p><em>Igualmente um saleiro que pesou uma marca e meia onça. </em></p>
<p><em>Igualmente um saleiro que pesou uma marca e um quarto de onça. </em></p>
<p><em>Igualmente um saleiro q1ue pesou uma marca. </em></p>
<p><em>Recebeu igualmente doze colheres de prata que pesaram uma marca e um quarto de onça. </em></p>
<p><em>Recebeu igualmente um jarro de prata que pesou três marcas e seis onças e meia para dar água para as mãos de Dom Dinis. </em></p>
<p><em>Era de 1316. Esta é a oferta de prata que está na escançaria de Dom Dinis.”</em></p>
<p>Compete-me fazer aqui algumas chamadas de atenção: A data é da Era de César e não da Era de Cristo; Não actualizei a ortografia, incluindo os acentos gráficos, por uma razão pedagógica: se nunca se tivessem feito actualizações ortográficas, a língua seria muito diferente da de hoje e até da deste documento. Usaríamos ainda o “Galaico-Português”. Sou de opinião que antes de nos pronunciarmos a favor ou contra o acordo ortográfico, precisamos de reflectir com dados históricos, precisamos das nossas “memórias”. Salta à vista o pormenor da enumeração, que refere as peças uma a uma e os pesos sempre por extenso. Isso tornava muito improvável a falsificação e a subtracção de metal a cada peça. Aconselho a consulta de outros artigos disponíveis, e refiro especialmente “À Mesa com o rei”. E não deixo de lançar um desafio: Alguém será capaz de fazer a equivalência dos pesos aqui declarados, aos pesos actuais?</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
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		<title>Um presente verdadeiramente”REAL”</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 20:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Convento S. Dinis]]></category>
		<category><![CDATA[Madre Paula]]></category>

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		<description><![CDATA[ Recebi há tempos, de Inglaterra, quatro páginas fotocopiadas de uma revista, enviadas pelo senhor Clive Gilbert, a quem eu tinha proporcionado a visita ao mosteiro de S. Dinis, juntamente com sua esposa, integrados numa turma de alunos meus, com quem ali fiz uma visita de estudo. O interesse deste casal inglês era conhecerem o local [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/presentes-rei.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6247" title="presentes-rei" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/presentes-rei.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a> </strong>Recebi há tempos, de Inglaterra, quatro páginas fotocopiadas de uma revista, enviadas pelo senhor Clive Gilbert, a quem eu tinha proporcionado a visita ao mosteiro de S. Dinis, juntamente com sua esposa, integrados numa turma de alunos meus, com quem ali fiz uma visita de estudo. O interesse deste casal inglês era conhecerem o local onde falecera a sua compatriota, a Rainha D. Filipa de Lencastre, desejo que não conseguiam concretizar, sendo-lhe vedado o acesso, sempre que o solicitaram. Encontrei-os casualmente no largo D. Dinis. Abeiraram-se de mim e fizeram-me as suas queixas e eu decidi incluí-los na turma dos alunos.</p>
<p>O assunto dessas quatro páginas era um artigo sobre uns famosos e reputados ourives ingleses, produtores de valiosas peças de arte.</p>
<p>O artigo tem o seguinte título: “Paul Crespin´s silver-gilt bath for the King of Portugal”.</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/oratorio-madre-PAULA-fechado.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6249" title="oratorio-madre-PAULA-fechado" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/oratorio-madre-PAULA-fechado-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" /></a>Fala de vários presentes, executados em Londres, encomendados pelo nosso rei para oferecer a Paula Teresa da Silva, freira em Odivelas. O primeiro a ser descrito foi encomendado em 1720 e “ é uma magnífica secretária de madeira lacada e doirada, com os nomes do casal entrelaçados e inscritos na parte interior das portas. Esta secretária ainda existe numa colecção particular em Lisboa.”</p>
<p>Será a escrivaninha que foi a leilão em Lisboa, no ano de 2004, com base de licitação de 400 mil euros, calculando-se que atingiria a oferta de 600 mil euros?</p>
<p>Passa seguidamente a um outro presente:</p>
<p style="text-align: justify;">“ Poderemos ainda afirmar que o mais extravagante desses presentes – ainda que o nome do convento e da freira para a qual foi destinado se não encontrem mencionados – foi uma banheira de prata de tamanho normal, com o interior “doublement dorée”, encomendada em 1724 por D. João V a um jovem ourives huguenote de Londres, Paul Crispin. O objectivo desta nota é chamar à atenção para a descrição contemporânea da referida bacia, a qual, embora publicada, passa despercebida nos escritos sobre Crespin e os ourives huguenotes de Inglaterra.”</p>
<p>O objectivo da articulista é destacar a arte da ourivesaria inglesa e as suas obras-primas.</p>
<div id="attachment_6253" class="wp-caption alignleft" style="width: 208px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/casa_madrePaula.jpg"><img class="size-medium wp-image-6253" title="casa_madrePaula" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/casa_madrePaula-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Casa da Madre Paula - Odivelas</p></div>
<p style="text-align: justify;">O meu objectivo não é o mesmo. É talvez menos nobre, mas com relativo interesse para nós, porque se destinou a uma pessoa que aqui viveu desde a sua adolescência e aqui está sepultada – Madre Paula. E depois deste parêntesis, continuemos a acompanhar a articulista:</p>
<p>“É notável a qualidade deste trabalho de Crispin, que inclui diferentes técnicas, incluindo trabalho cravado, gravado e fundido.</p>
<p>Sabemos que a encomenda desta tina foi feita em Londres pelo embaixador português, ao tempo António Galvão de Castelo Branco, (enviado extraordinário de 1721-1730).</p>
<p style="text-align: justify;">A peça foi ensaiada em Julho do mesmo ano como noticia o Welkey Jornal: “Na passada 3.ª feira foi feito na câmara dos ourives um ensaio com uma curiosa “banheira” de prata, a qual pesava cerca de 6030 onças, dizendo-se que havia sido feita para o Rei de Portugal.”</p>
<p>Calculem que a peça era de uma tal beleza e valor, que foi mostrada ao próprio Rei de Inglaterra, segundo a mesma fonte:</p>
<p style="text-align: justify;">“Em 15 de Agosto, a mesma fonte afirmava que a mesma bacia tinha sido mostrada ao Rei Jorge I no palácio de Kensington: “há alguns dias o Senhor Crispin, ourives nesta cidade de Londres, trouxe a bela bacia de prata (feita para o Rei de Portugal), a sua Majestade em Kensington, a qual dificilmente poderá ser imitada em toda a Europa”.</p>
<p>A bacia fora vista por um jovem viajante, César de Saussure, que era amigo da família de Crispin. (…)</p>
<p>A descrição do objecto tão ricamente ornamentado, feita por De Saussure aparece nas suas cartas de Lisboa, publicadas em 1909.”</p>
<p>Vou abandonar a descrição que vem na revista e optar por transcrever esta de 1909, uma vez que está traduzida em português:</p>
<p>“O Rei é tido por pessoa espirituosa e de engenho (…). Ama excessivamente a magnificência e a ostentação (…).</p>
<p>Em Londres vi eu uma peça de sua encomenda, que bem lhe revela a bossa para a magnificência. Era uma banheira de prata maciça, de que passo a fazer a descrição e mencionar as dimensões que me foram dadas pelos irmãos Crispin, ourives que a executaram.</p>
<p style="text-align: justify;">A parte de dentro mede seis pés de comprido por quatro de largura, à cabeceira. A largura vai diminuindo até aos pés, onde apenas tem dois e meio. Sustentam-na três delfins, cujas caudas se recurvam pelo corpo da banheira, que tem as suas paredes exteriores cobertas de baixos-relevos. Um deles representa os banhos de Diana e Actéon e o outro Perseu e Andrómeda. Na parte mais larga da banheira eleva-se Neptuno empunhando o tridente. Em oposição aos três delfins que lhe servem de pés, surgem de dentro da banheira três sereias que se debruçam sobre o rebordo. Todo o resto da superfície está recoberto de ornatos e cinzelagens.</p>
<p>Esta peça admirável pela delicadeza, pelo bom gosto e pela perfeição da obra, é dourada por dentro e por fora (…)</p>
<p>Logo que a obra se concluiu, os principais senhores e damas da corte de Londres foram em multidão à oficina do ourives para a admirar.</p>
<p>Quando o ministro fez a encomenda ajustou-a a um guinéu por onça, peso e feitio, preço comparativamente alto, mas de acordo com o objecto decorado desta maneira.”</p>
<p>Considerando que o peso era de 6030 onças, Crispin recebeu 6030 guinéus.</p>
<p>Solicito a colaboração dos leitores, no sentido de virmos a saber o peso e o preço desta peça de ourivesaria, destinada à Madre Paula.</p>
<p>Há um autor que nos dá o peso desta jóia em marcos e refere 900 marcos de peso. Corresponderá às 6030 onças?</p>
<p>Agradecemos todas as ajudas que nos possam enviar.</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
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		<title>Para que não se apague a memória &#8211; Acerca do 1.º projecto do Hospital de Loures</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 22:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Hospital]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito da construção do hospital de Loures, temos trazido ao conhecimento público factos pouco conhecidos e que, a meu ver, devem ser do conhecimento geral, porque é com as nossas memórias que estruturamos a nossa identidade. Vou apresentar tal como o encontrei, um documento que é uma lista dos equipamentos que a Alemanha tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital-loures-lista.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6180" title="hospital-loures-lista" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital-loures-lista.jpg" alt="" width="350" height="258" /></a>A propósito da construção do hospital de Loures, temos trazido ao conhecimento público factos pouco conhecidos e que, a meu ver, devem ser do conhecimento geral, porque é com as nossas memórias que estruturamos a nossa identidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou apresentar tal como o encontrei, um documento que é uma lista dos equipamentos que a Alemanha tinha de entregar, como indemnização de guerra, ao concelho de Loures, para os serviços de saúde, os quais foram negociados com a Comissão Internacional, pelo Senhor Augusto Dias da Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Loures.</p>
<p>                                                      “PELAS REPARAÇÕES”</p>
<p>     &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; O que o concelho de Loures vem a receber&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>  O material cujos detalhes começamos neste número a descriminar (…), tem aprovada a entrega por todas as entidades respectivas, incluindo o governo alemão (…) </strong></p>
<p><strong>                                                </strong><strong>Serviço de Saúde</strong></p>
<p>Um hospital para 240 camas e todos os acessórios.</p>
<p>O edifício terá as dimensões e disposição necessárias para que as salas e outros compartimentos permitam o alojamento de 240 camas e do material sanitário especificado em seguida:</p>
<p>                                                                  I</p>
<p>240 camas</p>
<p>3 camas para partos</p>
<p>240 mesas de cabeceira, pé de ferro angular</p>
<p>5 pares de aparelhos para transportar as camas</p>
<p>50 mesas para doentes “Favorita”</p>
<p>20 cadeiras</p>
<p>20 cortinas para camas a três panos</p>
<p>5 carros macas desmontáveis n.º282</p>
<p>                                                                        II</p>
<p>4 carros macas desmontáveis</p>
<p>2 lavabos</p>
<p>2 mesas de curativo e de operações</p>
<p>2 porta frascos</p>
<p>2 cadeiras</p>
<p>2 cadeiras combinadas n.º204 e n.º232, com os pés de ferro angular</p>
<p>2 vitrines n.º283</p>
<p>                                                           III e IV</p>
<p>2 mesa de curativo e de operações n.º284</p>
<p>2 lavabos</p>
<p>2 porta frascos n.º204</p>
<p>2 cadeiras n.º204</p>
<p>2 mesas combinadas n.º232</p>
<p>1 mesa de operação sistema llaho, sem acessórios</p>
<p>                                                               <strong>ACESSÓRIOS</strong></p>
<p>2 pares de porta-pernas do Dr. Goepel</p>
<p>1 par de peias para as pernas</p>
<p>1 par de peias para os braços</p>
<p>4 tamboretes com cadeira de madeira</p>
<p>2 tamboretes n.º200</p>
<p>2 mesas para instrumentos, n.º200</p>
<p>2 mesas para instrumentos n.º218</p>
<p>2 mesas para instrumentos n.º224</p>
<p>2 mesas combinadas</p>
<p>2 lavabos n.º277</p>
<p>2 suportes para caixas de curativo</p>
<p>2 aparelhos de irrigação n.º269</p>
<p>2 baldes para ligaduras, com pedal para abrir e fechar</p>
<p>2 lavabos n.º318</p>
<p>2 suportes para caixas de curativo, sem caixas</p>
<p>                                                                    V</p>
<p>2 camas para partos, com colchão</p>
<p>2 baldes para ligaduras, com pedal para abrir e fechar</p>
<p>2 lavabos n.º277</p>
<p>2 porta-frascos</p>
<p>2 aparelhos de irrigação</p>
<p>2 tamboretes com cadeira de madeira</p>
<p>2 cadeiras n.º204</p>
<p>                                                                               VI</p>
<p>1 mesa de operações de sistema Acme, novo modelo, sem estofo nos porta-pernas</p>
<p>2 lavabos n.º277</p>
<p>2 mesas para instrumentos</p>
<p>2 porta-frascos</p>
<p>2 baldes para ligaduras, com pedal para abrir e fechar</p>
<p>                                                                         VII</p>
<p>      1 mesa para operações e exame sistema “Sims Imperator”</p>
<p>2 lavabos</p>
<p>2 aparelhos de irrigação ou</p>
<p>2 dos mesmos mas n.º268</p>
<p>2 tamboretes com cadeira de madeira</p>
<p>2 cadeiras n.º204                     </p>
<p>                                                                       VIII</p>
<p>1 mesa de operação e de exame sistema “Sims Imperador”</p>
<p>2 lavabos n.º273</p>
<p>2 aparelhos de irrigação</p>
<p>2 tamboretes com cadeira de madeira</p>
<p>2 vitrines</p>
<p>                                                                      IX</p>
<p>1 mesa de operações e de exame sistema “Sims Imperador”</p>
<p>2 aparelhos de irrigação</p>
<p>2 tamboretes com cadeira de madeira</p>
<p>4 cadeiras n.º204</p>
<p>2 vitrines com 4 mesas em vidro bruto, de 750x500x300m.m.</p>
<p>                                                              X</p>
<p> 20 tamboretes com cadeira em madeira</p>
<p>40 cadeiras n.º204</p>
<p>10 regras para medidas, n.º418</p>
<p>Os planos definitivos do hospital serão estabelecidos de acordo com a Câmara Municipal de Loures e em conformidade com o local disponível.</p>
<p>As fundações ficarão a cargo da Câmara Municipal de Loures, à qual o fornecedor dará gratuitamente os planos necessários.”</p>
<p>Este documento enumera todos os materiais destinados ao serviço de saúde.</p>
<p>Mas a Alemanha tinha de entregar ainda materiais de viação para um caminho-de-ferro e também para a implementação de uma moagem moderna, que substituísse as técnicas das azenhas e dos moinhos, no concelho de Loures.</p>
<p>Para um melhor conhecimento sobre as indemnizações de guerra, poderão consultar um vídeo com uma entrevista onde expliquei esse assunto e que tem o título “Os  90 anos do hospital de Loures”.<a href="http://odivelas.com/2010/02/12/90-anos-de-historia-do-hospital-odivelas-%e2%80%93-loures/">http://odivelas.com/2010/02/12/90-anos-de-historia-do-hospital-odivelas-%e2%80%93-loures/</a></p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
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		<title>Odivelas &#8211; O Castro da Serra da Amoreira em debate [Vídeo]</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 09:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J Paiva Setubal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Castro da Amoreira]]></category>
		<category><![CDATA[Regional]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[O odivelas.com  reuniu uma equipa de especialistas e foi ao Castro da Serra da Amoreira conversar sobre a situação em que se encontra este monumento histórico. Dois historiadores/investigadores (Máxima Vaz e Vitor Adrião), um politólogo especialista em direito administrativo (Oliveira Dias) e um autarca (Francisco Bartolomeu) reuniram-se no alto da serra e durante 1 hora discorreram sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6027" href="http://odivelas.com/?attachment_id=6027"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6041" href="http://odivelas.com/?attachment_id=6041"></a></p>
<div id="attachment_6042" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6042" href="http://odivelas.com/2010/07/21/odivelas-o-castro-da-serra-da-amoreira-em-debate/samoreiradiscussao7b-2/"><img class="size-full wp-image-6042" title="SAmoreiraDiscussao(7)B" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/SAmoreiraDiscussao7B1.jpg" alt="" width="294" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">O Parque das Merendas foi o ponto de encontro. Máxima Vaz, Francisco Bartolomeu, Oliveira Dias e Vitor Adrião com António Tavares. </p></div>
<p>O odivelas.com  reuniu uma equipa de especialistas e foi ao Castro da Serra da Amoreira conversar sobre a situação em que se encontra este monumento histórico.</p>
<p>Dois historiadores/investigadores (Máxima Vaz e Vitor Adrião), um politólogo especialista em direito administrativo (Oliveira Dias) e um autarca (Francisco Bartolomeu) reuniram-se no alto da serra e durante 1 hora discorreram sobre a situação existente, sobre o que é necessário ser feito e o valor histórico/económico do local.</p>
<p>Do trabalho efetuado aqui fica um testemunho para utilização pública.</p>
<p>Trata-se de uma situação que, embora conhecida, tem merecido poucas conclusões correndo-se o risco sério de, à semelhança de outro casos conhecidos, se perder um valor histórico de grande significado, delapidado a favor de interesses privados.</p>
<p>A ganância e a ignorância são más conselheiras.</p>
<p>Quando se trata de cegueira voluntária escondida atrás da ignorância ainda pior.</p>
<p>Não é um caso novo, mas é um caso importante e entendemos chegada altura de o estudar com profundidade.</p>
<p>Foi o que fizemos e disso damos testemunho.</p>
<p>Pelo menos desconhecimento não haverá.</p>
<p>Hoje, 21/julho, pelas 22 horas, a OdivelasTV em <a href="http://www.odivelastv.pt">www.odivelastv.pt</a> transmitirá integralmente o resultado deste encontro em mais um dos seus programas &#8221;Interseções&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Adelaide Cabete – Médica, Republicana e Sufragista</title>
		<link>http://odivelas.com/2010/07/19/adelaide-cabete-%e2%80%93-medica-republicana-e-sufragista/</link>
		<comments>http://odivelas.com/2010/07/19/adelaide-cabete-%e2%80%93-medica-republicana-e-sufragista/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 16:32:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Adelaide Cabete]]></category>
		<category><![CDATA[Máxima Vaz]]></category>
		<category><![CDATA[Republica]]></category>

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		<description><![CDATA[Adelaide de Jesus Damas Brasão Cabete nasceu em Elvas a 25 de Janeiro de 1867. Oriunda de uma família modesta de trabalhadores rurais, cedo conheceu o trabalho a que se dedicava a sua mãe – a indústria caseira da secagem de ameixas, bem como os trabalhos domésticos e alguns agrícolas, tradicionalmente executados pelas mulheres. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/adelaide_cabete.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6008" title="adelaide_cabete" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/adelaide_cabete.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a>Adelaide de Jesus Damas Brasão Cabete nasceu em Elvas a 25 de Janeiro de 1867. Oriunda de uma família modesta de trabalhadores rurais, cedo conheceu o trabalho a que se dedicava a sua mãe – a indústria caseira da secagem de ameixas, bem como os trabalhos domésticos e alguns agrícolas, tradicionalmente executados pelas mulheres.</p>
<p>Com 18 anos de idade casou com Manuel Ramos Fernandes Cabete, sargento do exército.</p>
<p>A jovem Adelaide era analfabeta e foi o seu marido que a incentivou a instruir-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Iniciou a escolaridade com 20 anos e em 1889 fez exame de instrução primária, perto de completar 23 anos. Em 1894, com 27 anos, terminou o curso dos liceus com distinção e logo no ano seguinte realizou os exames para entrar na Escola Politécnica.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1896 ingressou na Escola Médico-Cirúrgica e em 1900, com 33 anos de idade, terminou a licenciatura em Medicina, com a apresentação da tese “A protecção às mulheres grávidas como meio de promover o desenvolvimento físico das novas gerações”.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua actuação como médica, nunca abandonou este campo, quer na divulgação dos cuidados materno-infantis e no esforço para melhorar as condições de vida das mulheres e das crianças, quer na defesa de um plano de cuidados básicos de saúde e na forte e persistente luta contra o alcoolismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Publicou obras sobre puericultura e higiene feminina e cuidados a ter e normas a observar na higiene doméstica. Defendeu e praticou a protecção à mulher pobre, sem marginalizar as prostitutas a cujos problemas foi sempre sensível e mereceu-lhe sempre grandes cuidados a educação das crianças; combateu incansavelmente a propagação das doenças infecto-contagiosas.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi, durante 17 anos, professora de Higiene e Puericultura no Instituto Feminino de Odivelas, que tinha o nome “Instituto F. Educação e Trabalho”, adoptado durante a 1.ª República, sendo director o Tenente-coronel Frederico Ferreira Simas, republicano de grande prestígio, notável pedagogo, fundador da Associação das Antigas Alunas, a mais antiga associação feminina existente em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Universidade Popular Portuguesa, instituição criada na 1.ª República, Adelaide Cabete dirigiu um curso sobre higiene e puericultura, destinado às mães, tendo em vista dotá-las de conhecimentos para um saudável desenvolvimento das crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Reclamou sempre o ensino da puericultura e da higiene nas escolas e reivindicou insistentemente a construção de uma maternidade, vindo a construir-se, em resultado dessa sua acção, a Maternidade Alfredo da Costa.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi presidente e principal organizadora do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e o trabalho aí desenvolvido tinha como objectivos melhorar a situação legal da mulher na sociedade e na família, a erradicação da prostituição, a melhoria da saúde pública, a criação de gabinetes de consulta para profissões, educação e protecção a emigrantes, sobretudo mulheres e crianças, protecção das crianças contra os maus tratos, trabalhos pesados e abusos sexuais, o tratamento da saúde da mulher e da jovem grávida.</p>
<p style="text-align: justify;">No campo político foi grande activista da causa republicana e defensora dos direitos das mulheres. Esteve presente, em representação das mulheres portuguesas em vários congressos internacionais – em Maio de 1913, no Congresso de Gant, em Maio de 1923 no Congresso Feminista de Roma, em 1925 no Congresso de Washington.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1924 foi a responsável pela organização de um congresso no nosso país, cargo que desempenhou com grande competência, eficácia e sentido prático.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano social interessou-se ainda e lutou pelo abolicionismo, pelos presos, deportados e emigrados políticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1929, desgostosa com o caminho que Portugal seguia, partiu para Angola, onde retomou o trabalho realizado até ali, sempre em prol dos que mais precisavam dos seus serviços e onde se empenhou na defesa dos direitos dos indígenas e de outras causas justas, sem esquecer a criação de maternidades e de instituições para crianças.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos afirmar, sem exagero, que não houve injustiça a que fosse indiferente, nem causa justa que não a encontrasse pronta para a acção.</p>
<p style="text-align: justify;">Adelaide Cabete merece todo o nosso reconhecimento e pesa-me que não se lhe preste a homenagem a que tem direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Como nada mais posso fazer, aqui deixo o meu testemunho sobre uma MULHER que muito honrou e dignificou a mulher, que muito deu aos seus concidadãos, que tudo o que teve foi conquistado pelo seu esforço, porque nada lhe foi dado. Na verdade, a natureza foi generosa com ela – dotou-a de uma enorme inteligência e de um grande coração.</p>
<p> Não será tempo de honrarmos dignamente uma tão grande compatriota?</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
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