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	<title>Odivelas.com - OdivelasTV &#187; Sr. Roubado</title>
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		<title>Sr. Roubado &#8211; Painel de Azulejos</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 23:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Sr. Roubado]]></category>
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		<description><![CDATA[Do lado ocidental do Monumento ao Senhor Roubado, eleva-se um paredão tendo ao longo da parte superior um beiral de telha. a meio da parede há uma porta fingida, ou simulada e que é típica do simbolismo religioso como designativa do Portal do Céu, pelo que dois anjos a guardam, um em cada lado. No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-197" href="http://odivelas.com/2010/01/14/sr-roubado-painel-de-azulejos/sr_roubado_azulejo/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azulejo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-197" title="sr_roubado_azulejo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azulejo.jpg" alt="" width="216" height="162" /></a>Do lado ocidental do Monumento ao Senhor Roubado, eleva-se um paredão tendo ao longo da parte superior um beiral de telha. a meio da parede há uma porta fingida, ou simulada e que é típica do simbolismo religioso como designativa do Portal do Céu, pelo que dois anjos a guardam, um em cada lado. No cimo desta parte, está gravada a inscrição:</p>
<p style="text-align: justify;">Louvado seja o Santíssimo Sacramento e a trindade da terra- Jesus-Maria-José. Feita pelas almas, Padre nosso, Avé-Maria.</p>
<p>E, no enxaimel:<br />
Esta foi feita com esmolas dos fiéis. 1744</p>
<p>De cada lado da porta perfilam 12 painéis de azulejo não assinados, no entanto julga-se serem datados de 1744 ou reinado de D. João V pela técnica empregue.</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-198" href="http://odivelas.com/2010/01/14/sr-roubado-painel-de-azulejos/sr_roubado_azuleijo1/"></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azuleijo1.jpg"><img class="size-full wp-image-198 alignright" title="sr_roubado_azuleijo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azuleijo1.jpg" alt="" width="285" height="162" /></a>1º Painel<br />
António Ferreira estava a jogar e, vendo passar o Sacristão da freguesia de Odivelas, decidiu segui-lo. Meteu-se na igreja, onde ficou oculto, sem ser notado pelo Sacristão.</p>
<p>2º Painel<br />
A seguir despiu as imagens dos santos, arrombou a porta do Sacrário e furtou os vasos sagrados. Nesse instante, talvez por temor, desmaiou.</p>
<p>3º Painel<br />
Sentindo gente aproximar-se, enrolou as vestimentas das imagens e dirigiu-se a Lisboa, pelo caminho do sítio dos Caniços, onde, numa vinha, enterrou os vasos roubados.</p>
<p>4º Painel<br />
Continuando para Lisboa, foi a casa de uma mulher velha, onde, numa arca, escondeu os paramentos dos santos.</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-208" href="http://odivelas.com/2010/01/14/sr-roubado-painel-de-azulejos/sr_roubado_azuleijo2/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azuleijo2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-208" title="sr_roubado_azuleijo2" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado_azuleijo2.jpg" alt="" width="324" height="162" /></a>5º Painel<br />
sabedor do caso, el-rei D. Pedro II mandou efectuar a devassa ao furto de Odivelas. Entre os ouvidos conta-se António Ferreira. Não se dá por autor,e  chega a afirmar que à pessoa que tal acto consumou deveriam ser cortadas as mãos</p>
<p style="text-align: justify;">6º Painel<br />
Entretanto, o mesmo António Ferreira é apanhado a pilhar galinhas na cerca do Convento de S. Dinis, às freiras. Apanhado em flagrante, viu-se que trazia ao peito uma cruz que pertencia aos vasos roubados.</p>
<p>7º Painel<br />
Detido, vem a confessar o roubo das vestimentas e revela onde as tinha escondido.</p>
<p>8ºPainel<br />
Confessa, por fim, que tinha sido o autor do roubo dos vasos, e informa do local onde os escondera.</p>
<p>9º Painel<br />
Vem o Pároco de Odivelas, com o Paiol, e muito povo, e leva o Santíssimo para o Paroquial.</p>
<p>10º Painel<br />
O réu é conduzido a Lisboa, onde lhe é dada a sentença do corte das mãos. A sentença foi proferida em Alfama, pois do azulejo consta a Casa dos Bicos</p>
<p>11º Painel<br />
É levado ao suplicio do corte das mãos.</p>
<p>12º Painel<br />
Condenado, como herege, ao garrote e à fogueira</p>
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		<title>Sr. Roubado &#8211; Recinto do Monumento</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 23:33:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220; O recinto do monumento, em forma de trapézio isósceles, tem de superfície cerca de 10 metros de cumprimento por 8 de largura, (&#8230;). O pavimento, rebaixado em relação ao nível do terreno exterior, encontra-se calcetado. Dos lados confinando com estradas, defendem-no muros pouco elevados em todo o comprimento, sobre os quais  assenta um gradeamento de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-180" href="http://odivelas.com/?attachment_id=180"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-183" href="http://odivelas.com/?attachment_id=183"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-188" href="http://odivelas.com/?attachment_id=188"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-193" href="http://odivelas.com/2010/01/14/sr-roubado-recinto-do-monumento/sr_roubado2/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-193" title="sr_roubado2" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado2.jpg" alt="" width="216" height="162" /></a>&#8220; O recinto do monumento, em forma de trapézio isósceles, tem de superfície cerca de 10 metros de cumprimento por 8 de largura, (&#8230;). O pavimento, rebaixado em relação ao nível do terreno exterior, encontra-se calcetado. Dos lados confinando com estradas, defendem-no muros pouco elevados em todo o comprimento, sobre os quais  assenta um gradeamento de ferro. A entrada faz-se pelo lado oriental e é vedada por cancela do mesmo estilo. Dois pilaretes servem de apoio ao gradeamento frontal por onde se desce alguns degraus dando ingresso ao recinto da elevação do padrão evocador de um feito sacrílego.&#8221;</p>
<p>In &#8220;Ode a Loures (Monografia Histórica) por Vitor Manuel Adrião -1993</p>
<h3><span style="color: #1d6d90;">O Monumento</span></h3>
<p>&#8220;O padrão é uma mistura de altar com oratório, constituído por um alpendre assente em quatro colunas toscanas e fechado por parede na parte posterior. Estas colunas repousam em pedestais, sendo o ábaco decorado com óvanos e no ângulo uma roseta. O entablamento é característico do dórico latino, em que foi projectado o dossel, arqueado frontal e lateralmente, apresentando uma cercadura rendilhada a modo de franja. Uma concha desenha-se ao centro do friso do lintel, bem ao gosto joanino.<br />
No cimício erguem-se quatros urnas ou fogaréus flamejantes (joaninos) e tendo no bojo esculpida, como ornato uma corrente em ziguezague serpenteante passada através de argolas, assinalado a telúrica Cadeia Protectora. Sobre uma plataforma quadrangular suportando o Senhor Crucificado dentro dum relicário de vidro, ainda hoje motivo de intensa devoção local. três bustos de anjos prestam guarda de honra ao Senhor, um em cada face da coluna, rodeando a parte inferior e formando uma cercadura unida pelas pontas das asas. Na face da frente da coluna, entre os anjos e o Crucifixo, está esculpindo um cibório e ao alto interior do dossel a pomba do Espírito Santo.<br />
No topo, ao centro, uma estátua de mulher em pé, sobre peanha, segurando na sinistra um cálice e na dextra uma rosa.Trajada ao modo setecentista, à &#8220;civil&#8221; e não &#8220;liturgicamente&#8221;, tendo a atadura de Mestre- Canteiro(&#8230;)<br />
No recinto existe ainda um púlpito, conferindo-lhe a feição de lugar consagrado ao culro divino, por se destinar ao Sacerdote, no desempenho de suas funções de Orador Sagrado, nas cerimónias litúrgicas.</p>
<p>(foto7)Do lado ocidental, eleva-se um paredão tendo ao longo da parte superior um beiral de telha. a meio da parede há uma porta fingida, ou simulada e que é típica do simbolismo religioso como designativa do Portal do Céu, pelo que dois anjos a guardam, um em cada lado. No tímpono desta parta, está gravada a inscrição:</p>
<p>Louvado seja o Santíssimo Sacramento e a trindade da terra- Jesus-Maria-José. Feita pelas almas, Padre nosso, Avé-Maria.</p>
<p>E, no enxaimel:<br />
Esta foi feita com esmolas dos fiéis. 1744</p>
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		<title>Sr. Roubado &#8211; História</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 23:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre os movimento continuo do trânsito e os altos prédios de cimento ergue-se no final da Calçada da Carriche um pequeno altar ao ar livre de extrema leveza e delicadeza, de finas colunas que sustentam um tecto que abriga o altar ao Menino Jesus Roubado da Igreja matriz de Odivelas em 1671.
António Ferreira, um trabalhado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-172" href="http://odivelas.com/2010/01/14/sr-roubado-historia/sr_roubado/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-172" title="sr_roubado" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/sr_roubado.jpg" alt="" width="216" height="162" /></a>Entre os movimento continuo do trânsito e os altos prédios de cimento ergue-se no final da Calçada da Carriche um pequeno altar ao ar livre de extrema leveza e delicadeza, de finas colunas que sustentam um tecto que abriga o altar ao Menino Jesus Roubado da Igreja matriz de Odivelas em 1671.</p>
<p>António Ferreira, um trabalhado rural entrou na igreja na noite de 10 para 11 de Maio de 1671, após ter bebido e folgado, e ali resolveu roubar as vestes das imagens que a igreja albergava assim como outros objectos de valor sagrado.</p>
<p>O produto do furto, António Ferreira enterrou num mata de caniços onde viria a erguer-se o monumento ao Senhor Roubado.</p>
<p>Numa época de fervor religioso e climas de anti-semitismo tal acto foi tratado com real importância.</p>
<p>O roubo chegou ao conhecimento da rainha D. Luísa de Gusmão,mulher de D. João IV então regente do rei, que ordenou que missivas fossem mandadas a todo o reino noticiando o facto. Fizeram-se ouvir palavras de revolta da população contra tal acto blasfemo, e logo foram organizadas flagelações, missas, mortificações e penitências para que o autor fosse encontrado e o acto não fosse punível por Deus com o envio de alguma catástrofe.</p>
<p>Foi feita a investigação e levantamento dos factos pela justiça e no dia 12 por ordem do regedor das justiças foram efectuadas buscas minuciosas na zona e interrogatórios á população que habitava mais próximo do local.</p>
<p>Ora, por queixa de um criada do convento, de um pilha galinhas que ali se deslocava todas as noites para roubar criação, a justiça foi chamada e revistaram o rapaz tendo encontrado nos seus bolsos, entre outros objectos, uma cruz que rematava o vaso dourado do Santíssimo.</p>
<p>O rapaz foi levado a Lisboa onde confessou a sua culpa no roubo da igreja. No dia 23 de Novembro 1671 foi sentenciado. Arrastado pelas ruas de Lisboa até à praça do Rossio onde lhe foram decepadas ambas as mãos e queimadas à sua frente, o rapaz morreu por garroteamento, e o corpo foi queimado.</p>
<h3><span style="color: #3079a5;"><span style="text-decoration: underline;">O Monumento</span></span></h3>
<p>O acontecimento foi caindo no esquecimento, no entanto no local onde António Ferreira escondera o produto do furto fora colocada uma cruz de madeira, onde mais tarde será erguido o Senhor Roubado, tendo o próprio monumento nele uma inscrição explicativa da sua origem:</p>
<p>&#8220;Aqui ocultou a ingratidão<br />
Do maior roubo a insolência<br />
Mas levou a clemência<br />
A memória do perdão.</p>
<p>Este piedoso padrão<br />
Com eterna dor se leia<br />
Aqui um atroz ladrão<br />
Às duas da noite e meia<br />
Os céus enterrou no chão.</p>
<p>Caso de Odivelas &#8211; Ano de 1671</p>
<p>Este padrão dez-se no ano de 1744&#8243;</p>
<p>Em 1744 passou pelo local o irmão Paulo dos Santos, pedreiro, pertencente à congregação dos Descalços de S. Paulo Ermitão, que ao inteirar-se do acontecimento decidiu erguer ali um padrão. Tendo feito diligências junto do dono do terreno (Luís Paulo da Silva e Azevedo) consegui que as obras fossem feitas, sendo os  trabalhos iniciados no dia 14 de Maio de 1744.No entanto o monumento tinha como projecto final um basílica que nunca viria a ser construída.</p>
<p>Sobre este facto pode ler-se no pilar direito do  monumento, a inscrição:</p>
<p>&#8220;Para se levantar este santíssimo padrão do Senhor Roubado, no ano de 1744 deu licença Luís Paulino da Silva e Azevedo, senhor da terra entre as duas estradas&#8221;.</p>
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