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	<title>odivelas.com &#187; Topo</title>
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		<title>Republicanas Notáveis &#8211; Carolina Beatriz Ângelo</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 12:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[Máxima Vaz]]></category>

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		<description><![CDATA[Nasceu na Guarda – freguesia de S. Vicente – às 19h de 16 de Abril de 1878 Faleceu em Lisboa – 3 /10/1911 Era filha de Viriato António Ângelo e de Emília Clementina de Castro Barreto, nascidos e criados na cidade da Guarda, pelo que podemos afirmar que as raízes de Carolina Beatriz Ângelo se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11816" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo1.jpg"><img class="size-full wp-image-11816" title="carolina-betraiz-angelo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo1.jpg" alt="" width="294" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do catálogo da exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda</p></div>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-betraiz-angelo.jpg"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/carolina-beatriz-angelo.jpg"></a>Nasceu na Guarda – freguesia de S. Vicente – às 19h de 16 de Abril de 1878</p>
<p style="text-align: left;">Faleceu em Lisboa – 3 /10/1911</p>
<p style="text-align: justify;">Era filha de Viriato António Ângelo e de Emília Clementina de Castro Barreto, nascidos e criados na cidade da Guarda, pelo que podemos afirmar que as raízes de Carolina Beatriz Ângelo se localizam na cidade mais alta de Portugal (1056 metros de altitude), como os guardenses se orgulham de dizer. E, por sinal, no núcleo histórico da povoação, a que pertence a popular freguesia de S. Vicente, que preserva, com carinho, a casa do cronista Rui de Pina, à entrada da Porta da Erva, rasgada no lanço de muralha edificada por D. Dinis, uma das entradas na histórica freguesia de S. Vicente, onde, igualmente, nasceram seus pais. É também uma das entradas da conhecida judiaria e muito próximo fica a casa onde, segundo a tradição, habitava D. Sancho I, quando visitava a cidade à qual concedeu foral, a 26 de Novembro de 1199. Lamentando-se pelas ausências, a sua amada Ribeirinha, diria nessas ocasiões: “Ay muito me tarda, o meu amigo, na Guarda.” Os lugares de memória da infância e adolescência de Carolina Beatriz Ângelo, são no coração histórico da cidade que a viu nascer e crescer e não a esqueceu, como provou durante todo o ano de 2010, nas homenagens que lhe prestou.</p>
<p style="text-align: justify;">Com treze anos entrou no Liceu Nacional da Guarda e, terminados os estudos pré-universitários, veio para Lisboa, tendo-se matriculado na Escola Politécnica, que frequentou dois anos, passando seguidamente para a Escola Médico-Cirúrgica, durante cinco anos, onde concluiu a Licenciatura em Medicina no dia 9 de Janeiro de 1902.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mesmo ano, casou com o Dr. Januário Gonçalves Barreto Duarte, seu primo e colega de curso. Infelizmente foi curta a vida de ambos. Ele faleceu a 23 de Junho de 1910, deixando uma filha que completava 7 anos dali a três dias. Carolina não lhe sobreviveu muito, vindo a falecer passado um ano e três meses, com 33 anos de idade.</p>
<div id="attachment_11813" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/batriz-angelo1.jpg"><img class="size-full wp-image-11813" title="batriz-angelo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/batriz-angelo1.jpg" alt="" width="294" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Reprodução do catálogo da exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda</p></div>
<p style="text-align: justify;">O hospital de S. José era então o que nós hoje consideramos um hospital escolar e foi lá que ela “estagiou” e se iniciou na cirurgia.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi a 1.ª cirurgiã portuguesa. Operou no hospital de S. José. Trabalhou também no hospital de Rilhafoles, onde exercia psiquiatria o Dr. Miguel Bombarda. A República mudou depois o nome a este hospital, em homenagem a esse médico, conservando até hoje, o nome de Miguel Bombarda.</p>
<div class="mceTemp">A Dr.ª Carolina exercia também medicina no seu consultório na Rua Nova do Almada.</div>
<p style="text-align: justify;">Em 1906, com outras médicas, uma das quais era Adelaide Cabete, aderiu ao comité português de uma instituição francesa, “La Paix et le Dèsarmement par les Femmes”, tendo sido membro da direcção. O nome sugere os objectivos e dispensa explicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1907 foi iniciada na Maçonaria, na loja Humanidade e, com Adelaide Cabete, preparou as suas “irmãs”para prestarem serviços de enfermagem em situações revolucionárias.</p>
<p style="text-align: justify;">Com Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Maria Veleda, fez parte do grupo de mulheres que definiram o rumo ao feminismo em Portugal, integrando o Grupo Português de Estudos Feministas e a Associação de propaganda Feminista.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1908 fundaram a Liga Republicana de Mulheres Portuguesas, que tinha como objectivo primordial a conquista de direitos e deveres iguais para os dois sexos. O seu empenhamento como cidadã, levou-a ainda a colaborar na propaganda pela institucionalização do Registo Civil e pela publicação da lei do divórcio.</p>
<p style="text-align: justify;">O que distinguiu Carolina Beatriz Ângelo das outras companheiras, foi o facto de ter sido a 1.ª mulher a votar em Portugal e até no sul da Europa.</p>
<div class="mceTemp">Implantada a República, ia haver eleições para a Assembleia Constituinte. A lei eleitoral concedia voto a todos os chefes de família que soubessem ler e escrever. A Dr.ª Carolina era viúva, sustentava a sua casa com o seu trabalho de médica, sendo por estas razões chefe de família, pelo que pediu a inclusão do seu nome no recenseamento eleitoral, o que lhe foi recusado. Não aceitando a recusa, apresentou um recurso no Tribunal da Boa Hora. Numa decisão histórica, o Dr. João Baptista de Castro (pai de Ana de Castro Osório), juiz da 1.ª Vara Cível de Lisboa, deu provimento ao pedido e mandou incluí-la nos cadernos eleitorais. E no dia 28 de Maio de 1911, Carolina Beatriz Ângelo pode votar para a Assembleia Nacional Constituinte, o que foi um acontecimento com repercussões internacionais.</div>
<div id="attachment_11814" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/liga-portuguesa-republicana.jpg"><img class="size-full wp-image-11814" title="liga-portuguesa-republicana" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/liga-portuguesa-republicana.jpg" alt="" width="400" height="605" /></a><p class="wp-caption-text">5- Ana de Castro Osório, 8-Angelina Vidal, 14- Adelaide Cabette, 15-Carolina Beatriz Ângelo, 16- Maria do Carmo (Reprodução do catálogo da Exposição Carolina Beatriz Ângelo Cortesia do Museu da Guarda)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Esta primeira eleitora portuguesa teve atitudes e ideias pioneiras como foi o defender o serviço militar obrigatório para as mulheres, embora fosse de opinião que só deviam ocupar cargos administrativos, serviço de ambulâncias, enfermagem e cozinha.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do seu desaparecimento tão precoce, foi uma figura de destaque pelo seu trabalho nas organizações feministas do seu tempo e tem um lugar na História.</p>
<p style="text-align: justify;">A cidade da Guarda, no âmbito das comemorações da implantação de República, prestou-lhe uma honrosa homenagem, destacando-se uma exposição sobre ela, no Museu egitaniense e a publicação de um catálogo de grande qualidade gráfica, como pude constatar pelo exemplar que a sua Directora, Dr.ª Dulce Helena Pires Borges teve a generosidade de me oferecer, quando me convidou para a abertura da referida exposição, a quem apresento publicamente o meu agradecimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>__________________________________</em></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></em></p>
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		<title>AUGUSTO DIAS DA SILVA – Ministro do Trabalho na 1.º República</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 15:34:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversario da República]]></category>
		<category><![CDATA[Centenário da República]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Republicana]]></category>

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		<description><![CDATA[A História da 1.ª República não pode ser avaliada somente pelas medidas políticas, embora essas fossem as que mais marcaram a diferença entre o regime monárquico e o republicano. Não pode resumir-se ao conhecimento das grandes figuras do republicanismo e ao seu pensamento, às teorias e princípios que defendiam, aos seus actos e medidas preconizadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/augusto-dias-silva.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9032" title="augusto-dias-silva" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/augusto-dias-silva.jpg" alt="" width="350" height="285" /></a>A História da 1.ª República não pode ser avaliada somente pelas medidas políticas, embora essas fossem as que mais marcaram a diferença entre o regime monárquico e o republicano.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pode resumir-se ao conhecimento das grandes figuras do republicanismo e ao seu pensamento, às teorias e princípios que defendiam, aos seus actos e medidas preconizadas ou tomadas quando estiveram no poder.</p>
<p style="text-align: justify;">A história da 1.ª República é muito mais do que isso, embora isso já seja muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Há outras medidas também importantes e há outras figuras que, embora pouco conhecidas, são também os construtores da República.</p>
<div id="attachment_9066" class="wp-caption alignright" style="width: 188px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADS-marinha.jpg"><img class="size-medium wp-image-9066" title="ADS-marinha" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADS-marinha-178x300.jpg" alt="" width="178" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão de auxiliar (voluntário), de Defesa Marítima - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas para conhecermos esta vertente da história da República, é indispensável conhecer a vida de dificuldades e pobreza do povo anónimo, os movimentos operários e a sua relação com o poder, assim como a situação do Portugal económico. Sem estes aspectos, nunca compreenderemos por que não vingou a 1.ª República. Não tenho a pretensão de trazer ao conhecimento do leitor, toda a história deste período. Até porque o que ignoro é infinitamente mais do que aquilo que sei, mas quero alertá-lo para o grande interesse que essa face da República tem. As fontes são abundantes, os temas aliciantes, mas os investigadores são poucos. Não existe a carreira de investigador nesta área.</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero deixar passar o ano do centenário da implantação de Republica, sem destacar pelo menos um republicado nas memórias locais – Augusto Dias da Silva.</p>
<div class="mceTemp">Nasceu em Lisboa e foi proprietário no concelho de Loures, a que nós pertencíamos e a história de Loures, até 1998 é também a nossa história.</div>
<p style="text-align: justify;">Era um empresário com vida relativamente desafogada, mas optou por defender mais as causas dos operários do que as dos empresários. Herdou de seu pai uma fábrica onde, desde muito jovem, tomou contacto com a vida difícil dos trabalhadores. Terá sido essa a razão da sua opção, não deixando de considerar que, acima de tudo, se deve ao seu temperamento.</p>
<div id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"></a></dt>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"></dt>
</dl>
</div>
<p style="text-align: center;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"><img class="size-full wp-image-9050 aligncenter" title="operarios-fabrica-ferragens" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg" alt="" width="500" height="408" /></a></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_9050" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/operarios-fabrica-ferragens.jpg"></a><p class="wp-caption-text">Operários da Fábrica de Ferragens</p></div>
<dl></dl>
<dl></dl>
<div class="mceTemp">Apesar disso, o conhecido capitalista, Henrique Sommer teve uma sociedade com ele e foi seu grande amigo, amizade que se manteve mesmo quando a actividade partidária de Augusto Dias da Silva se desenvolvia numa área que era mais do interesse dos operários do que dos capitalistas.</div>
<div id="attachment_9034" class="wp-caption alignright" style="width: 168px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADsilva-club-naval.jpg"><img class="size-medium wp-image-9034" title="ADsilva-club-naval" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ADsilva-club-naval-166x300.jpg" alt="" width="158" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Teve valor político para desempenhar os cargos de Ministro do Trabalho, deputado, de Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures e de vereador da Câmara de Lisboa.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande desportista, praticou natação, remo, polo aquático, modalidades em que se distinguiu e arrebatou 1.ºs prémios; desempenhou, ainda, o cargo de Director do Sporting.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi jornalista e uma destacada figura do Partido Socialista, fundado a 10 de Janeiro de 1875 por Azedo Gneco, José Fontana, Antero de Quental e Nobre França, para falar apenas nos mais conhecidos daquele tempo. Político de nobres ideais, pôs em prática aquilo que defendia em teoria, levando isso ao extremo da generosidade e da solidariedade para com os que se encontravam desempregados.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto teve meios, não permitiu que passassem fome os que se abeiravam da sua casa pedindo ajuda. Mas, infelizmente, a sua generosidade era maior do que os rendimentos, o que chegou a causar-lhe sérias dificuldades e a colocar em risco os seus bens.</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval.jpg"></a></p>
<div id="attachment_9052" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-9052" title="club-naval" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/club-naval-150x112.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo do Club Naval. Sentados: 1.º à direita:Augusto D. da S. - Clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Foi um político seriamente empenhado em resolver os problemas sociais mais graves do seu tempo. As medidas que tomou, todas elas pioneiras, quando Ministro do Trabalho, são a prova do que afirmo e algumas delas ainda não foram ultrapassadas, das quais destaco as que me parecem de realçar:</p>
<p style="text-align: justify;">-         o horário de 8 horas de trabalho;</p>
<p style="text-align: justify;">-         os seguros sociais obrigatórios;</p>
<p style="text-align: justify;">-         subsídio na velhice, na invalidez e na doença;</p>
<p style="text-align: justify;">-         apoio económico às mulheres grávidas necessitadas;</p>
<p style="text-align: justify;">-         construção de bairros sociais.</p>
<div id="attachment_9037" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais.jpg"><img class="size-medium wp-image-9037 " title="bairros-sociais" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Bairro Social do Arco Cego - Plano geral e tipos de edifícios - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Estas são algumas das suas melhores iniciativas governamentais e tão inovadoras para a época, que há muito quem pense que são obras mais tardias. Estão neste caso os bairros sociais. Embora o seu projecto englobasse 7 bairros, ele conseguiu ver concretizado apenas o bairro do Arco do Cego, o qual era dotado de todos os equipamentos necessários aos residentes, desde posto médico e primeiros socorros, maternidade, infantário, escola, a casa da cultura com biblioteca, salão de festas e espectáculos, ginásio e espaços para actividades recreativas. Dispunha de cantina que, além de todos os bens de consumo, fornecia ainda refeições já preparadas. Estava também calculado o preço especial dos bilhetes dos transportes, para os locais de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A sua capacidade de concepção e realização ficou ainda grandemente comprovada quando foi Vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, tendo apresentado ao Governo um projecto de “Ressurgimento da Várzea”, que foi aprovado e recebeu os maiores elogios de alguns Ministros e até de deputados, apesar de, nem uns nem outros serem do seu partido.</p>
<p style="text-align: justify;">O plano desse projecto incluía as seguintes obras:</p>
<p style="text-align: justify;">-         Valorização do solo agrícola;</p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1.jpg"></a></p>
<div id="attachment_9057" class="wp-caption alignright" style="width: 206px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1.jpg"><img class="size-medium wp-image-9057" title="bairros-sociais1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/bairros-sociais1-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">lançamento da 1.ª pedra do bairro social do Arco do cego. Augusto D. da Silva é o terceiro a contar da direita. Em baixo, um aspecto da assistência à cerimónia. - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">-         Abertura de um canal que ligasse a foz do rio Trancão à Calçada de Carriche, com dimensões suficientes para a navegação de barcos que servissem para o transporte de pessoas e bens;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Construção de uma linha férrea de Lisboa à Ericeira, atravessando todo o Concelho de Loures, tendo, entres outras, estações em Odivelas e Caneças;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Fundação de uma escola pós-primária em cada freguesia do Concelho;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Construção de um hospital; chegou a estar aprovado o projecto:</p>
<p style="text-align: justify;">-         Criação de instituições de assistência;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Montagem de uma rede telefónica pública;</p>
<p style="text-align: justify;">-         Organização do serviço de incêndios.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez aprovado o projecto, lançou de imediato mãos à obra, começando pela abertura do canal e a valorização do solo que, antes de mais, era preciso enxugar, encaminhando as águas paradas nos terrenos pantanosos, para os leitos da bacia hidrográfica do rio Trancão.</p>
<div class="mceTemp">Este trabalho exigia avultados capitais, de que a Câmara não dispunha, e que só foi possível obter graças às diligências e aturada persistência de Augusto Dias da Silva, junto da Caixa Geral de Depósitos.</div>
<div id="attachment_9061" class="wp-caption alignright" style="width: 206px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/escola-asilo-cegos.jpg"><img class="size-medium wp-image-9061" title="escola-asilo-cegos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/escola-asilo-cegos-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">lançamento da 1.ªpedra de uma escola para cegos. Ao centro, Augusto D. da Silva a despedir-se de um membro do governo - clique na imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">A Alemanha tinha sido condenada ao pagamento de indemnizações, quando do fim da primeira Grande Guerra. Augusto Dias da Silva reclamou a parte que viria a ser atribuída ao Concelho de Loures.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi enviado a Paris para participar nas negociações e conseguiu que fossem atribuídas a Loures cerca de 500 mil libras, todo o material circulante para o caminho-de-ferro e o equipamento necessário para o funcionamento do hospital, além dos custos de construção do edifício.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o único município do País que exigiu as devidas indemnizações.</p>
<p style="text-align: justify;">Desassoreados os leitos e encaminhadas as águas, tornava-se imperioso avançar para um plano de rega, a partir de uma barragem a construir no Freixial.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo este magnífico projecto estava a avançar a bom ritmo, quando se deu o 28 de Maio de 1926 e, passados 2 anos, a morte o arrebatou sem piedade, aos 40 anos, na plenitude das suas capacidades, e ninguém, depois dele, se empenhou, com afinco, em o concluir. Verdade se diga que, também deixou de haver vontade política e mesmo condições para o continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o seu desaparecimento, conservaram-se os problemas e, a maior parte deles, até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, podemos dizer que o HOSPITAL está quase concluído!</p>
<p style="text-align: justify;">O caminho de ferro nunca mais se pensou nele.</p>
<p style="text-align: justify;">A abertura do canal não se terminou e as máquinas foram abandonadas à voragem do tempo e da ferrugem&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E o Concelho de Loures não chegou a ser o que poderia ter sido.</p>
<p style="text-align: justify;">Não quero deixar de falar do negócio das águas de Caneças.</p>
<div id="attachment_9039" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/agua-canecas.jpg"><img class="size-full wp-image-9039" title="agua-canecas" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/agua-canecas.jpg" alt="" width="500" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz publicitário das águas de Caneças - nota - o selo de garantia tinha gravado o monograma de A. D. S. ( isto é inédito. Foi um negócio tratado a nível de empresa, com empregados para limpeza e captação, armazenamento e distribuição ao domicílio, como se pode verificar no cartaz. Nunca ninguém tinha falado neste empresário das águas de Caneças, que vendeu mais água do que todos os outros juntos e usava outros meios).</p></div>
<div class="mceTemp">Observando o folheto, verificamos que comercializava, em grande escala, a água das Fontainhas e que este comércio é muito anterior à existência das fontes privadas. Destaco o pormenor da informação, que ia da garantia da boa qualidade, aos preços e à quantidade contida nas vasilhas, sem falar já no sentido de comércio que revela. Ficamos ainda a saber que tinha dois depósitos, um no Campo Grande e outro no Lumiar, donde partiam as camionetas para a distribuição ao domicílio, sem custos acrescidos. Este documento tão simples é de uma enorme valia para nós e foi para mim uma grande surpresa, como será, certamente, para a maioria dos leitores.</div>
<p style="text-align: justify;">Informaram-me os familiares que esse negócio foi continuado por dois dos seus filhos e que só terá terminado quando a água das Fontainhas deixou de ser água potável.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_9044" class="wp-caption aligncenter" style="width: 598px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/auto-cars.jpg"><img class="size-full wp-image-9044 " title="auto-cars" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/auto-cars.jpg" alt="" width="588" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Preços dos bilhetes das viagens - clique na imagem para zoom</p></div>
<div id="attachment_9041" class="wp-caption alignright" style="width: 204px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/autocarro-turismo.jpg"><img class="size-medium wp-image-9041" title="autocarro-turismo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/autocarro-turismo-194x300.jpg" alt="" width="194" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">1º Autocarro Turistico do País - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p style="text-align: justify;">Uma outra actividade comercial desenvolvida pelo Sr. Augusto Dias da Silva e que muito promoveu o concelho foram as viagens turísticas, em autocarro especialmente adquirido para esse fim. Caneças era um dos principais destinos, embora se realizassem para outros pontos da zona saloia – Montachique, Bucelas, Mafra, Ericeira, Santa Cruz, Praia das Maças, e ainda Cascais, Sintra, Colares, Boca do Inferno&#8230; e até Fátima, posteriormente.</p>
<p style="text-align: justify;">Consta que foi o primeiro autocarro turístico a circular em Portugal.    </p>
<p style="text-align: justify;">Augusto Dias da Silva foi um dos homens que na 1.ª república mais reformas sociais propôs. São da sua iniciativa as seguintes:</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 636 – organiza o seguro social obrigatório na doença;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 637 – Organiza o seguro social obrigatório nos desastres no trabalho;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 633 – Organiza o seguro social obrigatório contra a invalidez, na velhice e de sobrevivência;</p>
<p style="text-align: justify;">Decreto N.º 5 639 – organiza as bolsas sociais de trabalho;</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_9059" class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/assoc-foot-lx.jpg"><img class="size-medium wp-image-9059" title="assoc-foot-lx" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/assoc-foot-lx-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão de director do Sporting e Noticia referente ao seu falecimento - clique sobre a imagem para zoom</p></div>
<p>Decreto N.º 5 640 – Organiza o Instituto de Seguros Sociais Obrigatório e de Previdência Geral.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em meu entender, estão aqui as bases do que agora se designa por” estado social”, hoje em perigo de ruir, o que será um perigo, podendo lançar a sociedade em convulsões cujo fim desconhecemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece-me que basta esta legislação, de resultados sociais evidentes, para não ignorarmos as medidas de um ministro da República, que foi nosso autarca – Augusto Dias da Silva.</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<div>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></div>
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		<title>12º Aniversário do Concelho de Odivelas</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Dec 2010 21:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[12º Aniversário do Concelho]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[12º Aniversario Concelho]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito do dia 14 de Dezembro, dia em que o Município de Odivelas passou a ter existência legal, e assinalando assim o 12º aniversário, a OdivelasTV/odivelas.com levou a cabo uma serie de entrevistas com diversas personalidades que de uma forma directa estiveram envolvidas na criação do Município. Um conjunto de 6 entrevistas compõem este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/12aniversario343x256.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8923" title="12aniversario343x256" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/12aniversario343x256.jpg" alt="" width="343" height="256" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A propósito do dia 14 de Dezembro, dia em que o Município de Odivelas passou a ter existência legal, e assinalando assim o 12º aniversário, a OdivelasTV/odivelas.com levou a cabo uma serie de entrevistas com diversas personalidades que de uma forma directa estiveram envolvidas na criação do Município.</p>
<p style="text-align: justify;">Um conjunto de 6 entrevistas compõem este painel de personalidades que aceitaram o nosso desafio para registar em vídeo uma memória que é urgente preservar. São eles:</p>
<p>Demétrio Alves, Manuel Varges, Vitor Peixoto, Barão das Neves, Oliveira Dias e Jorge Mendes.</p>
<p>O nosso obrigado a todos.</p>
<p>_______________________________________________________</p>
<p>Os entrevistados desempenhavam à época diversos cargos que passamos a indicar:</p>
<p><strong>Demétrio Alves</strong> – Último Presidente da Câmara de Loures aquando da criação do Município de Odivelas.</p>
<p><strong>Manuel Varges</strong> – Presidente da Comissão Instaladora e primeiro Presidente da Câmara Municipal de Odivelas.</p>
<p><strong>Vitor Peixoto</strong> – Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas aquando da criação do Movimento Odivelas a Concelho.</p>
<p><strong>Barão das Neves</strong> – Dirigente do CDS local e membro do Movimento Odivelas a Concelho.</p>
<p><strong>Oliveira Dias</strong> – Presidente da Assembleia de Freguesia de Famões e membro do Movimento Odivelas a Concelho.</p>
<p><strong>Jorge Mendes</strong> – Membro do Movimento Odivelas a Concelho.</p>
<blockquote><p><a href="http://odivelas.com/category/programas/12%c2%ba-aniversario-do-concelho/"><strong>PARA VER TODOS OS VIDEO CLIQUE AQUI »</strong></a><strong> </strong></p></blockquote>
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		<title>A Revolução Republicana</title>
		<link>http://odivelas.com/2010/09/09/a-revolucao-republicana/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 00:22:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[5 Outubro]]></category>
		<category><![CDATA[Republica]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Republicana]]></category>

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		<description><![CDATA[Não falarei hoje dos ideais republicanos nem das medidas tomadas pelos governos republicanos, nem, como seria meu gosto, dos homens e mulheres que sonhavam com “Um Governo do povo, pelo povo e para o povo”. Hoje quero falar apenas do movimento revolucionário que conduziu à proclamação da República. Toda a acção assentava em três pilares [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/republica.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6531" title="republica" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/republica.jpg" alt="" width="294" height="221" /></a>Não falarei hoje dos ideais republicanos nem das medidas tomadas pelos governos republicanos, nem, como seria meu gosto, dos homens e mulheres que sonhavam com “Um Governo do povo, pelo povo e para o povo”.</p>
<p>Hoje quero falar apenas do movimento revolucionário que conduziu à proclamação da República.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a acção assentava em três pilares fundamentais: a Marinha, o Exército e os civis. Uns e outros estavam organizados e preparados para actuarem mediante as ordens dos chefes revolucionários.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos civis implicados na conjura tinham sido distribuídas armas e bombas, no dia 2 de Outubro. Na Marinha, a República tinha muitos adeptos. Era particularmente importante, a tripulação dos navios de guerra, pelo que se tornava indispensável a presença destes barcos no Tejo, quando o movimento rebentasse.</p>
<p>Aliás, estava combinado que o sinal do início da revolução seria uma salva de 31 tiros dada de um barco de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">Os acontecimentos precipitaram-se com a ida de um grupo de marinheiros à sede do Directório do Partido Republicano, na noite do dia 1 de Outubro, para informar os seus membros que iam ser dadas ordens para os barcos de guerra saírem do Tejo e que, por isso, era urgente o eclodir da revolução.</p>
<div id="attachment_6534" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/dir_part_republicano.jpg"><img class="size-full wp-image-6534" title="dir_part_republicano" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/dir_part_republicano.jpg" alt="" width="600" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">Directório do Partido Republicano</p></div>
<p style="text-align: justify;">Atitude semelhante tinham tido já alguns sargentos e cabos do Exército, apresentando ao Directório uma mensagem pedindo urgência na acção, porque os soldados que tinham acabado a instrução iam ser licenciados e, na sua maioria eram adeptos do republicanismo e estavam comprometidos com o movimento.</p>
<div id="attachment_6536" class="wp-caption alignleft" style="width: 169px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/alm_cand_reis.jpg"><img class="size-full wp-image-6536" title="alm_cand_reis" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/alm_cand_reis.jpg" alt="" width="159" height="244" /></a><p class="wp-caption-text">Almirante Cândido dos Reis</p></div>
<div id="attachment_6538" class="wp-caption alignright" style="width: 163px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/machado_santos.jpg"><img class="size-full wp-image-6538" title="machado_santos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/machado_santos.jpg" alt="" width="153" height="248" /></a><p class="wp-caption-text">Machado dos Santos</p></div>
<p style="text-align: justify;">No dia 2, reuniram-se os membros do “comité revolucionário” e tanto Cândido dos Reis como Machado Santos, figuras importantes do comité, insistiram para que se marcasse rapidamente o dia do início da revolta, propondo ambos o dia 4, à 1h da manhã.</p>
<p>Nesse mesmo dia 2, da parte da tarde, houve nova reunião e foi confirmado o dia 4 e a hora – 1 da manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 3, às vinte horas, os dirigentes voltaram a reunir-se, agora com a presença dos delegados das unidades militares comprometidas: Infantaria 16, Infantaria 5, Artilharia 1, Cavalaria 4, Lanceiros 2, a Marinha, a Guarda Fiscal e os chefes dos grupos de civis.</p>
<p>À meia noite já todos os responsáveis estavam nos lugares combinados e aguardavam o sinal – a salva de 31 tiros vinda de um barco de guerra ancorado no Tejo. Cada um estava consciente da sua missão e determinado a levá-la a cabo. Mas o imprevisível, o inexplicável veio contrariar o que estava combinado. A descarga dos 31 tiros não aconteceu e todas as dúvidas assaltaram os revolucionários e deitaram por terra o plano traçado previamente. Mas por que razão não foi dado o sinal?</p>
<p style="text-align: justify;">O Vice-Almirante Cândido dos Reis, comandante da marinha revoltada é que tinha sido escolhido para ordenar a salva no navio. Helder Ribeiro tinha o encargo de fazer a ligação das forças de terra e mar. Estava combinado encontrarem-se com outros oficiais da marinha no cais da Viscondessa, os quais deviam acompanhá-los a bordo, entre eles o capitão de fragata, Fontes Pereira de Melo e o 1.º tenente Carvalho Araújo. Os dois primeiros chegaram à hora marcada e já ali se encontravam todos aqueles que os iriam acompanhar ao barco de guerra. Estranhamente, os vapores da Parceria Lisbonense que os deviam transportar a bordo, tinham ainda as caldeiras apagadas. Demorou tempo até que a máquina do “Dinorah”, para a qual o almirante saltara, tivesse pressão suficiente para que o barco pudesse largar. Embarcaram entretanto os oficiais acompanhantes e quando se ia desamarrar o cabo para largar, chegou ao cais, em grande correria, Aragão e Melo, à paisana, dizendo que tudo estava perdido, que se trocaram as “senhas” e que a Infantaria 16 saíra para a rua a favor do governo e estava a atirar sobre o povo. O almirante, em desespero, mandou desembarcar os companheiros e autorizou-os a irem para casa.</p>
<div class="mceTemp">Viram-no ainda perto dos balneários de S. Paulo. Encontraram-no, de madrugada, morto, na Azinhaga das Freiras, em Arroios. É opinião generalizada, que se suicidou.</div>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o movimento, ignorando o sinal, eclodiu em terra à hora prevista, graças ao arrojo e determinação de Machado Santos que, temerariamente, iniciou e seguiu o plano traçado: à 1h menos 15m, saiu do Centro Republicano de Santa Isabel, acompanhado por um punhado de arrojados civis, e caminhou para o portão de armas do quartel de Infantaria 16, onde estava previsto encontrar-se com os militares à 1h da manhã do dia 4. Aqui, os soldados revolucionários formaram uma coluna e, com os civis, marcharam para Artilharia 1. Machado Santos, comissário naval, era o único com patente de oficial. Com os revoltosos deste quartel, formaram-se 2 colunas militares que se encaminharam para os quartéis que tinham declarado aderir, mas que faltaram ao compromisso, dadas as já referidas circunstâncias que trouxeram a descrença na vitória.</p>
<div id="attachment_6547" class="wp-caption alignright" style="width: 410px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda.jpg"><img class="size-full wp-image-6547 " title="rotunda" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda.jpg" alt="" width="400" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Militares de Civis na Rotunda </p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas  os que estavam  na rua não perderam a esperança e prosseguiram o caminho traçado, até à Rotunda, onde tomaram posições às 3h da madrugada do dia 4 de Outubro. Ao clarear da aurora, certificaram-se que havia forças fiéis ao governo no Rossio e no Largo de S. Domingos. Tinha havido tiroteio durante a noite, de que infelizmente resultaram alguns mortos. Aqui foram chegando notícias desanimadoras, uma das quais foi a morte de Cândido dos Reis e outra dizendo que o cruzador D. Carlos tinha içado a bandeira azul da Monarquia, o que era verdade. Houve desânimo na Rotunda! Os oficiais que entretanto se tinham juntado aos revoltosos ali barricados, reuniram com eles em conselho e tomaram a decisão que comunicaram aos presentes: considerando que era inútil a resistência e dado o pequeno número que ali se mantinha, resolveram abandonar o campo, convictos do fracasso total, pelo que aconselhavam a retirada e o regresso dos soldados quartéis e dos civis a suas casas. Era o que ordenava o bom senso e os factos. Ignorando uma coisa e outra, como já tinha ignorado a falta do sinal à 1h da madrugada, Machado Santos não arredou pé! Participava na revolta. Só tinha que cumprir o previsto no plano de acção! Ele ficava. Quem não quisesse ficar, podia partir.</p>
<p>Com ele ficaram alguns sargentos, praças e civis, mas poucos. Contavam-se em dezenas, nem chegavam à centena.</p>
<p>Com as suas dragonas doiradas, montou a cavalo e tomou o comando. Simples comissário naval, 2.º tenente.</p>
<div id="attachment_6548" class="wp-caption alignleft" style="width: 345px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda2.jpg"><img class="size-full wp-image-6548  " title="rotunda2" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/rotunda2.jpg" alt="" width="335" height="223" /></a><p class="wp-caption-text">Rotunda - Revoltosos nas barricadas</p></div>
<p style="text-align: justify;">Os civis barraram o acesso à Avenida. Todas as tentativas de subida desta artéria foram mal sucedidas. Tinham a esperança de, mais hora menos hora, receberem a ajuda dos marinheiros, que também não desistiram. Ali ficaram, para o que desse e viesse! Durante o dia 4 tudo se encaminhou no sentido da renovação da esperança. Os marinheiros não goraram as expectativas destes resistentes.</p>
<p style="text-align: justify;">No desconhecimento de todas as ocorrências, as guarnições dos cruzadores S. Rafael e Adamastor insubordinaram-se e pelas 4 horas da manhã do dia 4, içaram a bandeira da revolução. Pelas 11horas, estes navios estavam já a bombardear o palácio das Necessidades e à tarde” surgiram em frente do Terreiro do Paço e aproximaram-se do Cais das Colunas varejando a praça e limpando-a das forças da Guarda Municipal que ali estacionavam”.</p>
<div id="attachment_6532" class="wp-caption alignleft" style="width: 345px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzadorDCarlosI.jpg"><img class="size-full wp-image-6532" title="cruzadorDCarlosI" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzadorDCarlosI.jpg" alt="" width="335" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Cruzador D. Carlos I (Cruzador Almirante Reis-1910) - Foto: Arquivo Histórico da CML</p></div>
<p style="text-align: justify;">Anoiteceu. A marinha no Tejo fez a abordagem do cruzador D. Carlos e pela 1h da madrugada do dia 5, a notícia da tomada deste navio já tinha chegado à imprensa, que rapidamente deu conhecimento dela aos revolucionários, fortalecendo a sua esperança e ânimo. Constava que os marinheiros iam desembarcar na Praça do Comércio e que o exército fiel à Monarquia declarara que não faria fogo contra eles, o que se cumpriu. Houve ainda algum tiroteio durante a noite, mas nada de preocupante.</p>
<p>Amanheceu o dia 5 de Outubro.</p>
<p>Depois das 7h da manhã, uma bandeira branca subia a Avenida sem que fosse impedida. Era um diplomata alemão que ia parlamentar com Machado Santos, a fim de negociar a saída dos seus compatriotas.</p>
<div id="attachment_6550" class="wp-caption alignleft" style="width: 349px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/festejos.jpg"><img class="size-full wp-image-6550" title="festejos" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/festejos.jpg" alt="" width="339" height="230" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;soldados confraternizavam com os civis&quot; - foto:Arquivo Municipal de Lisboa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Todos se convenceram que eram os monárquicos a render-se. Quem espreitava os acontecimentos saiu à rua para festejar. O povo afluiu à Avenida saindo de todos os lados, clamando vitória. O Rossio encheu-se e os soldados confraternizavam com os civis. Ouviam-se vivas à República.</p>
<p>Machado Santos é vitoriado.</p>
<p>Um marinheiro hasteou a bandeira verde rubra no Quartel General.</p>
<div class="mceTemp">A revolução triunfara.</div>
<div class="mceTemp">“Às 9 horas da manhã do dia 5 de Outubro de 1910,</div>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">José Relvas, membro do Directório do Partido Republicano Português, proclamava a República das varandas da Câmara Municipal, perante o povo de Lisboa. Ladeavam-no Inocêncio Camacho e Eusébio Leão, que também falaram ao povo.</div>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_6554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/revolucao5OUT.jpg"><img class="size-full wp-image-6554" title="revolucao5OUT" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/revolucao5OUT.jpg" alt="" width="600" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">José Relvas Proclama a República da Varanda da CML</p></div>
</div>
</div>
<p> </p>
<p>Com um dia de atraso é certo, estava implantado o novo regime em Portugal.</p>
<div class="mceTemp">Ignorando o desenrolar dos acontecimentos, Loures, Almada, Barreiro e Moita, proclamaram a República no dia 4, como estava planeado e teria acontecido, caso o sinal não tivesse falhado.</div>
<div><em> </em></div>
<div><em>Maria Máxima Vaz</em></div>
<div class="mceTemp">________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor</em></div>
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		<item>
		<title>A História de Um Rei Sábio e Justo</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Apr 2010 21:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[D.Dinis]]></category>
		<category><![CDATA[Odivelas]]></category>

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		<description><![CDATA[“  &#8230; foi um Príncipe capaz de ser o primeiro e não um sucessor, em qualquer monarquia “ D. Dinis nasceu no dia 9 de Outubro de 1261, na cidade de Lisboa , que, no reinado de seu Pai D. Afonso III, passara a ser a capital do reino. Foi o primeiro rei a nascer  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3884" class="wp-caption alignright" style="width: 251px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/D_Diniz.jpg"><img class="size-full wp-image-3884" title="D_Diniz" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/D_Diniz.jpg" alt="" width="241" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Rei D. Dinis</p></div>
<p>“  &#8230; foi um Príncipe capaz de ser o primeiro e não um sucessor, em qualquer monarquia “<br />
D. Dinis nasceu no dia 9 de Outubro de 1261, na cidade de Lisboa , que, no reinado de seu Pai D. Afonso III, passara a ser a capital do reino.<br />
Foi o primeiro rei a nascer  em Lisboa, cidade que sempre afirmou e demonstrou amar especialmente, porque, dizia, “aqui nasci, fui baptizado e levantado Rei &#8230;..”<br />
Diz o cronista Frei Francisco Brandão, que este dia devia ser respeitado pelo nascimento de tão grande Rei.<br />
Era  dia de S. Dinis ( ou Dionísio ), Patrono da nação francesa, e foi essa a razão do seu nome.<br />
D. Dinis era grande devoto deste Santo, que sempre considerou seu protector.<br />
Diz o cronista que desde tenra idade “ deu mostras de grande engenho e daquela viveza de juízo com que executou todas as acções do seu governo”.<br />
Seu Pai, D. Afonso III, deu-lhe os melhores mestres que havia no Reino e alguns franceses que  mandou vir.<br />
D. Afonso III viveu na Corte de França desde os 17 anos. Sua mãe, Dona Urraca, era irmã de Branca de Castela, rainha de França, mãe do Rei S. Luís. Enviou este filho para junto do primo, a fim de evitar o seu envolvimento nos conflitos que havia em Portugal, entre o clero e a nobreza.<br />
A educação recebida por este Infante, na corte francesa, talvez seja uma das razões dos cuidados que teve com a educação do Príncipe D.  Dinis.<br />
Com a idade de 4 anos e meio, desempenhou a sua primeira missão militar:<br />
Por determinação de seu pai D. Afonso III, foi socorrer Afonso X, o Sábio, que foi atacado pelos mouros espanhóis e africanos. Portugal enviou auxílio por terra e por mar. A presença de D. Dinis visava despertar o brio dos portugueses nesta luta.<br />
Em razão das doenças que afligiam D. Afonso III,  foi  D. Dinis associado às responsabilidades da governação ainda em vida do Rei seu Pai e, aos 16 anos e 9 meses de idade, a 20 de Junho de 1278, foi- lhe dada casa própria, com todo o pessoal necessário ao desempenho das suas funções.<br />
A 16 de Fevereiro de 1279, com apenas 17 anos e 4 meses, foi coroado Rei!<br />
No paço real de Barcelona, a 11 de Fevereiro de 1282, celebrou-se, por procuração, o seu casamento com a Princesa D. Isabel, filha do rei D. Pedro de Aragão.<br />
A 24 de Junho do mesmo ano, realizou-se o casamento em Trancoso, já com a presença do Rei, que não tinha ainda completado os 21 anos.<br />
Isabel tinha 11 anos.<br />
Com 19 anos teve a Rainha  o primeiro filho e com 20 o segundo.<br />
D. Dinis reinou 46 anos ! Um longo e feliz reinado ! As questões que ensombraram, por vezes, os seus dias, nunca foram provocadas por má administração ou tirania da sua parte.<br />
E para terminar os dados biográficos, direi ainda, que El – Rei D. Dinis faleceu a 7 de Janeiro de 1325, na cidade de Santarém , e que os seus restos mortais repousam no Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, em ODIVELAS.<br />
Dizem os seus cronistas  que era muito inclinado para as letras e que, só o seu elevado sentido de governação o pôde levar a não se lhe dedicar como seria seu gosto.<br />
Mesmo assim, todos sabemos que foi poeta de grande valor e ultimamente até se descobriu um documento na Torre do Tombo, com uma pauta de sua autoria , o que nos permite admitir que comporia a música para algumas das suas poesias !<br />
O prestígio de que gozava entre os poetas, levou o trovador galego/leonês, Jhoan a dizer, quando faleceu D. Dinis, que todos os que sabem “bem trobar” devem pôr luto, porque morreu um grande poeta.<br />
O seu desejo de desenvolver a língua portuguesa, levou-o a ordenar que os documentos oficiais passassem a ser redigidos em Português, em substituição do Latim, que até então se tinha usado.<br />
E todos sabemos da criação da Universidade no seu reinado e que mandou traduzir para a nossa língua muitos livros hoje desaparecidos, dos quais, ainda no século XVI, existiam alguns em Veneza.<br />
Um dos que chegou até nós foi a “ HISTÓRIA DO MOURO RASIS “, cronista do 1.º Almançor, REI de CÓRDOVA, obra que contém muitas informações sobre a ESPANHA antiga.<br />
Demonstrou ser um rei sábio e justo, quando criou a Ordem de Cristo,    tornando – a  herdeira dos Templários.<br />
Nunca iniciou nem promoveu guerras e as que teve de enfrentar foram –lhe movidas pelos familiares mais próximos :<br />
Seu irmão Afonso, mais novo que ele e lhe disputava o trono e seu filho e herdeiro que, ainda em vida do Pai, queria sentar – se no trono.</p>
<p>Maria Máxima Vaz</p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
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		<title>Quinta do Espanhol e Quinta do Espirito Santo:As Duas Quintas</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 18:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[António Maria Bravo António Maria Bravo era filho de um cidadão de nacionalidade espanhola, natural de Sevilha e cujo nome era também António Maria Bravo. Foi António Maria Bravo, sénior, que em 1849 comprou uma quinta em Odivelas, que passou a ser designada pelo povo e passou à tradição, com o nome de Quinta do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3341" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3341" title="mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">Localização - Qtª do Espirito Santo e Qtª do Espanhol (clique para zoom)</p></div>
<p><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto2.jpg"></a>António Maria Bravo</strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">António Maria Bravo era filho de um cidadão de nacionalidade espanhola, natural de Sevilha e cujo nome era também António Maria Bravo. Foi António Maria Bravo, sénior, que em 1849 comprou uma quinta em Odivelas, que passou a ser designada pelo povo e passou à tradição, com o nome de Quinta do Espanhol, precisamente por ser dono dela um espanhol, segundo me afirmou o seu descendente, Dr. João Maria Bravo, felizmente ainda vivo e residente na quinta do Barruncho. Como confrontava com outra quinta, a quinta do Espírito Santo, nome que se estendeu ao local, a família, que não lhe chamava quinta do espanhol, como será de supor, quando se referia à sua quinta, dizia quinta do Espírito Santo, considerando o local e não a propriedade. Como se pode verificar nos mapas da época, eram duas quintas distintas.</div>
<div id="attachment_3345" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/qta-espirito-santo1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3345" title="qta-espirito-santo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/qta-espirito-santo1-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">Quinta do Espírito Santo</p></div>
<p style="text-align: justify;">A quinta do Espanhol tinha uma bela casa de habitação, onde até há poucos anos esteve instalado o lar das antigas alunas do Instituto de Odivelas. Este edifício foi declarado de interesse municipal e adquirido, recentemente, pela Câmara.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro proprietário e o seu descendente usaram-na como casa de férias e estadia periódica, pois por razões de negócios, tinham residência fixa em Lisboa.</p>
<p>O primeiro dono, desta família “Bravo”, aqui faleceu em 1858.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu filho, António Maria Bravo foi um benemérito de Odivelas, pela sua acção no campo da instrução e cultura.</p>
<div id="attachment_3343" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/quinta-espanhol1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3343" title="quinta-espanhol1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/quinta-espanhol1-300x208.jpg" alt="" width="300" height="208" /></a><p class="wp-caption-text">Quinta do Espanhol</p></div>
<p style="text-align: justify;">Na sua casa da quinta mandou instalar uma escola primária que era por ele inteiramente mantida.</p>
<p> Tomou a seu cargo custear tudo o que era necessário nas aulas, material didáctico, material escolar e até alguns alimentos às crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> Em 1863 fundou a Sociedade Musical Odivelense, única instituição que em Odivelas, durante muitos anos, desenvolveu actividades culturais. Ele foi o sócio n.º1 e os seus dois filhos, os sócios n.º2 e n.º3. Sendo uma sociedade musical, não podia deixar de ter uma banda. Nos livros de contas do Sr. António Maria Bravo encontra-se registado um empréstimo em dinheiro, feito à S.M.O, para comprar os instrumentos para a banda, no mês de Agosto de 1863. Vendo as dificuldades que a Sociedade tinha em satisfazer a dívida, António Maria Bravo decidiu fazer do empréstimo uma dádiva. Sabendo-se os elevados custos de cada instrumento, poderemos calcular a importância de tão generosa oferta.</p>
<p style="text-align: justify;"> A abertura de uma escola e a fundação da Sociedade são duas obras de grande importância pelos serviços que prestaram à população de Odivelas e merecem o nosso maior reconhecimento e gratidão.<br />
                                                                                                          </p>
<p> <strong>João Maria Bravo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Dr. João Maria Bravo, residente e proprietário da Quinta do Barruncho, é bisneto de António Maria Bravo, júnior. Manteve sempre elos de ligação com a Sociedade Musical no campo da cultura. Desejando dotar a Sociedade de uma biblioteca, instou junto da direcção para que esse objectivo se concretizasse e ofereceu, com esse fim, os primeiros 100 livros. Graças à sua dádiva, no dia 17 de Abril de 1975, foi inaugurada a Biblioteca António Maria Bravo, nas instalações da colectividade. Enquanto a saúde lho permitiu, manteve contacto com a Sociedade, estimulando sempre a direcção a manter, desenvolver e alargar as actividades culturais.</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
<a onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelastv.pt" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3602" title="banner-interseccoes-artigo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/banner-interseccoes-artigo.jpg" alt="" width="612" height="110" /></a><a onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelastv.pt" target="_blank"></a></em></p>
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		<title>Larmanjat e outros transportes no Termo</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 09:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Adrião</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Dr. Vitor Manuel Adrião (Professor e investigador) O projecto literário que encetei no início de 1990 sobre a Cultura Saloia do Termo de Lisboa, o qual ainda aguarda edição pela Entidade Autárquica Odivelense ou Lourense (das duas, uma… que ambas foram contactadas há muito, e de ambas ainda aguardo resposta), levou-me a inscrever no mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Larmanjat.jpg"></a></p>
<p style="text-align: right;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Larmanjat.jpg"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Larmanjat.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2008" title="Larmanjat" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Larmanjat-223x300.jpg" alt="" width="223" height="300" /></a> Dr. Vitor Manuel Adrião<br />
(Professor e investigador)</p>
<p style="text-align: right;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/vadriao1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1741 alignright" title="vadriao" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/vadriao1-150x112.jpg" alt="" width="94" height="67" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">O projecto literário que encetei no início de 1990 sobre a Cultura Saloia do Termo de Lisboa, o qual ainda aguarda edição pela Entidade Autárquica Odivelense ou Lourense (das duas, uma… que ambas foram contactadas há muito, e de ambas ainda aguardo resposta), levou-me a inscrever no mesmo e publicar modestamente às minhas próprias custas em edição limitada mas ainda assim muito divulgada, este estudo datado de 1994, com o título original de Transportes saloios no século XIX.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, ainda nos inícios do século XX rareava o transporte regular de pessoas do Termo para a capital, e vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia a diligência, antigo meio de transporte do colectivo, puxada por fogosos cavalos, vinda de Torres Vedras, atravessando Loures e procedendo à muda de equídeos na estação da Malaposta, junto ao Olival Basto, antes de seguir para a estação central na Calçada do Combro, junto ao Correio Geral, conforme informa Maria Amélia da Motta Capitão in Subsídios para a História dos Transportes Terrestres em Lisboa no Século XIX, Lisboa, 1974.</p>
<p style="text-align: justify;">O serviço de mala-posta, inaugurado em 17.9.1798, desapareceu por completo no primeiro quartel do século XX, tendo sido o principal meio de comunicação e distribuição de correio na Estremadura. Além do correio, a diligência podia levar quatro passageiros, ao preço de 9.600 réis por pessoa, e mais 320 de gorjeta para o cocheiro e os sotas (isto cerca de 1802). Serviço executado duas vezes por semana, o horário coadunava-se com o aproveitamento da melhor temperatura do dia, no Inverno, sendo a partida às 5 horas; no Verão, às 17 horas (in Maria Amélia Capitão, ob. cit.).</p>
<p style="text-align: justify;">A par da mala-posta, criada para longos cursos, havia as carruagens públicas, ou omnibus (do latim omnes = todas as pessoas, toda a gente), fazendo pequenas carreiras em Lisboa e também ligando esta aos lugares mais próximos no Termo: Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra e Loures.</p>
<p style="text-align: justify;">A Companhia de Carruagens Omnibus de Lisboa foi constituída com estatutos aprovados em Abril de 1836 (ou em 29.4.1837), tendo as carreiras começado com dez carros, em 1835. O omnibus era um carro pesado e barulhento de grandes dimensões, com quatro rodas, cinco janelas de cada lado, porta na retaguarda, estribo para os passageiros subirem, etc. Podia transportar quinze pessoas. Era puxado por duas parelhas de cavalos ou de muares, indo um sota na parelha da frente e o cocheiro sentado no tejadilho, com as rédeas bem seguras.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparição da concorrência de outras companhias de carruagens, ditou o declínio desta primeira empresa de omnibus (nome que se popularizou no Brasil sob o designativo ónibus, que entre nós, portugueses, é o autocarro) por volta de 1868, o qual já começara em 24.2.1865, quando um violento incêndio nas suas cocheiras matara mais de metade dos cinquenta cavalos (in Vasco Callixto, As Rodas da Capital – História dos Meios de Transporte da Cidade de Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1967).</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1870, o lisboeta e o saloio conheceram um “exótico” comboio de tracção mecânica: o larmanjat (nome herdado do francês seu criador, J. Larmanjat). Este comboio deslizava sobre um carril central e duas “passadeiras” de madeira, para as rodas laterais. Em 31.1.1870 foi inaugurado este sistema em Lisboa, no trajecto Largo de Santa Bárbara – Alameda do Lumiar, gastando cerca de uma hora na viagem de ida e volta. A estação central ficava no Palácio dos Condes de S. Miguel, na Rua de Arroios.</p>
<p style="text-align: justify;">O larmanjat foi mal aceite por utentes e não utentes, cocheiros e carroceiros, poetas e toda a imprensa, ridicularizaram-no, chamaram-lhe “comboio de areia”, “demónio negro”, etc. Houve mesmo espancamento de maquinistas e actos de sabotagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Para revigorar este sistema foi fundada uma empresa inglesa, que recebeu as concessões da anterior: a Companhia dos Tramways a Vapor, com escritórios em S. Sebastião da Pedreira e estação central nas Portas do Rego, de onde partiam duas novas linhas: a de Sintra, inaugurada em 2 de Julho (ou Junho) de 1873, sendo aberta ao público no dia 5. Gastava 1 hora e 55 minutos na viagem; e a de Torres Vedras, cujo serviço começou em 6.9.1873, levando cerca de 5 horas por viagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Houve muito entusiasmo das populações que vitoriaram o rei D. Luís, a soberana inglesa, o marechal Saldanha, etc., quando se mostraram viajando neste comboio, num acto político público visando demonstrar que este era um meio de transporte seguro, o que não convenceu praticamente ninguém, e foram aclamados só pela sua grande coragem, ousadia ou loucura em viajar no “comboio da morte”, fama de que nunca se livrou enquanto existiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, o larmanjat teve vida curta por causa dos frequentes descarrilamentos, dos tombos dos passageiros, das avarias, da muita poeirada, dos grandes atrasos e, em especial, da má administração da empresa. Apesar de terem sido organizados serviços especiais para as feiras do Campo Grande e das Mercês, o larmanjat acabou de vez em 1877 (in Francisco Santana e Eduardo Sucena, Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994).</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda acerca da via monocarrilada Larmanjat, Torres Vedras – Lisboa, atravessando Loures, escreveu Adão de Carvalho (in Memórias de Torres de Vedras, Assembleia Distrital de Lisboa, Serviços de Cultura, 1991):</p>
<p>“Em 6 de Setembro de 1873, foi inaugurado o caminho-de-ferro Larmanjat, entre Lisboa e Torres Vedras, sendo a estação desta vila situada no Bairro Tertuliano, no velho prédio de primeiro andar existente por detrás da casa do Sr. Venceslau dos Santos.</p>
<p>“As estações eram: Turcifal, Freixofeira, Barras, Vila Franca do Rosário, Malveira, Venda do Pinheiro, Lousa, Pinheiro de Loures, Loures, Santo Adrião, Nova Sintra (nome de armazém ainda existente ao início da Calçada do Carriche, no Olival Basto, um pouco adiante do edifício da Mala Posta – Nota V.M.A.), Lumiar, Campo Grande, Campo Pequeno e Lisboa.</p>
<p>“O preço das passagens para Lisboa era de novecentos réis, em 1.ª classe, e setecentos réis, em 3.ª. Não tinha 2.ª classe.</p>
<p style="text-align: justify;">“A linha, muito rudimentar, com um carril central de ferro e calhas laterais de madeira, acompanhava em quase toda a extensão a estrada real (de Mafra); porém, este sistema deu tão maus resultados, pelos contínuos descarrilamentos e tombos em toda a viagem que os passageiros sofriam, que estes preferiam as diligências. E assim, ao fim de poucos meses de exploração, acabou o caminho-de-ferro Larmanjat.”</p>
<p style="text-align: justify;">Os até aqui citados eram os principais meios de transporte colectivo em Oitocentos, no Termo dos Saloios. No entanto, não há a esquecer que por norma o saloio não era pessoa de largos recursos económicos, sendo por força do destino obrigado a recorrer a meios de locomoção mais acessíveis à sua magra bolsa. Então, vê-se a presença quase permanente do burro, animal aplicado a todos os serviços pelo “homem do campo” estremenho que fez dele o “camelo” da Europa, o seu prestimoso servidor, ajudando-o na labuta do agro, nas idas à cidade, sempre dócil e sempre infatigável. Como o seu dono, de pouco se alimenta. Comprar um jumento no século XIX era relativamente barato: em 1890 um burro valia 10.000 réis e uma burra, meia moeda. Os burritos novos, com menos de um ano, davam-se.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo João Paulo Freire (in O Saloio: sua origem e seu carácter: fisiologia, psicologia, etnografia, Porto, 1948), o modo como o saloio aparelha o seu burro é o mesmo utilizado na Idade Média: é ainda o albardão mourisco com arção em meia-lua. E os ceirões de esparto bifurcados no dorso da azémola, são a cópia flagrante dum costume persistente em Marrocos.</p>
<p style="text-align: justify;">A aparelhagem do burro saloio consta do albardão, albarda e almantricha. O albardão para os serviços do campo, a albarda para a viagem, e a almantricha (com cadeirinha ou sem ela) para transporte de pessoas do sexo feminino, geralmente saloias abastadas. Algumas vezes os ceirões eram substituídos por cestos convenientemente ligados (in Maria Isabel Ribeiro, O Saloio de A a Z, “Boletim Cultural´93”, Câmara Municipal de Mafra).<br />
Bom caminhante, tanto o saloio mendigo como o feirante ou o romeiro, não se escusavam a fazer longas jornadas a pé. Por vezes, conseguiam boleia desta ou aquela galera (carroça destinada a transportar cargas), puxada por uma ou duas parelhas de cavalos ou muares, carregadas de produtos hortícolas de Torres Vedras para Lisboa, ou com as trouxas de roupa lavada das lavadeiras de Caneças e Loures para as freguesas da cidade. Às portas do Lumiar, ainda subjaze a memória toponímica dum tempo não muito afastado: a “Rua das Lavadeiras” da Ameixoeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao saloio abastado, deslocava-se montado num cavalo, aparelhado de forma simples. A saloia abastada, preferia tanto a jumenta como a égua ou a mula.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o avanço do século XX e a evolução dos meios de transporte, aos poucos o Termo dos Saloios foi perdendo o folclore singular das suas locomoções próprias, muar ou asinina, substituindo-as por camionetas de caixa aberta ou tractores. Outros, para irem à cidade, hoje basta comprarem um bilhete de autocarro, de comboio ou até de metropolitano.</p>
<p style="text-align: justify;">Resta a memória desta vertente social da vivência saloia. Cabe à Museologia conservá-la e transmiti-la aos presentes e vindouros, desta maneira preservando-os das malfazejas anemias culturais.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Vitor Manuel Adrião<br />
</em><a href="mailto:vitoradriao@portugalis.com"><em>vitoradriao@portugalis.com</em></a></p>
<p style="text-align: justify;">________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.<br />
</em></p>
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		<title>Odivelas – Finalmente o Hospital</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 00:16:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No último período eleitoral foi um dos temas centrais. Há 30 anos que é uma miragem. Hoje transformou-se em realidade. Com chuva, muita chuva, com lama, muita lama, com sorrisos, muitos sorrisos e com um enorme suspiro de alívio o Primeiro Ministro, a Ministra da Saúde, o Diretor Geral da Saúde, Secretários de Estado, foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-434" href="http://odivelas.com/2010/01/12/odivelas-%e2%80%93-finalmente-o-hospital/hosp_loures_odivelas/"></a></p>
<div class="mceTemp"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital3.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-440" title="hospital3" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital3-150x112.jpg" alt="Discurso do 1º Ministro" width="150" height="112" /></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Hosp_Loures_Odivelas.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-434" title="Hosp_Loures_Odivelas" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Hosp_Loures_Odivelas.jpg" alt="" width="342" height="255" /></a></div>
<p>No último período eleitoral foi um dos temas centrais.</p>
<p>Há 30 anos que é uma miragem.</p>
<p>Hoje transformou-se em realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Com chuva, muita chuva, com lama, muita lama, com sorrisos, muitos sorrisos e com um enorme suspiro de alívio o Primeiro Ministro, a Ministra da Saúde, o Diretor Geral da Saúde, Secretários de Estado, foram a Loures acompanhar os Presidentes de Câmara e suas vereações, na cerimónia do lançamento da primeira pedra da construção do novo Hospital Carolina Beatriz Ângelo (tal como avançáramos em primeira mão) conhecido até agora como o futuro Hospital Loures/Odivelas.</p>
<p style="text-align: justify;">Bastaram 30 segundos, uma moeda de 50 cêntimos, uma pequenina pá de cimento e um paralelipipedo de mármore para que a obra tivesse o seu ansiado pontapé de saída.</p>
<p>A primeira já está e as populações ficam agora ansiosamente à espera pela… última pedra.</p>
<p>O compromisso é para 2 anos de construção, mas a tradição manda ficar desconfiado.<a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital4.jpg"></a> </p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-439" href="http://odivelas.com/2010/01/12/odivelas-%e2%80%93-finalmente-o-hospital/hospital2/"></a></p>
<div id="attachment_441" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital4.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-441" title="hospital4" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/hospital4-150x112.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Câmara Municipal de Odivelas em pesona cerimónia</p></div>
<div id="attachment_438" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Hospital1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-438" title="Hospital1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/Hospital1-150x112.jpg" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Modelo da Construção</p></div>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-438" href="http://odivelas.com/2010/01/12/odivelas-%e2%80%93-finalmente-o-hospital/hospital1/"></a></p>
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