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Editorial

 O MOMENTO DEZEMBRO/2011

E pronto, chegamos à última semana de 2011.
Passado que foi o Natal (para alguns !), passada a “euforia” das prendas, eis-nos chegados à preocupação da roupa para o “reveillon” que tem reserva garantida há muito tempo…

POR DENTRO (de nós)

O “odivelas.com” e a “OdivelasTV” estão em mudança, ou melhor, continuam em mudança.
De facto todo o nosso tempo tem sido de mudança, e se isso não deve constituir surpresa já que apenas significa dar continuidade à vida, já o facto de não pararmos denota a nossa incapacidade de aceitação de um “statu quo”, qualquer que seja.
No ano que termina dentro de dias mudamos tecnologicamente, fisicamente, humanamente… (ficou alguma coisa por mudar ?) e tão pouco satisfeitos estamos que iremos arrancar 2012 com mais mudanças.
O crescimento substantivo do número de interessados no nosso trabalho obriga-nos a isso.
Vamos entrar numa reformulação do projeto inicial de forma a alargarmos o horizonte.
É obrigatório fazê-lo para darmos resposta ao que diariamente nos é pedido.

O LOCAL (Odivelas)

Odivelas aparentemente vai bem e recomenda-se
Em casas ricas não há crise que assuste seja quem fôr.
No orçamento concelhio mais 100 mil euros ou menos 100 mil euros, é uma questão de trocos.
Desde que as “augis” paguem, há dinheiro para todos !
O conceito de Democracia é que anda por baixo.
Lamentamos constatar que Odivelas regressou ao tempo do “se não és por mim, és contra mim”, o que é péssimo, mas é o resultado dos jogos políticos em que a coligação anda enredada desde há 6 anos (o intervalo eleitoral foi curto e só para “odivelense” ver).
As notícias do desenvolvimento concelhio vão surgindo por vezes pelo lado menos esperado.
Há poucas semanas voltou à ribalta o projeto do “Polo Tecnológico” de Famões.
Foi o projeto mais importante para a vida económica do Concelho, dos muitos (muitos !) projetos anunciados ao longo dos mandatos de Susana Amador.
Nasceu megalómano e morreu “órfão de Pai e Mãe”.
Parece renascer agora, mas em vez das grandes apresentações públicas iniciais, agora acontece em segredo.
A importância do projeto (Odinvest/O’Tech) e das suas consequências levou-nos a pedir declarações aos responsáveis políticos e privado respetivos, mas até hoje não foi possível obter nem uma palavra para além das promessas da disponibilidade para o fazer, e já lá vão 3 meses, muitos telefonemas, mensagens e marcação de reuniões.
Algo há que impede os Vereadores de falar à “OdivelasTV” e ao “odivelas.com” !
Mesmo reconhecendo que o âmbito dos meios de comunicação ao serviço da CMO se alargou nos últimos meses, parece-nos estúpido o boicote.
A utilização exclusiva dos meios “municipalizáveis” não é inteligente !

Estamos no final do ano 2 do mandato autárquico e as forças políticas vão começando a contar espingardas.
As coligações pré-eleitorais vão tomando forma e deixando antever qual o posicionamento para 2013.
O MOC já havia anunciado que não voltaria a eleições.
Neste momento já arranjou parceiro.
Cumpre o prometido, o que já não é mau.
São muitas as movimentações nos bastidores político/privados, na luta pelos apoios para os “votinhos”  que darão continuidade, ou não, à distribuição de cargos de favor a amigos e inimigos municipalizaveis.
Os votos não têm sentimento, nem vontade, não protestam nem se queixam.
Tudo o que vier é bom, seja qual fôr a origem, seja qual fôr o processo de angariação.
Na política o objetivo é mesmo não faltar ao baile.

No circuito pelos projetos anunciados confirma-se que promessas, protocolos e apresentações valem como propaganda e muito pouco mais.
Seja nos transportes, seja na saúde, seja no apoio ao comércio, seja no urbanismo, seja na segurança, …
Mesmo na Educação, setor onde o comportamento autárquico tem sido mais relevante começam a surgir brechas com a denúncia de situações inexplicáveis (a Escola Barbosa du Bocage é um exemplo, apenas).

Na relação de vizinhança entre Odivelas e Loures as dificuldades de entendimento estão todas resolvidas quando os Presidentes estão juntos, mas ficam difíceis quando os Presidentes ficam a mais de 100 metros um do outro.
No caso dos SMAS então é evidente a influência da distância entre Presidentes.
Se estão juntos a água corre nos canos sem dificuldade e o lixo é recolhido diariamente.
Se se afastam… nem água, nem lixo, nem reuniões, nem cartas, nem … delicadeza !

Em termos locais o ano vai acabar mal, muito mal, e com péssimos presságios para o futuro.

O NACIONAL (Portugal, por enquanto)

Entre buracos financeiros e judiciais surgidos do nada e jogos políticos, partidários e pessoais, vai-se fazendo a política deste país “pobrete mas alegrete”.
O 2011 está a terminar e as esperanças renovam-se desesperançadas, sem perspetivas que não sejam a crise, a crise, a crise…
O Governo, estupidamente obediente, limita-se a dar continuidade à exploração dos portugueses que afinal ganham demais, gastam demais, divertem-se demais.
É a consequência de tomarem a Assembleia da República como exemplo nacional !
Cada vez mais é evidente a subserviência dos pseudo-dirigentes nacionais face à vontade política estrangeira.
Nada do que politicamente se faz em Portugal é da autoria das cabeças dos Ministros (1º e os outros) que ocupam, democraticamente, o chamado Governo da Nação.
Cumprem obedientemente (atentos, venerandos e obrigados) as ordens que lhes chegam dos Estados Unidos, de França e/ou Alemanha.
Parece que tentam agora um local de abrigo junto dos chineses.
Temos para nós que “do mal, o menos”, pelo menos a China sempre cumpriu com escrupuloso rigor os contratos que fez.
Podem ser contratos maus, mas são cumpridos tal como são contratados.
Foi assim durante 500 anos de Macau.
Nada nos leva a duvidar que assim se mantenha.
Como bem sabemos, por experiência própria, a cultura ocidental (?) não é assim tão… rigorosa.
Portugal está à venda, falta saber quanto dão por ele neste estado.
E a haver interessados terá de ser, com certeza, com despedimento coletivo de políticos, juízes, gestores e empresários (nesta classe há algumas, poucas, excepções de qualidade).

No Ministério da Justiça houve um sobressalto quando da nomeação da nova Ministra.
Parece que acalmou em pouco tempo.
A “Face Oculta” continua em “banho Maria” entre doenças dos juízes e leis de 1939 !!!
Muito adoecem os juízes portugueses nos processos que envolvem políticos.
Mas não é só a “Face Oculta”.
Isaltino continua à solta, os responsáveis pelo BPN continuam incógnitos (coitado do Oliveira e Costa), dos Loureiros não se houve falar, o Godinho foi o único transgressor na vigarice do “ferro-velho” (coitado dele, também) e Duarte Lima teve o azar de se meter com os brasileiros.
Na Alemanha já há condenados no processo dos submarinos !
E o SIS/Ongoing/SIED/Fomentinvest ? Estará tudo misturado com Isabel dos Santos, “Kopelipa” e demais parceiros ? Os temas chegam à tona de água e depois, tão de repente como aparecem… afundam-se sem deixar rasto.

Entretanto algo se move em Portugal, contra este estado de coisas e contra esta gente que não merece o País que tem.
Portugal é agora primeiro nos índices da mortalidade infantil com o menor número de óbitos nos primeiros 6 meses de vida.
Penso que a própria Natureza se está a encarregar de nos proporcionar maior resistência à falta de condições de vida.
E em termos de economia continuamos com as exportações a aumentar, para glória de empresários e investigadores nos têxteis, no calçado e no mobiliário.
Também na bio e na nanotecnologia a dimensão portuguesa ultrapassa em muito o próprio País.
Lisboa e Leixões batem records na captação de cruzeiros de luxo.
O turismo de cruzeiro é “toca e foge”, faz poucos e pequenos gastos residentes.
Mas são muitos milhares de pessoas que passam e que, se gostarem do que vêem, provavelmente voltarão com mais tempo e com mais dinheiro para gastar.

O fim de ano Nacional… dificilmente poderia ser pior em termos sociais e políticos.

O MUNDO (o do sistema solar)

Acaba o ano e a 3ª Grande Guerra Mundial continua em desenvolvimento pleno.
Insisto no meu entendimento que também as técnicas de guerra aderiram ao mundo global que as chamadas novas tecnologias permitem.
Nas armas, nos locais e nos parceiros.
A guerra fez-se primeiro com pedras e com paus.
Depois apareceram as armas de morte à distância, cada vez maior essa distância.
Agora faz-se na escala global, com armas que matam a qualquer distância conhecida e com armas que desarmam, a prazo, o inimigo deixando-o à mercê dos conquistadores.
Estas são armas financeiras, introduzidas no combate primeiro pelos Estados Unidos, agora divulgadas por potências europeias e asiáticas.
A Europa não tem rumo, não chegou a ter princípio mas vai certamente ter um fim.
E pelos indicadores está próximo.
A América, como sempre, inicia as hostilidades e depois sofre-lhes as consequências quando o(s) inimigo(s) copiam, melhorando, as armas e os processos.
É o que está a acontecer com chineses, indianos, árabes e russos.
Mas é uma óbvia guerra global que está em marcha e que acabará, se alguém sobreviver, no mundo que Orwell desenhou antes de tempo.
A última notícia foi a morte do Querido Grande Leader da Coreia do Norte.
Trata-se de uma monarquia à qual o Partido Comunista Português presta grande e venerada atenção.
Após a morte deste Querido Grande Leader subirá ao poder o Querido Grande Leader II.
E caso não haja alteração na dinastia, daqui a alguns anos será chefe daquela nação um qualquer Querido Grande Leader III.
Se a China deixar !

É assim que o mundo fará a mudança de ano. Péssimo !

Odivelas, Dezembro de 2011

 J.Paiva Setúbal