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	<title>odivelas.com &#187; História</title>
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	<description>Odivelas Portal de Noticias e TV</description>
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		<title>Odivelas &#8211; O Castro da Serra da Amoreira em debate [Vídeo]</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 09:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>J Paiva Setubal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Castro da Amoreira]]></category>
		<category><![CDATA[Regional]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<description><![CDATA[O odivelas.com  reuniu uma equipa de especialistas e foi ao Castro da Serra da Amoreira conversar sobre a situação em que se encontra este monumento histórico. Dois historiadores/investigadores (Máxima Vaz e Vitor Adrião), um politólogo especialista em direito administrativo (Oliveira Dias) e um autarca (Francisco Bartolomeu) reuniram-se no alto da serra e durante 1 hora discorreram sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6027" href="http://odivelas.com/?attachment_id=6027"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6041" href="http://odivelas.com/?attachment_id=6041"></a></p>
<div id="attachment_6042" class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-6042" href="http://odivelas.com/2010/07/21/odivelas-o-castro-da-serra-da-amoreira-em-debate/samoreiradiscussao7b-2/"><img class="size-full wp-image-6042" title="SAmoreiraDiscussao(7)B" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/SAmoreiraDiscussao7B1.jpg" alt="" width="294" height="196" /></a><p class="wp-caption-text">O Parque das Merendas foi o ponto de encontro. Máxima Vaz, Francisco Bartolomeu, Oliveira Dias e Vitor Adrião com António Tavares. </p></div>
<p>O odivelas.com  reuniu uma equipa de especialistas e foi ao Castro da Serra da Amoreira conversar sobre a situação em que se encontra este monumento histórico.</p>
<p>Dois historiadores/investigadores (Máxima Vaz e Vitor Adrião), um politólogo especialista em direito administrativo (Oliveira Dias) e um autarca (Francisco Bartolomeu) reuniram-se no alto da serra e durante 1 hora discorreram sobre a situação existente, sobre o que é necessário ser feito e o valor histórico/económico do local.</p>
<p>Do trabalho efetuado aqui fica um testemunho para utilização pública.</p>
<p>Trata-se de uma situação que, embora conhecida, tem merecido poucas conclusões correndo-se o risco sério de, à semelhança de outro casos conhecidos, se perder um valor histórico de grande significado, delapidado a favor de interesses privados.</p>
<p>A ganância e a ignorância são más conselheiras.</p>
<p>Quando se trata de cegueira voluntária escondida atrás da ignorância ainda pior.</p>
<p>Não é um caso novo, mas é um caso importante e entendemos chegada altura de o estudar com profundidade.</p>
<p>Foi o que fizemos e disso damos testemunho.</p>
<p>Pelo menos desconhecimento não haverá.</p>
<p>Hoje, 21/julho, pelas 22 horas, a OdivelasTV em <a href="http://www.odivelastv.pt">www.odivelastv.pt</a> transmitirá integralmente o resultado deste encontro em mais um dos seus programas &#8221;Interseções&#8221;.</p>
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		<title>Quinta do Espanhol e Quinta do Espirito Santo:As Duas Quintas</title>
		<link>http://odivelas.com/2010/03/26/quinta-do-espanhol-e-quinta-do-espirito-santoas-duas-quintas/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 18:53:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[Odivelas]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Qta do Espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[Qta Espirito Santo]]></category>

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		<description><![CDATA[António Maria Bravo António Maria Bravo era filho de um cidadão de nacionalidade espanhola, natural de Sevilha e cujo nome era também António Maria Bravo. Foi António Maria Bravo, sénior, que em 1849 comprou uma quinta em Odivelas, que passou a ser designada pelo povo e passou à tradição, com o nome de Quinta do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3341" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3341" title="mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto-1-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">Localização - Qtª do Espirito Santo e Qtª do Espanhol (clique para zoom)</p></div>
<p><strong><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mapa-qt-espanhol-qt-espsanto2.jpg"></a>António Maria Bravo</strong></p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">António Maria Bravo era filho de um cidadão de nacionalidade espanhola, natural de Sevilha e cujo nome era também António Maria Bravo. Foi António Maria Bravo, sénior, que em 1849 comprou uma quinta em Odivelas, que passou a ser designada pelo povo e passou à tradição, com o nome de Quinta do Espanhol, precisamente por ser dono dela um espanhol, segundo me afirmou o seu descendente, Dr. João Maria Bravo, felizmente ainda vivo e residente na quinta do Barruncho. Como confrontava com outra quinta, a quinta do Espírito Santo, nome que se estendeu ao local, a família, que não lhe chamava quinta do espanhol, como será de supor, quando se referia à sua quinta, dizia quinta do Espírito Santo, considerando o local e não a propriedade. Como se pode verificar nos mapas da época, eram duas quintas distintas.</div>
<div id="attachment_3345" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/qta-espirito-santo1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3345" title="qta-espirito-santo1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/qta-espirito-santo1-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">Quinta do Espírito Santo</p></div>
<p style="text-align: justify;">A quinta do Espanhol tinha uma bela casa de habitação, onde até há poucos anos esteve instalado o lar das antigas alunas do Instituto de Odivelas. Este edifício foi declarado de interesse municipal e adquirido, recentemente, pela Câmara.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro proprietário e o seu descendente usaram-na como casa de férias e estadia periódica, pois por razões de negócios, tinham residência fixa em Lisboa.</p>
<p>O primeiro dono, desta família “Bravo”, aqui faleceu em 1858.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu filho, António Maria Bravo foi um benemérito de Odivelas, pela sua acção no campo da instrução e cultura.</p>
<div id="attachment_3343" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/quinta-espanhol1.jpg"><img class="size-medium wp-image-3343" title="quinta-espanhol1" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/quinta-espanhol1-300x208.jpg" alt="" width="300" height="208" /></a><p class="wp-caption-text">Quinta do Espanhol</p></div>
<p style="text-align: justify;">Na sua casa da quinta mandou instalar uma escola primária que era por ele inteiramente mantida.</p>
<p> Tomou a seu cargo custear tudo o que era necessário nas aulas, material didáctico, material escolar e até alguns alimentos às crianças.</p>
<p style="text-align: justify;"> Em 1863 fundou a Sociedade Musical Odivelense, única instituição que em Odivelas, durante muitos anos, desenvolveu actividades culturais. Ele foi o sócio n.º1 e os seus dois filhos, os sócios n.º2 e n.º3. Sendo uma sociedade musical, não podia deixar de ter uma banda. Nos livros de contas do Sr. António Maria Bravo encontra-se registado um empréstimo em dinheiro, feito à S.M.O, para comprar os instrumentos para a banda, no mês de Agosto de 1863. Vendo as dificuldades que a Sociedade tinha em satisfazer a dívida, António Maria Bravo decidiu fazer do empréstimo uma dádiva. Sabendo-se os elevados custos de cada instrumento, poderemos calcular a importância de tão generosa oferta.</p>
<p style="text-align: justify;"> A abertura de uma escola e a fundação da Sociedade são duas obras de grande importância pelos serviços que prestaram à população de Odivelas e merecem o nosso maior reconhecimento e gratidão.<br />
                                                                                                          </p>
<p> <strong>João Maria Bravo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Sr. Dr. João Maria Bravo, residente e proprietário da Quinta do Barruncho, é bisneto de António Maria Bravo, júnior. Manteve sempre elos de ligação com a Sociedade Musical no campo da cultura. Desejando dotar a Sociedade de uma biblioteca, instou junto da direcção para que esse objectivo se concretizasse e ofereceu, com esse fim, os primeiros 100 livros. Graças à sua dádiva, no dia 17 de Abril de 1975, foi inaugurada a Biblioteca António Maria Bravo, nas instalações da colectividade. Enquanto a saúde lho permitiu, manteve contacto com a Sociedade, estimulando sempre a direcção a manter, desenvolver e alargar as actividades culturais.</p>
<p><em>Maria Máxima Vaz</em></p>
<p>________<br />
<em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença do autor.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
<a onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelastv.pt" target="_blank"><img class="aligncenter size-full wp-image-3602" title="banner-interseccoes-artigo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/banner-interseccoes-artigo.jpg" alt="" width="612" height="110" /></a><a onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelastv.pt" target="_blank"></a></em></p>
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		<title>Quinta do Barruncho, Granja da Paradela</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 13:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Adrião</dc:creator>
				<category><![CDATA[Barruncho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[ Dr. Vitor Manuel Adrião (Investigador na área da História medieval) vitoradriao@portugalis.com   Granja da Paradela &#8211; A Barruncha Maltês Quinta do Barruncho Entre a Póvoa de Santo Adrião e Odivelas, defronte ao Olival Basto, encontra-se a quinta hoje conhecida pelo nome de Quinta do Barruncho, outrora, Quinta da Granja (da Paradela) ou Quinta de Nossa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-407" href="http://odivelas.com/2010/01/16/quinta-do-barruncho-granja-da-paradela/ponte_medieval/"></a> Dr. Vitor Manuel Adrião<br />
(Investigador na área da História medieval)<br />
</em><a href="mailto:vitoradriao@portugalis.com"><em>vitoradriao@portugalis.com</em></a></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/vadriao1.jpg"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/vadriao1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1741 alignright" title="vadriao" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/vadriao1-150x112.jpg" alt="" width="102" height="74" /></a><br />
 </p>
<h2 style="text-align: left;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-402" href="http://odivelas.com/2010/01/16/quinta-do-barruncho-granja-da-paradela/barruncho_brasao/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/barruncho_brasao.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-402" title="barruncho_brasao" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/barruncho_brasao.jpg" alt="" width="269" height="201" /></a>Granja da Paradela &#8211; A Barruncha Maltês<br />
Quinta do Barruncho</h2>
<p style="text-align: justify;">Entre a Póvoa de Santo Adrião e Odivelas, defronte ao Olival Basto, encontra-se a quinta hoje conhecida pelo nome de Quinta do Barruncho, outrora, Quinta da Granja (da Paradela) ou Quinta de Nossa Senhora do Rosário, a quem tinha sido dedicada a sua capela. Invocava-se também, aí, o Senhor do Bom Princípio.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Anne de Stoop (in Quintas e Palácios nos arredores de Lisboa, pp. 53-56. Livraria Civilização, Porto, 1986), “a casa, construída por volta do ano 1700, teria sido uma comendadoria da Ordem de Malta, o que explicaria o tamanho imponente da capela”.</p>
<p style="text-align: justify;">Concordo com a ilustre autora mas o tema carece desenvolvimento, pois já se regista datada neste lugar a presença armoriada junta à cruz signatária da Ordem de São João de Malta, muito antes do início do século XVIII.</p>
<p style="text-align: justify;">Com efeito, à beira do caminho que leva a esta Quinta do Barruncho, muito próxima dela conserva-se um pórtico barroco armoriado tendo na trave horizontal superior gravada a Cruz da Ordem de Malta, com a data 1638. Seria a entrada para a granja maltesa de que ainda subsistem as ruínas da casa e da capela anexa, num estado de verdadeira lástima, no cimo do Morro da Codiceira.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa seria a primitiva granja maltesa, antes de ser comenda num espaço novo, e segundo as crónicas antigas recuando ao tempo de D. Dinis, pertenceria ao espaço vastíssimo da antiga coutada real nesta parte do Termo, sendo também afamada pela abundância de trigo e de fruta que aí se plantavam. Vários autores reputados falam dela. Por exemplo, Américo Costa no seu Diccionário Chorographico de Portugal Continental e Insular (Porto, 12 vols., 1929-1949), assinala-a como “Codiceira ou S. João da Coidiceira” (vol. V, p. 535), situando abaixo dela a “Granja da Paradela, ou Casal da Paredela, ou Paradela, ou Granja da Póvoa” (vol. VIII, p. 1117). Nesta viria a ser a edificada posteriormente a Quinta do Barruncho, tudo pertencendo originalmente ao mesmo espaço maltês, antes da sua repartição em várias e pequenas quintas, possivelmente após 1700. De maneira que “a Granja da Paradela conserva o nome antigo, achando-se agora uma parte na freguesia da Póvoa”, como atesta, após consultar o autor por último citado, Pinharanda Gomes (in Santo António dos Cavaleiros – Monografia Histórica. Edição da Paróquia de Santo António dos Cavaleiros, Loures, 1992), historiando nas páginas 117-118 dessa sua Monografia este espaço monumental em causa, seguindo a descrição de Anne de Stoop a qual, aliás, sei-o, havia consultado pessoalmente este autor para a feitura do seu precioso livro com belíssimas fotografias.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, já antes Joaquim José da Silva Mendes Leal (in Admiravel Egreja Matriz de Loures (Uriunda do V. Seculo, edificada pelos Templarios, analiticamente historiada em livro ornado de estampas. Lisboa, 1909) descrevia no capítulo XIV dessa sua obra rara repartida em três partes: “Granja da Paradela – Tem ermida particular da quinta dos Barrunchos”. Pondo uma nota marginal: “Entre a Póvoa de Santo Adrião e Odivelas, defronte de Olival Basto. A capela já não existe”. Mesmo assim indica os nomes de vários confrades da Irmandade dos Escravos do Santíssimo da igreja da Mealhada (conventinho arrábido) moradores na Granja da Póvoa em 1827, como sejam os seculares António Lourenço e Isidoro António.<br />
<a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-403" href="http://odivelas.com/2010/01/16/quinta-do-barruncho-granja-da-paradela/prim_granja_povoa/"></a></p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-403" href="http://odivelas.com/2010/01/16/quinta-do-barruncho-granja-da-paradela/prim_granja_povoa/"></a></p>
<div id="attachment_403" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/prim_granja_povoa.jpg"><img class="size-full wp-image-403" title="prim_granja_povoa" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/prim_granja_povoa.jpg" alt="" width="300" height="163" /></a><p class="wp-caption-text">Primitiva Granja da Póvoa com capela anexa</p></div>
<p style="text-align: justify;">O Padre Álvaro Proença (in Subsídios para a História do Concelho de Loures, I Volume (Loures). Lisboa, 1940), diz deste lugar na página 13 dessa sua obra hoje raridade: “Codiceira – Está situada num monte e tem um sítio anexo chamado Granja. Deu-lhe outrora muita importância a quinta eu foi de António Vamprat e a sua abundância de trigo e fruta”. E na página 80, quase de corrida, assinala a ermida do “Senhor do bem Princípio – Existiu na Granja da Paradela e pertencia à Quinta dos Barrunchos. Era primorosa, muito bem acabada e com lindíssimas imagens de devoção popular”.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o período da ocupação Filipina de Portugal, esta Granja da Póvoa (onde me informaram terem achado nela algumas moedas dessa época) terá mantido o seu recato de propriedade agrícola, não se sabendo se sob esse aspecto encobria o outro mais importante de centro conspirador contra as Cortes de Madrid, mas se sabendo a Ordem em Portugal ser absolutamente desfavorável à ocupação espanhola, como se observa no apoio político, militar e fiduciário que discretamente deu ao partido independentista do duque de Bragança, futuro rei D. João IV, o Restaurador em 1640, mesmo sendo em 1638 um espanhol o Grão-Mestre da Ordem de Malta, Juan de Lascaris-Castellar (1636-1657). Após a Restauração Nacional e o afastamento das personalidades e políticas de Espanha, a propriedade da Paradela terá começado a perder a sua influência até falecer por inteiro a favor do levantamento cerca de 1700 da Quinta do Barruncho, mais ampla, rica e condigna à condição fidalga dos seus primeiros moradores. Como golpe de misericórdia, com a vitória da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, a cruz que encimava a capela primitiva da Granja foi deitada abaixo por um jacobino contrariado, e a casa transformada ora em armazém de cereais (o mesmo aconteceu à do Barruncho, que desde essa data esteve abandonada por largo tempo), ora em palheiro, ora em viveiro de cobras e ratos degradante da condição humana que aí vive paredes meias com a miséria mais constrangedora.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esta granja maltês, cuja capela presumo dedicada a São João Baptista, Orago da Ordem, cujo domínio era reputado como um dos primeiros do Termo, terão passado proeminentes figuras nobiliárquicas da História de Portugal. Vê-se, por exemplo, no brasão esquartelado de 1638 encimando o portal no sopé da Codiceira, as Armas dos Coelhos e dos Carvalhos, com isto pressupondo que alguns membros dessas famílias entrecruzadas por laços nupciais tivessem pertencido à Ordem de Malta e deste sítio fossem donatários.</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_404" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/portal_ordem_malta.jpg"><img class="size-full wp-image-404" title="portal_ordem_malta" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/portal_ordem_malta.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Portal barroco armoriado, datado e assinalado pela Cruz da Ordem de Malta, na Paradela</p></div>
<p style="text-align: justify;">Para melhor se enquadrar a orgânica medieval e renascentista das mais-valias imóveis ou prediais da Ordem do Hospital, depois de Malta, tem que cada Província desta estava repartida em espaços maiores ou menores dentro da jurisprudência e geografia Hospitalária primeiro, depois Maltesa. As possessões maiores chamavam-se Priorados ou Preceptorias, as menores Bailios ou Comendas, e as ínfimas Granjas ou Fazendas (vd. de minha autoria, Portugal Templário – Vida e Obra da Ordem do Templo. Via Occidentalis Editora Lda., Lisboa, Setembro de 2007).</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">O primeiro nome dessa Instituição religiosa e militar foi o de Ordem de São João de Jerusalém (fundada em 1113), também conhecida por Ordem do Hospital ou dos Hospitalários, e depois de Rodes (1312). Após a sua transferência para a Ilha de Malta (1530), herdou desta o nome que se universalizou.</p>
<p style="text-align: justify;">Nomeada Congregação em 1113 por bula do Papa Pascoal II, que lhes deu o Orago São Baptista e a Regra de Vida, cedo os Hospitalários transferiram-se para o Médio Oriente durante as primeiras Cruzadas, acompanhando a Ordem dos Templários, e ambas viriam a fixar a sua Casa-Mãe em Jerusalém. A Cruz do Hospital, originalmente simples, de braços iguais, evolui com o tempo e por meados do século XIII já assumia a forma patada de oito pontas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1122 a Ordem de São João do Hospital já ocupava o mosteiro de Leça do Bailio, a NE do Porto, tendo sido D. Afonso Pires Farinha, valido de D. Afonso III, o primeiro a usar o título de Prior em Portugal. Em 1350 a cabeça da Ordem foi estabelecida no Priorado do Crato.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto à Quinta da Azinhaga do Barruncho – termo este associado ao medieval barragão, “companheiro”, mas que Pinharanda Gomes, aventando sem afirmar (in ob. cit., p. 117), diz que “a etimologia é duvidosa: Barruncho = alguidar de barro? – dela faz registo uma carta datada de 12 de Maio de 1758, em resposta ao célebre inquérito do Padre Luís Cardoso, assinalando que “na Quinta da Granja, onde vive a viúva de António van Praet, existe uma magnífica capela dedicada ao Senhor do Bom Princípio, extremamente bem feita e bem decorada de imagens piedosas, muito particularmente a do Senhor que está sobre o altar-mor… obra muito singular” (in Inquérito Paroquial de 1758. Arquivo Nacional da Torre do Tombo).</p>
<p style="text-align: justify;">A família Praet, que habitou este palácio, provém do condado da Flandres, onde teve cargos principais, nomeadamente, os de burgomestres e vereadores de Bruges e Dermonde. Quanto a António van Praet, filho de Jácome van Praet e de D. Micaela da Silva, foi homem de negócio, o mais rico particular de Lisboa no seu tempo, tendo palácio na cidade e grande quinta na Granja da Paradela. Mereceu grande estimação do rei D. João V e serviu o Tribunal do Santo Ofício no cargo de familiar, tendo-se recebido com D. Antónia Mariana Teresa Salgado, filha herdeira de Gaspar Salgado, cavaleiro da Ordem de Cristo e secretário da Junta dos Três Estados, e de sua mulher D. Águeda Maria Josefa Leopoldina Cardoso de Vargas, de cujo matrimónio proveio a geração belgo-portuguesa de apelido van Praet, usado com ou sem preposição (vd. de minha autoria, Granja da Paradela – A Barruncha Maltês. Revista Loures Magazine, Ano VI, n.º 22, Abril/Junho, 1994).</p>
<p>As Armas usadas, eram: de prata, com três folhas de golfão de verde. Timbre: uma folha do escudo (in Armorial Lusitano – Genealogia e Heráldica, pp. 449-450. Lisboa, 1961).<br />
 </p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_405" class="wp-caption alignleft" style="width: 114px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/brasao_praet.jpg"><img class="size-full wp-image-405" title="brasao_praet" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/brasao_praet.jpg" alt="" width="104" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Armas da Família Praet</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quanto à ligação da família Praet com a Barruncho cujo nome ficou perpetuado na toponímia deste lugar, ter-se-á de situar a genealogia de Vicente Ferrer Barruncho (n. Lisboa, Socorro, 17.07.1726), fidalgo da Casa Real e cavaleiro da Ordem de Cristo tal como seu pai, Filipe Simões Barruncho (n. 10.05.1692), sendo sua mãe Catarina da Encarnação (n. 24.11.1694).</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Em 03.10.1756, na ermida de Nossa Senhora do Pópulo, Lisboa, Vicente Ferrer Barruncho casou com Maria Leonor Antónia da Nazaré Teixeira (n. 07.05.1731), de quem tiveram os seguintes filhos: João Pedro Barruncho (n. 03.09.1757) e Manuel Joaquim Barruncho, que viria a casar com Maria do Carmo Rebelo de Vasconcelos.</p>
<p style="text-align: justify;">João Pedro Barruncho casou com Efigénia Rosa Salgado van Praet e tiveram a seguinte descendência: Antónia Maria Brígida van Praet Barruncho (que viria a casar com António Joaquim Bandeira), Henrique Eduardo Barruncho e João Vicente Barruncho.</p>
<p style="text-align: justify;">Efigénia Rosa Salgado van Praet (n. 21.09.1773) era filha de António Salgado van Praet (c. 1740) e de Mariana Tomásia Felizarda da Fonseca Varela da Bandeira de Oliveira da Mata (n. 14.03.1744) – in D. Luís de Lancastre e Távora, Dicionário de Famílias Portuguesas, Lisboa, 1989.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitíssimo mais tarde, em 1905, passando pela Póvoa de Santo Adrião aquando do seu périplo De Benfica à Quinta do Correio Mor (Lisboa, 1905), Gabriel V. Pereira recorda ter aí visto “algumas boas construções antigas, agora em ruínas”. Tal era, provavelmente, nessa altura, o estado em que se encontrava a Quinta do Barruncho que chegou a ser depósito de cereais antes de ter sido esplendidamente restaurada, de 1957 a 1959, pelo Cônsul português no Luxemburgo, Dr. João Maria Bravo, cedendo às insistências da sua esposa que o impeliu a realizar a feliz obra de restauro do imóvel.</p>
<p style="text-align: justify;">A fachada da construção principal, evocando um tanto o barroco dos países nórdicos, é de uma grande originalidade. Tendo por centro a capela, é sobrepujada por uma larga empena trabalhada, no cimo da qual implanta-se uma cruz com um campanário de cada lado. Ao centro da fachada e sobre o janelão central, o brasão dos van Praet.</p>
<p style="text-align: justify;">No interior, o altar-mor da capela ostenta ainda o famoso Senhor do Bom Princípio, magnífico e impressionante crucifixo de tamanho elevado remontando ao período da construção do edifício (século XVIII). Dois missais antigos (um do mesmo século XVII e outro do XVIII) mantêm a memória do culto já não celebrado mas que teve grande fama na região. Os candelabros são da mesma época. A arquitectura do templo, majestoso apesar de não muito comprido mas de paredes elevadas com coro e janelas laterais destinadas aos senhores da casa acompanharem de cima as celebrações litúrgicas, um pouco austera, foi enriquecida mais tarde, por volta de 1740, com uma decoração de azulejos azuis e brancos, de excelente qualidade. Esses silhares de ambos os lados, primitivamente cercados por uma bordadura recortada, podem ser atribuídos à oficina de Bartolomeu Antunes (cf. Anne de Stoop, ob. cit.). Vêem-se ainda dois quadros de grande primor artístico possivelmente do século XVIII, um deles retratando São Domingos de Gusmão recebendo o Rosário das mãos da Virgem.</p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_406" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/capela_barruncho.jpg"><img class="size-full wp-image-406" title="capela_barruncho" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/capela_barruncho.jpg" alt="" width="350" height="258" /></a><p class="wp-caption-text">O Senhor do Bom Princípio na capela da Quinta do Barruncho </p></div>
</div>
<p> <br />
Na nave, à esquerda, pode identificar-se a hagiografia de São Maximino pela legenda “Maximino, eu te baptizo”, escrita por debaixo da cena que representa o Cristo baptizando o santo. À direita, é ilustrada a célebre Batalha Naval de Lepanto, onde, em 1571, as forças cristãs, comandadas por D. João de Áustria, esmagaram a frota otomana, ajudadas maioritariamente pelos cavaleiros da Ordem de Malta, vitória retumbante que veio a dar lugar a uma grande devoção por Nossa Senhora do Rosário, a quem é dedicada este templo. Por isso, nesse combate naval se podem distinguir, nos pavilhões içados ao alto de soberbos mastros, as imagens de Cristo e da Senhora do Rosário, lado a lado com o Crescente turco.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo o resto da habitação foi profundamente remodelado quando dos trabalhos de restauro nos fins dos anos 50 do século passado. Ainda assim, algumas salas conservam o seu tecto em masseira, cujas pinturas puderam ser recuperadas. Sobre um deles, de todos o tecto mais belo, o espaço é enquadrado por um conjunto de caixotões e cantoneiras, no centro dos quais, além dos monogramas da Virgem e do Cristo, se vêem saborosas carrancas e molduras, interpretadas num tom jubiloso que não deixa de evocar um tanto a fachada.</p>
<p style="text-align: justify;">Por entre os móveis e os quadros, escolhidos cuidadosamente, pode admirar-se uma pequena tela do século XVIII, apaixonante caricatura da morte, onde se vê num quarto luxuoso – coberto por um tecto em masseira “rocaille” – um homem que agoniza, comprimindo-se à sua volta médicos e serviçais, herdeiros e amigos, anjos e diabos…</p>
<p style="text-align: justify;">No terraço, aprecia-se uma interessante fonte barroca defronte a uma mesa do mesmo estilo, ainda que sem dúvida seja no jardim que pode apreciar-se o “ex-libbris” desta quinta: a monumental fonte barroca, que descendo pela parede constitui-se de um engenhoso empilhamento em patamares de pedras esculpidas e rochedos em equilíbrio, formando oito quedas de água de uma cascata caindo dentro de espaçosa bacia redonda.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das primitivas pedras de mó e gárgulas de goteiras esparsas pela propriedade, vêem-se ainda pequenas estátuas de meninos fáunicos, belos tanques, silhares de azulejos (observando-se num o pormenor curioso e raro de um dentista operando um paciente segundo o costume do século XVIII, como seja um assistente agarrando-lhe as pernas e, provavelmente após emborcar uns copos de aguardente a guisa de anestesia, o operador arrancar-lhe sem mais nem quê o dente afectado) e uma pequena imagem em terracota (recentemente roubada) de Santo António com o Menino, possivelmente dos inícios da capela. Há muita harmonia em todo este espaço palaciano, autêntico oásis face ao meio circundante (exterior).</p>
<p style="text-align: justify;">Os tanques e fontes desta quinta, assim como de toda a região circunvizinha, são alimentados pelas águas subterrâneas descendo da zona do Monte, parte delas canalizadas por mina cuja entrada alpendrada abria para uma escadaria levando ao interior repartido em várias galerias. Era assim que um aqueduto primitivo de vários arcos recebia o líquido puro canalizando-o para o interior da herdade. Hoje, com as obras recentes de urbanização que vêm desde a Cidade Nova e se estendem pela Paradela e Granja, tanto a mina quanto o aqueduto desapareceram sem que fosse feita coisa alguma. E coisa alguma foi feita para poupar à inclemência recente uma ponte medieval (possivelmente românica, antes, romano-árabe) que terá servido e muito aos moradores deste sítio da Granja da Paradela em 1638.</p>
<div class="mceTemp">
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_407" class="wp-caption alignleft" style="width: 410px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ponte_medieval.jpg"><img class="size-full wp-image-407" title="ponte_medieval" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ponte_medieval.jpg" alt="" width="400" height="191" /></a><p class="wp-caption-text">Ponte medieval da Granja da Paradela</p></div>
<p style="text-align: justify;">Todo o património histórico da Granja da Paradela carece de inventariação e intervenção imediata por parte da autoridade municipal de Odivelas, ao abrigo da protecção legislativa existente da Assembleia da República (Imóvel de Interesse Público. Decreto-Lei 516/71, de 22 de Novembro).</p>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">O progresso social, urbanístico, não deverá colidar com a manutenção da memória histórica testemunha da evolução de um povo. Um povo que não conheça a sua origem, a sua História, é como aquele que não sabem quem foram os seus pais, não tem norte familiar, anda sem referências como um órfão qualquer. Certamente o Concelho de Odivelas não merece isso, e mais que ninguém a antiga Granja da Póvoa, hoje Póvoa de Santo Adrião, e todo o espaço do Barruncho – Granja da Paradela.</p>
<p>A Paradela é, pois, paragem obrigatória no roteiro fabuloso do património histórico monumental de Odivelas. Vale a pena visitá-la.</p>
<p> <br />
Vitor Manuel Adrião<br />
historiador, com diversos trabalhos sobre a Região Saloia.<br />
- &#8220;Santo António dos Cavaleiros &#8211; História e Tradição&#8221;<br />
- &#8220;Mitos e Tradições Saloias&#8221;<br />
- &#8220;Loures e os Templários&#8221;<br />
- &#8220;Frielas &#8211; Memorial Histórico&#8221;<br />
- &#8220;O Giro do Círio dos Saloios&#8221;</p>
<p><em>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</em></p>
<p><em>Proibida a reprodução total ou parcial dos conteúdos apresentados, sem licença prévia do autor</em>.</p>
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		<title>Retábulo Doceiro</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:56:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas o mosteiro não é só conhecido pelos escândalos amorosos das suas habitantes com os governantes de Portugal e seus iguais. O Convento de Odivelas tem uma história rica em doçaria como todos os conventos, onde as freiras se debruçavam na confecção de &#8220;divinos&#8221; manjares dignos de Deuses e Reis&#8230;. e também dos fidalgos que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-397" href="http://odivelas.com/2010/01/16/retabulo-doceiro/roda_mosteiro/"></a></p>
<div id="attachment_397" class="wp-caption alignleft" style="width: 278px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/roda_mosteiro.jpg"><img class="size-full wp-image-397" title="roda_mosteiro" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/roda_mosteiro.jpg" alt="" width="268" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Roda no Mosteiro de S. Dinis</p></div>
<p style="text-align: justify;">Mas o mosteiro não é só conhecido pelos escândalos amorosos das suas habitantes com os governantes de Portugal e seus iguais. O Convento de Odivelas tem uma história rica em doçaria como todos os conventos, onde as freiras se debruçavam na confecção de &#8220;divinos&#8221; manjares dignos de Deuses e Reis&#8230;. e também dos fidalgos que frequentavam os famosos outeiros!<br />
&#8220;Estes concursos de poemas também se realizavam no pátio do convento por algumas ocasiões de algumas festividades, ali traindo grande número de fidalgos que depois eram obsequiados com deliciosas doçuras conventuais&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal é o pais da Europa com a mais rica doçaria e foi grande a importância dos Conventos nesta arte requintada. O mosteiro de Odivelas foi um dos maiores &#8220;contribuintes&#8221; para esta riqueza.</p>
<p>&#8221; O Convento de Odivelas foi, sem dúvida, um dos maiores retábulos doceiros do País. As suas especialidades em confeitaria e doçaria têm tradição&#8221;, com destaque para:</p>
<p>- Os Suspiros<br />
- Raivas<br />
- Tabefes<br />
- Esquecidos<br />
- Fartens<br />
- Cuvilhetes de abóbora<br />
- Mimos<br />
- Pasteis de Nata<br />
- Marmelada<br />
- Outros</p>
<p>&#8221; A doçaria de Odivelas, primorosamente preparada, passava na roda da portaria com muita satisfação para quem a comprava, de quem a confeccionava com amor e arte e de quem a vendia.&#8221;<br />
&#8230;&#8221; Há uma livro de receitas conventuais composto por três cadernos manuscritos pela última freira de Odivelas, Madre Carolina Augusta de Castro e Silva, nascida em Lisboa,a 11 de Janeiro de 1816, e falecida em Odivelas em 1909, cuja pedra tumular se encontra actualmente na sala do Capítulo.&#8221;</p>
<p>In &#8220;O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; retirado de In &#8220;O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; de Virginia Paccetti pp 82-83<br />
 <br />
 <br />
Exemplo da tentação que tanto os dotes de sedução e os doces feitos pelas monjas de Odivelas, causava mesmo entre os monjes é esta ladainha inserida numa das orações, sendo longa e repleta de pedidos de ajuda ao Divino por protecção e ajuda contra a tentação &#8220;Deste sexo sem lealdades, que professaõ sem ter fée&#8230;&#8221;</p>
<p><em>&#8220;Ladaínha dos Freyraticos&#8221;</em></p>
<p><em>&#8221; Que fujamos sempre dellas,<br />
que zombaõ, sem para ellas<br />
haver forca, nem algoz &#8230;&#8230;<br />
&#8230;&#8230;Te rogamos, audio nos.<br />
Que para nos naõ emfadar,<br />
naõ nos deixes enganar<br />
com pratos de doce arroz&#8230;..<br />
&#8230;&#8230;Te rogamos, audio nos.&#8221;<br />
&#8230;..<br />
&#8220;Ouvi vozes taõ sentidas,<br />
E livrainos de freyras taõ garridas.&#8221;</em><br />
&#8220;Quem compoz esta ladainha era frade, decerto; ninguèm como elles conhecia o assumpto.&#8221;</p>
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		<title>Convento de S. Dinis &#8211; Outeiros</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Convento de Odivelas conhecido também pelos &#8220;Outeiros&#8221; ou &#8220;Trovas de Outeiro&#8221; povoados por fidalgos e poetas. &#8221; Os outeiros que se realizam no convento, em que os poetas improvisavam versos glosando os motes que as freiras lhes mandavam das janelas, eram sempre muito concorridos, chegando muitas vezes ao escândalo.&#8221; Alguns nomes sonantes frequentavam estes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-393" href="http://odivelas.com/2010/01/16/convento-de-s-dinis-outeiros/camilo_castelo/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/camilo_castelo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-393" title="camilo_castelo" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/camilo_castelo.jpg" alt="" width="268" height="201" /></a>O Convento de Odivelas conhecido também pelos &#8220;Outeiros&#8221; ou &#8220;Trovas de Outeiro&#8221; povoados por fidalgos e poetas. &#8221; Os outeiros que se realizam no convento, em que os poetas improvisavam versos glosando os motes que as freiras lhes mandavam das janelas, eram sempre muito concorridos, chegando muitas vezes ao escândalo.&#8221;</p>
<p>Alguns nomes sonantes frequentavam estes outeiros como o poeta António Sanches de Noronha, que vivia na Póvoa de Santo Adrião tomando de entre as freiras D. Maria de Pina Rebelo Freira ( &#8220;A Bela Marcia como D. João V lhe chamava)como inspiração. O Visconde Almeida Garrett fundador do Teatro Nacional e que publicou a obra &#8221; D. Branca&#8221;- a Real Branca, Abadessa cisterciense, no Larvão,também ali se deslocou.<br />
Estes concursos de poemas também se realizavam no pátio do convento por algumas ocasiões de algumas festividades, alí atraindo grande número de fidalgos.</p>
<p>&#8220;Estes Outeiros  do século XVIII, terminaram muito antes do convento encerrar. O último realizou-se em 1852&#8243;.<br />
  </p>
<h2><span style="text-decoration: underline;">Obras Litrarias inspiradas no Mosteiro</span></h2>
<p>O Mosteiro de Odivelas serviu de inspiração para obras literárias algumas delas escritas por grandes nomes da cultura portuguesa.</p>
<p>- &#8220;A Caveira da Mártir &#8221; &#8211; Camilo Castelo Branco</p>
<p>- &#8220;O Mosteiro de Odivelas- casos de reis e memórias de freiras &#8220;- J.C.Borges de Figueiredo</p>
<p>- &#8220;As minhas queridas freirinhas d&#8217; Odivelas&#8221; &#8211; Manuel Bernardes Branco</p>
<p>- &#8220;Chronicas de Odivellas&#8221; (Occidente, vol IX de 1886)Pinheiro Chagas</p>
<p>- &#8220;O Mosteiro d&#8217;Odivellas&#8221; (Archivo Pittoresco, vol. VI)Vilhena Barbosa</p>
<p>- &#8220;As Amantes de D. João V&#8221; Alberto Pimentel</p>
<p>- &#8220;A Madre Paula&#8221; presente na colectânea &#8221; Os Grandes Amores de Portugal&#8221; Rocha Martins</p>
<p>- &#8221; O Instituto de Odivelas&#8221; Carlota Abrantes Saraiva</p>
<p>- &#8220;O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; Virginia Paccetti<br />
- &#8230;.</p>
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		<title>Convento de S. Dinis &#8211; Habitantes</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:42:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Freiras bernardas da Ordem de Cister. O Mosteiro desde sempre foi habitado por nomes relevantes na História de Portugal, desde o seu fundador D. Dinis às próprias madres que ali se encontravam enclausuradas, directa ou indirectamente viram os seus nomes figurar entre os nomes dos nobres mais relevantes da História Portuguesa. &#8221; A este mosteiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-386" href="http://odivelas.com/2010/01/16/convento-de-s-dinis-habitantes/mosteiro4/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-386" title="mosteiro4" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro4.jpg" alt="" width="268" height="201" /></a>Freiras bernardas da Ordem de Cister.<br />
O Mosteiro desde sempre foi habitado por nomes relevantes na História de Portugal, desde o seu fundador D. Dinis às próprias madres que ali se encontravam enclausuradas, directa ou indirectamente viram os seus nomes figurar entre os nomes dos nobres mais relevantes da História Portuguesa.<br />
&#8221; A este mosteiro estão associados nomes de figuras históricas, além dos seus fundadores, D. Dinis e D. Isabel de Aragão.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Nomes como D. Filipa de Lencastre que viria a falecer no mosteiro em 1415 rodeada pelos infantes D. Duarte, D. Pedro, D. Henrique antes da partida para Ceuta. A princesa Santa Joana irmã de D. João II, foi moradora do convento durante alguns anos.</p>
<p>A maioria das monjas que habitavam o convento eram de origem nobre &#8220;Muitas das monjas que aí se fixaram&#8221;&#8230;&#8221;pertenciam à nobreza&#8221;&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8221; Por muitos séculos gozou fama de viveiro de santidade este Convento &#8230;, onde monges e monjas bernardas conviveram, ainda que separados pelo regime de clausura, particamente até ao reinado de D.João I.&#8221;<br />
In &#8220;ode a Loures ( Monografia Histórica) de Vitor Manuel Adrião</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto a &#8220;santidade&#8221; do local foi sofrendo alterações uma vez que a maioria das suas habitantes se encontrava ali enclausurada não por vocação mas por imposições sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8221; As residentes desta casa forma filhas de nobreza, senhoras que não casavam por não disporem de bens, quando a familia não lhes atribuía um &#8220;dote&#8221;. Como é sabido, a herança não era repartida pelos filhos e transitava integralmente para a posse do primogénito, daí que os restantes irmãos, sendo varões, uns seguissem a vida eclesiástica, outros abraçassem a vida militar  e as raparigas, quando não eram prometidas em casamento a algum nobre, recolhiam-se à sombra protectora dos mosteiros, enriquecidos com as doações dos reis e dos nobres, para aí levarem vida segura, em termos económicos. O mosteiro de Odivelas serviu para recolher as filhas da classe dominante.&#8221;<br />
In &#8220;O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221;</p>
<p>No século XVII  já estava instalada no Convento &#8220;a liberdade de costumes e a moral do prazer &#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;No tempo de el-Rei D. João V este convento criou muito má fama, por causa dos escandalos das freiras com os fidalgos seus amantes e com o próprio rei, a quem chamavam de freirático (&#8220;Aliás dizia-se de D. João V que era tão religioso que todas as suas amantes eram freiras.&#8221;) que era assíduo frequentador do convento, entretendo amores com algumas freiras, de quem teve filhos, com especialidade da célebre Madre Paula , de quem também houve um filho, D. José, um dos &#8220;meninos de Palhavã&#8221;(Para quem o rei mandou construir o palacete de Lisboa onde hoje está instalada a Embaixada de Espanha.).&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">In &#8220;O mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; texto retirado de Dicionário História Cronológica &#8211; Vol. V Lisboa 1911  <br />
 <br />
Mas houve outras madres e abadesas que fizeram do Convento um motivo constante de escandalo e um tema próprio de andotas.<br />
Entre os manuscritos da Biblioteca Nacional, conserva-se uma lista de 20 freiras condenadas no reinado de D. João V por delitos amorosos, lista que servio a Camilo Castelo Branco para o enredo do seu romance &#8220;A Caveira da Mártir&#8221;. Freiras como D. Ana de Moura a quem D. Afonso VI &#8220;o rei seco&#8221; prometera fazer rainha, encarregaram-se de fazer do convento o seu ninho de alcova.<br />
No entanto, nem todas as monjas se dedicavam à &#8220;devassidão monacal&#8221; caso de D. Filiciana de Milão que entrando para o clausura por vocação oponha-se vivamente ao modo de vida das suas iguais incluisivé apontando o &#8220;romance&#8221; de D. Ana Moura e D. Afonso VI sobre o qual escreveu.<br />
&#8220;D. Feliciana de Milão viveu entre 1642 e 1705, dizendo dela as crónicas que &#8220;Não foi mulher banal, nem mesmo uma freira vulgar&#8221;.</p>
<p>No entanto do convento ficou mais a má-fama que das &#8220;flores virtuosas que perfumaram com raro talento e mimo as Artes e Letras portuguesas, ali mesmo em pleno Convento.&#8221;<br />
 </p>
<h2>Madre Paula</h2>
<p style="text-align: justify;">Madre Paula (Paula Teresa da Silva) viveu no Convento de Odivelas de 1701 a 1768 encontrando-se sepultada na casa do capítulo. Talvez tenha sido a freira mais conhecida do mosteiro. amante do Rei D. João V a quem deu um filho D. José um dos  &#8220;meninos de Palhavã&#8221;</p>
<p>&#8221; A Madre Paula era chamada de &#8221; Trigueirinha&#8221;, ao que ela um dia respondeu com uma quadra que passou ao domínio público:<br />
<em>Chamaste-me trigueirinha<br />
Eu não me escandalizei,<br />
Trigueirinha é a pimenta<br />
E vai à mesa do rei!<br />
verdadeiramente o rei é que ia à sua mesa, ali em Odivelas!&#8221;</em></p>
<h2>A Casa da Madre Paula</h2>
<p style="text-align: justify;">Os aposentos de Madre Paula nada tinham a ver com a ordem que professava uma vez que a Ordem de Cister estipulava o despojamento. &#8221; A Casa de Madre Paula, com dois pisos e um mirante no cimo, foi feita sobre a Sala do Capítulo, tornejando para a Torre. A descrição do interior dos seus aposentos, está reimpressa em várias obras. As divisões eram, pelo menos quinze, ricamente mobiladas e luxuosamente adornadas, com predominio do ouro, da prata, dos cristais de Veneza e da Boémia, dos móveis de chorão e tapeçaria de smyrna. Por isso lhe chamavam &#8220;um palácio oriental&#8221; dizendo-se que era a casa mais rica do mundo.&#8221;  no entanto e como o mosteiro tinha visitas frequentes de visitantes de Alcobaça &#8220;havia um modesto cubículo a que se dava o nome de cela da Madre Paula&#8221; e os &#8220;visitadores de Alcobaça fingiam ignorar estes (subtuosos) aposentos de D. Paula.&#8221;</p>
<p>In &#8220;O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; texto retirado de &#8221; O Mosteiro de S. Dinis de Odivelas &#8221; de Virginia Paccetti.</p>
<p>Escritos de D. Feliciana de Milão que fez a D. Afonso VI sobre o elavo com D. Ana Moura.</p>
<p><em>&#8220;Me Monarca, vosso amor,<br />
e vosso emleyo amorozo<br />
tanto tem de primoroso<br />
quanto de Rey, e Senhor;<br />
mas inda assi cauza dor,<br />
e naõ com pouca razaõ,<br />
uer que esta uossa affeiçaõ<br />
motivo tem que a desdoura,<br />
poes adoraes huã Moura<br />
sendo uos hum Rey chistaõ.</em></p>
<p><em>Freira podereis achar<br />
discreta que possa ter<br />
fee para uos merecer<br />
discriçaõ para agradar;<br />
isto naõ he enuejar<br />
essa mais que ditosa Anna;<br />
que ainda que Soberana<br />
tam endiozada está,<br />
Anna felice será,<br />
mas nunca Feliciana.&#8221;</em></p>
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		<title>Fundação do Mosteiro</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro S. Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Odivelas]]></category>
		<category><![CDATA[Convento S. Dinis]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[Como já foi dito a História de Odivelas entrelaça-se com a História do convento que D.Dinis mandou erguer no local. A história do mosteiro tem o seu inicio no reinado de D.Dinis que governou de 1279 a 1325. Quais os motivos que levaram o monarca a edificar o mais opulento dos mosteiros das freiras bernardas? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-379" href="http://odivelas.com/2010/01/16/fundacao-do-mosteiro/mosteiro2/"></a></p>
<div id="attachment_379" class="wp-caption alignleft" style="width: 278px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro2.jpg"><img class="size-full wp-image-379" title="mosteiro2" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro2.jpg" alt="" width="268" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Mosteiro de S. Dinis</p></div>
<p>Como já foi dito a História de Odivelas entrelaça-se com a História do convento que D.Dinis mandou erguer no local.</p>
<p>A história do mosteiro tem o seu inicio no reinado de D.Dinis que governou de 1279 a 1325.</p>
<p>Quais os motivos que levaram o monarca a edificar o mais opulento dos mosteiros das freiras bernardas?<br />
À semelhança do nome da vila também a edificação do convento tem uma explicação popular/mítica e uma histórica.</p>
<p>Segundo a lenda &#8230;&#8221;andando um dia o rei em montaria junto a A-da-Beja foi atacado por um enorme urso que o deitou abaixo do cavalo ficando o real monteiro à mercê da fera. Apelou então ele aos céus, aos seus santos protectores S. Dinis e S. Luís, jurando fundar um mosteiro se saísse vivo dali, o que aconteceu. Com uma punhalada certeira no coração da besta deixou-a logo ali morta, saindo ele ileso e grato de maneira tal que pouco tempo depois dava cumprimento a seu voto, vindo a nascer o Convento de S. Dinis. &#8221;</p>
<p>In &#8220;Ode a Loures (Monografia Histórica) por Vítor Manuel Adrião</p>
<p>Historicamente &#8230; &#8221; No século XIII &#8211; XIV o rei D.Dinis, sob inspiração de sua santa esposa Isabel de Aragão decide dar habitação mais condigna às &#8220;tempreiras&#8221; do Templo &#8220;(Ordem do Templo- que já habitavam as casas do rei) &#8220;e, encomenda aos arquitectos Antão e Afonso Martins a construção de um Mosteiro, demorando as obras de 1295 a 1305&#8243;&#8230; <br />
 In Obra citada</p>
<p>No entanto haverá uma outra explicação histórica<br />
&#8221; o monarca construiu este edifício para nele acolher a sua filha natural, D. Maria Afonso, cuja família materna possuía paço no Lumiar&#8221; e cujo tumulo se poderá ver na Capela Mor do mosteiro.</p>
<p>In &#8220;Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; &#8211; Maria Máxima Vaz<br />
Colecção Património Hoje, Amanhã</p>
<p>O Mosteiro começou a ser habitado pelas monjas em 1296, e &#8230;&#8221;ficou afamado pela sua magnificência, pelo grande número de religiosas que aí tinham clausura, cerca de 300.&#8221;</p>
<p><em>In &#8220;Guia de Portugal  I &#8211; Generalidades &#8220;Lisboa e Arredores&#8221; &#8211; Sant&#8217;anna Dionisio 1924</em></p>
<h2>Ordem de CisterInstalação da Ordem em Odivelas&#8221; Sendo o isolamento condição essencial para a escolha do local de edição de cada Abadia Cisterciense, Odivelas, que agradava muito ao Rei, é o lugar escolhido com a aprovação do abade de Alcobaça, redigindo este uma carta para o Abade-Geral de Cister em França, participando a intenção do monarca português.<br />
Em Setembro de 1294, veio a necessária licença, acompanhada de uma carta de agradecimento a D. Dinis.&#8221;</p>
<p>A Regra de S. Bento estipulava que:</p>
<p>* se repartisse o tempo entre o trabalho<br />
manual, o trabalho intelectual e a oração<br />
* os monges vivessem em clausura perpétua<br />
* que repartissem o silêncio<br />
* as Abadias Cistercienses deveriam ficar isoladas.<br />
* deveriam ser edifícios modestos, pouco ornamentados<br />
* as monjas e a Abadessa não poderiam sair do mosteiro onde só entravam monges de Cister, para administrar sacramentos, visitadores da Ordem, o rei, que poderia fazer-se acompanhar de 3 pessoas idóneas, o Infante, o Bispo e o Abade de Alcobaça, podendo um destes levar consigo duas pessoas honestas, e o médico e artífices, mas sempre acompanhados de 2 religiosos.<br />
* dormir no chão<br />
* alimentar-se apenas de meio quilo de pão e dois pratos de legumes<br />
* nunca deveriam comer carne, peixe ou lacticínios<br />
* obrigatoriedade de se vestirem com um simples hábito branco de tecido áspero.<br />
* obrigatoriedade de ir ao coro e de manter o silêncio e perfeição de vida nas cerimónias.</p>
<p>Refira-se desde já que muitas destas prescrições &#8230; não foram aplicadas no Mosteiro de Odivelas.</p>
<p><em>In &#8220;Mosteiro de S. Dinis de Odivelas&#8221; Colecção património Hoje, amanhã</em></h2>
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		<title>B.I. do Mosteiro de S. Dinis</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mosteiro S. Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Odivelas]]></category>
		<category><![CDATA[Convento S. Dinis]]></category>
		<category><![CDATA[Património]]></category>

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		<description><![CDATA[Mosteiro de Odivelas / Antigo Mosteiro de São Dinis e São Bernardo / Instituto de Odivelas Mosteiro de Odivelas e o túmulos de D. Dinis e de sua filha Monumento Nacional por Dec. de 16/06/1910 Localização : Lisboa, Odivelas, Odivelas   Acesso : Lg. D. Dinis   Protecção : MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-375" href="http://odivelas.com/2010/01/16/b-i-do-mosteiro-de-s-dinis/mosteiro3/"></a></p>
<div id="attachment_375" class="wp-caption alignleft" style="width: 278px"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro3.jpg"><img class="size-full wp-image-375" title="mosteiro3" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/mosteiro3.jpg" alt="" width="268" height="201" /></a><p class="wp-caption-text">Mosteiro de S. Dinis</p></div>
<p>Mosteiro de Odivelas / Antigo Mosteiro de São Dinis e São Bernardo / Instituto de Odivelas</p>
<p>Mosteiro de Odivelas e o túmulos de D. Dinis e de sua filha<br />
Monumento Nacional por Dec. de 16/06/1910<br />
Localização : Lisboa, Odivelas, Odivelas<br />
 <br />
Acesso : Lg. D. Dinis<br />
 <br />
Protecção : MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, ZEP, DG 22 de 26 Janeiro 1957, DG 130 de 01 Junho 1962<br />
 <br />
Enquadramento : Urbano. Ergue-se num largo desafogado com est tua da Rainha D. Isabel e pequeno Jardim, envolvido por construções.<br />
 <br />
Descrição : Das dependências conventuais destaca-se o claustro novo ou do Capítulo, de 2 pisos, com lambril de azulejos no primeiro, portal conopial de acesso ao coro (primitivamente), torre anexa junto à igreja e sala do Capítulo, hoje pequeno museu onde, entre outros, se conserva desmanchado o antigo orgão. Separando-se do claustro da Moura, parcialmente de 2 pisos com alguns capitéis góticos no 1º, a cozinha forrada com azulejos de figura avulsa e refeitório com lambril de azulejos figurados e albarradas com tecto de masseira em caixotões pintados com elementos vegetais e compositivos; pulpito e mecanismo giratório ligado à cozinha. A igreja de planta longitudinal composta por nave única, cabeceira escalonada com abside e absidíolos poligonais comunicantes e com contrafortes escalonados, tendo adossada sacristia lado Epístola e capela Nicolau Ribeiro Soares no Evangelho; com entrada lateral por galilé abobadada precedida por loggia azulejada sob colunas toscanas em angulo recto acompanhando outras construções e onde se faz acesso ao Instituto. Interiormente, abside com abóbada de 3 tramos, sob colunas e mísulas, e frestas com mainel; as abóbadas dos absidíolos conservam ainda vestígios de policromia. No centro dos absidíolos encontram-se os túmulos de D. Dinis, arca de grandes dimensões, de forma paralelipipédica, com jacente e 6 suportes, e de sua filha D. Maria Afonso, constituído por arca de forma igualmente paralelipipédica, com jacente e dois suportes. Ambos os túmulos se encontram muito degradados sendo no entanto visíveis a riqueza da sua decoração. Nave com 2 púlpitos e 4 altares enquadrados por arcos e tribuna sobre entrada.<br />
 </p>
<p>Utilização Inicial : Devocional, cultual. Convento de monjas cistercienses.<br />
 <br />
Época de Construção : Séc.14 / 18<br />
 <br />
Arquitecto/Construtor : Antão e Afonso Martim, Fr. João Turriano<br />
 <br />
Cronologia : 1294 &#8211; Licença eclesi stica para fundação do mosteiro; 1295 &#8211; lançada a 1ª pedra por D. Dinis, ficando 80 freiras a viver no Paço Real, junto; 1305 &#8211; o mosteiro encontra-se terminado; Séc.13, finais, séc. 14, inícios &#8211; o mosteiro é generosamente contemplado por doações reais ou de particulares e nele se instalaram várias figuras importantes da história; 1425 &#8211; D. Pedro, duque de Coimbra, institui capela e manda rezar missa di ria por sua mãe; 1516 &#8211; Sepultura D. Violante, Abadessa, irmã de D. Pedro Álvares Cabral, na sala do capítulo, e a pedido da qual Gil Vicente escreveu Alto da Cananeira; 1531 &#8211; um terramoto afectou-o bastante; 1557 &#8211; lápide Nicolau Ribeiro Soares e mulher, Violante Rabela; 1571 &#8211; loggia do frontespício, 1573 &#8211; data de uma coluna da loggia; Séc. 16 &#8211; claustro da Moura; 1639 &#8211; brasão da loggia; Séc. 17 (meados) &#8211; D. João IV ordena grandes remodelações; 1652 &#8211; George Cardoso descreve mosteiro com grande riqueza; 1671 &#8211; revestimento azulejar da loggia; 1691 &#8211; data da porta principal; Séc. 18 &#8211; D. João V ordena remodelações, aumentando os dormitórios, melhorando refeitório, cozinha, etc., que desvirtuam a anterior simplicidade mon stica; 1755 &#8211; terramoto provocou grandes danos no mosteiro, da igreja poupou apenas cabeceira; religiosas vivem em barracas durante as obras; 1834 &#8211; extinção das ordens religiosas conduz à delapidação do património; 1886 &#8211; muito arruinado; 1887 &#8211; planta de Borges Figueiredo. Obras de readaptação para abrigo de mulheres regeneradas; 1898 &#8211; Infante D. Afonso solicita-o ao Ministro da Fazenda para alojar filhas orfãs de oficiais do exército; 1889 &#8211; Obras param por falta de orçamento; 1900 &#8211; entrega ao Infante; 1903 &#8211; quase terminadas as obras, ali viviam já 57 alunas em regime internato; 1922 &#8211; derrubada casa do Rei e o escudo colocado numa ala do claustro da Moura; 1969 &#8211; estragos provocados pelo sismo.<br />
 </p>
<p>Tipologia : Arquitectura religiosa, gótica, maneirista, barroca, eclética. Mosteiro cisterciense. Juntamente com o de Almoster, foi das últimas construções cistercienses femininas em Portugal. Estilo de influência das ordens Mendicantes, nomeadamente na disposição da cabeceira, com passagens estreitas estabelecendo comunicação directa com a zona conventual, disposição que se encontra igualmente em Portalegre e Almoster, abóbada achatada, e outros; as frestas aqui são, no entanto, mais baixas. Igreja de 3 naves, acompanhando todo o comprimento do claustro novo, com entrada lateral, própria dos Conventos femininos, e cabeceira escalonada onde abside e 2 absidíolos tem contrafortes. A nave da igreja foi reconstruída com feição maneirista, o estilo dos azulejos da loggia. Decoração joanina no refeitório e azulejos de cozinha.<br />
 </p>
<p>Caracteristicas Particulares : A planta desenvolve-se para N., ao contr rio do usual, devido ao curso do rio.<br />
 <br />
Bibliografia : BARBOSA, J. Vilhena, O Mosteiro de Odivelas in Archivo Pittoresco, 6 vol., Lisboa, 1863; FIGUEIREDO, António Cardoso Borges, Mosteiro de Odivelas, lisboa, 1889; GUSMÃO, Artur, A Expansão da Arquitectura Borgonhesa e os Mosteiros de Cister em Portuga, Lisboa, 1953, CHICÓ, M rio Tavares, A Arquitectura Gótica em Portugal, Viseu, 1968; COCHERIL, Dom Maur, Notes sur l&#8217;architecture et le décor dans les abbayes cisterciennes du Portugal, FCG, Paris, 1972; SARAIVA, Carlota Abrantes, Contribuição para o Estudo dos Azulejos do Instituto de Odivelas, Lisboa, 1975; COCHERIL, Dom Maur, Routier des Abbayes Cisterciennes du Portugal, FCG, Paris, 1978; DIAS, Pedro, A Introdução das primeiras formas Góticas, in História da Arte em Portugal, 4 vol., Lisboa, 1986, p. 9 &#8211; 63; ANTUNES, Eva Maria Cotas e Garcia e SILVA, Ana Paula Noé da, O Mosteiro de São Dionísio de Odivelas, (J.H.A.F.L.L.) 1986 / 1987.<br />
 </p>
<p>Intervenção Realizada : 1938 / 1942 &#8211; Obras de reparação e restauro; conclusão das mesmas; 1958 &#8211; reparação do telhado da igreja; 1959 &#8211; idem; 1961 &#8211; Transferência do túmulo de D. Dinis da capela para a nave; 1966 &#8211; reparação da cobertura da igreja; reconstrução do telhado das capelas laterais esquerda; 1967 &#8211; reparação do telhado; 1969 &#8211; reparação dos estragos causados pelos sismos de Fevereiro, nomeadamente reparação de telhados e tecto da nave e trabalhos urgentes de conservação; 1974 &#8211; Obras conservação na igreja e claustro; 1978 &#8211; tratamento contra formiga branca; 1980 &#8211; conservação; 1985 &#8211; reparação das coberturas da igreja; 1986 &#8211; reparação das coberturas; 1988 / 1989 &#8211; beneficiação no claustro da Moura; 1990 &#8211; beneficiação nos terraços do claustro principal; 1994 &#8211; reparação da cobertura da igreja e beneficiações no claustro da Moura; 1995 &#8211; cobertura do alpendre do claustro da Moura; 1997 &#8211; revisão da cobertura da igreja; execução de nova cobertura na sacristia; rebocos na torre sineira e fachadas N. e nascente do igreja.<br />
Fonte:Direcção Geral dos Edificios e Monumentos Nacionais</p>
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		<title>Cruzeiro ou Memorial de Odivelas</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 12:24:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odivelas.com</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Odivelas]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Situado no cimo do outeiro de Odivelas na via Lisboa-Caneças o Cruzeiro como é conhecido actualmente, terá sido um monumento erguido a D. Diniz. No entanto a origem do monumento não é clara, tendo &#8221; sido  um autêntico &#8220;quebra-cabeças&#8221; para  maioria dos investigadores, havendo poucas informações históricas escritas e as que há nada esclarecem&#8221;. &#8220;Permanece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-370" href="http://odivelas.com/2010/01/16/cruzeiro-ou-memorial-de-odivelas/cruzeiro/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzeiro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-370" title="cruzeiro" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/cruzeiro.jpg" alt="" width="269" height="201" /></a>Situado no cimo do outeiro de Odivelas na via Lisboa-Caneças o Cruzeiro como é conhecido actualmente, terá sido um monumento erguido a D. Diniz.<br />
No entanto a origem do monumento não é clara, tendo &#8221; sido  um autêntico &#8220;quebra-cabeças&#8221; para  maioria dos investigadores, havendo poucas informações históricas escritas e as que há nada esclarecem&#8221;.<br />
&#8220;Permanece em dúvida a data em que teria sido construído&#8221;&#8230; avançando-se como hipótese três épocas possíveis:</p>
<p>- Reinado de D. Diniz (1279-1325)<br />
- Reinado de D. Afonso IV (1325-1357)<br />
- Reinado de D. João I (1285-1433).</p>
<p style="text-align: justify;">Se a data de edificação é uma dúvida a sua finalidade também é de difícil explicação, &#8221; a obra é muda-nenhuma palavra que nos guie&#8221; para uma explicação da sua origem ou função.&#8221;<br />
&#8220;Não tem inscrição alguma antiga; apenas se lê gravada junto da base na frente que olha para Lisboa,a inscrição 1721 RTV&#8230; E talvez a data do último concerto que se lhe fez.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Existem múltiplas explicações avançadas por historiadores, arqueólogos e críticos de arte. para alguns o monumento é apenas um padrão que delimita apenas o território jurisdicional do Mosteiro, para outros este está relacionado com actos fúnebres, assim como outros existentes no país e cujas as características se assemelham, tendo servido de local de paragem dos cortejos fúnebres antes dos defuntos serem sepultados no mosteiro.<br />
Assim, as opiniões históricas concentram-se em duas &#8220;teorias&#8221;:</p>
<p style="text-align: justify;">1. &#8220;Que o monumento é do século XIV e que terá servido na transladação do rei D.Dinis, falecido em Santarém em 7 de Janeiro de 1325 e que dali viria com destino ao mausoléu que na igreja do Convento de Odivelas o aguardava para deposição do seu corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">2. Baseando-se na arquitectura, no grande número de castelos (13 ao todo) que guarnece o escudo real e na cruz floreteada que encima o monumento identificando-a como a Cruz da Ordem de Aviz, de que D. João I era Mestre.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto há historiadores que afirmam não se tratar da Cruz de Avis, mas sim uma Cruz Elementista ou Naturalista (selénica) própria do carácter necrolático do monumento que não é único em Portugal&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseando-se &#8220;na arquitectura do gótico primitivo do tempo de D. Dinis que a Memória seja realmente do século XIV e tenha adquirido fama no século XV com D. João I, e a ambos tenha servido de eça funerária, e tanto mais, aí nesse local escolhido pelas conveniências religiosas por ambos serem devotos de S. Bernardo&#8230; inspirador dos Templários.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O Memorial, orientado no sentido Sudoeste-Nordeste, uma das faces voltadas para Lisboa e outra para o Mosteiro é feito de pedra lioz, abundante na região, a qual foi extraída das pedreiras de Trigache,a cerca de 3km deste local.&#8221; &#8221; Construído sobre uma plataforma de 5,10m por 2,10m, com 20cm de altura. Para protecção tem em cada um dos cantos, um marco de pedra.<br />
Apresenta dois andares: a arcada e a ogiva. No primeiro andar quatro pares de colunelos, em cujos ábacos se apoiam as arquivoltas dos arcos trilobados, circundados por funda canelura. Os capitéis estão decorados com elementos vegetais estilizados de uma simplicidade característica do gótico primitivo. &#8220;sobreposto à arcaria e em todo o comprimento desta eleva-se um arco ogival, desprovido de ornatos. Coroa o monumento a empena, lisa e com cimalha de dupla moldura. Na face Noroeste da glaba sobressai o escudo português medieval, usado até ao reinado de D.Fernando I.Treze castelos lhe bordam a orla.&#8221;Remata o monumento uma cruz, constituída por quatro semi-cículos, emergindo dos pontos de encontro um elemento que forma tosco florão com os extremos divergentes dos arcos.&#8221;"</p>
<p><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-370" href="http://odivelas.com/2010/01/16/cruzeiro-ou-memorial-de-odivelas/cruzeiro/"></a>Extractos retirados de &#8220;Ode a Loures (Monografia Histórica)&#8221; &#8211; de Vitor Manuel Adrião<br />
e &#8220;O Memorial&#8221; de Henrique Ramos e Maria Máxima Vaz (Colecção Património Hoje, Amanhã- JFO)</p>
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		<title>Odivelas na História Nacional</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 00:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Máxima Vaz</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Odivelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Dra. Máxima Vaz Quando estavam a decorrer os preparativos para a conquista de Ceuta, sobreveio uma forte epidemia que atingiu, sobretudo, as cidades de Lisboa e Porto. Para fugir ao contágio, a Corte deslocou-se para Sacavém, onde não havia, até ali, notícias de ter chegado a peste. Quando neste lugar começaram a adoecer algumas pessoas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/MaximaVaz.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-1733 alignright" title="MaximaVaz" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/MaximaVaz-150x112.jpg" alt="" width="98" height="69" /></a>Dra. Máxima Vaz</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" rel="attachment wp-att-309" href="http://odivelas.com/2010/01/16/odivelas-na-historia-nacional/ruas-2/"></a><a class="highslide" onclick="return vz.expand(this)" href="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ruas1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-309" title="ruas" src="http://odivelas.com/wp-content/uploads/ruas1.jpg" alt="" width="237" height="162" /></a>Quando estavam a decorrer os preparativos para a conquista de Ceuta, sobreveio uma forte epidemia que atingiu, sobretudo, as cidades de Lisboa e Porto. Para fugir ao contágio, a Corte deslocou-se para Sacavém, onde não havia, até ali, notícias de ter chegado a peste. Quando neste lugar começaram a adoecer algumas pessoas, a Família Real e nobres que a acompanhavam, vieram para Odivelas. O Rei partiu primeiro, seguido, algumas horas depois, pela Rainha e a Corte, mas Dona Filipa de Lencastre já apresentava alguns sintomas de doença. Passados três dias chegaram a Odivelas o Infante D. Henrique e o Conde de Barcelos vindos do Porto, onde tinham estado a organizar os navios que viriam a fazer parte da frota que havia de partir para a conquista de Ceuta.<br />
O Príncipe herdeiro, D. Duarte, estava junto da sua Mãe, que não mais abandonou e o Infante D. Pedro, no cumprimento de ordens recebidas, encontrava-se em Lisboa, supervisionando os preparativos para a conquista de Ceuta.<br />
Tendo-se agravado, entretanto, o estado da Rainha, todos os filhos se reuniram à sua volta, em Odivelas, acompanhados pelos membros da Corte. E puderam fazê-lo porque aqui havia um paço real, que já existia no tempo do Rei D. Dinis, que continuou a existir durante toda a Monarquia e do qual ainda havia de pé algumas dependências no século XX, as quais vieram abaixo em 1922/23. Infelizmente, o zelo pela preservação do nosso património ainda era inferior ao que existe hoje, por muito que isso nos custe a acreditar. Se essa relíquia do século XIII existisse hoje em Odivelas, seria, com toda a certeza, um motivo de atracção para muitos visitantes.<br />
Foi neste paço que residiu a Família Real e a Corte, durante os últimos dias de vida da Rainha, que estava consciente do seu fim.<br />
Antes da sua doença, tinha já encomendado as espadas para serem armados cavaleiros os seus três filhos mais velhos, que eram, por ordem de idades, D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique. Reconhecendo que os seus dias estavam contados e que não lhe seria dado assistir a essa festa, decidiu entregar-lhas, mesmo sem a cerimónia que isso implicava.<br />
Mandou que lhas trouxessem e que os seus filhos se aproximassem do seu leito e com ternas e sábias palavras lhas entregou. Começando pelo filho mais velho, D. Duarte, dirigiu-se-lhe nestes termos:<br />
Meu filho, porque Deus vos quis escolher para serdes herdeiro destes reinos, eu vos dou esta espada e vos recomendo que vos seja espada de justiça e vos encomendo seus povos e que sejais sempre a defesa deles, não consentindo que lhe seja feito nenhum desaguisado. E quando digo justiça digo justiça com tolerância, porque justiça sem tolerância é crueldade.<br />
Tomou depois outra espada e dirigiu-se a D. Pedro dizendo:<br />
Meu filho, porque sempre vos vi muito chegado à honra e serviço das donzelas, encomendo elas a vós, as quais vos rogo que sempre defendais.<br />
Por último, chamou a si o Infante D. Henrique e, entregando-lhe a espada, disse:<br />
A vós quero encomendar todos os senhores, cavaleiros, fidalgos e escudeiros destes reinos, porque muitas vezes acontece os reis fazerem contra eles o que não devem.</p>
<p style="text-align: justify;">Os infantes acolheram respeitosamente as palavras da Rainha e tranquilizaram-na quanto ao que lhes pedia. Viveu ainda alguns dias, manifestando sempre grande presença de espírito, até que a 19 de Julho de1415 faleceu. Realizadas as cerimónias fúnebres, continuaram os preparativos para a conquista de Ceuta e só aí, depois da conquista, é que os Infantes foram armados cavaleiros, tendo o Rei, para tal, mandado purificar e benzer a mesquita, transformada assim em templo cristão.<br />
A Rainha ficou sepultada em Odivelas e aqui permaneceu durante quinze meses. Só depois de regressarem de Ceuta é que se procedeu à trasladação do seu corpo para o Mosteiro da Batalha.<br />
No ano de 1433, Odivelas foi novamente cenário de cerimónias fúnebres, desta vez do Rei D. João I.<br />
Faleceu este monarca nos paços da Alcáçova em Lisboa e realizaram-se na Sé as cerimónias religiosas. Terminadas estas, organizou-se o cortejo com destino a Odivelas.<br />
O ataúde foi posto numa carreta, toda armada de luto. Dentro de Lisboa, foi conduzida por D. Duarte, os Infante e os Condes. O cortejo ia assim organizado:<br />
Na frente seguiam cinco belos cavalos, ricamente ajaezados e conduzidos por nobres. O primeiro ia coberto de damasquim branco e vermelho, tendo bordadas as armas de S. Jorge;<br />
A cobertura do segundo era de damasco vermelho e azul, tendo bordadas as armas do Rei;<br />
O terceiro levava cobertura igual, com excepção do bordado que, em vez das armas reais, tinha o mote de D. João I – “ por bem “ – repetido várias vezes;<br />
O quarto cavalo tinha cobertura do mesmo tecido e das mesmas cores, mas com pilriteiros bordados, emblema que o Rei adoptara de sua esposa;<br />
O quinto ia todo coberto de damasquim preto, sem qualquer bordado.<br />
Depois deles, vinha então a carreta com o falecido monarca e, após ela, doze cavaleiros de estirpe, conduzindo as bandeiras e armas do Rei – o elmo, o estandarte, o guião, a lança, a acha, o escudo, a espada. Imediatamente a seguir, numerosas pessoas vestidas de burel, fazendo pranto.<br />
À saída de Lisboa, foram atrelados à carreta quatro cavalos, tendo D. Duarte e os seus irmãos montado a cavalo. Vinte e quatro monges segurando tochas acesas ladeavam a carreta, rezando. Assim chegou o cortejo, ao entardecer do dia 25 de Outubro de 1433, a Odivelas, onde o esperava o Abade de Alcobaça, a Dona Abadessa de Odivelas, abades de outros mosteiros e conventos, muitos religiosos e religiosas. No Largo do Couto, que é hoje o Largo D. Dinis, parou o cortejo e o féretro foi retirado do carro que o transportava e, desatrelados os cavalos, todos os cavaleiros desmontaram. O Rei defunto foi levado para a igreja do mosteiro, seguido de todos quantos o acompanhavam e também dos que aqui o aguardavam. Ficou uma noite na igreja do mosteiro, sendo feito o velório por todos os Comendadores da Ordem de Cristo, e presidido pelo Infante D. Henrique. Só no dia seguinte seguiu o cortejo fúnebre com destino ao Mosteiro da Batalha, onde já se encontravam os restos mortais da Rainha, também ida de Odivelas, em fins de 1416.<br />
Se outros factos não tivessem aqui acontecido, estes eram suficientes para elevarem Odivelas à categoria de cidade histórica. Estes acontecimentos são património histórico e cultural tão valioso como os edifícios que os perpetuam. É este património que valoriza Odivelas, que acolheu tão grandes Reis. Qual é a povoação dos arredores da capital que se pode orgulhar de ter um tal património?<br />
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